A ESPIRITUALIDADE

Aos Leitores

07 - Sobre a Bondade e Justiça de Deus!

Existem pessoas que tem Deus como Vingador, como Castigador, como Insensível ao que nos acontece ou deixa de acontecer. Falam na Vingança de Deus, Deus vai lhe castigar, Deus nos esqueceu, etc..

Estas pessoas questionam: Por que Deus dá riqueza a uns e miséria a outros? Por que Deus consente que muitos nasçam sãos e outros defeituosos ou aleijados? Se todos são filhos de Deus, por que existem estas diferenciações?

Realmente se nos colocarmos no ponto de vista de uma única existência, este Deus deixa de ser BOM e JUSTO. Na bondade não cabe vingança e nem castigos, como na justiça não cabem diferenciações.

Mas sabemos que Deus é Misericordioso e Justíssimo. Acontece que o ponto de vista é que deve ser outro, ou seja múltiplas e infinitas existências.

Vamos chamar de Indivíduo ao nosso Eu verdadeiro (ao nosso espírito eterno – gotinha do mar que é Deus – lembram-se?). Vamos voltar a nossa expulsão do Paraíso (nós nos rebelamos contra Ele – OK?), viemos para cá e o nosso Eu verdadeiro teve que ser concebido das entranhas das macacas e começamos a nossa peregrinação de volta ao Paraíso. Deus foi mau? Não. Ele nos deu uma oportunidade para que, através da luta pela existência terrestre, pudéssemos compará-la a existência que até então tínhamos no Paraíso Celeste, na sua Corte Celestial, junto ao seu Trono, sob o Império da Paz e Bondade (com Liberdade, Igualdade e Fraternidade – não é atoa que a Revolução Francesa procurou este tripé).

O cômico é que nós tínhamos junto a Deus (Rei dos Reis) este tripé e o perdemos quando insurretos passamos a ser os anjos decaídos e, os franceses (muito materialistas) para readquirem-no também foram contra o seu Rei...

O único modo de voltarmos a ter o tripé é através do amor, ou seja o Caminho que nos foi ensinado por Jesus e não através de luta armada ou insubordinação.

Uma existência é pouca para saldarmos a bondade de Deus. São degraus e degraus que devemos subir (lembram-se da Torre de Babel – aonde os homens queriam atingir os céus?). E Deus nos dá chances e mais chances para que, (iqual ao filho pródigo), possamos voltar ao Paraíso e, em cada existência, através de merecimentos, pouco a pouco vamos galgando os degraus.

Em cada existência o indivíduo recebe outro corpo material e uma nova personalidade que é a nossa mente (o nosso ser pensante). Nós não somos o nosso corpo e nem tão pouco a nossa mente, pois acima de ambos está o nosso espírito (o nosso verdadeiro Eu – o indivíduo).

A nossa mente conhece o bem e o mau, sabe fazer um ou outro, mas vive nos traindo e é nosso espírito (que chamamos também de consciência) que nos comanda através de remorsos ou euforias. Muitas vezes deixamos de seguir o nosso próprio espírito que nos quer ver trilhando o caminho certo, o caminho do retorno. E este mesmo Eu verdadeiro está sempre implorando a Deus nova oportunidade e... Deus nos concede. É ou não é Ele Bom?

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