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A FRIESA
DA LEI
OSNI DE FIGUEIREDO
A lei é
fria, insensível, a lei não coaduna com misericórdia, não admite erros não
tolera, não espera, não perdoa. Em qualquer país organizado é elaborada uma
carta magna que regerá a nação colocando limites e estabelecendo critérios na
finalidade de manter seu povo dentro de um controle moral digno. Esta lei
não prevê tolerância nem concessões á quem quer que seja, traz como símbolo uma
estatua de olhos vendados, significando ”não
faço acepção” e uma balança em suas mãos, mostrando que pesa a cada um
segundo as obras. Se formos avaliados debaixo de tal conceito, não podemos de
maneira nenhuma reivindicar clemência ou tolerância, pois a forma da lei é que
determina se há lugar para tais reivindicações ou não. Se já de antemão houver
previsão disto nesta lei, ela mesma tem o dever de oferecer, se não, não
adianta arrependimento, explicações, justificações, será como esta determinado. Dando a luz a uma
criança Certo
homem, levando sua esposa para dar a luz uma criança, se sentiu na necessidade
de passar um farol fechado, se certificando que não exporia em perigo sua vida
ou a de outrem, mas, um policial estava atento naquele local e interceptando o
cidadão, o autuou, ele achou que o seu caso era justificável, pois se tratava
de uma emergência, e não colocou em perigo a ninguém, o oficial lhe respondeu
dizendo: a lei é clara e não abre brechas nem exceções, eu compreendo a sua
situação, mas sou um profissional que julga segundo a lei, e não segundo o que
eu acho. Não
havia nada que aquele homem poderia falar, pois, não poderia pedir que o oficial,
que foi contratado para servir a lei, agisse fora da lei em seu favor. O Fora da lei A lei
requer seu cumprimento por inteiro, uma vez eu estava indo atender um chamado
de uma agencia de emprego para concorrer a uma vaga, quando, no meio do caminho
um grupo de policiais me parou, após me revistar com muita atenção, examinaram
meus documentos e meu veículo em detalhe, estava tudo conforme a lei e por isto
eu estava me sentindo seguro, bom é estar dentro da lei, não precisamos
temê-la, quando para minha surpresa o tenente mandou que retivessem meu
documento, acharam que a identificação da placa do meu veículo não estava bem
legível, minha confiança se desmoronou, me senti um fora da lei, vi que todos
os requisitos minuciosamente examinados e aprovados não podiam me valer de
nada, pois um item estava faltando, a pena era a mesma aplicada a qualquer
outro que tinha os documentos desatualizados, ou não tivesse os documentos, ou
não tivesse carta de motorista, ou tivesse outros ou todos os delitos previsto
na lei, em face disto, tentei argumentar, não mais me apoiando na lei, pois ela
se mostrara contra mim e exigente em demasia para ser preenchida pelas minhas
condições, e sim, tentei demonstrar minha situação de desempregado buscando um
emprego, e convencê-lo da insignificância do meu deslize, na verdade tentei sensibilizá-lo,
pois achei que seria o único caminho que eu teria uma chance de me livrar da
dura punição, tudo em vão, o tenente tinha um estatuto para me avaliar, e eu
fui achado em falta diante dele. A Lei mata “... mas assim que
veio o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri” (Rm 7.9) Isto me
levou a escrever este compendio, na bíblia fala de um período em que as pessoas
eram julgadas segundo uma lei, severa lei, apesar de justa e boa, a humanidade
caída pelo pecado não era capaz de atender tão elevada exigência e todos os
homens eram achados em falta diante de dela. Simbologia
á parte, vejamos o que previa a Lei: Ø Uma pessoa que tivesse lepra
deveria ser desamparada por todos, condenado a ansiar a morte sozinha e fora do
povoado, sem nenhuma assistência médica. (Lv.13.46). Ø Dois sacerdotes(Nadabe e
Abiú) trouxeram fogo não consagrado para acender o incensário do templo, foram
queimados vivos na mesma hora.(Lv. 10.1). Ø O indivíduo que comer gordura
de carneiro, de boi, ou de cabra que morre por acidente ou animal selvagem,
seria extirpado. (Lv. 7.23). Ø Qualquer homem que comer
sangue, seria extirpado (Lv. 17.10). Ø Se alguém fizesse sexo com
sua esposa, estando ela menstruada, ambos seriam extirpados. (Lv 20.18) Ø Numa discussão entre dois
jovens, um deles, diz mal do Deus de Israel, é apedrejado até morrer (Lv. 24.11) Ø Quando alguém ferisse alguém
de forma que ficassem seqüelas, seria feito neste as mesmas marcas (Lv. 24.20). Ø Acharam um homem apanhando
lenha no sábado, todos da congregação lhe atiraram pedras até que morresse. (Nm
15.32/36) Ø Um pai deveria levar seu
filho, se fosse desobediente e rebelde de maneira contumaz, para ser apedrejado
pelos cidadãos da cidade até a morte.(Dt.21.21) Ø Se uma moça não se casasse
virgem, seria apedrejada até morrer. (Dt 22.21 Ø Se alguém fosse achado tendo
relação sexual com uma mulher casada, ambos seriam apedrejados até a morte. (Dt.
22.22) Ø Um homem pega para si uma
capa e alguns valores em ouro e prata, após confessar é apedrejado até morrer e
depois queimado com fogo.(Js 7.21/25). Ø Ao transportar a arca do
Senhor, o carro de boi que a levava ameaçou tombar, Uza estendeu a mão para á
arca (não podia ser tocada). Foi fulminado ali mesmo. (IISm 6.6/7) Ø Os homens da cidade de
Bete-Semes olharam para dentro da arca, formam mortos cinqüenta mil e setenta homens.
(ISm 6.19) A
Lei fracassou? A lei
que deveria favorecer o povo, não se mostrou apta para isto, pois o povo que
ela veio reger era incapaz de se elevar a tal altura de perfeição, ela não
dizia como conseguir cumpri-la, julgava quem não conseguisse, não avaliava os
motivos que levou alguém a transgredi-la, punia a quem transgredia, não
tolerava, nem perdoava, muito menos capacitava os homens para se enquadrarem
nela, mas se comportava como uma balança para pesar os atos dos homens de acordo
com o que estava nela previsto. Alguém
pode pensar: o fracasso da lei foi total, porem não se deu assim, pois o
propósito dela era outro, não o de aperfeiçoar, mas o de conscientizar de
culpas, como em minha experiência, diante da lei, ninguém pode ser justificado
em todo o tempo nem totalmente, pois em algo sempre somos achados em falta. Ser
justificado é ser declarado "isento de culpa", e esse estado pode ser
obtido diante de Deus somente de duas formas: obedecer a lei a risca de
maneira tal que nunca pequemos (Rm 2:13; Gl 3:10-14) ou recebendo o perdão de
Deus. Visto que "todos pecaram" (Rm 3:23), buscar
justificação por meio do sistema da lei é se pôr debaixo de maldição. A
salvação só pode ser encontrada em Cristo, que nos redimiu da maldição da lei,
"fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar"(Gl3:13). Quando
Paulo apresenta Abraão como exemplo de alguém justificado pela fé (Romanos
4:1-5), ele está contrapondo a confiança humilde na misericórdia de Deus (para
o perdão, Rm 4:6-8) com a confiança arrogante em si mesmo (para obedecer à lei
à risca, Rm 4:4). Atenção: "se Abrão foi justificado por
obras, tem de que se gloriar" e "o salário . . .é considerado
. . . como dívida" (Rm 4:2, 4). Nesse contexto, quem "não
trabalha" se refere àquele que reconhece suas falhas, não reivindica
justiça baseando-se no cumprimento da lei, mas "crê naquele que
justifica o ímpio" (Rm 4:5). Obras da Lei “versus”
fé Abraão
não mereceu nem ganhou como salário a justificação, tampouco à vida perfeita de
Cristo foi imputada a ele por alguma obra. Romanos 4:3 afirma: "isso [a
fé dele] foi lhe foi imputado para justiça". Essa "bênção" é
então definida como o perdão dos pecados (Rm 4:6-8). O meio de obtermos a aprovação de Deus
é a fé no que fez o seu filho e não o que nós fizermos, insensatez de quem
tenta se achar justo ou se sentir no direito de reivindicar algo diante de Deus
apoiado em méritos ou obras que tenha feito como jejuns, que na verdade só
serve para nossa santificação, ou orações, que também atende a nós mesmo, boas
obras, ou dar o dízimo, o qual dizem alguns que é a única vez que Deus permite
ser provado pelo homem, ora, colocar Deus a prova é falta de fé, e isto todos
sabemos que não agrada a Deus, Ele permitiu isto num período de grande
apostasia em que os sacerdotes e todo o povo estavam roubando ao senhor Ml.3,9
Vós sois amaldiçoados com a maldição; porque a mim me roubais, sim, vós, esta
nação toda. Então fez Deus uma concessão com a finalidade de restabelecer o
culto ao seu Nome, não era para seu uma regra permanente, pois se fez
necessário pelo pecado, falta de confiança [fé] em Deus, não se espera isto de
sua igreja, porque de nós se espera coisas melhores, (Hb 6.9) a fé anula a
necessidade de provar Deus, a fé confia em Deus, no deserto o povo Judeu
passando privações, quiseram provar a Deus invés de confiar veja: Hb 3.8 á
11. Não endureçais os vossos corações,
como na provocação, no dia da tentação no deserto, onde vossos pais me
tentaram, “pondo-me à prova,” e
viram por quarenta anos as minhas obras. Por isto me indignei contra essa
geração, e disse: Estes sempre erram em seu coração, e não chegaram a conhecer
os meus caminhos. Assim jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. Adversidades não são
sinônimas de falta diante de Deus Como me dói
na alma quando os oportunistas, (digo isto porque são mestres) abusam da ingenuidade
do povo atribuindo adversidades temporais ao não pagamento do dízimo, ora, se
assim fosse, todos os apóstolos poderiam ser acusados em estar roubando ao
Senhor, pois qual deles não teve adversidade? Veja isto: Hb 11.37 37 Foram apedrejados e tentados; foram serrados
ao meio; morreram ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de
cabras, necessitados, aflitos e maltratados. IICor.
1.8 Porque
não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois
que fomos sobremaneira oprimidos acima das nossas forças, de modo tal que até
da vida desesperamos. O que
dizer então dos crentes da igreja de Smirna? Eram pobres materialmente, e
tinham muitas aflições, Conheço a tua
tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que dizem ser
judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás. (Ap 2.9) Não seria, aqui, o caso de o Senhor (ou seus
pastores)lhes dizer para darem o dízimo que tudo estaria bem, abrir-se-iam as
janelas do céu e todos seriam abastecidos, a pobreza iria embora, as
tribulações também? (desculpe a ironia). Se achar
que pagar o dízimo (por favor, não mudem “pagar”
para “devolver”, não tem base bíblica), fará com que se tenha “uma tal
abastança” prevista na lei, então os primeiros cristãos passaram privações por
não praticar o dízimo, e também os pais da Igreja, que não tiveram muitas
regalias, os grandes mártires, o que dizer dos próprios apóstolos? ICor 4. 11 Até a presente hora padecemos fome, e
sede; estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa,...IICor
11. 27 em trabalhos e fadiga, em vigílias
muitas vezes, em fome, sede, em jejuns muitas vezes, em frio e nudez...ao
contrário, em tudo estavam ensinados,
não como dizem os “judaizantes” de hoje: -“Ensinem o povo á dizimar”, querendo nos
ensinar que fazendo isto teremos as janelas do céu abertas e seremos abastecidos
porque Deus não poderá deixar de cumprir sua promessa, quem assim aprender não
estará preparado para enfrentar o tempo de sequidão, de falta, de escassez, de
fome, de necessidade como o apostolo S. Paulo, Fl 4. 12 Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em
todas as coisas fui ensinado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto
em ter abundância, como em padecer necessidade., pois se sentirá no direito
de reivindicar de Deus a dívida contraída no acordo de malaquias 3.10 onde o próprio
Deus convida os sacerdotes (note que Deus
falava com os sacerdotes {Ml 2.1}) a fazer prova com consigo, não
funcionará, pois esta promessa não diz respeito á Igreja, e sim é uma das
atribuições da Lei, o próprio Jesus declara isto em Mt 23.23,” e
tendes omitido o que há de mais importante na lei,” com certeza sairá
decepcionado, pois Deus não se endivida com ninguém, mesmo se fizéssemos tudo o
que nos fora mandado, ainda seríamos como servos inúteis, (Lc 17.10), na
verdade nada há que venhamos a fazer que nos dê o direito de reivindicar algo,
mas em tudo temos que caminhar em humilhação e buscar alcançar a misericórdia,
pois nisto se baseia a graça como favor imerecido. Textos cujo ensino
abençoa o povo No
tocante a isto eles ensinam o que lhes convém, pois se fosse para o povo ser
abençoado como dizem muito maior conteúdo teria o ensino de Levítico 26, onde
Deus faz extraordinárias promessas aos que forem fieis, (claro, segundo a Lei), Deus faz ali um expressivo número de bênçãos
(vinte e duas bênçãos, se contei direito) colocadas de modo claro e detalhadas
para quem não idolatra, guarda os sábados, e se interessa pela sua doutrina,
mas estas promessas não gera renda para o ministério, e tem também “os sábados”
que denuncia a sua ligação com a Lei, talvez os adventistas queiram se utilizar
deste texto, mas não compromete o povo em contribuir, portanto não gera renda.
Ou talvez o ensino de Deuteronômio 28, que tem 28 promessas para os que ouvem a
voz do Senhor Deus e guarda os seus mandamentos, são lindas e desejadas
promessas, inclusive uma delas se assemelha á promessa de Malaquias 3.10, veja
este verso de Deuteronômio 28.12 que diz –“O
Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar à tua terra a chuva no seu
tempo, e para abençoar todas as obras das tuas mãos; e emprestarás a muitas
nações, porém tu não tomarás emprestado”. (em Ml 3.10 “abrir as janelas do
céu”, fala de derramar chuva para as plantações, e disto adviria tal abastança,
como aqui.), mas não impele o povo a dar dinheiro, portanto este texto também
não é rentável. Há alguns
(incautos ou mal ensinados, não sei) que querem contar “testemunhos” de como
são abençoados ou guardados em função do dízimo, como se o evangelho de Cristo
fosse sustentado por concepções empíricas (doutrina
que admite que o conhecimento provenha unicamente da experiência), se
podemos fazer do empirismo sustentáculo doutrinário, então teremos que aceitar
os testemunhos (muito questionáveis) dos milagres confessados pelos católicos, dos
espíritas, dos umbandistas, dos macumbeiros, etc., e o que é pior, teremos de
admitir algo além da bíblia para compor doutrinas; a experiência pessoal de
cada um. Mas vejam
que estes mesmos que se jactam de privilégios por serem dizimistas, admitem
passar por situações várias, como desemprego, ou doenças, ou tristeza, ou
morte, ou necessidades, etc. me faz lembrar um certo presbítero tentando ser
consoante com o pastor disse: faz 10 anos
que não fura um pneu do meu carro, mas, este mesmo irmão havia acabado de
passar por grande aflição de enfermidade gastando muito dinheiro com remédios.
Na verdade no mundo teremos aflições, o que temos que buscar é ter bom animo. Tirando o véu da
dureza É por
isto que temos esta confiança de declarar uma nova aliança, não que de nós
mesmos tenhamos imaginado isto tudo, mas de Deus que nos capacita para ser-mos
ministros de um novo pacto, não da letra, que mata como demonstrado em toda a
lei e exposto neste estudo, mas do espírito que vivifica através da graça como
favor imerecido, reparem que a antiga lei de Moises tinha sua gloria, ainda que
transitória representada no rosto de Moisés, que, alias, ia se apagando
gradativamente com o passar do tempo, a exemplo da própria lei, quanto mais
gloria não terá este nova aliança que permanece? Mas o antigo concerto trazia
sobre si um véu para ocultar aquela gloria que ia se desvanecendo, este véu é
chamado “véu da dureza de entendimento” que até hoje, sempre que é lido Moisés
(a Lei) um véu esta posto sobre os corações deles, isto é bíblia e não
especulação corporativista, assim diz a palavra de Deus em II Corintios 3. 4 á
15 E é por Cristo que temos tal confiança
em Deus; 5 não que sejamos capazes,
por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem
de Deus, 6 o qual também nos capacitou
para sermos ministros dum novo
testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o
espírito vivifica. 7 Ora, se o ministério da morte, gravado com letras
em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fixar
os olhos no rosto de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual se estava sendo abolida, 8 como não será de maior
glória o ministério do espírito? 9 Porque, se o ministério da condenação tinha glória, muito mais excede em glória o
ministério da justiça. 10 Pois na verdade, o que foi
feito glorioso, não o é em
comparação com a glória inexcedível. 11 Porque, se aquilo que se desvanecia era glorioso, muito mais
glorioso é o que permanece. 12 Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar. 13 E não somos como Moisés, que trazia um véu sobre o rosto, para que
os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim aquilo que era transitório; 14 mas o entendimento lhes
ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto, permanece o
mesmo véu, não lhes sendo revelado que
em Cristo é ele abolido; 15 sim, até o dia de hoje,
sempre que Moisés é lido, um véu está posto sobre o coração deles. (Grifo nosso). judaismo Os
Judeus observavam o Torá que designa os cinco livros de Moisés,
especialmente a compilação das leis mosaicas, as 613 disposições, ordens e
proibições que nelas constam. No código mosaico encontramos também o Livro da
Aliança das Ordenanças Civis e Religiosas, que explica e expõe
detalhadamente o significado dos Dez Mandamentos para Israel. O código mosaico ainda contém as leis
cerimoniais, que regulavam o ministério no santuário do Tabernáculo
e, posteriormente, no Templo. Elas tratavam também da vida e do serviço dos
sacerdotes. Em conjunto, todas essas disposições, ordens e proibições formam a
Lei Mosaica. No judaísmo ortodoxo, além dessas 613 ordenanças, há ainda as leis
do Talmude, a transmissão oral dos preceitos religiosos e jurídicos compilados
por escrito entre os séculos III-VI d.C. A Torá e o Talmude são o centro da
devoção judaica. Em tudo
isto vemos que a Lei interage com o povo Israelita, como diz Romanos: – “São israelitas. Pertence-lhes a adoção e
também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas” (Rm 9.4). – “São estes os
estatutos, juízos e leis que deu o Senhor entre si e os filhos de Israel, no
monte Sinai, pela mão de Moisés” (Lv 26.46). – “E que grande
nação há que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje
vos proponho?” (Dt 4.8). Trazer de volta a representação
de Cristo é ignorar a presença real do Próprio Cristo, e negá-lo como única e
suficiente fonte de socorro e salvação. Foi essa
mesma Lei que O condenou à morte. Quando tomou sobre Si todos os nossos
pecados, teve de morrer por eles, pois a Lei assim o exige. Vemos que a Lei foi
cumprida e vivida por Jesus, e através dEle ela alcançou seu objetivo. Por isso
está escrito que “...o fim da Lei é Cristo” (Rm 10.4). Ele conduziu a
Lei ao seu final; ela está cumprida. Por que Ele o fez? Encontramos a resposta
quando lemos o versículo inteiro: “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça
de todo aquele que crê” (Rm 10.4). Jesus cumpriu a Lei para todos,
mas Sua obra é eficaz apenas para todo aquele que crê. Segundo
a Bíblia, que tipo de fé é essa? É a fé que sabe que Jesus Cristo tomou sobre
Si, em meu lugar, o castigo da Lei, que é a morte. A Lei de Cristo é a
mesma lei do Antigo Testamento? Agora,
talvez, muitos perguntem: Não estamos removendo a base que sustenta uma ética
comprometida ao dizermos que a Lei não vale mais para os cristãos renascidos?
Será que saberemos como nos comportar e o que é certo ou errado se dissermos
que não é preciso cumprir a Lei de Moisés? A ética estabelecida por Jesus
Cristo supera tudo que já houve em matéria de lei moral e toda e qualquer
possibilidade dentro da ética humana. Antes da sua morte Ele apoiou e autorizou
a Lei, pois ainda não havia sido cumprida: Na
cadeira de Moisés se assentam os escribas e fariseus Portanto, tudo o que vos
disserem, isso fazei e observai .(Mt 23.2); ... e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia
e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.(Mt 23.23) Porem,
quando cumpriu toda a lei, adquiriu o direito de estabelecer um novo e mais
excelente pacto “agora disse: Eis-me aqui
para fazer a tua vontade. Ele tira o primeiro, para estabelecer o segundo.”
(Hb10.9) Não reformando o antigo, mas tirando-o, substituindo-o por um
diferente, e imensamente superior, interiorizado, com motivação diferente, ou
seja, não mais por medo da morte prevista na Lei, mas por amor ao que é justo,
amor á Deus e ao próximo, como diz: “Porei no seu coração as minhas leis e
sobre a sua mente as inscreverei” (Hb 10.16). Com isso
os cristãos não estão rejeitando a ética da Lei de Moisés, mas estabelecem uma
ética muito superior, a ética do Espírito Santo, do qual a Bíblia diz: “Mas o fruto do
Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade,
fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gl
5.22-23). Talvez
nós mesmos nem o percebamos, mas certamente as pessoas que nos cercam
perceberão que o Espírito está frutificando Osni de Figueiredo é Cooperador na Ass. de Deus setor sede j. Ângela Certificado em teologia pelo ICP Instituto Cristão de Pesquisa CAPED (Curso de Aperfeiçoamento de Professores de Escola
Dominical) Liderança bíblica. (se não concordou, não me
deteste, conteste-me com argumentos bíblicos, terei prazer em te ouvir) [email protected]om.br
- http://osni.blog.terra.com.br
15/04/2007 |
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