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Uma data que não pode ser esquecida
Por Rodrigo Pedroso
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O 27 de novembro é uma data que
nunca deve ser esquecida dos brasileiros. Nesta data, comemoramos a
vitória sobre os traidores que, a soldo de uma potência estrangeira,
intentaram transformar o Brasil em uma República comunista, e prestamos
homenagens às vítimas dessa sangrenta insurreição. Durante aquela que
ficou conhecida como a “Intentona Comunista”, oficiais legalistas foram
apunhalados por colegas de farda enquanto dormiam. Moças foram estupradas.
Civis foram roubados e mortos.
Trata-se de um caso real, ocorrido no Brasil, e não de informações relativas
a terras longínquas.
Na década de 1930, o comunismo dominava apenas dois países em todo o
mundo: a União Soviética e seu satélite inexpressivo, a Mongólia. Para
o movimento comunista internacional, era vital tirar a Rússia do isolamento
e expandir a Revolução socialista, conforme o princípio marxista de
que o comunismo deve ser implantado em escala mundial. Nesses anos,
todavia, abriu-se a possibilidade de “exportar” a Revolução: Luiz Carlos
Prestes e seus companheiros do PCB (Partido Comunista do Brasil) convenceram
o governo de Moscou de que o Brasil estava “maduro” para a Revolução
comunista.
O imperialismo soviético tinha especial interesse pelo Brasil, o país
mais importante da América Ibérica e do Atlântico Sul, além de contar
com imensas reservas de recursos naturais. Num relatório datado de 20.09.1930,
enviado a Moscou por Abraham Guralski, então chefe do Birô Sul-Americano
do Komintern, constava que “o Brasil é e continuará sendo o centro de
gravidade de todas as batalhas futuras” (cf. WAACK, William. Camaradas;
A história secreta da revolução brasileira de 1935 nos arquivos de Moscou.
São Paulo, Companhia das Letras, 1993. p. 39).
Margarete Buber-Neumann relata que, antes da realização do VII Congresso
da Internacional Comunista, houve em Moscou uma reunião da alta cúpula
do Komintern, com a participação de Dmitri Manuilski (Presidente do
Komintern), Georgi Dimitrov, Palmiro Togliatti (Itália), Ho Chi Minh
(Vietnã), Maurice Thorez (França), Van Min (China) e Luiz Carlos Prestes
(Brasil). Nesta reunião decidiu-se que Prestes deveria preparar uma
Revolução comunista no Brasil (cf. BUBER-NEUMANN, Margarete. La Révolution
Mondiale. Paris, Casterman, 1971. p. 349).
O Komintern (abreviatura de Kommunistítcheski Internatsional,
Internacional Comunista – IC) era uma organização de revolucionários
profissionais, criada por Lenin em 1919 para implantar o comunismo em
todas as nações e impor aos partidos comunistas de todo o mundo uma
única direção e orientação. Os partidos comunistas que funcionavam nos
diversos países deveriam existir apenas como secções destacadas do Komintern.
O PCB, fundado em 1922, seguiu à risca essa determinação, adotando a
denominação oficial de “Partido Communista do Brasil – Secção Brasileira
da Internacional Communista”. A 5a das 21 condições impostas pelo Komintern
aos partidos comunistas nacionais era a seguinte: “Todos os partidos
comunistas devem renunciar não somente ao patriotismo como também ao
pacifismo social”.
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"foi decidido em Moscou
que Luiz Carlos Prestes deveria
preparar uma revolução
comunista no Brasil"
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Na verdade, o Komintern
nada mais foi que uma extensão do Partido Comunista da União Soviética
(PCUS) no plano internacional, um instrumento para manter os líderes
comunistas do mundo todo subordinados aos interesses imperialistas
de Moscou. Desde cedo, o Komintern foi rigorosamente controlado não
só pelo PCUS, mas também pelas agências secretas e órgãos de repressão
soviéticos.
O Komintern era dirigido por um Comitê Executivo, o EKKI, composto
de 50 membros. Luiz Carlos Prestes foi incluído como membro desse
Comitê Executivo em 8 de junho de 1934.
Os agentes do Komintern tinham poderes praticamente ilimitados de
intervenção nos partidos comunistas dos diversos países, bem como
instruções muito precisas sobre como levar adiante as planejadas ações
revolucionárias.
Através do Komintern, o Partido Comunista da União Soviética (PCUS)
mantinha sobre estrito controle a direção política do Partido Comunista
do Brasil, o modo como eram escolhidas as suas lideranças e seus processos
de formação ideológica. O PCB era totalmente submisso aos ditames
do PCUS, de quem adotava os símbolos, as bandeiras e as palavras-de-ordem,
e nada fazia sem o aval e o financiamento de Moscou. Agora perguntemos:
Que valor pode ter aos olhos de um patriota, de alguém que ama a terra
em que nasceu e quer o bem da sua gente, uma organização que adota
os símbolos e as bandeiras de um partido estrangeiro, e professa uma
ideologia exótica, materialista e internacionalista, inimiga de Deus,
da Pátria e da Família?
Como dissemos, foi decidido em Moscou que Luiz Carlos Prestes deveria
preparar uma Revolução Comunista no Brasil. Para assessorar o planejamento
do levante, o Komintern passou a enviar agentes estrangeiros para
o nosso País.
Com a abertura dos arquivos de Moscou soube-se que não eram apenas
nove, como inicialmente se pensou, os estrangeiros pertencentes ao
Serviço de Relações Internacionais do Komintern que se encontravam
no Brasil preparando a Revolução socialista, mas sim vinte e dois!
O jornalista brasileiro William Waak, que pesquisou os arquivos do
Komintern após a desintegração da União Soviética, publicou os seus
nomes no livro Camaradas, editado em 1993:
-
Pavel Vladimirovich Stuchevski,
soviético. Usava os nomes de guerra de “Leon Jules Vallée”, “Paul”
e “René. Foi deslocado para o Brasil pelo Komintern em 1935. Chefiava
o único aparelho do Komintern instalado na América Latina. Esse
aparelho chegou a utilizar 7 pessoas no Rio de Janeiro, 2 em São
Paulo e 2 em Buenos Aires, onde funcionava o Birô Sul-Americano
(BSA). Foi executado em 1938, em Moscou, pela NKVD, a polícia secreta
do governo soviético, depois chamada KGB;
-
Sofia Semionova Stuchskaia,
soviética. Usava os codinomes de “Sofia Semionova Morgulian” e “Alphonsine
Vallée”. Casada com Pavel Vladimirovich Stuchevski. Executada em
1938, em Moscou, pela NKVD;
-
Arthur Ernst Ewert,
alemão. Usava os nomes de guerra de “Harry Berger”, “Albert”, “Castro”
e “Negro”. Desembarcou no Rio de Janeiro em março de 1934. Após
a Intentona foi preso no Rio, sendo libertado em 1945 em decorrência
da anistia concedida em abril desse ano pelo Presidente Vargas,
viajando para a Alemanha Oriental, onde, em 1959, morreu;
-
Elise Saborovsky,
alemã, também conhecida pelo apelido de Sabo, mulher de Arthur Ewert.
Foi presa após a Intentona e, em 1936, deportada para a Alemanha,
juntamente com Olga Benário;
-
Victor Allan Baron,
norte-americano. Usava os codinomes de “James Martín” e “Raimond”.
Encontrado morto após ser preso pela polícia, em 1935, sendo a morte
dada como suicídio;
-
Rodolpho José Ghioldi,
argentino. Usava os codinomes de “Autobelli”, “Luciano Busteros”,
“Índio” e “Quiroga”. Membro do Birô Sul-Americano do Komintern.
Foi deslocado para o Brasil em dezembro de 1934, junto com sua mulher
Carmen de Alfaya. Após a Intentona foi preso e após a II Guerra
Mundial deportado para a Argentina, onde morreu em 1985.
-
Carmen de Alfaya,
argentina, casada com Rodolpho Jose Ghioldi. Após a Intentona foi
presa e, durante a II Guerra Mundial, deportada para a Argentina.
-
Abraham Guralsky, soviético.
Codinomes: “Boris Heifetz” e “Rústico”. Foi chefe do Birô Sul-Americano
do Komintern, no início da década de 1930. Em dezembro de 1934 foi
deslocado para o Brasil, procedente de Moscou.
-
Inês Tulchniska, soviética,
mulher de Abraham Guralski. Utilizava o codinomes de “Tanina”.
-
Pierre, não identificado.
Enviado ao Brasil em 1930 com a missão de reformular a direção do
PCB.
-
Jan Jolles, alemão.
Codinomes: “Alonso”, “Emílio”, “Eoles”, “Cazon” e “Macário”. Deslocado
para o Brasil em abril de 1933. Saiu do País em abril de 1935, por
incompatibilidade com Rodolpho Ghioldi.
-
Boris Kraevsky, soviético;
atuou no Rio Grande do Sul no início dos anos 1930 com a tarefa
de dar assistência política à Juventude Comunista do PCB.
-
Olga Benário, alemã.
Codinomes: “Frida Leuschner”, “Ana Baum de Revidor”, “Olga Sinek”,
“Maria Bergner Villar” e “Zarkovich”. Membro do IV Departamento
do Exército Vermelho (Inteligência Externa), viajou ao Brasil, em
dezembro de 1934, acompanhando Luiz Carlos Prestes, cumprindo missão
que lhe fora atribuída pelo Comitê Executivo do Komintern. Foi presa
no Brasil em 6 de março de 1936, juntamente com Luiz Carlos Prestes,
sendo deportada para a Alemanha, onde morreu, em 1942, em um campo
de concentração;
-
Johann de Graaf, alemão.
Codinomes: “Jonny”, “Mattern”, “Franz Gruber”, “Pedro” e “Richard
Walter”. Deslocado para o Brasil em 1935. Foi executado em Moscou,
em 1938, pela NKVD, polícia secreta do governo soviético.
-
Helena Kruger, alemã,
mulher de Johann de Graaf. Codinomes: “Ema Gruber”, “Lena” e “Lee”.
Deslocada para o Brasil junto com seu marido. Teria se suicidado
em Buenos Aires, em dezembro de 1936, após receber ordem para voltar
a Moscou;
-
Amleto Locatelli,
italiano. Codinomes: “Adolphe Hala”, “Walter” e “Bruno”. Deslocado
para o Brasil em outubro de 1935. Morreu em março de 1937, participando
da Guerra Civil Espanhola;
-
Marga, alemã, não
identificada; secretária de Arthur Ernst Ewert;
-
Mendel Mirochevski,
polonês. Codinomes: “Losovski”, “lovski” e “Juan”. Deslocado para
o Brasil em setembro de 1935;
-
Steban Peano, argentino.
Codinome: “Gras”. Assistente político do Comitê Regional do PCB
em São Paulo a partir de 1934;
-
Maria Banejas, argentina.
Codinome “Antonia”. Concubina do brasileiro Honório de Freitas Guimarães
(“Martins”), Secretário de Organização do Comitê Central do PCB;
-
Marcos Youbman, argentino.
Codinome: Arias. Correio pessoal de Pavel Vladimirovich;
-
Carmen, argentina,
servia de correio pessoal de Pavel Vladimirovich (não era a mulher
de Rodolpho Ghioldi).
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"Olga nunca foi uma heroína,
mas uma agente estrangeira"
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O livro de Waack dá conta de detalhes
inéditos da história secreta da Intentona Comunista, com base nos documentos
dos arquivos de Moscou a que teve acesso.
A judia alemã Olga Benário nunca foi casada com Prestes, foi apenas
sua concubina. Ela era casada em Moscou com um integrante da Academia
Militar Frunze, chamado B. P. Nikitin, e acompanhou Prestes ao Brasil
cumprindo uma tarefa que lhe fora determinada pelo IV Departamento do
Estado-Maior do Exército Vermelho, órgão do serviço secreto militar
da União Soviética, hoje conhecido pela sigla GRU. Olga nunca foi uma
heroína, mas uma agente estrangeira que veio para o Brasil organizar
uma Revolução para instaurar um governo comunista e submeter nosso País
ao imperialismo da União Soviética.
A abertura dos arquivos de Moscou, após a dissolução da União Soviética,
também comprovou que, desde 1935, Luís Carlos Prestes era um assalariado
dos soviéticos, um mercenário do movimento comunista internacional,
situação que perdurou durante toda a sua vida, visto que nunca desempenhou
qualquer atividade remunerada. A quantia de US$ 1.714,00, 11,9% das
despesas do Komintern com a conspiração no Brasil, no período de abril
a setembro de 1935, representava o salário de Prestes.
Em dezembro de 1934, Prestes saiu da União Soviética para liderar a
Revolução no Brasil, onde chegou com passaporte português, com o nome
falso de “Antônio Villar”. O traidor vinha com a missão que lhe impusera
o Komintern: chefiar o movimento armado que se preparava no Brasil.
Prestes, que se dizia em Barcelona, estava oculto em lugar ignorado
no Rio de Janeiro. De seu esconderijo no enviava ordens e manifestos,
controlando, passo a passo, o desenrolar dos trabalhos.
Quem realmente dirigia o Partido Comunista no Brasil eram três estrangeiros:
o soviético Pavel Vladimirovich Stuchevski, o judeu alemão Arthur Ernest
Ewert (que adotava o nome de guerra de “Harry Berger”) e o norte-americano
Victor Allan Baron. Eram os homens que mandavam no Prestes, que era
um executor das decisões deles.
Prestes e o PCB contavam com simpatizantes em importantes unidades do
Exército. O levante dos quartéis seria o sinal para uma greve geral
e o início da Revolução. Como outras instituições da sociedade brasileira,
as Forças Armadas também sofreram a infiltração de agentes do movimento
comunista. Células comunistas, envolvendo oficiais e sargentos, funcionavam
no Exército e na Marinha.
O Partido Comunista Brasileiro (PCB), com a ajuda financeira do Komintern,
e a adesão de simpatizantes em importantes unidades do Exército, dava
seguimento aos preparativos finais no planejamento da rebelião político-militar.
A intenção era derrubar o Presidente Getúlio Vargas e instalar um governo
de controlado pelos comunistas. O levante nos quartéis seria o sinal
para uma greve geral e o início da Revolução. A ordem para a sua deflagração
viria diretamente de Moscou.
Para se ter idéia do que os comunistas pretendiam com a Intentona, basta
dar uma lida no anteprojeto de Constituição que o Partido Comunista
aprovou em 1932: o artigo XVI proclamava “a liberdade de uniões sexuaes”
(ou seja, a abolição da Família); o artigo XVII determinava “a expropriação
de toda propriedade privada sobre casas, terras, fábricas, minas, quédas
d’agua, materiaes de transporte” e a “libertação imediata de (...) todos
os presos communs com mais de 2 annos de detenção” (esse negócio de
comunista defender bandido não é de hoje...); e, finalmente, o artigo
XI proclamava “o não-reconhecimento das igrejas e confissões religiosas”
(fonte: A Exposição Anticomunista. Revista O Observador Econômico,
n. 36, jan. 1939).
A Intentona em Natal - RN
A Intentona Comunista teve início em Natal, Estado do Rio Grande do
Norte.
Tudo estava planejado para o irrompimento simultâneo do levante armado
em todo o País. A insurreição deveria eclodir de forma sincronizada,
num único movimento. Entretanto, em Natal, a precipitação dos conspiradores
acabou por antecipar o levante. Pelas 19h30 de sábado, dia 23 de novembro
de 1935, militares ligados ao Partido Comunista assumiram o controle
do 21o Batalhão de Caçadores.
O 21o Batalhão, sublevado, e militantes do Partido Comunista armados
com material bélico tomado do Exército, distribuíram-se em grupos e
assumiram o controle dos pontos estratégicos da cidade. O Governador
do Estado, Dr. Rafael Fernandes, sob o tiroteio dos rebeldes, refugiou-se
inicialmente no Consulado da Itália, e em seguida em um navio de bandeira
francesa.
O Coronel José Otaviano Pinto Soares, comandante do 21o Batalhão de
Caçadores, juntamente com o Major Luís Júlio, Comandante do Batalhão
de Polícia, organizaram a resistência no quartel da Polícia Militar,
que ficou sitiado sob fogo cruzado. O Batalhão da Polícia Militar resistiu
durante 19 horas, até queimar o último cartucho, rendendo-se às 15h
de domingo. Depois de tomado o quartel da Polícia, foi morto o soldado
Luís Gonzaga, considerado hoje um herói da reação ao movimento.
Os revolucionários ocuparam o palácio do governo e instalaram um “Comitê
Popular Revolucionário”, que foi o primeiro governo comunista das Américas.
Neste comitê se destacavam Lauro Cortez do Lago (“Ministro do Interior”),
o Sargento Quintino Clementino de Barros (“Ministro da Defesa”), José
Praxedes de Andrade (“Ministro do Abastecimento”) e João Batista Galvão
(“Ministro da Viação”). José Praxedes, posteriormente, foi afastado
do próprio Partido Comunista, por ter praticado irregularidades na administração
das finanças do partido.
O primeiro ato do “governo revolucionário popular” foi determinar o
arrombamento dos cofres do Banco do Brasil, do Banco do Rio Grande do
Norte, da Delegacia Fiscal e da Recebedoria de Rendas, o que foi efetuado
a maçarico. Calcula-se que os rebeldes se apoderaram de quantia superior
a 5 mil contos de réis (algo em torno de 350 mil dólares). Em entrevista
publicada no jornal “O Poti”, em 30.06.1985, Giocondo Dias, um dos participantes
da Intentona em Natal e sucessor de Prestes na Secretaria-Geral do PCB,
confirmou que o dinheiro retirado do Banco do Brasil foi repartido entre
participantes do “governo revolucionário”, o que teria sido um “erro”
do movimento... Na terceira parte da entrevista, publicada no mesmo
jornal em 07.07.1985, Giocondo reconheceu que também ordenou prisões
e fuzilamentos.
Outra decisão notável do governo comunista foi determinar a soltura
das centenas de criminosos comuns que estavam na Casa de Detenção.
Um clima de terror foi estabelecido em toda a cidade. Moças foram estupradas.
Dois civis, o Sr. Otacílio Werneck de Castro e o funcionário de uma
companhia de navegação, foram covardemente executados, sob a acusação
de que teriam ridicularizado a “Revolução”. Estabelecimentos comerciais
e residências particulares foram saqueadas e depredadas. Navios no porto
foram ocupados. Pilhagens e roubos se generalizaram. Caminhões e automóveis
particulares eram “requisitados” pelos revolucionários. Cenas jamais
vistas de crueldade e vandalismo tiveram lugar. A cidade virou terra
de ninguém. A população, apavorada, permanecia em casa, com medo de
sair à rua.
Rapidamente, o movimento comunista procurou controlar o interior do
Estado. Os rebeldes organizaram três colunas, que deveriam partir, respectivamente,
em direção de Recife, Mossoró e Caicó. As colunas revolucionárias conseguiram
ocupar as localidades de Ceará-Mirim, São José de Mipibu, Santa Cruz
e Canguaretama, mas encontraram resistência.
A população do interior imediatamente começou a organizar-se para reagir
aos comunistas. O comerciante Dinarte Mariz e o advogado Dr. Enoch Garcia,
cada um com uma metralhadora de mão, chegaram em Caicó e passaram a
fazer discursos, conclamando o povo a pegar em armas para defender a
sociedade contra o comunismo. Em poucas horas Dinarte conseguiu formar
uma coluna com 180 decididos sertanejos. O Padre Walfredo Gurgel, de
Acari, também foi um dos que tomaram a frente na reação contra os comunistas,
organizando um corpo de cerca de trinta voluntários.
Em 25 de novembro, em Serra Caiada, ocorre o primeiro embate entre os
soldados revoltosos e os sertanejos de Dinarte Mariz, que vencem a luta
e ainda ficam com boa parte do armamento dos soldados. No dia 26, ocorrem
combates no povoado de Panelas e na Serra do Doutor, ambos vencidos
pelos sertanejos. Da luta na Serra do Doutor participaram os trinta
voluntários do valente Padre Walfredo, que comandou os serviços preparatórios
do combate.
Enquanto isso, na capital, os comunistas recebiam a notícia de que tropas
da Paraíba e de Pernambuco estavam chegando para reprimir o movimento.
O tal ”Comitê Popular Revolucionário” dissolveu-se rapidamente, sem
a menor resistência. Todos os “comissários do povo” debandaram covardemente,
levando o que podiam, ao mesmo tempo em que se desfaziam de tudo o que
pudesse comprometê-los.
No dia seguinte, os sertanejos com as tropas legalistas, vindas de Recife
e João Pessoa, entravam em Natal, sem encontrar resistência.
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"a reação dos legalistas do
próprio 3° Regimento
teve grande importância"
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A Intentona no Recife
Em Recife, a Intentona eclodiu na manhã do dia 25 de novembro, quando
chegaram à cidade as notícias do levante de Natal. Aproveitando-se da
ausência do Governador do Estado, Dr. Carlos Lima Cavalcanti, do Comandante
da Região Militar do Exército e do Comandante da Polícia Militar, que
encontravam-se fora do Estado, os oficiais comunistas Lamartine Correia
de Oliveira e Roberto Bomilcar Besouchet conseguiram sublevar o 29o
Batalhão de Caçadores.
O Secretário de Segurança Pública, Capitão Malvino Reis Neto, e o Subcomandante
da Brigada Militar, Afonso Albuquerque de Lima, organizaram a reação
contra a Intentona. No dia seguinte, chegaram reforços de tropas legalistas,
vindas de João Pessoa e Maceió. Em 26 de novembro, Recife já estava
completamente dominada pelas forças legais e os comunistas, derrotados,
debandaram para o interior. Seus principais líderes foram presos.
O levante em Recife foi dominado em apenas um dia.
As tropas legalistas foram em seguida deslocadas para Natal, onde puseram
fim ao “Comitê Popular Revolucionário”.
A Intentona no Rio de Janeiro
Notícias confusas e alarmantes chegavam na Rio de Janeiro (na época,
a Capital Federal) sobre os acontecimentos de Natal e Recife. Esperava-se
que uma ação comunista se desencadeasse a qualquer momento, sem que
se pudesse precisar onde surgiria. Em 26 de novembro o Presidente Getúlio
Vargas declarava em estado de sítio todo o território nacional.
As autoridades não ignoravam que elementos comunistas infiltrados em
vários quartéis estavam na iminência de uma insurreição. Mesmo assim,
houve surpresas. Muitos dos comprometidos não figuravam nas listas de
suspeitos.
No dia 26 de novembro, Luiz Carlos Prestes, Arthur Ernst Ewert e “Miranda”
(codinome de Antônio Maciel Bonfim, Secretário-Geral do Partido Comunista
do Brasil) se reuniram e decidiram deflagrar o movimento armado em outras
unidades militares, em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e no Rio de
Janeiro, na madrugada do dia seguinte. Prestes marcou a hora H para
o desencadeamento das ações, conforme a mensagem enviada ao Capitão
Agildo Barata, encarregado de comandar o levante no 3o Regimento de
Infantaria:
"O 3º Regimento Popular Revolucionário deverá levantar-se às
duas da madrugada de 27 de novembro e a partir de 3 horas deslocar tropas
para as proximidades do Arsenal de Marinha e do Palácio do Catete, devendo
outras impedir a ação da Polícia Especial e do Batalhão da Polícia Militar
da rua São Clemente."
Prestes redigiu um manifesto que foi distribuído à população, convocando-a
para a revolta. Com isso foi admitida pela primeira vez a presença dele
no país. À noite do dia 26 de novembro, Barron ligou a estação de rádio
e transmitiu ao Comintern a desencadeação do levante. A revolução comunista
brasileira iria começar no Rio às 3 horas da madrugada do dia 27 de
novembro.
No Rio de Janeiro os comunistas prepararam a insurreição em várias unidades
militares. Prestes despachou mensageiros para todas as guarnições onde
havia oficiais comunistas, esperando pela ordem dele para iniciar o
levante. No momento que os revoltosos tomassem as unidades, bastariam
poucos minutos para que Prestes assumisse, da Vila Militar, o comando
do País. Todavia, apesar das previsões otimistas dos revoltosos, o movimento
ficou restrito ao 3o Regimento de Infantaria e à Escola de Aviação Militar,
falhando os planos de ampliá-la para outras unidades do Exército.
No 3o Regimento de Infantaria (3o RI), na Praia Vermelha, os Capitães
Agildo Barata e Álvaro de Souza e o Tenente Leivas Otero iniciaram o
levante na hora prevista, chegando a aprisionar os oficiais legalistas
e a dominar quase totalmente o quartel. O Regimento possuía 1.700 homens,
dos quais cerca de dois terços aderiram aos oficiais revoltosos.
A reação dos legalistas do próprio 3o Regimento teve grande importância,
pois impediu que a unidade rebelada atacasse o Palácio do Catete (na
época, a sede do Governo Federal), conforme Prestes havia determinado
no plano da insurreição.
O Comandante da 1ª Região Militar, General Eurico Gaspar Dutra, estava
com sua tropa de prontidão e mobilizou-a contra os revoltosos, dirigindo
e coordenando pessoalmente o assalto à unidade rebelada. As primeiras
tentativas dos rebeldes de sair do quartel foram frustradas pelas tropas
legalistas. O quartel foi bombardeado por canhões da Marinha de Guerra
e pela aviação. Finalmente, às 13h30, bandeiras brancas improvisadas
foram agitadas nas janelas do edifício, parcialmente destruído.
Na Escola de Aviação Militar, no Campo dos Afonsos, os oficiais comunistas
Sócrates Gonçalves da Silva, Ivan Ribeiro, Dinarco Reis e Agliberto
Vieira de Azevedo iniciaram o levante. Na ocasião, o Major Armando de
Souza e Melo, e outros oficiais legalistas, foram apunhalados e mortos
enquanto dormiam (cf. CARNEIRO, Glauco. História das Revoluções
Brasileiras. Rio de Janeiro, Edições O Cruzeiro) – pode se imaginar
coisa mais covarde que matar um soldado enquanto ele dorme? – O Capitão
Agliberto ainda matou friamente o seu amigo Capitão Benedito Lopes Bragança,
quando este já se encontrava preso, desarmado e incapaz de qualquer
reação.
Em seguida, os rebeldes passaram a atacar o 1º Regimento de Aviação,
para tomar os hangares a fim de acionar os aviões e com isso alastrar
o movimento. O comandante do 1o Regimento, o Tenente-Coronel Eduardo
Gomes enfrentou-os, no primeiro momento sozinho, tendo sido ferido na
mão; logo após outros oficiais e soldados se juntaram a ele. A rápida
intervenção das tropas legalistas determinou a rendição dos revoltosos,
após algumas horas de violenta fuzilaria e bombardeio.
Dentro das Forças Armadas, no balanço geral em todo o País, os acontecimentos
de Natal, Recife e Rio de Janeiro, somados, custaram a vida de 28 militares
legalistas, entre oficiais e soldados.
Do plano do PCB constava a deflagração de greves em todo o país para
dar cobertura aos levantes armados. Entretanto, as greves não tiveram
a dimensão que delas esperavam os chefes revolucionários.
Depois da Intentona
Devido à reação enérgica do Presidente Getúlio Vargas a Intentona foi
prontamente dominada e os responsáveis foram presos, julgados e condenados.
O arquivo do Partido Comunista foi apreendido, e bem assim grande parte
dos relatórios e esquemas elaborados pelo secretariado sul-americano
da Internacional Comunista.
Luiz Carlos Prestes precisava encontrar um bode expiatório para o seu
fracasso revolucionário. E este foi encontrado na pessoa de "Elza
Fernandes", namorada de "Miranda", Secretário-Geral do
Partido Comunista.
"Elza", na verdade se chamava Elvira Cupelo Coloni, tinha
cerca de 15 ou 16 anos, era pouco politizada e analfabeta. De família
operária, três de seus irmãos também participaram do Partido Comunista.
Foi presa juntamente com "Miranda", em 13 de janeiro de 1936.
Por ser menor de idade e não poder ser processada criminalmente foi
liberada pela Polícia, enquanto "Miranda" continuou preso.
“Elza”, ao ser solta, ainda teve tempo de queimar e destruir muitos
papéis comprometedores, livrando muita gente da prisão.
A direção do Partido entendeu que Elza punha em risco a segurança da
organização e, depois de alguma vacilação, tomou a decisão extrema de
eliminar a moça. Um “tribunal revolucionário” condenou à morte a companheira
do Secretário-Geral do PCB, que continuava preso e sem saber do que
se passava. Participaram do “tribunal revolucionário”: Honório de Freitas
Guimarães (o “Milionário” ou "Martins"), Lauro Reginaldo da
Rocha (o “Bangu”), Deicola dos Santos, Eduardo Ribeiro Xavier (o “Abóbora”),
Francisco Natividade Lira (o “Cabeção”) e José Cavalcanti (o “Gaguinho”).
O “Cabeção”, que era do “corpo de segurança” do Partido Comunista foi
encarregado de executar a “sentença”. De acordo com Affonso Henriques,
que foi diretor-tesoureiro da Aliança Nacional Libertadora (frente ampla
formada pelo Partido Comunista com outras correntes de esquerda, em
1935), “Elza” foi morta a machadadas (cf. HENRIQUES, Affonso. Ascensão
e Queda de Getúlio Vargas. Rio de Janeiro, Record, 1966. I vol.
p. 350), tendo sido seu corpo enterrado no quintal da residência de
um militante do Partido.
Honório de Freitas Guimarães (que usava os codinomes de “Milionário”
e "Martins") foi condenado a trinta anos de prisão pela morte
de “Elza”, aos quais se somaram mais trinta pela eliminação de outro
membro do Partido, Tobias Warchawiski (cf. LEVINE, Robert. The Vargas
Regime. New York, Columbia University Press, 1970. pp. 63 a 65).
Houve no Partido quem se opusesse à execução de "Elza". A
reação de Luiz Carlos Prestes foi imediata: escreveu uma carta aos membros
do "tribunal revolucionário" tachando-os de medrosos e sentimentalistas,
e exigindo o cumprimento da sentença: "Fui dolorosamente surpreendido
pela falta de resolução e vacilação de vocês. Assim não se pode dirigir
o partido do proletariado, da classe revolucionária. (...) Por que modificar
a decisão a respeito da ‘Garota’? Que tem a ver uma coisa com a outra?
Há ou não uma traição por parte dela? É ou não é ela perigosíssima ao
Partido, como elemento inteiramente a serviço do adversário, conhecedora
de muita coisa e testemunha única contra um grande número de companheiros
e simpatizantes? (...) Com plena consciência de minha responsabilidade,
desde os primeiros instantes tenho dado a vocês a minha opinião sobre
o que fazer com ela. Em minha carta de 16, sou categórico e nada mais
tenho a acrescentar, nem creio que os últimos bilhetes possam modificar
uma tal decisão (...). Uma tal linguagem não é digna dos chefes do
nosso partido, porque é a linguagem dos medrosos, incapazes de uma decisão,
temerosos ante a responsabilidade. Ou bem que vocês concordam com as
medidas extremas e neste caso já as deviam ter resolutamente posto em
prática, ou então discordam mas não defendem como devem tal opinião".
Em bilhete anterior ao julgamento de "Elza", Prestes já teria
escrito:
“Revolução tem que ser implacável. Não há que ter piedade, há que
julgá-la para servir de exemplo.”
Esse era o “romântico” Luiz Carlos Prestes, que o cinema não mostrou.
Comunismo é isso.
O assassinato de "Elza" não foi o único. Na mesma época, outros
militantes comunistas foram executados por não serem mais considerados
merecedores da confiança do Partido: Tobias Warschavski, Bernardino
Pinto de Almeida, Afonso José dos Santos, Maria Silveira e Domingos
Antunes Azevedo. Estranho como a vida de nenhuma dessas vítimas do comunismo
foi parar nas telas do cinema.
Ao que parece, o verdadeiro traidor do Partido, que teria passado informações
secretas à Polícia brasileira a respeito dos revolucionários, seria
um dos agentes estrangeiros enviados pelo Komintern: Johann de Graaf,
que usava o codinome de "Franz Gruber", e seria um agente
duplo do serviço secreto britânico. Gruber era estrangeiro e pela lei
em vigor só conseguiria atestado de residente no Brasil quem estivesse
aqui há mais de cinco anos ou então “quem tivesse prestado um grande
serviço à Nação”. "Gruber", que não estava há cinco anos no
Brasil, ganhou o atestado logo após a prisão de Arthur Ewert. Ademais,
quando os policiais invadiram a casa de Prestes e abriram o cofre em
que estavam os documentos comprometedores do partido, falharam as dinamites
colocadas para explodi-lo em caso de arrombamento -- as quais foram
instaladas por Graaf, dito "Gruber".
A partir desse momento, Antônio Maciel Bonfim, o “Miranda”, o namorado
de "Elza", passou a ser alvo de calúnias e de difamação por
parte do Partido Comunista, numa verdadeira perseguição. Antônio posteriormente
converteu-se ao catolicismo e empregou-se como funcionário de
um sindicato de fabricantes ou comerciantes de materiais de construção
no Rio de Janeiro. Num evento realizado neste sindicato, ele foi encontrado
pelo jornalista e político Carlos Lacerda, que em seu Depoimento
autobiográfico, registrou a declaração de Antônio Bonfim, o ex-"Miranda"
do PCB:
“Eu quero informá-lo de que hoje sou católico apostólico romano e, como
sabe, sou considerado traidor pelo Partido Comunista que matou minha
companheira. Sou funcionário do sindicato”. (LACERDA, Carlos. Depoimento.
Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1977. p. 45-46).
O comunismo hoje.
Depois da desintegração da União Soviética, alguns ingênuos pensam que
o comunismo morreu. Ele se finge de morto, mas continua muito vivo.
O comunismo ainda domina a China, Cuba, a Coréia do Norte e Laos, o
que equivale a mais de um quinto da população mundial. Na Colômbia,
vizinha do Brasil, a guerrilha comunista das FARC, ligada ao narcotráfico,
domina mais de 40% do território do país. Na Venezuela, também vizinha,
o regime do Coronel Hugo Chávez, através da promoção da luta de classes
e da demagogia, tem levado o país ao caos e dividido a sociedade, criando
condições propícias para a instauração do comunismo. Não se pode dizer
que a influência do comunismo tenha acabado nem mesmo na Rússia, onde
o atual Presidente, Vladimir Putin, fez carreira na KGB, antiga polícia
secreta do governo comunista.
No Brasil, os comunistas não apenas existem, como estão no governo.
O PcdoB (Partido Comunista do Brasil), apesar de minúsculo e de não
ter a mínima representatividade eleitoral, detém dois Ministérios no
Governo Lula, entre eles o estratégico Ministério da Articulação Política,
que tem como titular Aldo Rebelo, o mesmo que foi responsável pela emenda
da permissão da clonagem no projeto de lei da biossegurança. O próprio
Presidente Lula é amicíssimo do ditador comunista Fidel Castro. Recentemente,
a Deputada comunista Jandira Feghali (PCdoB / RJ) apresentou projeto
de lei na Câmara Federal para permitir o abortamento das crianças anencéfalas
(ver http://www.jandirafeghali.com.br/site/index.php?option=content&task=view&id=510&Itemid=2).
Os comunistas continuam inimigos de Deus, da Pátria e da Família.
O comunismo conduz inelutavelmente à estagnação econômica. Como esclareceu
o Papa Leão XIII: a teoria socialista da propriedade coletiva deve
absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles mesmos a que se quer
socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando
as funções do estado e perturbando a tranqüilidade pública. (...) Mas,
além da injustiça do seu sistema, vêem-se bem todas as suas funestas
conseqüências: a perturbação em todas as classes da sociedade, uma odiosa
e insuportável servidão a todos os cidadãos, porta aberta a todas as
invejas, a todos os descontentamentos; o talento e a habilidade privados
dos seus estímulos, e, como conseqüência necessária, as riquezas estancadas
na sua fonte; enfim, em lugar dessa igualdade tão sonhada, a igualdade
na nudez, na indigência e na miséria.” (Rerum Novarum, 22).
Por tender necessariamente à estagnação econômica, o comunismo precisa
se sustentar de outras forças econômicas para sobreviver. A China, por
exemplo, permitiu a introdução de mecanismos de mercado em certas regiões
do país unicamente para impedir a morte do socialismo.
É aí que entra o Brasil no plano dos comunistas. Nenhuma outra nação
foi mais bem aquinhoada de recursos naturais pelo Criador. O Brasil
é o país que possui o maior índice de minérios no subsolo, a maior extensão
de terras aráveis, o maior rebanho bovino comercial e a maior biodiversidade
do planeta. E seria de extremo interesse para o movimento comunista
internacional usar as riquezas do Brasil para sustentar esse sistema
falido nos cantos do planeta em que ele ainda mantém-se de pé.
Infelizmente, parece que a política de relações econômicas internacionais
do atual governo tende nesse sentido: prejudicar os interesses nacionais
do Brasil para favorecer os países comunistas. Em outubro de 2003,
o Diário do Comércio denunciou que verbas do SEBRAE, criado para fortalecer
a micro e a pequena empresa brasileira, estavam sendo desviadas para
Cuba, para desenvolver o turismo naquele país -- isso enquanto milhões
de famílias brasileiras sofrem com o drama do desemprego. Imediatamente
após a viagem do Presidente Lula à China Comunista, supostamente para
incrementar as relações comerciais entre os dois países (só não se sabe
em benefício de quem), o governo chinês embargou as importações de soja
brasileira, só suspendendo o embargo após o preço do produto desabar
no mercado internacional (http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u85808.shtml).
O embargo chinês causou um prejuízo de US$ 1 bilhão para a agricultura
do Brasil. Na oportunidade, o Governador do Estado do Mato Grosso, Blairo
Maggi declarou que o Governo Federal foi passivo em relação às exigências
descabidas da ditadura comunista chinesa, abrindo um péssimo precedente
(http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u85645.shtml).
Mais recentemente, sabe-se lá por que, o Governo Lula concedeu à China
o reconhecimento do status de "economia de mercado"
(!?), dando passe livre ao dumping chinês: mais uma decisão do
Governo que prejudica os interesses da economia nacional: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u90877.shtml
Em 05 de dezembro de 2.003, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça
premiou o militante comunista Apolônio Pinto de Carvalho, um dos traidores
que participaram da Intentona Comunista, com uma pensão mensal perpétua
de R$ 8.000,00, além de uma indenização retroativa. Esse foi o prêmio
que Apolônio recebeu do atual governo por ter traído a Pátria em 1935.
Eu gostaria de saber quantos brasileiros têm o privilégio de receber
R$ 8.000,00, todos os meses, sem precisar trabalhar nem nada. E ele
mereceu isso por ter traído a Pátria. Que governo é esse que premia
os traidores? Premiar os maus é castigar os bons. Esta decisão do Ministério
da Justiça é uma afronta aos trabalhadores e aposentados brasileiros.
Quando você vir a bandeira vermelha dos comunistas, medite nisso. Ela
está tingida com o sangue de brasileiros.
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