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Sujeitos Sujeito: é o termo da oração que funciona como suporte de uma afirmação feita através do predicado. Predicado: é o termo da oração que, através de um verbo, projeta alguma afirmação sobre o sujeito. Exemplo: A pequena criança Sujeito - Para ajudar a localizar o sujeito há três critérios: • Concordância: o
verbo está sempre na mesma pessoa
e número que o seu sujeito;
- Sujeito simples É o sujeito que tem apenas um núcleo representativo. Aumentar o número de características a ele atribuídas não o torna composto. Exemplos de sujeito simples (o sujeito está em negrito): * Maria é uma garota bonita. • Sujeito determinado: ocorre
quando a terminação
do verbo e o contexto permitem: Exemplo: Arroz e feijão não saíam de nossos pratos. O sujeito determinado pode não ocorrer explícito na oração. Há quem costume classificá-lo como: - sujeito determinado implícito na desinência verbal; - sujeito elíptico; - sujeito oculto; Exemplo: Vou ao cinema na sessão das dez. • Sujeito indeterminado: Sujeito indeterminado é o que não se nomeia ou por não se querer ou por não se saber fazê-lo. Podemos dizer que o sujeito é indeterminado quando o verbo não se refere a uma pessoa determinada, ou por se desconhecer quem executa a ação ou por não haver interesse no seu conhecimento. Aparecerá a ação, mas não há como dizer quem a pratica ou praticou. Há três maneiras de identificar um sujeito indeterminado: a) O verbo se encontra na 3ª pessoa do plural. * Dizem que eles não vão bem. b) Com um Verbo Transitivo Indireto, somente na 3ª pessoa do singular, mais a partícula se. * Precisa-se de livros. (Quem precisa, precisa de alguma coisa ?
verbo transitivo indireto) A palavra se é um índice de indeterminação do sujeito, pois não se pode dizer quem precisa ou quem necessita. Cuidado! Caso você encontre frases com Verbo Transitivo Direto: * Compram-se carros. (Quem compra, compra alguma coisa ? verbo transitivo
direto) Não se caracteriza sujeito indeterminado, pois nos casos de VTD, a partícula "se" exerce a função de partícula apassivadora e a frase se encontra na voz passiva sintética. Transpondo as frases para a voz passiva analítica, teremos: * Carros são comprados (sujeito: "Carros"); c) Com um Verbo Intransitivo, somente na 3ª pessoa do singular, mais a palavra se, índice de indeterminação do sujeito. * Vive-se feliz, aqui. • Partícula apassivadora: nesse caso, sempre há na frase um sujeito determinado; • Índice de indeterminação do sujeito: nesse caso, o sujeito é indeterminado. Se – Partícula apassivadora Quando o pronome se funciona como partícula apassivadora, ocorre a seguinte estrutura: • Verbo na terceira pessoa (singular e plural) • Pronome se; • Um substantivo (ou palavra equivalente) não precedido de preposição; • É possível a transformação na voz passiva com o verbo ser (voz passiva analítica). Exemplo: Contou verbo na 3ª pessoa
Contou Voz passiva sintética ou pronominal
Quando o pronome se funciona como índice de indeterminação do sujeito, ocorre esta estrutura: • Verbo na terceira pessoa do singular; • Pronome se; • Não ocorre um substantivo sem preposição que possa ser colocado como sujeito do verbo na voz passiva analítica. Exemplo: Falou verbo na 3ª pessoa do singular
? sujeito indeterminado
Exemplo: Choveu durante o dia. O verbo que não tem sujeito chama-se impessoal e os verbos impessoais mais comuns são os seguintes: - haver: no sentido de existir, acontecer e na indicação de tempo passado. Exemplo: Houve poucas reclamações. - fazer: na indicação de tempo passado e de fenômenos da natureza. Exemplo: Faz dois anos que te perdi. - ser: na indicação de tempo e distância. Exemplo: É dia. - todos os verbos que indicam fenômenos da natureza; Exemplo: Nevou durante a madrugada. - Sujeito composto É aquele que apresenta mais de um núcleo, escrito na oração. * Pedro e Paulo são amigos. O sujeito também pode vir posposto ao verbo: * Saíram Pedro e Paulo. - Sujeito desinencial, implícito, oculto, elíptico ou subentendido Sujeito oculto, elíptico ou desinencial é aquele que não vem expresso na oração, mas pode ser facilmente identificado pela desinência do verbo. * Fechei a porta. Apesar do sujeito não estar expresso, pode ser identificado na oração: Fechei a porta Eu. E na frase Quem abriu a porta?, o identificado é ele. Obs.: As classificações do sujeito, em Língua Portuguesa, são apenas três: simples, composto e indeterminado. Dar o nome de Sujeito desinencial, elíptico ou implícito não equivale a classificar o sujeito, mas somente determinar a forma como o sujeito simples se apresenta dentro da estrutura sintática. No mais, a classificação Sujeito Oculto foi abolida, por questões técnico-formais e lingüistico-gramaticais, passando a denominar-se Sujeito Simples Desinencial, uma vez que se pode determiná-lo através dos morfemas lexicais terminativos das formas verbais, situação na qual, para indicar que o sujeito se encontra elíptico usa a forma pronominal reta equivalente à pessoa verbal entre parênteses. Assim, na estrutura sintática: "Choramos todos os dias", para indicar o sujeito simples subentendido na forma verbal, colocamo-lo entre parênteses da seguinte forma: (Nós)= Sujeito Simples Desinencial. |
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