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Dissertação
A dissertação, geralmente, é feita em final de curso de pós-graduação, stricto sensu em nível de mestrado, com a finalidade de treinar os estudantes no domínio do assunto abordado e como forma de iniciação à pesquisa mais ampla. Na monografia (dissertação) para a obtenção do grau de mestre, além da revisão da literatura, é preciso dominar o conhecimento do método de pesquisa e informar a metodologia utilizada na pesquisa. Dissertação científica, ou simplesmente exercitação, é o trabalho feito nos moldes da tese, com a peculiaridade de ser ainda uma tese inicial ou em miniatura. A dissertação tem ainda finalidade didática, uma vez que constitui o grande treinamento para a tese propriamente dita. Chama-se memória a dissertação
sobre assunto científico,
literário ou artístico, destinada a ser apresentada ao
governo, a uma corporação ou academia. A dissertação consiste na explanação ou discussão de conceitos ou idéias. Ela pode ser expositiva ou argumentativa. Na dissertação expositiva, o autor apresenta uma idéia, uma doutrina e expõe o que ele ou outros pensam sobre o tema ou assunto. Geralmente faz a amplificação da idéia central, demonstrando sua natureza, antecedentes, causas próximas ou remotas, conseqüências ou exemplos. Na dissertação argumentativa, o autor quer provar a veracidade ou falsidade de idéias; pretende convencer o leitor ou ouvinte, dirige-se à sua inteligência através de argumentos, de provas evidentes, de testemunhas. Se a dissertação é objetiva, o tratamento dado ao texto é impessoal, com argumentação lógica partindo de elementos gerais e indo para os particulares. Na dissertação subjetiva, o autor dirige-se não só à inteligência, mas também, de modo pessoal, aos sentimentos de quem ele pretende convencer. Além da emoção, às vezes há ironia, sarcasmo, ridículo. São partes importantes da dissertação a introdução,
o desenvolvimento e a conclusão Através de dois textos distintos, a dissertação pode ser exemplificada: "A fim de aprender a finalidade e o sentido da vida, é preciso amar a vida por ela mesma, inteiramente; mergulhar, por assim dizer, no redemoinho da vida, somente então apreender-se-á o sentido da vida, compreender-se-á para que se vive. A vida é algo que, ao contrário de tudo criado pelo homem, não necessita de teoria, quem apreende a prática da vida também assimila sua teoria". Wilhelm Reich. A Revolução Sexual. Rio de Janeiro, Zahar, 1974. O texto expõe um ponto-de-vista (finalidade da vida é viver) sobre um assunto-tema (no caso, o sentido e a finalidade da vida). Além de apresentar um ponto-de-vista do autor, o texto faz também a defesa desse ponto-de-vista: onde ele defende os motivos que fundamentam a opinião de que a prática intensa de viver é que revela o sentido da vida.
Clarice Lispector. A Descoberta do Mundo. Partes que compõem a dissertação: * Introdução - deve ser breve e anuncia ao leitor o que
será desenvolvido no texto. 1. Só abordar na introdução e na conclusão
o que realmente estiver no desenvolvimento. |
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