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1. CONTEXTO
HISTÓRICO
Na primeira
metade do século: após a queda de Napoleão, em Waterloo (1815), surge a
RESTAURAÇÃO, movimento que pretende estabelecer o absolutismo.
Independência do Brasil (1822).
Na segunda metade do século: na França, Luís Napoleão restabelece o
Império,
Unificação italiana e alemã. Guerra franco-prussiana (1870-1871).
Guerra de Secessão nos E.U.A (1861).
Proclamação da República brasileira (1889). Incorporações de novas fontes
de energia: eletricidade e petróleo.
Surgimento do socialismo.
Literatura: romantismo, realismo, parnasianismo e simbolismo.
2.
CARACTERÍSTICAS DA FILOSOFIA
Valorização da
ciência e extensão do método científico a outras disciplinas.
Confiança no progresso indefinido - material e moral - da humanidade.
As correntes filosóficas que predominam no período são: POSITIVISMO -
SOCIALISMO (em todas as suas formas) no contexto da filosofia política.
A psicologia (Wundt) e a sociologia (Comte) se separam da filosofia e se tornam
ciências independentes, dando início à formação das ciências humanas.
3.
FILÓSOFOS IMPORTANTES
Idealismo: Fichte,
Schelling, Schopenhauer, Hegel
Positivismo: Comte, Taine, Stuart Mill, Spencer
Evolucionismo: Darwin
Pragmatismo: William James, Dewey, Pierce
Socialismo: Saint-Simon, Fourier. Owen. Proudhon, Feuerbach, Marx, Engels.
Fenomenologia: Brentan, Husserl, Scheller, Hartmann
4. AUGUSTO COMTE
(1789-1857 - Montpellier - FR) criador do POSITIVISMO, discípulo de
Saint-Simon, pode ser considerado não só filósofo como reformador social,
sendo que a reforma que pretende pressupõe, por sua vez a reforma do saber, já
que a sociedade se caracteriza exatamente pela etapa de desenvolvimento
espiritual que atingiu.
O
termo "POSITIVISMO"
deriva-se da lei dos três estados que Comte formula em sua teoria da
história, designando as características globais da humanidade em seus
períodos históricos básicos: o teológico, o metafísico e o positivo. A
característica essencial do estado positivo é ter atingido a ciência, quando
o espírito supera toda a especulação e toda a transcendência, definindo-se
pela verificação e comprovação das leis que se originam na experiência.
Comte é considerado o criador da SOCIOLOGIA, procurando conciliar em sua
proposta política de reforma social elementos da política conservadora, como a
defesa da ordem, e da corrente liberal e progressista, como necessidade do
progresso. Daí o famoso lema positivismo comtiano:
"o amor
por princípio, a ordem por base e o progresso por fim".
As idéias de
Comte tiveram grande influência no Brasil na formação do pensamento
republicano a partir da segunda metade do século XIX, encontrando-se muitas
idéias positivistas incorporadas à Constituição de 1891, bem com no lema da
bandeira nacional: "Ordem e Progresso".
Comte
escreveu inúmeras obras: Curso de Filosofia Positivista (1830-48); Sistema de
política positiva (1851-54) e Catecismo
Positivista (1850)
5.
POSITIVISMO - (fr. Positivisme) -
1 - Sistema
filosófico formulado por Augusto Comte, tendo como núcleo sua teoria dos três
estados, segundo o qual o espírito humano, ou seja, a sociedade, a cultura,
passam por três estados: a teológica, a metafísica e a positiva. As chamadas
ciências positivas surgem apenas quando a humanidade atinge a terceira etapa,
sua maioridade, rompendo com as anteriores.
Para Comte, as
ciência se ordenam hierarquicamente da seguinte forma: matemática, astronomia,
física, química, biologia, sociologia; cada uma tomando por base a anterior e
atingindo um nível mais elevado de complexidade. A finalidade última do
sistema é política, organizar a sociedade cientificamente com base nos
princípios estabelecidos pelas ciências positivas.
2 - Em sentido mais amplo, um tanto vago,
o termo "positivismo" designa várias
doutrinas filosófica do séc. XIX, como as de Stuart Mill, Spencer, March e
outros, se caracterizam pela valorização de um método empirista e
quantitativo, pela defesa da experiência sensível como fonte principal do
conhecimento, pela hostilidade em relação ao idealismo, e pela consideração
das ciências empírico-formais como paradigmas de cientificidade e modelos para
as demais ciências.
3
- Positivo
(lat. Positivus): que existe, que é real, palpável, concreto, factual.
6.
SOCIALISMO
termo que designa,
sobretudo a partir do séc. XIX, diferentes doutrinas políticas tais como o
socialismo de Marx, de Saint-Simon, de Fourier, de Proudhon, etc. Todas essas
doutrinas têm, entretanto, em comum uma proposta de mudança da organização
econômica e política da sociedade, visando o interesse geral, contra o
interesse de uma ou mais classes privilegiadas, com base nas idéias de
igualdade e justiça social.
Distingue-se
o
socialismo
democrático, que prega essas mudanças por via institucional, através de
reformas defendidas e realizadas como parte do processo democrático, do socialismo
revolucionário, que defende a
necessidade de mudanças radicais através de um processo revolucionário de
transformação da sociedade
7. COMUNISMO
Todo regime
político (ou teoria política) fundado na colocação em comum dos bens ou que
absorve os indivíduos na coletividade.
Na teoria marxista,
o comunismo é sinônimo de marxismo-leninismo, tanto pode designar a doutrina
revolucionária visando a emancipação do proletariado pela apropriação
coletiva dos meios de produção quanto o regime político-econômico de tipo
coletivista no qual a ditadura do proletariado se estabelece pela destruição
total da burguesia, pela abolição das classes sociais e pelo desenvolvimento
das forças de produção segundo a forma:"a cada um segundo seu trabalho
ou a cada um segundo suas obras"(fase do socialismo); numa segunda fase, a
realização de uma sociedade da abundância deve levar à supressão total do
Estado, segundo a fórmula: "a cada um segundo as suas necessidades".
Esta é a fase do comunismo propriamente dito: "O proletariado se apodera
do poder público e, em virtude desse poder, transforma os meios de produção
sociais, que escapam das mãos da burguesia, em propriedade pública. Por esse
ato, ele libera os meios de produção de sua qualidade anterior de capital e
dá ao seu caráter social segundo um plano determinado. Na medida em que
desaparece a anarquia da produção social, a autoridade política do Estado
também desaparece" (Engels).
8. MARXISMO
termo que designa
tanto o pensamento de Karl Marx e de seu principal colaborador Friedrich Engels,
como também as diferentes correntes que se desenvolveram a partir do pensamento
de Marx, levando a se distinguir, por vezes, entre o marxismo (relativo a esses
desenvolvimentos) e o pensamento marxiano (do próprio Marx). A obra de Marx
estende-se em múltiplas direções, incluindo não só a filosofia, como a
economia, a ciência política, a história, etc.; e sua imensa influência se
encontra em todas essa áreas. O marxismo e, por vezes, também conhecido como
materialismo histórico, materialismo dialético e socialismo científico (termo
empregado por Engels).
O pensamento
filosófico de Marx desenvolve-se a partir de uma crítica da filosofia
hegeliana e da tradição racionalista, considerando que essa tradição, por
manter suas análises no plano das idéias, do espírito, da consciência
humana, não chegava a ser suficientemente crítica por não atingir a
verdadeira origem dessas idéias, que estaria na base material da sociedade, em
sua estrutura econômica e nas relações de produção que esta mantém. Isto
equivaleria, segundo Marx, a "colocar o homem de cabeça para baixo".
Seria portanto necessário analisar o capitalismo - modo de produção da
sociedade contemporânea a Marx - para revelar sua natureza de dominação e
exploração do proletariado, e desmascará-la.
O pensamento de Marx
não se restringe a uma análise teórica, mas busca formular os princípios de
uma prática política voltada para a revolução que destruiria a sociedade
capitalista para construir o socialismo, a sociedade sem classes, chegando ao
fim do Estado. "os filósofos sempre se preocuparam em interpretar a
realidade, é preciso agora transformá-la".
O marxismo se
desenvolveu em várias correntes que podemos subdividir em políticas e
teóricas, embora nem sempre a fronteira entre elas seja muito nítida. Dentre
as correntes políticas temos, p. ex.: o marxismo-leninismo, ou
simplesmente Leninismo, também chamado de marxismo ortodoxo, ou
materialismo dialético, que tornou-se a doutrina oficial na União Soviética após
a Revolução de 1917; o trotskismo,
de Leon Trotsky, que defendeu contra o leninismo a teoria da revolução
permanente; o maoísmo, doutrina desenvolvida por Mao Tsé-tung, que
chegou à China após a revolução de 1947.
Dentre as correntes
teóricas: Karl Kautsky (Alemanha - 1854-1938), seguidor de Marx, defensor de um
socialismo revolucionário; Georg Lukács (Hungria - 1885-1971) propõe
interpretação de Marx valorizando suas raízes hegelianas; Antonio Gramisci
(Itália - 1891-1937) - fundador do Partido Comunista Italiano e que desenvolveu
uma filosofia da praxis; Louis Althusser (França - 1918 - ), que faz uma
leitura de Marx em uma perspectiva estruturalista, etc.
9.
KARL MARX
Nasceu em
Trier - Al - 1818-1883 de
família judia convertida ao Protestantismo.
O pensamento de Marx
desenvolve-se a partir do contato com a obra do economista Adam Smith e David
Ricardo, e da ruptura com o pensamento hegeliano e com a tradição idealista da
filosofia alemã. Surge o materialismo histórico, segundo o qual as
relações sociais são determinadas pela satisfação das necessidades da vida
humana, não sendo apenas uma forma, dentre ouras, da atividade humana, mas a
condição fundamental de toda a história. Logo, a economia política, que
estuda a natureza dessas relações de produção, deve ser a base de todo o
estudo sobre o homem, sua vida social e sua expressão cultural.
Grande parte das
obras de Marx foram escritas em colaboração com Engels, sendo difícil separar
suas idéias. Marx escreveu grande número de artigos para jornais, meio como
ganhou a vida em Londres. Nunca abandonou a militância política, nem a
convicção de que a tarefa de uma filosofia, que se queria verdadeiramente
crítica, deve ser a transformação da realidade
Principais obras: A
crítica da filosofia de Hegel (1843); A sagrada família (1845); A ideologia
alemã (1845-46); 18 Brunários de Luís Bonaparte ( 1852); O Capital, 3 vols.
(1887-95), com a colaboração de Engels; etc.
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