Senhor dos Anéis - 2

or Rohan sobre charco e campo onde alta cresce a grama
O Vento Oeste Vai voando e em torno aos muros clamas.
-Que novas tu, ó Vento, vais à noite reeevelar?
Viste Boromir, o Alto, andando no luar?
-Por amplas águas sete rios escuros o vvvi descer;
Por terras ermas foi-se embora até desaparecer
Nas sombras que cobrem o norte. Não mais vi ao redor.
O Vento Norte Viu Talvez o Filho de Denethor.
-Ó Boromir! Dos altos muros o oeste eu eentrevi,
Mas da região de homens deserta voltar eu não te vi.


a boca do Mar, das pedras e dunas o Vento Sul voa;
Traz das gaivotas o lamento, e ao portão geme à toa.
-Que novas do sul, ó lamuriento, esta nnnoite tu me dás?
Onde está o Belo Boromir? Demora e eu não tenho paz.
-Onde ele mora não perguntes. Lá tantosss ossos vão
Em praias brancas ou escuras sob tormentoso chão.
Desceram tantos o Anduin fluindo para o Mar.
O Vento Norte detém novas de quem aqui vai passar.
-Ó Boromir! Além das portas ao sul a essstrada investe,
Mas tu do Mar com as gaivotas chorosas não vieste.


os portões reais o Vento Norte vem e as cataratas sobrevoa;
E claro e frio em torno à torre sua trompa alto ecoa.
-Que novas do norte, ó vento forte, me ttrazes nesta hora?
Que é de Boromir, o Ousado? Há tempos foi embora.
-No Amon Hen ouvi seu grito. Com muitosss se bateu.
O seu broquel e sua espada o rio os recebeu.
A fronte alta, o rosto belo, o corpo ao rio doaram;
E Rauros, de ouro Cataratas, ao peito o carregaram.
-A Torre de Guarda, ó Boromir, ao norteee observará
As Cataratas de ouro, Rauros, até que o tempo findará.


ondor! Gondor, de um lado os Montes, do outro o Mar!
Soprava o Vento Oeste lá, e a luz chovia devagar
Sobre a Árvore de Prata e os jardins dos Reis de Outrora.
Ó muross altos! Torres brancas! Coroa alada e trono de ouro!
Ó gondor, Gondor! Irão os homens a Árvore contemplar
Ou o Vento Oeste irá soprar nos Montes e no Mar?


prende a lição dos seres viventes!
Nomeie primeiro os quatro povos livres:
Os filhos dos Elfos que são os mais velhos;
O Anão cavador das casas escuras;
O Ent da terra, da idade dos montes;
O Homen mortal, senhor dos cavalos:
Castor construtor, cervo saltitante,
Urso abelhudo, javali brigador;
O cão é faminto, a lebre é medrosa...
Águia no ninho, boi n pastagem,
Veado o chifrudo, gavião o mais lesto,
Cisne o mais branco, serpente a mais fria...


elos prados de salgueiros de Tasarinan caminhei na Primavera.
Ah! a paisagem e o cheiro da Primavera em Nam-tasarion!
E eu disse que era bom.
Eu vaguei no Verão pelos bosques de olmos de Ossiriand.
Ah! a luz e a música no Verão ao longo dos Sete Rios de Ossir!
E eu pensei que era melhor.
As faias de Neldoreth visitei no Outono.
Ah! o ouro e o vermelho e o suspiro das folhas do Outono em Taur-na-neldo!

Era mais do que eu desejava.
Até os pinheiros da planície de Dorthonion galguei no Inverno.
Ah! o vento e a brancura e os galhos negros do Inverno em Orod-na-Thôn!

Minha voz se soltou e cantou no céu.
E agora aquelas terras jazem todas sob as águas,
E eu caminho em Ambaróna, em Tauremorna, em Aldalómë,
Na minha própria terra, no território de Fangorn,
Onde as raízes são longas,
E os anos jazem mais densos do que as folhas
Em Tauremornalómë.


nt: Se a Primavera enfolha a faia e a seiva os galhos banha,
Se a luz se espelha no regato e há vento na montanha, 
Se o passo é largo, duro o esforço e frio corta o ar
Volta pra mim! Volta pra mim! Diz que é belo este lugar!

Entesposa: Se a Primavera ao campo chega e o trigo está na espiga,
Se branca a flor qual neve brilha e no pomar se abriga,
Se a chuva e o sol por sobre a terra perfuma há no ar,
Eu fico aqui, não volto não, é belo o meu lugar.

Ent: Se for Verão por sobre a terra e à tarde a luz dourada
Mil sonhos verdes derramar nas folhas enlaçadas;
Se verde e fresco for o bosque e o vento for bem-vindo,
Volta pra mim! Volta pra mim! Diz que aqui tudo é mais lindo!

Entesposa: Se for Verão e no calor a fruta escurecer,
Se a palha é seca, e a espiga branca na hora de colher;
Se pinga o mel, cresce a maçã ao vento que é bem-vindo,
Eu fico aqui, à luz do sol, pois isso é bem mais lindo!

Ent: Se for Inverno , o duro Inverno que mata e campo Cinvade,
Se a noite escura o dia sem sol devora sem piedade,
Se o Vento Leste for mortal, então na chuva fria
Vou procurar-te, vou chamar-te, eu volto nesse dia.

Entesposa: Se for Inverno sem canções, se a treva enfim vier,
Quebrado já o inútil galho, se a luz já não houver,
Vou procurar-te e esperar-te, até seguir um dia
Contigo pela estrada afora sob a chuva fria!

Ambos: E juntos para o oeste vamos nos encaminhar
E longe, longe encontraremos onde descansar.


Orofarnë, Lassemista, Carnimírië!
Bela sorveira, em tua cabeleira tão branca era tua flor!
Sorveira minha, teu brilho tinha do sol o tom e a cor.
Tua casca em luz, tua folha em luz, tua voz tão doce e fria:
Em tua cabeça de ouro espessa coroa te enaltecia!
Morta sorveira, em tua cabeleira há cinzas invernais,
Coroa perdida, a voz sumida pra sempre e nunca mais.
O Orofarnë, Lassemista, Carnimírië!


ra Isengard! Se Isengard for forte e for qual calabouço,
Se Isengard for um lugar de pedra fria e duro osso,
Nós vamos todos guerrear, quebrar a pedra e seu portão!
Pois galho e tronco nun só ronco vão queimar - à guerra então!
À terra dum pesar comum rufando enfim, tambor, tambor!
Pra Isengard com um tambor!
Impor temor! Impor terror!


nde estão os Dúnedain, Elessar, Elessar?
Por que agrada a teu povo vagar?
Vão dentro em breve os Perdidos surgir,
E os Cinzentos do Norte hão de vir.
Mas negro é o caminho a ti destinado:
Há Mortos à espreita na senda do Mar.


egolas VerdeFolha, o bosque é teu lar!
Alegre viveste. Cuidado com o Mar!
Se na praia gaivotas gritarem por ti,
Descanse jamais acharás por aqui.


nde estão cavalo e dono? Onde a trompa que ecoava?
Onde estão elmo e gibão e o cabelo que esvoçante brilhava?
Onde está a mão sobre a harpa e do fogo o rubro tremer?
A primavera e a colheita onde estão e o trigo alto a crescer?
Como a chuva da montanha passaram, como um vento no prado;
Os dias no poente desceram atrás do monte ensombreado.
A fumaça da brasa que morre quem a irá guardar?
E os anos do Mar refluindo quem irá contemplar?


m Dwimordene, em Lórien
De raro andaram pés de Homem,
Poucos mortais viram a luz
Que sempre e forte li reluz.
Galadriel! Galadriel!
De teu poço n'água claro é o céu;
Branca é a estrela em tua branca mão;
Sem par, sem mancha é folha e chão
Em Dwimordene, em Lórien,
Melhor que pensa o Mortal Homem.


e pé já, de pé, Cavaleiros de Théoden!
Duros feitos despertam, a leste já escurece.
A sela do cavalo, o som à trombeta!
Avante, Eorlingas!


ntes do malho no ferro ou entalhe na madeira,
Quando lua e montanha eram novas e faceiras;
Antes qye anel ou mal fosse feito,
Caminhou na floresta em passado perfeito.


nts da terra, da idade dos montes,
bebedores de água, grandes andantes;
famintos quais lobos, os hobbits crianças,
essa gente-que-ri, o povo menor.


randes reis e navios
Três vezes três,
Que triuxeram da terra submersa
Pelo mar na fluidez?
Sete estrelas, sete pedras
Branca árvore talvez.


rio seco chão
que morde a mão,
pros pés é duro.
Pedra e seixo
sem carne vejo
é osso puro.
Mas lago e rio
molhado e frio:
tão bom pros pés!
E agora me deixe...


omo a morte sem calor;
vive sem respirar;
sem sede, sempre a beber;
encoraçado sem tilintar.
No seco sua derrota,
acha que uma ilhota
é alto monte;
acha que uma fonte
é sopro de brisa.
Macio, desliza!
Como é bom vê-lo!
Só quero que me deixe
Pegar meu peixe,
e depois comê-lo!


ual rato, sou cinzento,
Sou grande, um monumento,
Nariz feito um laço,
Quando piso na relva;
Galhos quebro na selva.
Tenho chifre no dente
E caminho pra frente;
Orelhonas abano
Entra ano, sai ano,
O chão piso nunca deito,
Nem que a morte me tome.
Olifante é meu nome,
Maior de todos, penso,
Alto, velho, sou imenso.
Quem um dia me conhece
De mim jamais se esquece
Quem não tem essa dite
Em mim não acredita;
Mas sou um Olifante antigo,
Mentir não é comigo.


Elbereth Gilthoniel
o menel palan-diriel,
le nallon sí di'nguruthos!
A tiro nin, Fanuilos!

 

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