A ABOMINAÇÃO DA DESOLAÇÃO, DE QUE FALOU O PROFETA DANIEL, ESTÁ NO LUGAR SANTO

A ABOMINAÇÃO DA DESOLAÇÃO, DE QUE FALOU O PROFETA DANIEL, ESTÁ NO LUGAR SANTO!

 

Os discípulos de Jesus tinham uma jactância um tanto quanto exacerbada no tocante ao segundo templo que sob o governo de Zorobabel, por concessão de Ciro II da Pérsia, foi reedificado no mesmo lugar onde havia o templo de Salomão. No segundo século a.C, este foi profanado por Antíoco IV Epifânio, gerando a revolta dos macabeus. Herodes o grande ordena uma remodelação do templo no qual Jesus tantas vezes ensinou, curou e também honrou com zelo consumidor ao expulsar os que usavam o templo para fins que não fossem o culto ao nome do Senhor. (Mt.21:12).

Porem o “zelo” dos discípulos não era com o mesmo cuidado e sim para lucros(Lc.19:45), vaidade humana(Mc.13:1) e acepção de pessoas.(Tg.2:1-7).

No capítulo 24 de Mateus Jesus prediz a total destruição do templo, pois já havia se provido de um novo conceito de templo, o ser de cada um de seus adoradores.(At.7:47-48, IICor.6:16, ICor.6;19, ICor.3:16).

A exemplo do que ocorrera no II Século a.C, Jesus antecipa que novamente o fato se repetiria, o General e futuro Imperador Titus Flavius em 70 depois de Cristo destrói totalmente o templo abafando a grande revolta judaica onde morreram mais de um milhão de judeus.

Uma das mais horríveis uniões do estado com a igreja se deu com Antíoco IV Epifânio, um rei da dinastia Selêucida que governou a Síria entre 175 e 164 a.C e que aceitou suborno de Menelau para ser sumo sacerdote no lugar de Jasão, este rei conquistou a Jerusalém tirando-lhe todos os privilégios bem como proibindo o shabbat e a circuncisão, impondo a helenização e instalando uma estátua de “Zeus” um deus grego, no templo. Faltaria-me espaço para falar de Constantino I (272-337), Imperador Romano que instalou um evangelho Ariano pela força por ocasião da vitória na batalha da ponte Mílvia unindo o clero e o estado.

De maneira sorrateira e sutil, vemos hoje estas abominações no lugar santo, a cada época de eleição o descambo é maior, homens abomináveis adentram nossos templos com consentimento do mais alto clero, homens corruptos e corruptores, compromissados com sucesso, fama, dinheiro e poder tomam parte em nossas reuniões solenes como nódoas, se assentam como príncipes em detrimento de tantos santos filhos de Deus que desejam dar um testemunho, desenvolver um ministério ou participar a alegria da salvação com os demais irmãos e não lhes é dado oportunidade, tomam parte em nossos microfones falando palavras aveludadas, a fim de conseguir arrebanhar mentes incautas a favor de suas causas particulares e pessoais, se fingem, neste momento de ovelhas sendo por dentro lobos devoradores tantas vezes comprovado, depois saem muito antes de terminar o culto, sem nenhum interesse na pregação da palavra ou em Jesus Cristo, e se dirigem para, quem sabe, um centro espírita a fim de fazer o mesmo trabalho, ou para uma seita qualquer onde também se comportará como um deles. Nossos líderes não sabem disto? Claro que sabem, mas existem interesses recíprocos entre as partes.

            Jesus nunca se aliou a esta escória para buscar facilidades em praticar o seu ministério, ao contrario, diferenciou claramente o que é estado e o que é a igreja, qual o compromisso com o estado e qual o compromisso com Deus, (Mt.22:19-21).

Conhecido é que o estado é laico e continuará sendo independente da bajulação da igreja, a nossa postura tem que ser a postura bíblica de Moises, por exemplo, que recusou ser o principal dos políticos de sua época, preferindo ser maltratado com sua gente, a usar o cobiçado e pecaminoso cargo com o pretexto de ajudar seu povo, não temia os poderosos, vencia-os pela fé.(Hb.11:24-27)

O profeta Eliseu é outro exemplo de comportamento firme em relação aos poderosos políticos que querem ter primazia entre esta “gentinha” de grande poder de voto, (II Rs.5:9-11), sequer se importou em sair ao encontro de tal autoridade secular que lhe vinha ao encontro, muito menos lhe convidou para entrar ou lhe dar um lugar de honra e destaque em sua casa.

O profeta Elias também não temia se tornar inimigo da maior autoridade política do país quando este se vendia para fazer o que era mau aos olhos do Senhor (IRs.21: 20).

Mas acham guarida em nossas igrejas, Oxalá seja apenas em nossos templos de alvenaria em não em nosso coração para que este também não se torne também abominável, onde estarão os alunos de Jesus que aprenderam a fazer azorrague e banir estes mercadores de nossos templos? Cadê a indignação por tal vitupério? Ao contrario, pasmem, ainda se ouve aplausos que nem para Cristo é permitido dar em nossas igrejas, fizeram de nós curral eleitoral, fazem combinados entre eles e depois nos persuade a cumprir seus combinados, são formadores de opiniões e usam isto com dolo.

Quando virem todas estas abominações no lugar santo, levantai vossas cabeças, só pode o fim estar próximo.

 

 

Osni de Figueiredo

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É Colaborador do site http://www.estudos-biblicos.com/artigosni.html

 

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