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Sujeitos

Sujeito: é o termo da oração que funciona como suporte de uma afirmação feita através do predicado.

Predicado: é o termo da oração que, através de um verbo, projeta alguma afirmação sobre o sujeito.

Exemplo:

A pequena criança
me contou a novidade com alegria no olhar.

Sujeito
Predicado

- Para ajudar a localizar o sujeito há três critérios:

• Concordância: o verbo está sempre na mesma pessoa e número que o seu sujeito;
• Posição: normalmente, o sujeito precede o verbo e, mesmo que venha depois, pode ser transposto naturalmente para antes;
• Permutação: quando o núcleo do sujeito é um substantivo, pode ser permutado pelos pronomes ele, ela, eles, elas.


- Tipos de sujeito

- Sujeito simples

 É o sujeito que tem apenas um núcleo representativo. Aumentar o número de características a ele atribuídas não o torna composto. Exemplos de sujeito simples (o sujeito está em negrito):

* Maria é uma garota bonita.
* A pequena criança parecia feliz com seu novo brinquedo.
* Rafaela é chata

• Sujeito determinado: ocorre quando a terminação do verbo e o contexto permitem:
- reconhecer que existe um elemento ao qual o predicado se refere;
- indicar quem é esse elemento.


Exemplo: A carrocinha levou meu cachorro.

O sujeito determinado pode ainda ser subclassificado como:

Sujeito determinado simples: aquele que tem apenas um núcleo.

Exemplo: A mãe levantou-se aborrecida.

Sujeito determinado composto: aquele que tem mais de um núcleo.

Exemplo: Arroz e feijão não saíam de nossos pratos.

O sujeito determinado pode não ocorrer explícito na oração. Há quem costume classificá-lo como:

- sujeito determinado implícito na desinência verbal;

- sujeito elíptico;

- sujeito oculto;

Exemplo: Vou ao cinema na sessão das dez.
(sujeito = eu – implícito na desinência verbal)

• Sujeito indeterminado: Sujeito indeterminado é o que não se nomeia ou por não se querer ou por não se saber fazê-lo. Podemos dizer que o sujeito é indeterminado quando o verbo não se refere a uma pessoa determinada, ou por se desconhecer quem executa a ação ou por não haver interesse no seu conhecimento. Aparecerá a ação, mas não há como dizer quem a pratica ou praticou.

Há três maneiras de identificar um sujeito indeterminado:

a) O verbo se encontra na 3ª pessoa do plural.

* Dizem que eles não vão bem.
* Estão chamando o rapaz...
* Falam de tudo e de todos.
* Falaram por aí...
* Disseram que ele morreu.

b) Com um Verbo Transitivo Indireto, somente na 3ª pessoa do singular, mais a partícula se.

* Precisa-se de livros. (Quem precisa, precisa de alguma coisa ? verbo transitivo indireto)
* Necessita-se de amigos. (Quem necessita, necessita de alguma coisa ? verbo transitivo indireto)

A palavra se é um índice de indeterminação do sujeito, pois não se pode dizer quem precisa ou quem necessita.

Cuidado! Caso você encontre frases com Verbo Transitivo Direto:

* Compram-se carros. (Quem compra, compra alguma coisa ? verbo transitivo direto)
* Vende-se casa. (Quem vende, vende alguma coisa ? verbo transitivo direto)

Não se caracteriza sujeito indeterminado, pois nos casos de VTD, a partícula "se" exerce a função de partícula apassivadora e a frase se encontra na voz passiva sintética. Transpondo as frases para a voz passiva analítica, teremos:

* Carros são comprados (sujeito: "Carros");
* Casa é vendida (sujeito: "Casa").

c) Com um Verbo Intransitivo, somente na 3ª pessoa do singular, mais a palavra se, índice de indeterminação do sujeito.

* Vive-se feliz, aqui.
* Aqui se dorme muito bem.

• Partícula apassivadora: nesse caso, sempre há na frase um sujeito determinado;

• Índice de indeterminação do sujeito: nesse caso, o sujeito é indeterminado.

Se – Partícula apassivadora

Quando o pronome se funciona como partícula apassivadora, ocorre a seguinte estrutura:

• Verbo na terceira pessoa (singular e plural)

• Pronome se;

• Um substantivo (ou palavra equivalente) não precedido de preposição;

• É possível a transformação na voz passiva com o verbo ser (voz passiva analítica).

Exemplo:

Contou
se
a história.

verbo na 3ª pessoa
pronome
substantivo sem preposição.


Transformação:
Foi contada a história.
voz passiva analítica (com o verbo ser)


A análise da frase anterior será então a seguinte:

Contou
se
a história.

Voz passiva sintética ou pronominal
partícula apassivadora
sujeito determinado simples


Se – Índice de indeterminação do sujeito

Quando o pronome se funciona como índice de indeterminação do sujeito, ocorre esta estrutura:

• Verbo na terceira pessoa do singular;

• Pronome se;

• Não ocorre um substantivo sem preposição que possa ser colocado como sujeito do verbo na voz passiva analítica.

Exemplo:

Falou
se
da história.

verbo na 3ª pessoa do singular
pronome
substantivo com preposição


Transformação na voz passiva analítica – não é possível. A frase terá então a seguinte análise:

?
falou
se
da história

sujeito indeterminado
verbo na voz ativa
índice de indeterminação do sujeito
objeto


• Sujeito inexistente(sem sujeito): ocorre quando simplesmente não existe elemento ao qual o predicado se refere.

Exemplo: Choveu durante o dia.

O verbo que não tem sujeito chama-se impessoal e os verbos impessoais mais comuns são os seguintes:

- haver: no sentido de existir, acontecer e na indicação de tempo passado.

Exemplo: Houve poucas reclamações.

- fazer: na indicação de tempo passado e de fenômenos da natureza.

Exemplo: Faz dois anos que te perdi.

- ser: na indicação de tempo e distância.

Exemplo: É dia.

- todos os verbos que indicam fenômenos da natureza;

Exemplo: Nevou durante a madrugada.
Choveu muito durante o dia.

- Sujeito composto

 É aquele que apresenta mais de um núcleo, escrito na oração.

* Pedro e Paulo são amigos.
* Paula e Carla fizeram compras no sábado.
* Maria e Josefa trabalham juntas.
* Diego e Daniela estão namorando.
* Adriana e jaime são demais.
* Adryne e Tamara são as minhas melhores amigas.

 O sujeito também pode vir posposto ao verbo:

* Saíram Pedro e Paulo.
* Saiu Pedro e Paulo.

 Note que, no segundo caso, o verbo "saiu" concorda com o sujeito "Pedro", mais próximo a ele. Isso é permitido apenas quando o sujeito composto está posposto ao verbo; chama-se concordância atrativa.

- Sujeito desinencial, implícito, oculto, elíptico ou subentendido

 Sujeito oculto, elíptico ou desinencial é aquele que não vem expresso na oração, mas pode ser facilmente identificado pela desinência do verbo.

* Fechei a porta.
* Quem abriu a porta?

 Apesar do sujeito não estar expresso, pode ser identificado na oração: Fechei a porta Eu. E na frase Quem abriu a porta?, o identificado é ele.

 Obs.: As classificações do sujeito, em Língua Portuguesa, são apenas três: simples, composto e indeterminado. Dar o nome de Sujeito desinencial, elíptico ou implícito não equivale a classificar o sujeito, mas somente determinar a forma como o sujeito simples se apresenta dentro da estrutura sintática. No mais, a classificação Sujeito Oculto foi abolida, por questões técnico-formais e lingüistico-gramaticais, passando a denominar-se Sujeito Simples Desinencial, uma vez que se pode determiná-lo através dos morfemas lexicais terminativos das formas verbais, situação na qual, para indicar que o sujeito se encontra elíptico usa a forma pronominal reta equivalente à pessoa verbal entre parênteses. Assim, na estrutura sintática: "Choramos todos os dias", para indicar o sujeito simples subentendido na forma verbal, colocamo-lo entre parênteses da seguinte forma: (Nós)= Sujeito Simples Desinencial.

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