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VOCÊ
É UM LADRÃO? “Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos
nós mesmos também achados pecadores, é porventura Cristo ministro do pecado? De
modo nenhum”. (Gl 2.17) Comovo-me de indignação sempre quando saio de minha casa para
prestar culto ao Senhor Jesus que me escolheu, tirou do pecado, me salvou da
condenação, me justificou pelo seu sangue e pela fé posso dizer “Quem intentará acusação contra os
escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica” (Rm 8.33), e desconsiderando
tudo isto nos ofendem, nos humilham, aqueles que deveriam nos animar na graça
que há Combatem
severamente os “Adventistas” por incluir um rudimento da Lei (guarda do
Sábado), mas exigem um outro rudimento também da Lei, o Dízimo, dizendo não ser da lei querem
ser melhor interprete da Bíblia do que Jesus, pois foi Ele que afirmou ser o
Dízimo da Lei “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da
hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém,
devíeis fazer, sem omitir aquelas”(Mt.23.23). Notem: o que há de mais
importante na lei. Na bíblia Almeida da lei. De fato, esta afirmação de Jesus nos remete à discussão
sobre a Lei e a Graça, o Velho e o Novo Testamento, a Antiga e a Nova Aliança. O
autor de Hebreus ensina a respeito de Jesus como “Mediador de superior aliança instituída com base em superiores
promessas (8.6), e completa: Quando
ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e
envelhecido está prestes a desaparecer (8.13).o esforço do escritor aos Hebreus era no sentido de tirar a vendo
dos olhos do povo Hebreu para que pudessem perceber a substituição que Deus
havia feito através de seu filho Jesus, passando da velha lei que já havia
cumprido seu propósito para as boas novas anunciadas por Cristo através da
pregação, poder e virtude do Espírito Santo e culminando com sua própria morte,
que, alias, era o perfeito cumprimento de toda a lei. Paulo afirma o mesmo com outras palavras: “De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a
fim de que fôssemos justificados por fé. Mas,
tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio” (Gl 3.24-25). A implicância de tentar
justificar-se diante de Deus procurando fazer corretamente atributos da lei é
extremamente perigoso, ao invés de
trazer as bênçãos esperadas pode trazer condenações, espantoso isto, não é?
Pois é, quando nos apegamos á lei como forma de justiça, desprezamos a graça
(favor sem mérito) de Jesus Cristo (Gl 2.21) e a lei amaldiçoa á todos que a
fizer parcialmente. “Pois qualquer que guardar toda a lei, mas
tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos”(Tg 2.10). e “Pois
todos quantos são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito
está: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para
fazê-las.”(Gl 3.10) Sabemos que há dois testamentos, duas alianças – uma
antiga, que já passou, e uma nova, que vigora. Mas, quando começou a vigorar a
nova aliança, o novo testamento? Hebreus
responde: “Porque, onde há testamento, é
necessário que intervenha a morte do testador; pois um testamento só é
confirmado no caso de mortos; visto que de maneira nenhuma tem força de lei
enquanto vive o testador. (Hb 9.16-17)
Oh! que significado tem as palavras de Jesus na última ceia: “porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em
favor de muitos, para remissão de pecados.”(Mt 26.28). Assim sendo, embora
a lei e os profetas tenham durado até João batista, a graça começou sua
implantação desde então e só foi completada na morte do novo testador, ou seja,
quando Jesus Cristo morreu na cruz do calvário. Podemos dizer que o Antigo Testamento vigorou até Mateus
27.50 quando “Jesus, clamando outra vez
com grande voz, entregou o espírito”. Mateus
23,23 seria um excelente versículo para defesa da obrigação neotestamentária do
dízimo, mas, somente se a Bíblia devesse ser apenas lida nunca estudada, pois
ao estudarmos o texto, perceberemos que Jesus não ordena nada para a igreja
nesta passagem, observe que o diálogo dele é com os fariseus hipócritas e não ensinos
á seus discípulos, e Jesus como cumpridor da lei não poderiam discordar dela
até que tudo se cumprisse, e é isso que o Senhor determinou àqueles homens,
pois Ele veio para cumprir a lei e os profetas e não destruir (Mt.5.17). A lei
não poderia de maneira nenhuma ser ignorado, pois era a palavra de Deus,
deveria ser cumprida e só então tirada e estabelecida outra, como esta escrito: “agora
disse: Eis-me aqui para fazer a tua vontade. Ele tira o primeiro, para estabelecer o segundo. É nessa vontade dele
que temos sido santificados pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez
para sempre.”(Hb 10.9e10) .não foi negligenciada, mas cumprida e então
substituída por uma mais excelente.“Mas
agora alcançou ele ministério tanto
mais excelente, quanto é mediador de um melhor pacto, o qual está firmado sobre
melhores promessas”. (Hb 8.6) (grifo nosso). Mt
23.23.”... devíeis fazer, sem omitir
aquelas” não pode ser usada para se dizer que o crente deve dar o dízimo
como uma obrigação, pois em inúmeras outras passagens se vê o Senhor Jesus
obedecendo aos vários preceitos da Antiga Aliança, em Mateus 2 verso 4 Jesus
manda uma pessoa que foi curada ir se apresentar ao sacerdote e oferecer o
sacrifício determinado por Moisés, ninguém em sã consciência ofereceria o
sacrifício de Moisés hoje após ser curado. “Jesus,
pois, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. No mesmo instante
ficou purificado da sua lepra. Disse-lhe então Jesus: Olha, não contes isto a
ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés
determinou, para lhes servir de testemunho”. Ora, no princípio do capítulo
23 de Mateus podemos ver Jesus falando à multidão e aos discípulos com respeito
aos escribas e fariseus "fazei e
guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem". É plausível dizer que
os fariseus com hipocrisia ou sem ela, guardavam toda lei e assim ensinavam ao
povo. Estaria Jesus querendo que praticássemos a Lei até os dias de hoje? Ou
era temporária até estar tudo consumado e então implantado a graça?! Logo se
Mt. 23.23 fosse ordenança para a igreja pelo fato de Jesus ter desmascarado os
fariseus por não cumprir a lei corretamente, então, teríamos hoje um misto de
cristianismo e judaísmo, com mais de 600 (seiscentos) mandamentos do Velho
Testamento em vigor, por força do que está determinado no v.3, pois ele mandou obedecer
aos escribas e fariseus, "fazei e
guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem". Não há dúvidas que eles
ensinavam tudo da Lei de Moisés ao povo. Jesus estava trazendo á luz a Hipocrisia
dos fariseus lhes mostrando como se gloriavam na lei e a cumpriam de maneira
imperfeita.. como se dissesse, -“quer se justificar na lei? Cumpra-a direito”.
Mt. 23.23 não foi exatamente uma ordem, e sim, uma denúncia. Afinal, nós seremos julgados no ultimo dia pelo
que esta escrita no velho testamento ou pelas palavras de Jesus pregada no novo
testamento?! “Quem me rejeita, e
não recebe as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho
pregado essa o julgará no último dia. Porque
eu não falei por mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, esse me deu mandamento
quanto ao que dizer e como falar. E sei que o seu mandamento é vida eterna.”(Jo
12.49) O apóstolo S. Paulo nos deixa o ensino. “Não faço nula a graça de Deus; porque, se a
justiça vem mediante a lei, logo Cristo morreu em vão.” (Gl 2.21) Mas estes
que nos xingam de LADRÃO não tendo como sustentar seus ensinos na velha lei,
dizem que o dízimo é anterior á lei, pois Abraão deu o dízimo de tudo para
Melquizedeque antes da lei que só veio mais tarde com Moisés. É tentativa de enganar ou
falta de exame da bíblia, vejamos que Abraão não deu o dízimo de tudo quanto tinha como exigem de nós, ele deu o dízimo do seqüestro dos bens
(despojos) das cinco nações unidas que aprisionara Ló “Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão
deu o dízimo dentre os melhores despojos”. (Hb 7.4 Gn14.1á20), e não de toda sua riqueza que
alcançara na descida ao Egito ou do seu gado. (Gn 20.14) “Então tomou Abimeleque ovelhas e bois, e servos e servas, e os deu a
Abraão;(16)”E a Sara disse: Eis que tenho dado a teu irmão mil moedas de
prata”. Muito
mais o ensino não se sustenta, pois a circuncisão também foi ordenada antes de
Moisés (Gn 17.10) e ninguém duvida que é um rudimento da Lei,” Moisés
vos ordenou a circuncisão (não
que fosse de Moisés, mas dos pais), e no sábado circuncidais um homem”.(Jo7.22). desta mesma forma o dízimo é da lei
não que foi primeiramente da lei mas, dos pais. Temos o testemunho disto do
próprio Jesus (Mt 23.23) e Hebreus 7.5
etc. Nada
convence melhor que a Palavra de Deus, quero deixá-la falar por si mesma:
HEBREUS Capítulos 7: (7.11) De sorte que, se a perfeição fosse
pelo sacerdócio levítico (pois sob este o povo recebeu a lei), que necessidade
havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de
Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? (7.12) Pois,
mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei... (7.
16) que não foi feito conforme a lei de um mandamento carnal, mas segundo o
poder duma vida indissolúvel...(verso18) Pois, com efeito, o mandamento
anterior é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade,(7.19) (pois a lei
nenhuma coisa aperfeiçoou), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela
qual nos aproximamos de Deus..(7.22) . de tanto melhor pacto Jesus foi feito
fiador..(7.25). Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se
chegam a Deus, porquanto vive sempre para interceder por eles. Seria
uma questão de coerência ao menos consigo mesmo se estes que querem nos
constranger a contrair parte da lei na vida cristã nos chamando de LADRÕES ao
menos afirmassem também que os não dizimistas não são salvos e que só poderemos
nos salvar pela observância do dízimo, pois Faz-me
lembrar a oração de um fariseu dizimista e que (como estes) chamava os demais
homens que não praticava o dízimo de “roubadores”, e a oração de um publicano,
pecador, não dizimista, sem obras da lei, ansiava por justificação da graça e
Jesus claramente diz que este publicano sim, saiu JUSTIFICADO (Lc 18.10á14). “Dois homens subiram ao templo para orar; um
fariseu, e o outro publicano. O fariseu, de pé, assim orava consigo
mesmo: ó Deus, graças te dou que não sou
como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda com
este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou o
dízimo de tudo quanto ganho. Mas o publicano, estando em pé de longe,
nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: ó Deus,
sê propício a mim, o pecador! Digo-vos que este desceu justificado
para sua casa, e não aquele” “Concluímos,
pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei... Pois Cristo é o
fim da lei para justificar a todo aquele que crê”. .(Rm 3.28 – 10.4). Não devemos usar de tal liberdade para
transformar a ganância destes em avareza da nossa parte, pois onde estaria a
gratidão e o amor á obra de Deus? A avareza é idolatria, é isto que o mestre
ensinou quando disse que não podemos servir á dois senhores em Mt 6.24, sem
dinheiro não se constroe igrejas, não se paga contas, não se compra terrenos
nem se assalaria os dignos obreiros (I tm 5.18), contribua com abundância para
obra do Senhor conforme um coração tocado por Deuz, (“Mas digo isto: Aquele que
semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em
abundância também ceifará,”ICor.9.6), não precisamos mais da força
legalista de valor estipulado, temos a liberdade de contribuir com alegria e
não por necessidade, mas pela bondade, gratidão, amor, com espontaneidade.”Cada um contribua segundo
propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus
ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a
graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em
toda boa obra; IICor 9.7e8” sem vigilância ou prestar contas á homens,
mas á Deus que é tudo sobre todos. Osni de Figueiredo Cooperador
na Sede setor 14 Ass. De Deus Belém Certificado em teologia pelo ICP –
Instituto Cristão de Pesquisa [email protected]r
-
http://osni.blog.terra.com.br (se não concorda comigo, não me deteste,
conteste-me com argumentos bíblicos, terei prazer em te ouvir) Trago
á lume as palavras do grande reformador Martinho Lutero: “A menos que vocês provem para
mim pela Escritura e pela razão que eu estou enganado, eu não posso e não me
retratarei. Minha consciência é cativa à Palavra de Deus. Ir contra a minha
consciência não é nem correto nem seguro. Aqui permaneço eu. Não há nada mais
que eu possa fazer. Que Deus me ajude. Amém.”
Martinho
Lutero E as palavras de führen nach
Rom: Calar
por amor ou falar por causa da verdade? Mas
pior do que discutir é tolerar falsas doutrinas sem protesto e sem contestação.
A Reforma Protestante só foi vitoriosa porque houve discussões. Se fosse
correta a opinião de certas pessoas que amam a paz acima de tudo, nunca
teríamos tido a Reforma. Por amor à paz deveríamos adorar a virgem Maria e nos
curvar diante de imagens e relíquias até o dia de hoje. O apóstolo Paulo foi a
personalidade mais agitadora em todo o livro de Atos, e por isso foi espancado
com varas, apedrejado e deixado como morto, acorrentado e lançado na prisão,
arrastado diante das autoridades, e só por pouco escapou de uma tentativa de
assassinato. Suas convicções eram tão decididas que os judeus incrédulos de
Tessalônica se queixaram: "Estes
que têm transtornado o mundo chegaram também aqui" (At 17.6). Deus
tenha misericórdia dos pastores cujo alvo principal é o crescimento das suas
organizações e a manutenção da paz e da harmonia. Eles até poderão fugir das
polêmicas, mas não escaparão do tribunal de Cristo.
"Alle Wege führen nach Rom” |
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