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Academia Aristóteles
amadureceu consolidou sua vocação para filósofo. Teria freqüentado-a por
cerca de vinte anos, aproveitando em muito o convívio com o mestre. Foi um discípulo
brilhante inicialmente, e professor de retórica depois. Não se sabe ao certo
seu papel na Academia, mas deve ter ter se ocupado dos diversos assuntos
que a Academia investigava e tratava com toda a sociedade ateniense e com
ilustres personagens da cultura grega da época, como por exemplo, o eminente
cientista Eudóxio. Durante este período na Academia, o jovem Aristóteles
chegou a defender os princípios platônicos em alguns escritos. Mas sua inteligência
e disciplina extraordinária o faziam discordar em muitos pontos da doutrina do
mestre. Na obra Parmênides, de Platão, aparece a figura do jovem
Aristóteles. Esse diálogo foi feito para responder a algumas críticas que a
Teoria da Idéias vinha sofrendo. De fato, Aristóteles foi um dos primeiros e o
maior crítico da teoria platônica das Idéias, com demonstra em muitas obras,
principalmente na Metafísica.
Aristóteles organizou uma biblioteca. De fato, era um homem
que passava grande parte do tempo estudando, e Platão chegou a criticá-lo por
estar sempre em companhia dos livros, enquanto Aristóteles critica Platão por
mitificar a realidade. Sua obra aborda vários ramos do saber: política,
zoologia, botânica, física, metafísica, filosofia e outros. Depois da
morte de Platão, Aristóteles dirigiu-se à Ásia Menor. Junto com o colega de
Academia Xenócrates, estabeleceu-se em Assos, onde permaneceu por três
anos. Depois foi para Mitilene, na ilha de Lesbos. É provável que em
Mitilene tenha feito grandes pesquisas sobre ciências naturais, em conjunto com
aquele que depois viria a sucedê-lo, Teofrasto. Em 343/342 Aristóteles é
chamado por Felipe, o Macedônio (aquele mesmo que era filho do rei Amintas que
tinha como médico Nicômano, pai de Aristóteles) para ser preceptor do
jovem Alexandre, o Grande. É provável que Aristóteles tenha conhecido
Felipe quando criança, na corte macedônica. Começou a ensinar Alexandre
quando este tinha treze anos, e era um irriquieto jovem. Aos quinze anos este
abandonou a filosofia e começou sua ascensão. Existem duas datas prováveis
para a saída de Aristóteles da Macedônia e de seu cargo de preceptor: 336 a.C
ou 340 a.C.
Aristóteles voltou a Atenas em 334 a.C. e seus últimos doze
anos a os mais fecundos literariamente. Fundou sua própria escola, o Liceu
quando tinha cerca de cinqüenta e um anos de idade. Para começar com essa
escola que seria a rival da já meio decandente Academia, Aristóteles
alugou alguns edifícios próximos ao templo em honra à Apolo Lício. Por causa
disso, a escola de Aristóteles ficou sendo conhecida como Liceu. Os estudantes
receberam o nome de peripatéticos, pois aprendiam passeando com o seu mestre
nos jardins do Liceu. A pesquisa realizada por Aristóteles e seus discípulos
foi um projeto monumental. Conta-se que Alexandre, já homem feito e com o trono
imperial assumido, teria dado indicações aos seus súditos para ajudar Aristóteles
a colher material botânico em um enorme espaço geográfico. Devido à essa
ligação com o Império Macedônico, Aristóteles sofreu com a reação que
houve em Atenas depois da morte de Alexandre, sob a alegação de ter sido o
mestre daquele que conquistara a Grécia. Para fugir dos inimigos, foi para
Calcídia,
onde sua mãe tinha alguns bens. Morreu em 322 a. C, poucos meses depois de ter
se exilado.
Aristóteles escreveu cerca de cento e vinte obras, das
quais quarenta chegaram até hoje. Seus livros fundamentais são: Retórica,
Ética a Nicômano, Ética a Eudemo, Orgânom, Primeiros
Analíticos, Segundos Analíticos, Física, Metafísica, Sobre o Céu, Crescimento e Decadência,
Sobre a Alma, As
partes dos animais, Política, entre outros. Essas obras pertencem ao
conjunto do chamado corpo esotérico das obras de Aristóteles. É sabido que a
obra de Aristóteles é dividida em dois grandes grupos: os escritos exotéricos
e os escritos esotéricos. Os escritos exotéricos seriam aqueles de fácil
leitura, dirigidos ao grande público. Desse grupo restaram apenas alguns
fragmentos e títulos, como por exemplo O Grilo ou da Retórica, aonde
Platão defendia a posição platônica contra Isócrates. Infelizmente, os
escritos esotéricos estão quase que totalmente perdidos. Por outro lado,
muitos dos escritos esotéricos chegaram até os dias de hoje. Esses escritos
eram feitos para os iniciados do Liceu, alunos e mestres, muitos ministrados em
aulas, sendo patrimônio exclusivo do Liceu.
O estilo do estagirita é predominantemente científico.
Muitos livros seus se perderam, especialmente na época da Renascença, por
causa do Index (índice de livros proibidos) da Igreja católica.
Realizou importante trabalho de revisão, elaboração da história dos pré-
socráticos. As Grande Obra aristotélica não teria chegado até os dias de
hoje se não fosse as edições árabes, a organização de alguns aristotélicos,
como Avicena e Averróis, e o imenso trabalho de filósofos e padres, que
copiavam e traduziam os fragmentos à mão. O organizador da Biblioteca de
Alexandria. Andrônico de Rodes- que também foi o décimo sucessor de
Aristóteles no Liceu- conseguiu organizar uma edição das obras de Aristóteles,
em meados do século I. A palavra metafísica, que tem várias acepções
em diversos autores, teve o o sentido primeiro batizado por Andrônico. De fato,
ao organizar sua coleção da obra aristotélica, Andrônico chamou de ta meta
ta physica (depois da física) o conjunto de livros que era colocado na
estante depois da obra intitulada Física. Essa obra, chamada então de
de Metafísica, versava sobre a causa primeira, o Motor Imóvel do mundo. Assim,
o sentido dado à palavra metafísica por Andrônico se transformou para algo
como "além da física", ou seja, o supra-sensível, que não se
apresenta aos sentidos. Mas a palavra una Metaphysica não se encontra
antes da Idade Média, particularmente em Averróis, segundo Eucken.
Aristóteles, para Diógenes Laércio, foi o mais genuíno
discípulo de Platão. Essa colocação parece ir contra a opinião corrente,
visto que Aristóteles contraria em muito a doutrina platônica, em especial a
Teoria das Idéias. Ele reconhece no mestre uma alma indisciplinada e
irregular, que passava mais tempo em contemplação, buscando encontrar a
verdade das idéias, do que em contato com a realidade simples, que mitificava.
Aristóteles achava que a Idéia não constituía realidade separada. A
realidade para ele é de indivíduos concretos, e só neles existe a idéia, a
quem chama de forma. Argumenta que é a razão que controla nossos atos e nela há
o raciocínio a partir dos dados dos sentidos. A forma seria aquilo que a matéria
faz. O mundo é dividido entre orgânico e inorgânico, sendo o orgânico o que
encerra em si uma capacidade de transformação, como veremos mais adiante. Mas
essa interpretação de que Aristóteles se desvia completamente do mestre é
equivocada, como observa Giovanni Reale, pois um discípulo genuíno não apenas
repete o mestre, conservando intocável sua teoria, mas sim quem busca saídas
novas para as aporias quer não foram resolvidas, busca superar e atentar para
os pontos em que pode ter havido erro. De fato, em uma obra madura, Ética a
Nicômano, temos um exemplo do impasse que se dava na alma do estagirita,
entre defender suas próprias idéias e respeitar a amizade à Platão e aos
platônicos. Diz Aristóteles em I, 6, 15:
"Seria melhor, talvez, considerar o bem universal e
discutir a fundo o que se entende por isso, embora tal investigação nos seja
dificultada pela amizade que nos une àqueles que introduziram as Idéias. No
entanto, os mais ajuizados dirão que é preferível e que é mesmo nosso dever
destruir o que mais de perto nos toca a fim de salvaguardar a verdade,
especialmente por sermos filósofos ou amantes da sabedoria; porque embora ambos
nos sejam caros, a piedade exige que honremos a verdade acima de nossos
amigos."
Ele prossegue observando não ser possível uma Idéia comum
por cima de todos os bens, como queria Platão, porque bem é usado tanto na
categoria de substância quanto na de qualidade e relação. E nas Idéias
eternas não há prioridade e posterioridade. Por causa disso, Platão não
estabeleceu uma Idéia que abrange todos os números. A palavra bem é predicada
na categoria de substância, quantidade, qualidade, relação, espaço. Então
bem não pode ser único e igualmente presente. Embora haja
desavença em questões como essa, de ser possível ou não um "bem em
si", há concordância em muitos outros pontos. Nessa mesma obra Aristóteles
concorda com a opinião platônica que punha a essência do homem na alma.
Assim como o carpinteiro, o olho o pé e outras coisas tem uma função própria,
o homem precisa ter uma função que lhe seja´peculiar. A função do homem,
observa o estagirita, não pode ser a vida - pois essa é comum até às
plantas-, nem a percepção - pois essa é comum aos animais -, mas sim a
atividade do elemento racional. A função do homem, é pois, uma atividade da
alma que "segue ou implica um princípio racional". Daí o fato de ele
fazer a famosa afirmação : "o homem é um animal racional".
Outro ponto em que Aristóteles concorda com o mestre é em
sua crítica aos sofistas. Contrariou a opinião arbitrária destes
sofistas, e o seu estilo literário é predominantemente científico.
Aristóteles criou a lógica, com o seu silogismo. O
silogismo de Aristóteles pode ser definido assim: é um trio de termos, no qual
o último, que é a conclusão, contém uma verdade que se chega através das
outras duas. A é B, C é A, portanto C é B. O exemplo clássico de silogismo
pode ser dado pelo trio de frases a seguir:
A. Todos os homens são mortais
B. Sócrates é homem.
C. Logo, Sócrates é mortal.
A lógica não faz parte do esquema que Aristóteles dividiu
e sistematizou as ciências. A lógica considera a forma que deve ter qualquer
tipo de discurso que pretenda demonstrar algo, e em geral queira ser probatório.
A lógica pretende mostrar como o pensamento procede quando pensa, qual é a
estrutura do raciocínio, como são feitas demonstrações. A lógica é
preliminar às ciências, necessários para o modo como estas são
desenvolvidas. Mas não tem em vista a produção de algo, nem a ação moral e
não tem um conteúdo determinado, nem teorético. Ela é mais um instrumento
necessário à produção mental que origina as ciências. A parte da obra que
Aristóteles trata da lógica, é principalmente os Analíticos. Vale
observar que o termo lógica não foi usado por Aristóteles do modo como hoje o
entendemos, mas é de formação tardia, da época de Cícero.
A verdadeira demonstração é feita pelo silogismo, como
escreve Aristóteles nos Segundos Analíticos:
"Chamo demonstração o silogismo científico, chamo
científico aquele silogismo com base no qual, pelo fato de possuí-lo, temos ciência".
Contrapondo-se ao silogismo científico temos o silogismo
dialético, que parte de premissas baseadas na opinião. O resultado desse silogismo é apenas provável.
As categorias oferecem os sentidos do ser. Os
significados de ser são os quatro seguintes:
a) ser segundo as diferentes figuras de categorias;
b) ser segundo o ato e a potência;
c) ser como verdadeiro e falso
d) ser como acidente ou ser fortuito.
Por outro lado, temos a tábua das categorias:
1) Substância ou essência
2) Qualidade
3) Quantidade
4) Relação
5) Ação ou agir
6) Paixão ou padecer
7) Onde ou lugar
8) Quando ou tempo
9) Ter
10) Jazer
Podemos dizer que a ciência ocidental efetivamente começou
com Aristóteles. Sua astronomia não foi muito desenvolvida. Para ele, o mundo
é cíclico, e ele convenceu-se de que a infinita variedade da vida podia ser
disposta numa série contínua, no qual um elo é indistinguível do segundo.
Assim existe a escada da natureza, que evolui dos organismos mais simples para
os mais elevados.
Aristóteles acha que o homem usou as mãos para a
manipulação porque se tornou inteligente, e não o contrário. Sua fisiologia
é precária, pois acredita em coisas como : o cérebro é um órgão para
resfriar sangue, o corpo do homem é mais completo que o da mulher. Aliás, sua
visão da mulher não era das melhores. Na reprodução, a mulher é passiva e
recebe, enquanto o homem é ativo e semeia. Dessa forma as características
seriam predominantemente do pai. Apesar disso suas relações com as mulheres
eram amistosas.
Mas a biologia evoluiu muito com as conclusões que chegou
observando a natureza. O macaco é o intermediário entre o homem e o quadrúpede,
quanto mais altamente desenvolvida for uma espécie, menor será sua prole.
Criou a embriologia. Em sua metafísica, que evoluiu da biologia, tudo é movido
por uma força para se tornar algo maior, para evoluir. Tudo no mundo se move
para preencher uma necessidade, entre as várias causas que determinam um
acontecimento, a final é a mais importante. Por exemplo, a causa final da chuva
não é física, chove porque os seres vivos precisam de água. A divina providência
coincide com a ação de causas naturais.
A matéria é potência, ou seja, tem a capacidade de
assumir ou receber a forma. O bronze é a potência para a estátua de bronze,
ou a estátua de bronze existe em potência no bronze. A matéria é potência
para uma cadeira de madeira e mais diversos objetos de madeira, e assim por
diante. Todas as coisas matérias tem potência. Os seres imateriais são puro
Ato. O ato, ou enteléquia é a realização, perfeição atuante a
atuada. A alma é a enteléquia do corpo. As substâncias sensíveis e Deus são
entenléquia.
A metafísica aristotélica (que ele chamava de filosofia
primeira) tem as seguintes funções: investigar as causas e princípios
primeiros ou supremos, investigar o ser enquanto ser, investigar a substância,
investigar Deus e o supra sensível. Quem investiga as causas primeiras, costuma
chegar num impasse que só pode ser entendido pela existência de um Ser Divino,
supra sensível, que não é causado por nada, que é a causa de si mesmo. Para
Aristóteles existe um Deus, não humano. Era contrário, portanto ao
antropomorfismo. O Deus seria responsável pelos primeiros movimentos, a sua
fonte. Ele é pura energia, incorpórea, indivisível, assexuado, sem alteração,
eterno e perfeito. É auto consciente então não faz coisa alguma, sua única
ocupação e contemplar a essência das coisas, pois ele próprio é essência.
Ou seja, ele pensa e contempla a si mesmo. Ele não pensa os mortais, pois o
conhecimento das vicissitudes mortais, seria, (se existisse) aos olhos de Aristóteles
uma limitação de Deus. Esse Deus pensa o mais divino e o mais digno de
honra. A existência da metafísica é justificada pela admiração que o homem
sente diante das coisas, ela nasce de um amor puro ao saber, da necessidade
humana de perguntar por um porquê último. Para Aristóteles, a metafísica é
a ciência mais elevada, porque não tem finalidades práticas e não está
ligada a nenhum bem material.
A metafísica busca as causas primeiras. Aristóteles
definiu as causas como quatro:
1) causa formal - tanto essa como a segunda são a constituição
das coisas. A forma ou essência das coisas. A alma para os animais, as
relações formais determinadas para diferentes figuras geométricas.
2) causa material - A matéria de que é feita uma coisa. Nos
animais, por exemplo, seria a carne e os ossos. Numa taça de ouro, o ouro, etc.
3) causa eficiente - ou motora. As coisas foram geradas a
partir de uma causa, a eficiente. Dela provém a mudança e o movimento das
coisas. Os pais são a causa eficiente dos filhos, por exemplo. Esta causa
seria a que veio sobreviver na Filosofia Moderna, graças, sobretudo, a
Descartes.
4) causa final- para onde tende o devir do homem. O que é
perfeito (Deus) não muda, pois não necessita de mais nada para ser completo.
As coisas mudam com aspiração à perfeição.
Na definição aristotélica, a alma é todo princípio
vital de qualquer organismo. No homem é também a força da Razão. É imortal,
puro pensamento, inviolado pela realidade. É independente da memória. A alma,
é portanto, enteléquia primeira de um corpo natural e orgânico. A alma
intelectiva, diz Aristóteles, parece parece ser uma espécie diferente de
alma. Para melhor definir a alma, ele a dividiu em três tipos: alma
vegetativa, alma sensitiva e a alma racional. A alma racional seria exclusiva do
homem, a sensitiva, pertenceria também aos animais, e a vegetativa, comum a
todos os seres vivos.
A criação nasce do impulso criativo e da ânsia pela
expressão emocional. A arte imita a vida. O prazer intelectual é o bem maior
que podemos alcançar.
Em sua Ética, Aristóteles pergunta: como o homem deve
viver, do que precisa para uma boa vida? Qual é o seu bem supremo? A resposta
é: a felicidade (eudaimonia). Ele cita três formas em que se crê no alcance
da felicidade: uma vida de prazeres ou gozos, uma vida com honra, ou política,
e uma vida como filósofo. Aristóteles descarta a honra como felicidade, pois
esta não é uma coisa interior, mas sim uma coisa que é conferida à pessoa
por terceiros. Toda ação tende para um fim. Temos virtude porque agimos
corretamente. Nada deve ser em falta ou em excesso, tudo no meio termo, ou
moderadamente. A amizade é um auxílio à felicidade, que só encontramos pura
em nós e do conhecimento da nossa alma. Aristóteles fala do homem ideal, que não
se preocupa em demasiado, mas dá a vida nas grandes crises. Não tem maldade, não
gosta de falar, enfim é pouco vaidoso. Na Ética a Nicômano, Aristóteles
fornece a seguinte relação de vício e de virtude:
1) a mansidão é o ponto médio entre a iracúndia e a
impassibilidade;
2) a coragem é o ponto médio entre a temeridade e a
covardia;
3) a verecúndia é o ponto médio entre a imprudência e a
timidez;
4) a temperança é o ponto médio entre a intemperança e a
insensibilidade;
5) a indignação é o ponto médio entre a inveja e o
excesso oposto que não tem nome;
6) a justiça é o ponto médio entre o ganho e a perda;
7) a liberalidade é o ponto médio entre a prodigalidade e a
avareza;
8) a veracidade é o ponto médio entre a pretensão e o auto
desprezo;
9) a amabilidade é o ponto médio entre a hostilidade e a
adulação;
10) a seriedade é o ponto médio entre a complacência e a
soberba;
11) a magnanidade é o ponto médio entre a vaidade e a
estreiteza da alma;
12) a magnificência é o ponto médio entre a suntuosidade
e a mesquinharia.
Nessas ações, a virtude ética é a justa medida que a razão
impõe a sentimentos, ações ou atitudes, que sem o devido controle, tendem
para o excesso. A justiça é considerada por Aristóteles como a virtude ética
mais importante.
Para a política, Aristóteles cita diversas boas formas
de estado: democracia, monarquia, citando suas vantagens e defeitos, mas a
melhor seria a aristocracia. Valoriza a liberdade individual e a privacidade,
que devem estar acima do poder social (ao contrário de Platão) . Não acredita
numa Utopia, porque a maldade é inerente à alma humana. Alguns são destinados
a comandar, outros a obedecer. Despreza o trabalho manual, rebaixado aos
escravos, como era comum na Grécia antiga. A educação deve ficar por conta do
Estado. O controle social é necessário, acredita , porque leva à virtude.
Essas obras foram as mais lidas, discutidas e comentadas da
Antiguidade, deixando um legado inestimável para a história da cultura, e
alterando de forma definitiva o curso da história da filosofia.
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