leonardo

"Já assisti uns 7 shows dos Paralamas, todos aqui pela região. Cada um foi uma emoção diferente, pois o nível de contato foi aumentando a cada show. Isso que foi muito legal. O primeiro que assisti foi aqui em Piracicaba, da turnê do Vamo batê lata. Foi muito importante pra mim, porque eu sempre quis assistir um show deles, mas nunca havia tido oportunidade. Aí acontece aquelas coisa de fã... "Pô cara, o Herbert passou com a lanterna na minha cabeça, você viu???".. - quando eles tocavam Lanterna dos Afogados. Isso me deixou muito feliz, por muito tempo, e me estimulou a ir à outros shows.

O seguinte já era do Nove Luas - tremendo disco - (desse eu fui a cinco)
Aconteceu em Vinhedo, perto de Campinas. Foi uma espécie de "volta de férias" ou algo assim, pois eles disserem que há tempos não tocavam por aí. Havia um público enorme, e eu e minha turma estávamos lá na frente, babando em baixo do palco (aliás, todo show que íamos, ficávamos perto do palco).
Sempre tentando contato, até que eles responderam lá de cima. Foi emocionante!!! A gente começou a fazer reverências lá de baixo, puxando a galera, e o Herbert quando via, fazia também... Esses gestos se repetiram por todos os outros shows que fomos, e eu penso que eles nos reconheciam por isso... Ah, nesse show que eles começaram a elaborar o acústico, fazendo uma 'premiere' pra gente. PORQUE É QUE ELES NÃO GRAVARAM "PÓLVORA" NO ACÚSTICO??? Eu ouvi, e ficou linda!!!

No outro show que fui, em Jaguariúna (numa festa de, blááá, rodeio) foi também muito bacana porque resolvemos ir ao encontro deles no camarim. Tá certo que não conseguimos entrar, mas pegamo-os na saída. Lá que consegui o autógrafo do Bi (muito simpático) e do Fera que estão lá, eternizados numa camiseta. Lá, também tive a oportunidade de dizer ao Barone, que ele é o melhor baterista do mundo!!! Ele ficou todo sem jeito...

Teve uma outra vez, em Ipeúna (eu acho), também numa , eca!, festa de rodeio. Eu e meu amigo Xandão notamos que o Herbert parecia não estar muito bem. O show foi bom, mas ele devia estar com algum problema. Até errou a introdução de La Bella Luna. Mas isso acontece, não é todo dia que a gente está bem, afinal de contas, artistas são gente comum também. Mas pra gente foi muito legal. Ficamos até as 4 da madruga pra tentar falar com eles. Primeiro encontramos o Edu Lyra que meio que facilitou a nossa entrada, dando um "xaveco" nos seguranças. Lá dentro os pegamos entrando na Van. Tiramos uma foto com o João Fera, que muito atencioso, largou tudo o que tinha na mão e abraçou a gente. Muito legal ele. Daí, fomos até a Van e falamos com eles. Naquele momento ninguém tinha muito a dizer, ficamos meio embasbacados, e o que saiu foi isso : "-oi Herbert, nós somos aquele pessoal que faz assim (repeti os gestos que fazíamos na arena).
- Ahhh, são vocês, é? É, o show não foii uma das maravilhas do mundo, né?
- Ah, tudo bem, a gente gostou... podemmos tirar uma foto?
- Tudo bem...
Aí tiramos, nos despedimos, e fomos embora, felizes da vida!

O último que vi, foi da turnê do Hey Na Na. Foi uma surpresa ir à esse show, porque foi tudo de improviso. Era em Limeira, e eu naõ tinha com quem ir, até que surgiu um amigo em casa, uma hora antes de começar e falou, Vamos?
E fomos! Eu , o Rogério, meu irmão e sua namorada. Foi muito bom, porque ficamos lá na frente, e o palco era muito próximo (acho que todos os shows deveriam ser assim). A uma certa altura, pedi a palheta pro Herbert. Pirei quando ele entregou na minha mão. Todo mundo quis pegar, mas ele não deixou, entregou pra mim. Foi demais!!!

Bom, é isso aí. Só tenho a agradecer esses caras, por terem feito a trilha sonora da minha infância até hoje. Devo muito isso a eles. Valeu!"

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