A ESPIRITUALIDADE

A Evolução

11 - A Evolução Espiritual!

O espírito não é que por ser espírito tudo saiba. O nosso Eu verdadeiro, por exemplo, é a somatória de todas as experiências e de todos conhecimentos adquiridos nas sucessivas encarnações que ficam latentes em nosso subconsciente e as vezes surgem a tona quando necessitamos. Sua bagagem consiste em tudo aquilo que amealhamos em nossas existências, nada além do que tivermos tido contato. Desta forma, é desaconselhável crer que o simples fato de desencarnarmos o nosso Eu verdadeiro será dono de toda a verdade. Bem como acreditar que os espíritos de desencarnados possam nos transmitir coisas que acontecerão em futuro muito longíngüo. Só podem ditar aquilo que possuem em sua bagagem e, quando muito, nos alertar do que poderá acontecer se continuarmos a trilhar o descaminho em que nos encontrarmos. Lembre-se que o futuro a Deus pertence!

Da mesma forma que, na vida material, não nos é dado lembrarmos das existências anteriores (embora o nosso espírito tenha o arquivo de tudo o que aconteceu), em nossas primeiras experiências (primeiras encarnações) aqui na Terra, também o nosso Eu verdadeiro não tinha bagagem alguma (a não ser a lembrança do Paraíso perdido, que até hoje vagamente conserva no fundo de seu íntimo).

No Paraíso éramos como crianças, ingênuos, sem malícia, não tínhamos que pensar no amanhã, em labutar para o nosso sustento, e o Eu verdadeiro ainda não tinha lastro algum para nos ajudar na forma de idéias, de lampejos, e de intuições.

Foram duros os tempos com os macacos. Começamos a conhecer o inferno na Terra, a lei da sobrevivência, a lei do mais forte, e a inteligência (nosso ser mental) viu-se obrigada a dar tratos a bola para melhor nos adaptarmos.

Fomos para as cavernas, nos armamos com pedras lascadas, conhecemos o fogo, a roda, os metais, e o Eu verdadeiro começou a armazenar estes conhecimentos.

A evolução lenta a princípio, foi tomando um maior movimento, foi se acelerando, e o homem foi deixando as grutas, formando aldeias, vivendo em sociedade, e com isto criando intercâmbios, mas sempre de olho nas alturas, nas nuvens, no sol, na lua e nas estrelas.

A vontade escondida da volta ao Paraíso persistia, adoravam o sol, faziam sacrifícios, construíram a torre de Babel, procuravam astrólogos, seguiam sacerdotisas, começaram a criar religiões. E a bagagem do Indivíduo aumentava.

A necessidade, desde o princípio, foi a causadora da evolução que ainda persiste até hoje. A humanidade sempre amanhece com novas descobertas e novas invenções. Todavia, de há muito o ser humano pendeu para o lado do materialismo, da riqueza, da propriedade, do egoísmo, e vê no seu semelhante um concorrente e não mais um irmão.

O próprio homem se destroe através das guerras, das doenças, dos vícios, e dão as costas a Deus. De materialistas passam a ateus e novamente rebelam-se contra Deus, dizendo que a ciência (mental) suplanta a religião (espiritual).

Invertem os papéis, pois é o espírito o detentor da bagagem e, a mente sem espírito é própria apenas dos animais inferiores. Se não houvesse o Divino dentro de cada um de nós, estaríamos ainda hoje concorrendo e convivendo com os animais nas florestas! O douto cientista converte-se em um insano, ao negar que Deus está acima de TUDO e de TODOS.

E o que dizer daqueles que se atêm a uma única existência? Como encaram as vicissitudes, se nesta existência nada fizeram de mal? Vão dizer que é castigo de Deus, mas castigo por que? Vão dizer que Deus é injusto, mas injusto por que? O que teve Ele a julgar? Resultado ficam inconformadas, ficam temerosas de que a situação seja maldade feita e encomendada por outros. Começam a desconfiar do próximo, começam a desejar vingança, retribuem o mal com o mal, e só fazem por piorar a própria situação.

Há também aqueles que evitam pecar de todas as formas, porém por dentro (no mental, em sua mente) gostariam e invejam a liberdade ou libertinagem dos outros. Li uma vez esta frase em um livro de Wiliam Somerset Maughan: ]Quão melhor do que pecar e arrepender-se, do que arrepender-se por não haver pecado]. O que faz o mal e se arrepende está muito acima daquele que vive arrependido por não ter feito ou fazer o mal. O mal está arraigado neste último.

Mas nós da turma do NÃO DEIXE A PETECA CAIR, se não acreditarmos em muitas vivências, também não duvidaremos de que possam ser passíveis, uma vez que para Deus tudo é possível. Se mesmo assim continuarmos a crer que é apenas uma existência e o nosso prêmio é o Paraíso, nada mais lógico de que nos façamos merecedores, praticando o bem e fazendo a nossa caridade junto aos enfermos, aos aflitos, e a quem julgarmos necessário, a fim de termos as GRAÇAS de DEUS.

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