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Nenhum plano social pode estar acima dos interesses maiores da nacionalidade, e disso não podemos abrir mão, se quisermos estabelecer um plano de trabalho que não exclua a parcela produtiva que organiza a mão de obra, pois é o desequilíbrio interno, provocado pelas altas taxas de juro e pelos impostos escorchantes, que tira as chances de diálogo no plano internacional, e lá fora todos estimulam os nossos planos sociais de esmolas públicas, porque isto favorece o comércio deles, impede o crescimento do nosso PIB, e subjuga cada vez mais a nossa economia, já que somente o crescimento sustentado em bases sólidas provoca a nossa independência externa, que é o sustentáculo de leis que defendam o patrimônio nacional no plano externo, e as empresas instaladas no país são parte deste patrimônio, e não podem ficar a mercê do contrabando, seja ele provocado pelas nossas fronteiras abertas fisicamente, ou pela abertura a um mercado externo que trabalha com baixas taxas e impostos, só para manter a inflação baixa ou por qualquer outra razão esdrúxula da sociologia econômica, porque isto a médio prazo destrói o parque produtivo, e afeta profundamente a soberania nacional. O "enviado do destino" conhecia estas premissas básicas, séculos atrás, e fez da França e da Inglaterra um exemplo a ser seguido pelos demais.
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