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A NECESSIDADE DA HERMENÊUTICA Uma verdade inconveniente
Osni de Figueiredo Fator a ser considerado é que o estudo
teológico é marginalizado porque ele incomoda, é inconveniente. É como se fosse
uma pedra no sapato dos manipuladores da Bíblia. Quanto menos conhecimento as
pessoas possuírem, mais facilmente serão controladas. É um comportamento
assumido pelas seitas, nas quais o líder se encarrega de pensar pelos adeptos e
implanta um método sutil de controle total. Enquanto a teologia se opor aos modismos e
ventos de doutrinas que não coadunam com a Palavras de Deus e que levam muitos
crentes à fantasias místicas e subjetivas que beiram à heresias, ela continuará
sendo menosprezada. A letra mata? A letra a que Paulo se referiu não pode ser
identificada como sendo o estudo (conhecimento) teológico. Até porque o
apóstolo era um dos doutores da igreja (At 13.1) e jamais poderia pensar assim.
Acerca de Coríntios 2.6, Paulo estava falando sobre a superioridade da nova
aliança sobre a antiga. A morte causada pela letra realmente é espiritual,
porém, é bom salientar que se trata de uma alusão ao código escrito da lei
mosaica. A lei mata porque demanda obediência irrestrita, mas não proporciona
poder para isso. É representada pelas tábuas de pedra (3.3). Por outro lado, o
espírito vivifica porque escreve a lei de Deus em nossos corações, trazendo-nos
a vida em medida muito maior do que realizava sob a antiga aliança. É representado
pelas tábuas da carne (3.3). Portanto, como podemos ver, o texto comentado não
fundamenta, em qualquer instância, a rejeição aos estudos teológicos. (Portal
EscolaDominical: Elvis Brassaroto Aleixo Bacharel em Teologia pelo ICP -
Instituto Cristão de Pesquisas, onde, atualmente, desenvolve ministério como
diretor-teológico e redator-chefe da revista Defesa da Fé.) É maravilhoso como a verdade pode
libertar alguém de seus medos, fobias, traumas, etc. a verdade tem uma grande
capacidade libertadora e regeneradora, pois
Cristo é a verdade (Jo14.6). É imprescindível que aquele que se aproxima
de Deus o conheça ou ao menos se esforce para conhecer o Deus da Bíblia
Sagrada, digo o Deus da Bíblia Sagrada porque muitos por negligência conhecem
apenas o deus apresentado pelos estudiosos da Bíblia tendo apenas uma idéia
parcial acerca de Deus, uma idéia deformada acerca de Deus, são pessoas que se
contentam apenas em “ouvir falar” de Deus e correm o risco de se apegar a uma
idéia distorcida daquilo que Deus realmente é se tornando presa de interesses
vários que existe neste rentável “negócio” chamado “meio evangélico” do quais
não poucos tem cuidado ser (o evangelho) fonte de ganhos financeiros, na
verdade existe ganho, porém em contentamento (Ef 6. 5-6). Tanto na vida secular quanto na vida
evangélica a ignorância é interessante para os mal intencionados, pois a
ignorância cria dependência enquanto o conhecimento da verdade liberta
esclarecendo todas as coisas, a ignorância é escuridão para os olhos sendo necessário
condutores, enquanto o conhecimento da verdade é luz e esclarecimento, diz um
provérbio que os justos são libertados pelo conhecimento (Pv 11.9). O povo é constituído na sua maioria de
pessoas simples, sem muitas letras, sem recursos, o que tem chamado a atenção
de oportunistas para compor os seus
ensinos segundo as conveniências de seus corações gananciosos,
presunçosos (II Tm 3.1 á seguir). As seitas exigem “obediência cega”, se
alimentam da ignorância, é assustador como tem crescido o número de seitas no
mundo inteiro, levando cativos milhares de milhares de almas incautas após si,
são ovelhas sem pastor, rebanhos inteiros sendo conduzidos ao sabor de pessoas
gananciosas trazendo escândalo ao evangelho de Cristo, haja vista as ultimas
notícias que circula na mídia de um pastor evangélico e sua esposa que estão
presos nos Estados Unidos acusados de crimes financeiros não só lá como também
aqui no Brasil confirmando a palavra que diz que o amor ao dinheiro é a raiz de
todos os males (I Tm 6.10). O
LIVRO DE MALAQUIAS É DIRIGIDO Á QUEM? Para mostrar um exemplo clássico de
engano divulgado em nosso meio (vê que não é só as seitas que tem engano) e que
tem achado guarida no seio de nosso povo como sendo a própria “vontade de Deus”
examinemos o famoso e “magico” verso citados pelos arrecadadores de dízimo que
se encontra em Malaquias 3.10 “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para
que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor
dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós
tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança.” Façamos uma pequena
exegese do texto em apreço. É de conhecimento geral que não se pode ter
uma compreensão clara do texto sem consultar o seu contexto (os versos anteriores e posteriores ao texto e outros
assuntos relacionados ao texto), neste caso aconselho a ler o livro inteiro
(afinal, é pequeno, 4 capítulos apenas). Ao fazer-mos isto, veremos que se
trata de uma profecia de Deus através do profeta Malaquias onde o Senhor
pessoalmente fala com os sacerdotes da época (sacerdotes estes da antiga
aliança, da geração de Leví, um dos filhos de Jacó, tribo escolhida para o
sacerdócio no antigo testamento, da mesma espécie que pediu a crucificação de
Jesus) que, alias, tendo a incumbência de proteger o conhecimento de Deus,
desviaram o caminho do Senhor, por isto Deus os fez desprezíveis diante do povo
(Ml 2.8e9). No
capítulo 2.1, o Senhor diz para quem era a mensagem que se desenrolaria “Agora,
ó sacerdotes, este mandamento e para vós”, mas dizem os nossos instrutores
atuais que é para o povo que Deus esta falando, e que é o povo que esta roubando á Deus, os lábio dos sacerdotes
deveria dizer o verdadeiro conhecimento para que o povo tivesse confiança em
procurar a instrução, porem eles se desviaram do caminho e fizeram muitos
tropeçarem (Ml 2.7-8) é interessante que nos seus cultos, havia algo parecido
com “quebrantamento”, quem olhava para suas orações ficavam impressionados com
as lágrimas que se derramavam de seus rostos diante do Senhor, porem não
queriam conserto, não queriam deixar seus ganhos altos, o divórcio entre outras
conveniências e por isto suas adorações podia impressionar a congregação, mas
não era aceita diante de Deus (Ml 2.13). Diante de tal quadro, no capítulo 3 o
Senhor anuncia a vinda do Messias pela insatisfação do atual sistema
sacerdotal, mas avisa que este novo pacto trazido pelo próprio Senhor seria
como o sabão do lavandeiro, limparia esta sujeira toda, Ele seria uma
testemunha veloz contra aquele que defrauda o trabalhador, pessoas que não
querem trabalhar, mas viver de ganhos alheios esfolando os necessitados (Ml 3.1
ao 5), coisas que estavam ocorrendo largamente naqueles dias e que tornava
aquela geração digna de ser destruída, porem o Senhor não o faria, pois Deus
tinha feito uma promessa para seu servo
Abraão e não mudaria (Gn17.7 Dt 4.31) o chamado de Deus era para que os
sacerdotes se voltassem para Deus, pois há muito tempo eles tinham deixado de
cumprir a lei adotando um modo “alternativo”
de adorar que o Senhor não aceitava, a palavra “tornar” traz a idéia de
que ouve uma subtração de algo, um roubo na verdade, mas pode o homem roubar a
Deus? “mas vós me roubais” disse o Senhor, os sacerdotes estavam roubando,
desviando os recursos que eram para haver mantimento na casa do Senhor e
consumindo com seus próprios deleites, e o povo igualmente, vendo estes desvios
deixaram de crer e trazer os dízimos que era exigido na Lei, quando o povo via
os sacerdotes nos seus devido lugares, dizimavam, (No mesmo dia foram nomeados
homens sobre as câmaras do tesouro para as ofertas alçadas, as primícias e os
dízimos, para nelas recolherem, dos campos, das cidades, os quinhões designados
pela lei para os sacerdotes e para
os levitas; pois Judá se alegrava por
estarem os sacerdotes e os levitas no seu posto. Nee 12.44), mas agora eles
se ausentaram de seus compromissos, por causa disto, segundo a Lei, eram
amaldiçoados os sacerdotes e toda a nação (Ml 3.5ao9). Diante deste quadro o
Senhor faz um desafio, uma prova que o Todo Poderoso permitiu que fosse feito
entre o homem e Deus para restaurar a credibilidade que havia se perdido pelo
desmando dos sacerdotes, “voltem a
trazer os dízimos e as ofertas para novamente Ter mantimento na minha casa e
eu tirarei a maldição e ainda abençoarei
as plantações de toda a nação”(Ml 3.10). (paráfrase) Os sacerdotes passavam a idéia da
impunidade, quem fazia corrupção prosperava, quem era mais esperto prevalecia,
este negócio de arrependimento, tristeza pelos pecados era tolice, pois os soberbos se davam bem, os enganadores
prosperavam nas custas dos outros, e que Deus não mais se importava com o
comportamento dos homens, mas o Senhor tem um livro de registro diante de si e
aguarda com paciência o dia do julgamento (Ml 3.10 ao 17). DÍZIMO
É DA GRAÇA OU DA LEI? Denuncio o engodo que hoje se faz o
gritante engodo de querer trazer este mandamento da Lei “Ai de vós, escribas e
fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e
tendes omitido o que há de mais importante na
lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém,
devíeis fazer, sem omitir aquelas” (Mt 23.23). (Neem12.44, Hb 7.5).Ora! a Lei
já foi cumprida por nosso Senhor Jesus Cristo, não devemos trocar o sacrifício
de Jesus pela antiga aliança “Pois todos quantos são das obras da lei estão
debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanece
em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.(Gl 3.10)
E “Mas, se sois guiados pelo Espírito,
não estais debaixo da lei.”(Gl 5.18) Lei esta que foi trocada pela graça como
anunciou Deus pelo próprio Malaquias (3.1). Por causa da incapacidade dos homens em
seguir uma lei extremamente perfeita para ser seguida por seres imperfeitos,
Deus enviou um novo pacto ou novo acordo, contrato, conserto como plano de
salvação onde não impera o fazer humano mas a justificação de Deus pela fé “Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz,
aos que estão debaixo da lei o diz, para que se cale toda boca e todo o mundo
fique sujeito ao juízo de Deus;
porquanto pelas obras da lei
nenhum homem será justificado diante dele; pois o que vem pela lei é o
pleno conhecimento do pecado. Mas agora,
sem lei, tem-se manifestado a
justiça de Deus, que é atestada pela lei e pelos profetas; isto é, a justiça de Deus pela fé Porque todos pecaram e destituídos
estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça,
mediante a redenção que há Além de querer trazer algo da antiga aliança,
querem ainda fazer uma interpretação faccionada, fragmentada, rasgada ao meio
dizendo que não se pode exigir de Deus coisa alguma em troca dos dízimos dados
e que devemos dar sem pleitear nada em troca, devemos dar o exigido sem não reivindicar o prometido, devemos dar
apenas por amor á obra de Deus, e ele cumprirá a sua parte do combinado no
versículo se ele bem quiser, ora, mas é o próprio Deus no texto que diz para
fazer prova dele, é Ele que garante
em troca tirar a maldição (que, aliás, hoje não existe mais na vida de nenhum
crente sincero, independente do dízimo conf.Gl3.13) e abrir as janelas do céu e
mandar chuva para irrigar suas plantações abastecendo seus celeiros,como não
poderiam os que se submetessem a esta prova reivindicar algo nela contido e
garantido por aquele que não mente nem engana e não muda suas promessas? (Ml
3.6) Só me ocorre uma explicação para tão
desastroso ensino, como este rudimento da Lei já não esta mais em vigor na atual
dispensação da graça e era um tratado de Deus para com Israel, não se
confirmará hoje, como bem temos observado, nem sempre os dizimistas da graça
são contemplados com as “janelas do céu aberta e benção tão grande que advenha
extraordinário suprimento de bens materiais” como o prometido em Ml 3.10, então
a solução para não verem esta fonte de renda ficando na Antigüidade da lei como
deveria estar, ensinam a suprimir esta parte da promessa de Deus, assim o povo
não decepciona em dar o dízimo, como a maioria não examina o texto para não discordar
do seu pastor, continuam a carregar um fardo do antigo pacto e são mantidos
calados com medo de entrarem em infidelidade e desobediência, porem não
desobediência á Deus, pois não estamos mais debaixo da lei e sim da graça. Os
Crentes bereanos, que foram tão elogiados por Paulo, seriam problemáticos para
estes (Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a
palavra com toda avidez, examinando
diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim. At 17.11) O
HUMANISMO CRISTÃO Em nome de uma falácia, adotam
inflamados discursos dizendo que não damos nem pagamos os dízimos, e sim devolvemos,
pois tudo é de Deus e ele nos exige que devolvamos a décima parte disto para
ele, como se a bíblia pudesse ser alterada ao bel prazer de interesses particulares,
acompanhem estes textos: Gn 14.20 diz dar
– Gn 28.22 diz dar – Nm 18.21 diz dar – Nm 18.24 diz oferecer – Dt.12.11 diz oferecer
– Dt 14.22 diz dar – Mt 23.23 diz dar – Lc 11.42 diz dar – Lc 18.12 diz dar –
Hb 7.4 diz dar – Hb 7.9 diz pagar, fiz uma pesquisa minuciosa e não
consegui encontrar nenhuma menção “devolver”, chegando a conclusão que é uma
alteração humana na tentativa de convencer o povo a dizimar mais, ignorando a
advertência de Ap 22. 18 e 19 – Pv 30.5e6. E quantos são os que se gabam por
ter seus nomes escritos em listas de dizimistas no murai da porta da
congregação, nunca leram que por esta mesma causa o profeta Amos profetizou
contra o povo de Deus, trazendo punições terríveis? Vinde a Betel, e transgredi; a Gilgal, e multiplicai as transgressões; e
cada manhã trazei os vossos sacrifícios, e de três em três dias os vossos
dízimos. E oferecei sacrifício de louvores do que é levedado, e apregoai
ofertas voluntárias, publicai-as; pois disso gostais, ó filhos de
Israel, diz o Senhor Deus. Por isso também vos dei limpeza de dentes em
todas as vossas cidades, e falta de pão em todos os vossos lugares; contudo não
vos convertestes a mim, diz o Senhor. (Amos 4:4á6) PARA
QUE ERA O DÍZIMO? Por falar em acrescentar, vejam isto; o
versículo de Ml 3.10 diz qual a aplicação dos dízimos “para que haja mantimento em minha casa” este
mantimento visava atender as necessidades pessoais dos sacerdotes porque a eles
não era permitido ter propriedade, terras, eram então sustentados pelos dízimos
pois naquele tempo sem terras para criação e plantação não havia modo de
sustento (Nm 18.24), quando diz “abrir as janelas do céu esta falando em mandar
chuva para o crescimento da lavoura, ao ser derramada esta benção, “dela” adviria a maior abastança, e o
devorador que dizem ser “demônios”, na verdade era pragas que atacavam as
lavouras de acordo com o Ml 3.11. Compare Ml 3.10 com Dt 28.12 (depois surgiram
muitas meios de sustento, Paulo fazia tendas, Pedro era pescador, Jesus era
carpinteiro), e era também para os órfãos, os estrangeiros, as viúvas, os
necessitados que vinham buscar ajuda na casa do Senhor, mas trocaram a palavra
escrita na bíblia sagrada mantimento,
por manutenção, se tornou comum e o povo já se acostumou a ouvir sem
protestar dizerem “vamos recolher os dízimos e ofertas para a manutenção da obra do senhor”, mas é
isto o que diz as escrituras? Mantimento, (embora em uma de suas acepções seja
manutenção), traz a idéia de alimento, víveres, gêneros alimentícios enquanto manutenção
tem como entendimento gastos com a conservação de algo, entendo ter sido
trocada a palavra mantimento por manutenção para fugir da responsabilidade de
atender com os dízimos, aos necessitados, os pobres que nos procurarem,
canalizando esta arrecadação para outros propósitos, (não desmerecendo o
propósito em si, mas questiono o desvio da aplicação de verba de uma finalidade
prevista na bíblia para aplicar em outro lugar) como construção de mais igrejas
(físicas e não humana, templo é dinheiro) e salários exorbitante dos pastores
que no geral é bem acima da média do povo contribuinte, deixando o atendimento
aos pobres que deveria ser pela lei (“Quando acabares de separar todos os
dízimos da tua colheita do terceiro ano, que é o ano dos dízimos, dá-los-ás ao
levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas
portas, e se fartem.”Dt 26.12) o real objetivo deste tributo, as custas de mais
uma arrecadação chamada “campanha do quilo” ou “assistência social” ou outro
nome qualquer que se de a esta nova coleta que não consegue atender quase
ninguém, (eu mesmo trabalhei na distribuição destes escassos alimentos), todas
as demais necessidades são atendidas através de uma nova arrecadação, pois
neste idolatrado dízimo não se mexe, os missionários, os enfermos, aqueles que
sofreram uma tragédia inesperada, os desempregados, não há exceção, é avisado á
todos os dirigentes de congregação que do dízimo não se tira para nada, falo
com conhecimento, pois já dirigi congregação, e o povo geme, só Jesus para os
atender. Dizem ainda os mais ousados que quem
não se submete a este ensino estranho à graça, são ladrões, ameaçam com
maldições previstas na lei, expõem á vergonha e á discriminação fazendo uma
lista onde só é mencionado os que se submeteram, impedindo que atuem nas
igrejas qualquer um que não se submeter como se a chamada de Deus não
importasse, e sim o dinheiro do crente, como se a lei ou parte dela fosse apta
para salvar alguém, tamanha é a confusão deste engano que seus ensinadores que
acusam de ladrões os que estão na graça, nem eles admitem que o não-dizimista
esteja condenado, porem tem a falta de temor em chamá-los de ladrão, ora
sabemos que ladrão não é salvo conforme I Cor 6.10 e Dt 24.7 mas os próprios
coletores de dízimos reconhecem que o dízimo não é um pré-requisito
indispensável para a salvação pois não podem contrariar o texto que diz que a
salvação é pela graça através da fé, não vem das obras (Ef.2.8). Assim, a
teologia destes está edificada sobre o intento de síntese entre os pensamentos
humanista e bíblico. NÃO
USEMOS DISTO PARA NÃO CONTRIBUIR Amados, não devemos usar de tal
liberdade para transformar a ganância destes em avareza da nossa parte, pois
onde estaria a gratidão e o amor á obra de Deus? A avareza é idolatria, é isto
que o mestre ensinou quando disse que não podemos servir á dois senhores em Mt
6.24, sem dinheiro não se constroem igrejas, não se paga contas, não se compra
terrenos nem se assalaria os dignos obreiros (I tm 5.18), contribua com
abundância para obra do Senhor conforme um coração tocado por Deus faz, (“Mas
digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia
em abundância, em abundância também ceifará,”ICor.9.6), não precisamos mais da
força legalista de valor estipulado, temos a liberdade de contribuir com
alegria e não por necessidade, mas pela bondade, gratidão, amor, com
espontaneidade. (Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com
tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. E
Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo
sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra; IICor 9.7e8)
sem vigilância ou prestar contas á homens (Mt 6.3), pois é esta a nova forma financeira
de sustento da obra do Senhor, que, á exemplo da antiga, também é respaldada de
infalível promessa. Claro que a obra de Deus precisa de dinheiro para se
manter, porem entende o autor destas linhas que Deus não precisa e nunca
lançará mão de engano, mal interpretação de textos, alteração de texto ou um
acréscimo da lei ao sacrifício inaudito de Jesus para que sua obra sobreviva
nesta terra, a Congregação Cristã do Brasil não aderiu a este engodo e tem
sobrevivido muito bem, seus templos são próprios e padronizados, seus adeptos andam bem vestidos e a maioria tem
bons carros e são abençoados. É o desejo de qualquer grupo religioso
Ter um povo que não questiona, não pensem por si mesmo, mas que tenha como
sagrado tudo o que os seus líderes decidirem que falem a suas línguas sem
questionamento, submissão absoluta á seus autoritarismo, aceitem e serão
aceitos rejeitem e serão rejeitados, quem assim proceder tem realmente “chamada
de Deus”, enquanto agir assim será utilizado e aceito, porem se começarem a
pensar, questionar, perguntar, não mais servirão para eles, com certeza
Martinho Lutero não serviria para eles, nem Zwínglio (ver apêndice), nem
Calvino nem os demais reformadores, com suas idéias diferenciadas da doutrinas
vigentes no clero. A conclusão é; dar o dízimo ou não dar
não altera a benção de Deus sobre a vida do crente, muito menos trará maldição,
é importante contribuir com a obra de Deus com espontaneidade e liberalidade,
porem, quem usa de engano Deus o julgará. Osni de Figueiredo é Cooperador na Ass.
de Deus setor sede j. Ângela Certificado em teologia pelo ICP
Instituto Cristão de Pesquisa e em liderança bíblica. [email protected]om.br
- http://osni.blog.terra.com.br (se não concordou, não me deteste, conteste-me
com argumentos bíblicos, terei prazer em te ouvir). A Reforma de Zwínglio nos
Cantões Alemães do Norte da Suíça
Huldreich Zwínglio (1484-1531) pertence também à primeira geração de
reformadores. Com ele, as forças descontentes com Roma se uniram para uma
reforma da igreja. Seu pai era fazendeiro e juiz de Wildhaus. Tinha, pois, sua
família uma renda que lhe permitia receber uma boa educação para o sacerdócio.
Depois de freqüentar a Universidade de Viena, foi em 1502 para a Universidade
de Basiléia, onde se formou em Bacharel em Artes, em 1504, vindo a receber o
grau de mestre dois anos depois. O humanismo dos professores interessara-lhe.
Erasmo era o seu ídolo; as ciências humanas, o seu maior interesse. Pouco lhe
interessava a teologia. Entre 1506 e 1518, serviu
como pastor em Einsieden, um centro de peregrinos. Aí começou a se opor a
alguns abusos como o sistema romano das indulgências e a imagem negra da Virgem
Maria, ridicularizando-os à moda de Erasmo. Quando o Novo Testamento grego de
Erasmo veio à luz, em 1516, Zwínglio copiou as cartas de Paulo de um exemplar
emprestado até ter o seu. Ao deixar Einsieden, ele era um humanista bíblico.
Chamado para pastorear em Zurich, começou seu trabalho no começo de 1519. Nessa
época, definiu sua posição contra o engajamento de mercenários suíços no
serviço estrangeiro, em razão das influências corruptoras que via exercidas
sobre os homens alistados neste serviço; Zurich proibiu a prática em 1521. Uma epidemia de peste bubônica em 1519 e o contato com
as idéias luteranas levaram-no a uma experiência de conversão. Zwinglio
levantou a primeira bandeira da Reforma quando declarou que os dízimos pagos
pelos fiéis não eram exigência divina, sendo, pois, o seu pagamento uma questão
de voluntariedade. Isto abalou as bases financeiras do sistema romano. Por essa
época, estranhamente, o reformador se casou às escondidas com uma viúva, Anna
Reinhard, em 1522. Só em 1524, legitimou ele publicamente esta união ao se
casar publicamente. Quando os cidadãos
invalidaram a prática do jejum quaresmal, sua argumentação foi o ensino de
Zwinglio sobre a autoridade exclusiva da Bíblia. Como a liturgia romana
começava a se alterar com as modificações introduzidas, as autoridades
católicas resolveram promoveria um debate público
Fonte: O Cristianismo Através dos Séculos
– Uma História da Igreja Cristã, Editora Vida Nova, Capítulo 28. |
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