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- A Evolução Espiritual!
O
espírito não é que por ser espírito
tudo saiba. O nosso Eu verdadeiro, por exemplo, é a somatória
de todas as experiências e de todos conhecimentos adquiridos
nas sucessivas encarnações que ficam latentes em nosso
subconsciente e as vezes surgem a tona quando necessitamos. Sua
bagagem consiste em tudo aquilo que amealhamos em nossas existências,
nada além do que tivermos tido contato. Desta forma, é
desaconselhável crer que o simples fato de desencarnarmos
o nosso Eu verdadeiro será dono de toda a verdade. Bem como
acreditar que os espíritos de desencarnados possam nos transmitir
coisas que acontecerão em futuro muito longíngüo.
Só podem ditar aquilo que possuem em sua bagagem e, quando
muito, nos alertar do que poderá acontecer se continuarmos
a trilhar o descaminho em que nos encontrarmos. Lembre-se que o
futuro a Deus pertence!
Da
mesma forma que, na vida material, não nos é dado
lembrarmos das existências anteriores (embora o nosso espírito
tenha o arquivo de tudo o que aconteceu), em nossas primeiras experiências
(primeiras encarnações) aqui na Terra, também
o nosso Eu verdadeiro não tinha bagagem alguma (a não
ser a lembrança do Paraíso perdido, que até
hoje vagamente conserva no fundo de seu íntimo).
No Paraíso éramos como crianças, ingênuos,
sem malícia, não tínhamos que pensar no amanhã,
em labutar para o nosso sustento, e o Eu verdadeiro ainda não
tinha lastro algum para nos ajudar na forma de idéias, de
lampejos, e de intuições.
Foram duros os tempos com os macacos. Começamos a conhecer
o inferno na Terra, a lei da sobrevivência, a lei do mais
forte, e a inteligência (nosso ser mental) viu-se obrigada
a dar tratos a bola para melhor nos adaptarmos.
Fomos para as cavernas, nos armamos com pedras lascadas, conhecemos
o fogo, a roda, os metais, e o Eu verdadeiro começou a armazenar
estes conhecimentos.
A evolução lenta a princípio, foi tomando um
maior movimento, foi se acelerando, e o homem foi deixando as grutas,
formando aldeias, vivendo em sociedade, e com isto criando intercâmbios,
mas sempre de olho nas alturas, nas nuvens, no sol, na lua e nas
estrelas.
A vontade escondida da volta ao Paraíso persistia, adoravam
o sol, faziam sacrifícios, construíram a torre de
Babel, procuravam astrólogos, seguiam sacerdotisas, começaram
a criar religiões. E a bagagem do Indivíduo aumentava.
A
necessidade, desde o princípio, foi a causadora da evolução
que ainda persiste até hoje. A humanidade sempre amanhece
com novas descobertas e novas invenções. Todavia,
de há muito o ser humano pendeu para o lado do materialismo,
da riqueza, da propriedade, do egoísmo, e vê no seu
semelhante um concorrente e não mais um irmão.
O próprio homem se destroe através das guerras, das
doenças, dos vícios, e dão as costas a Deus.
De materialistas passam a ateus e novamente rebelam-se contra Deus,
dizendo que a ciência (mental) suplanta a religião
(espiritual).
Invertem os papéis, pois é o espírito o detentor
da bagagem e, a mente sem espírito é própria
apenas dos animais inferiores. Se não houvesse o Divino dentro
de cada um de nós, estaríamos ainda hoje concorrendo
e convivendo com os animais nas florestas! O douto cientista converte-se
em um insano, ao negar que Deus está acima de TUDO e de TODOS.
E
o que dizer daqueles que se atêm a uma única existência?
Como encaram as vicissitudes, se nesta existência nada fizeram
de mal? Vão dizer que é castigo de Deus, mas castigo
por que? Vão dizer que Deus é injusto, mas injusto
por que? O que teve Ele a julgar? Resultado ficam inconformadas,
ficam temerosas de que a situação seja maldade feita
e encomendada por outros. Começam a desconfiar do próximo,
começam a desejar vingança, retribuem o mal com o
mal, e só fazem por piorar a própria situação.
Há também aqueles que evitam pecar de todas as formas,
porém por dentro (no mental, em sua mente) gostariam e invejam
a liberdade ou libertinagem dos outros. Li uma vez esta frase em
um livro de Wiliam Somerset Maughan: ]Quão melhor do que
pecar e arrepender-se, do que arrepender-se por não haver
pecado]. O que faz o mal e se arrepende está muito acima
daquele que vive arrependido por não ter feito ou fazer o
mal. O mal está arraigado neste último.
Mas
nós da turma do NÃO DEIXE A PETECA CAIR, se não
acreditarmos em muitas vivências, também não
duvidaremos de que possam ser passíveis, uma vez que para
Deus tudo é possível. Se mesmo assim continuarmos
a crer que é apenas uma existência e o nosso prêmio
é o Paraíso, nada mais lógico de que nos façamos
merecedores, praticando o bem e fazendo a nossa caridade junto aos
enfermos, aos aflitos, e a quem julgarmos necessário, a fim
de termos as GRAÇAS de DEUS.
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