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REPARTIR “dai-lhes
vos mesmos de comer” “Mas não vos esqueçais de fazer o
bem e de repartir com outros, porque com tais sacrifícios Deus se agrada. “(Hebreus13.16) Parece
que a única passagem que um crente na Bíblia conhece a respeito das obras é que
não somos salvos por elas (Ef 2:8;9).
Infelizmente, devido a isso, muitos têm chegado a ponto de aparentemente adotar
uma atitude de indiferença em relação às boas obras, como se estas fossem
praticamente insignificantes. Portanto, este artigo deve ser bastante
surpreendente ao revelar verdades bíblicas sobre este importante tema. Jesus sempre teve uma postura
bem definida a respeito das boas obras que deveria ser praticada por todos os
que têm boa vontade, principalmente por aqueles que resolvessem segui-lo, pois aqueles que quisessem segui-lo deveria andar como ele andou
(I João 2.6), mas como Jesus andou nesta terra? Ensinando apenas? Orando por
todos? Desejando o bem duma maneira omissa? Pedro nos traz a resposta na
essência das Escrituras: “...concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o
ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o
bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele.”(Atos
10.38) É muito comum, bons crentes querer deixar esta parte apenas para
“Jesus”, querendo que Jesus os ame, porque nos mesmos não queremos amá-los. A
compreensão de que só Jesus pode ajudar não é de origem Bíblica nem da vontade
de Deus, o Espírito Santo inspirou a Pedro para nos trazer esta verdade de
maneira inquestionável dizendo que Jesus foi “ungido pelo Espírito Santo com capacitação para fazer o bem” assim como todos os que
recebem a Cristo em suas vidas (Ora, vós
tendes a unção da parte do Santo, e todos tendes conhecimento. I Jo 2.20) para que ninguém seja tido como inocente em se
esquivar deste compromisso, e afirma mais, “que
Deus era com ele”, eis ai a
determinação para fazer o bem e libertar os
oprimidos do Diabo, fica uma pergunta ;
Deus é conosco? O que tem levado muitos
cristãos ao fracasso espiritual e até secular é a indiferença diante da
necessidade de nossos irmãos, o clamor destes chega até Deus
e muitas vezes são refletidas novamente para a sua igreja para que
façamos alguma coisa, “dai-lhes vos
mesmos de comer”, Para todos nós, o alimento não é apenas uma necessidade
vital, biológica, sem a qual não podemos viver. A alimentação é também a
expressão do nosso modo de viver propriamente humano, como família ou
comunidade, que na procura e na distribuição do alimento revela a sua
solidariedade e os seus valores. Saciar com o pão e a Palavra o povo de Deus!
Esta é a missão de Jesus e a prova de que o Reino de Deus chegou. O que é o
Reino ou reinado de Deus? É Deus que reina no coração do seu povo. É muito cômoda
a posição teológica de que hoje em dia este pão se resume ao pão espiritual que
é palavra de Deus, nos isenta de compromisso para com os deveres filantrópicos
(amor á humanidade), como me disse
uma vez certo obreiro, “a igreja não é uma filantropia” o que ela é então, uma
misantropia? Quem cuida do tesouro da igreja tem pavor á filantropia, mas se
esquece que a igreja é uma instituição sem fins lucrativos. Deus é filantrópico
(Jo 3.16). A espiritualização de um
texto só pode ter sentido quando é confirmada por outras verdades expressas na
própria Bíblia, é uma atrocidade quando se “espiritualiza” determinados ensinos
para atender nossos interesses, avarezas e vontades carnais, se faz muito isto
quando o indivíduo se encontra em determinada situação irregular diante da
Bíblia e quer de toda maneira achar suporte na mesma para poder continuar
praticando tal ato, quando alguém esta ou quer se divorciar, quando alguém quer
odiar alguém, quando alguém deseja se excluir de responsabilidades ou dar vazão
a sua avareza, muito embora não seja para nós a pratica do dízimo, a
contribuição e a repartição de bens adquiridos nesta terra sim, tem que ser
repartida entre nossos irmãos. A vontade de Deus era que no nosso meio não existisse
pobres, Deus ordenou que todos ajudassem os menos favorecidos financiando sua
conquista para que aquele que fosse pobre pudesse se igualar aos demais, o não
cumprimento disto ocorreria em pecado: “Quando
no meio de ti houver algum pobre, dentre teus irmãos, em qualquer das tuas
cidades na terra que o Senhor teu Deus te dá, não endurecerás o teu coração,
nem fecharás a mão a teu irmão pobre; antes lhe abrirás a tua mão, e certamente
lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade”. (Dt 15.7,8), certamente os pobres sempre haverá neste
mundo, porem no meio de nós esta situação não deveria permanecer acomodada sob
o pretexto: – “
Ah! É assim mesmo, neste mundo teremos aflições”. Entendo que os menos
favorecidos que são sinceros cristãos em nosso meio servem de oportunidade para
se provar os corações e ver quem esta praticando o verdadeiro cristianismo, e
também nos dar a oportunidade de ser-mos abençoados por Deus que recompensa
toda boa obra. As contribuições que se faz
na igreja deveriam trazer equilíbrio na distribuição para o povo e não para
aumentar o desnível tirando o quase nada de uns para aumentar o robusto
faturamento de outros. Convém reconsiderar a interpretação da Palavra na
Segunda Carta aos Coríntios, capítulo 8, versículos
12, 13, 14 e 15 que diz: "Porque, se
há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem, e não segundo
o que não tem. Mas, não digo isto para que os outros tenham alívio, e vós
opressão. MAS PARA IGUALDADE; neste tempo presente, a vossa abundância supra a
falta dos outros, para que também a sua abundância supra a vossa falta, E HAJA
IGUALDADE; Em êxodo 16:16,17
Deus ensina como colher os bens que ele nos dá para nosso sustento nesta terra,
uns colhem mais outros menos, porem medindo com o GOMER, cada um colhe o tanto
necessário que podia comer, de forma que quem colhia mais não sobejava nem quem
colhia menos sentia falta, ou padecia necessidade. Falta-nos hoje o “gomer”. É tempo de nos atentar mais para o nosso Criador do
que para nossas religiões, altares estabelecidos pelas tradições humanas
deixando o rabisco para o alimento do pobre antes que a gordura de nossa carne
desapareça. (IS 17:1á8)Como é anticristão ignorar o pobre, os necessitados na
justificativa de já estar contribuindo na igreja. É lamentável quando vemos
cristãos que dedicaram toda sua vida ao evangelho e que hoje estão passando por
graves problemas financeiros, faltando o pão o remédio etc. e não tem “irmão”
nenhum para lhe ajudar, e quando alguém apresenta alguma compaixão para nada
lhe serve, pois é apenas em palavras que voam ao sabor do vento, ou para
demonstrar suas espiritualidades e capacidades de orar, palavras e orações
estas que vos digo sem medo de errar, para nada serve diante de Deus nem do
irmão necessitado. ”Que proveito há meus
irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode
salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e
tiverem falta de mantimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz,
aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o
corpo, que proveito há nisso? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em
si mesma.”(Tg 2.14à17) O problema também consiste na
falta de um ensino acompanhado de atitudes, fala-se muito nisto, mas não se apresenta atitudes com soluções, não temos em nossas igrejas
um direcionamento financeiro para este importante negócio, louvo á Deus pelos
nossos templos suntuosos, porém o templo mais importante É comum se ver ensinar que a
igreja primitiva permanecia nos ensinos dos apóstolos, mas o fundamental ensino
dos apóstolos era repartir, vejam este trecho bíblico: “Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que
possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o
depositavam aos pés dos apóstolos. E se repartia a qualquer um que tivesse
necessidade”. (At 4.34,35). Os apóstolos consideravam o
atendimento às pessoas um importante negócio, distribuíam
todos os dias o que as pessoas precisavam, sempre vigiando para ver no
que poderiam melhorar este serviço. ”Ora,
naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos
helenistas contra os hebreus, porque as viúvas daqueles estavam sendo
esquecidas na distribuição diária. ...
Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do
Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante
negócio.” (At 6.1e3){grifo nosso}. Todos os
dias nos reunimos, cantamos e
levantamos nossas mãos e oramos e bendizemos à Deus em nossos cultos como bons
religiosos, não vemos a aflição do pobre em nosso meio não vemos o choro do
aflito, não visitamos o enfermo, o preso então nem pensamos, e vamos
satisfeitos para casa com a sensação de dever cumprido e paz com Deus, Tiago
nos adverte, “Senti as vossas misérias,
lamentai e chorai; torne-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria em
tristeza.”(Tg 4.9), quero lembrar que desta
cerimônia religiosa os fariseus faziam
também, religião não basta. ”A religião
pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar
os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção
do mundo”.(Tg 1.27) seguir a Jesus é muito mais que isto,
Deus quer que tenhamos uma vida de verdadeiro cristianismo, um cristianismo
vivo, atuante, que tem atitudes, interesses uns pelos outros, chorar com os que
choram realmente, e não aprendizados teóricos intermináveis que não entra em
pratica nunca, nem orações hipócritas pelos nossos irmãos sem nenhum ato de boa
vontade, seria este o culto que Deus espera de seu povo? Tem
Ele prazer em nossos cultos? Estará Ele recebendo como incenso suave?
Vejamos o culto que agrada á Deus: “Seria
esse o jejum que eu escolhi? o dia em que o homem
aflija a sua alma? Consiste porventura, em inclinar o homem a cabeça como junco
e em estender debaixo de si saco e cinza? chamarias tu a isso jejum e dia
aceitável ao Senhor? Acaso não é este o jejum que escolhi? que soltes as
ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo? e que deixes ir
livres os oprimidos, e despedaces todo jugo? Porventura não é também que
repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desamparados?
que vendo o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?”( Is 58.5à7). A espessa Bíblia Sagrada em
seus fartos sessenta e seis livros se resumem numa só coisa, amai ao teu
próximo como a ti mesmo “...quem ama ao próximo tem cumprido a lei. Com efeito: Não adulterarás;
não matarás; não furtarás; não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta
palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”(Rm 13.8b.9). o que você faz por
você? o que você quer pra você? Como quer ser tratado?
Procure tratar assim mesmo teu próximo. Dois lamentáveis erros: os
não-crentes, como chamamos os que não faz parte de nossas igrejas, pensam que as
boas obras fazem com que Deus lhe conceda um lugar no céu baseados em suas
obras de caridade e não no sangue de Jesus, os cristãos acham que não precisam
de obras de caridade alguma para ser salvos, ora, a
salvação na vida da pessoa a impulsiona a fazer obras, veja Mt 16.27 – Jo 3.20 – At 9.36 -
I Cor 16.14 – Ef.2.10 – I Tm 6.18 etc. me faltaria espaço neste esboço para
apresentar todos os relatos da necessidade de boas obras, no entanto Jesus é
claro ao antecipar como será o direito á entrada no céu: Mt 25. 32à40 “e ele separará uns dos outros, como o pastor
separa as ovelhas dos cabritos; e porá as ovelhas à sua direita, mas os
cabritos à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde
benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a
fundação do mundo; porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me
destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes;
adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me. Então os justos lhe
perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? Ou com
sede, e te demos de beber? Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? Ou nu, e te vestimos? Quando te vimos enfermo, ou na
prisão, e fomos visitar-te? E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que,
sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim
o fizestes”. É tempo de atentar com mais
diligência para estas coisas, “recomendando-nos
somente que nos lembrássemos dos pobres; o que também procurei fazer com
diligência” (Gl 2.10), vigiar para fugir do
farisaísmo e da hipocrisia, Deus não quer ver seus filhos mendigando, mas sim
que sendo amparados uns pelos outros naquilo que nos pertence fazer, o instrumento
de Deus aqui na terra é a igreja por ele estabelecida, é por ela que Ele quer operar
salvar, consolar, corrigir, instruir, suprir, etc. o individualismo e a
indiferença tem tomado lugar no nosso meio do qual não atentamos para sair
desta armadilha e fazer-mos um culto mais aceitável diante de Deus. Um idoso Presbítero
recentemente me disse que estava passando por situação muito difícil, com um
filho deficiente, se mantendo com uma aposentadoria de 300 reais, precisou ser
operado do joelho gastando todo o seu soldo com remédios, ninguém o visitou no
hospital, ninguém o visitou em sua casa embora tivesse conscientizado toda a
igreja que iria ser operado, quando pode, foi á igreja e buscou ajuda de seu
pastor que respondeu para ele
-“ há! Irmão, eu estou quase na mesma” e saiu, não pesa na
consciência, não nos arrependermos disto, não sentimos a dor alheia, ficamos
todos anestesiados,? Deus nos manda dar até a própria vida pelos irmãos, será
que o amor de Deus ainda caracteriza sua igreja?”Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitando, lhe
fechar o seu coração, como permanece nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos
de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade.”(I
Jo 3.17.18), estaremos satisfeitos em estar em dia
com as obrigações religiosas, não
precisamos amar o próximo? A igreja mantém uma tímida
assistência social, porem não consegue atender como precisa, cabe a cada um se preocupar com este negócio e olhar ao nosso redor se tem
alguma pessoa que possa ser atendido por nós. Havia no antigo testamento
uma forma de arrecadação de verbas para atender o necessitado (Dt 26.12) na igreja primitiva também havia este cuidado: Ora, quanto à coleta para os santos fazei vós também o
mesmo que ordenei às igrejas da Galiléia. No primeiro dia da semana cada um de
vós ponha de parte o que puder, conforme tiver prosperado, guardando-o, para
que se não façam coletas quando eu chegar. (Cor 16.1e2). Jesus de qualquer forma
exigiu algo dos seus discípulos: que eles repartissem o pouco que tinham (5 pães e 3 peixes). O povo precisa de pão. Jesus, sem
dúvida, não quer alimentar o povo apenas com o pão material. Ele mesmo lembrou:
“Não se vive somente de pão, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus”. Mas
Jesus multiplicou o pão literal, saciou a fome física da multidão, e considera
que é missão dos discípulos “dar de comer”. “Mas ele lhes disse: Dai-lhes vós de comer.” (Lc
9.13). Em espírito de conversão, a
CNBB convoca a todos para um grande Mutirão Nacional pela Superação da Miséria
e da Fome, como resposta ao imperativo do Evangelho: “Dai-lhes vós mesmo de
comer”. E nós, que somos os “detentores da verdade”, vamos manter uma atitude
contemplativa? Osni de Figueiredo , [email protected]om.br - http://osni.blog.terra.com.br
- é Cooperador na Ass. de Deus setor séde j. Angela -
certificado em teologia pelo ICP Instituto Cristão de Pesquisa e em
liderança bíblica. (se não concordou, não me
deteste, conteste-me com argumentos bíblicos) |
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