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- Não Deixe a Peteca Cair!
Passados uns dois dias, ela me informou que realmente havia acordado
mais bem disposta, mais alegre, mais confiante! Aí propus-lhe
o meu plano: Em lugar de ficar [gastando saliva] com seu filho,
nesta noite peça PERMISSÃO a Deus no sentido de que
consinta que o seu EU verdadeiro [fale] com o EU verdadeiro de seu
filho. E depois veremos o que acontece.
Na
segunda-feira ela me procurou dizendo: [O senhor não vai
acreditar! No sábado o garoto foi empinar pipa e descalço
estrepou o pé, hoje eu disse a ele que não precisaria
ir à escola devido não poder por o sapato, e ele respondeu-me
que NÃO!, que ele PRECISAVA ir!]
Não
existem valores humanos que não tenham algo de divino.
Melhor: são humanos, exatamente porque são divinos.
Graças a Deus!
NÃO
DEIXE A PETECA CAIR!!!
Poderia ter sido apenas uma nova coincidência que a mulher
da limpeza reunisse méritos para ser atendida. Mas será
que seria algo restrito a poucas pessoas? O nosso eu mental é
pródigo em nos armar confusões e as vezes até
em nos desviar do verdadeiro caminho da fé. Coloca-nos em
dúvida quando pela Fé sabemos que Deus tudo pode e
que o impossível só existe na mente dos pré
derrotados e daqueles que não tem fé o bastante para
pedir que a Sabedoria de Deus nos dê uma mãozinha.
Entretanto,
Deus escreve certo em linhas tortas e, mais uma vez tive a Magnificência
de Deus para mostrar quão ignorantes somos em duvidar das
possibilidades de êxitos quando podemos contar com a Sua ajuda.
Temos apenas que nos fazer merecedores e, para tanto, basta [carregar
as baterias] visitando enfermos, enlutados, aflitos, perdoando desafetos
em nossas viagens astrais.
A
nova oportunidade surgiu e justamente vinda de uma pessoa alegre
que gostava de fazer brincadeiras com todos. De repente ela surgiu
chorosa e eu ouvi as pessoas (com quem ela tinha se aberto) dizerem
que quem deveria sair de casa era o pai, pois se a mãe saísse
perderia os direitos. É sabido que nenhum filho deseja a
separação dos pais. Nenhum filho gosta de tomar partido
entre este ou aquele. Não há como se tomar uma decisão
do que fazer. Ou será que há?
Chamei-a
de lado e expus que compreendia que naquilo que os colegas desejavam
ajudá-la só estava fazendo com que sofresse mais.
Como eu sabia que ela era simpatizante com o espiritismo pedi a
ela que nas preces noturnas rogasse a Deus que PERMITISSE que seu
EU verdadeiro fizesse caridade junto aos enfermos acamados. Ela
desejou saber a razão do meu pedido e tive que contar o que
sucedeu comigo e posteriormente com a faxineira e seu filho, adiantando
que (feito o [teste]) o passo seguinte seria pedir PERMISSÃO
a Deus para que houvesse uma [reunião] (uma conferência)
entre o Eu verdadeiro dela e os Eus verdadeiros de seus pais. Ela
compreendeu e disse que faria.
Quando
nos voltamos a ver (e ela sempre chegava ao serviço antes
de mim) foi um espanto a forma que fui recebido. Ela veio em minha
direção contente dizendo: [Legal, seu Oscar! Deu tudo
certo!]. Aí eu respondi: [Se o teste deu certo vamos fazer
a segunda etapa]. Ela corrigiu: [Não, o senhor não
está entendendo.
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