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- Sobre a Bondade e Justiça de Deus!
Existem
pessoas que tem Deus como Vingador, como Castigador, como Insensível
ao que nos acontece ou deixa de acontecer. Falam na Vingança
de Deus, Deus vai lhe castigar, Deus nos esqueceu, etc..
Estas
pessoas questionam: Por que Deus dá riqueza a uns e miséria
a outros? Por que Deus consente que muitos nasçam sãos
e outros defeituosos ou aleijados? Se todos são filhos de
Deus, por que existem estas diferenciações?
Realmente
se nos colocarmos no ponto de vista de uma única existência,
este Deus deixa de ser BOM e JUSTO. Na bondade não cabe vingança
e nem castigos, como na justiça não cabem diferenciações.
Mas
sabemos que Deus é Misericordioso e Justíssimo. Acontece
que o ponto de vista é que deve ser outro, ou seja múltiplas
e infinitas existências.
Vamos
chamar de Indivíduo ao nosso Eu verdadeiro (ao nosso espírito
eterno – gotinha do mar que é Deus – lembram-se?).
Vamos voltar a nossa expulsão do Paraíso (nós
nos rebelamos contra Ele – OK?), viemos para cá e o
nosso Eu verdadeiro teve que ser concebido das entranhas das macacas
e começamos a nossa peregrinação de volta ao
Paraíso. Deus foi mau? Não. Ele nos deu uma oportunidade
para que, através da luta pela existência terrestre,
pudéssemos compará-la a existência que até
então tínhamos no Paraíso Celeste, na sua Corte
Celestial, junto ao seu Trono, sob o Império da Paz e Bondade
(com Liberdade, Igualdade e Fraternidade – não é
atoa que a Revolução Francesa procurou este tripé).
O
cômico é que nós tínhamos junto a Deus
(Rei dos Reis) este tripé e o perdemos quando insurretos
passamos a ser os anjos decaídos e, os franceses (muito materialistas)
para readquirem-no também foram contra o seu Rei...
O
único modo de voltarmos a ter o tripé é através
do amor, ou seja o Caminho que nos foi ensinado por Jesus e não
através de luta armada ou insubordinação.
Uma
existência é pouca para saldarmos a bondade de Deus.
São degraus e degraus que devemos subir (lembram-se da Torre
de Babel – aonde os homens queriam atingir os céus?).
E Deus nos dá chances e mais chances para que, (iqual ao
filho pródigo), possamos voltar ao Paraíso e, em cada
existência, através de merecimentos, pouco a pouco
vamos galgando os degraus.
Em
cada existência o indivíduo recebe outro corpo material
e uma nova personalidade que é a nossa mente (o nosso ser
pensante). Nós não somos o nosso corpo e nem tão
pouco a nossa mente, pois acima de ambos está o nosso espírito
(o nosso verdadeiro Eu – o indivíduo).
A
nossa mente conhece o bem e o mau, sabe fazer um ou outro, mas vive
nos traindo e é nosso espírito (que chamamos também
de consciência) que nos comanda através de remorsos
ou euforias. Muitas vezes deixamos de seguir o nosso próprio
espírito que nos quer ver trilhando o caminho certo, o caminho
do retorno. E este mesmo Eu verdadeiro está sempre implorando
a Deus nova oportunidade e... Deus nos concede. É ou não
é Ele Bom?
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