SONHOS

 

Por Izamara I. Silva - agosto/2006

 

O sonho é um evento diário que sempre intrigou todos os seres humanos. Nele acontecem as coisas mais fantásticas: o indivíduo pode voar, tem a capacidade de estar em vários lugares ao mesmo tempo, desloca-se entre regiões distintas sem movimento, conversa com parentes e amigos mortos, sem espanto ou medo. Isto sem falar daqueles que apresentam fatos mediúnicos ou paranormais, dos quais a história de todos os povos guarda os mais variados exemplos.

 

Acreditava-se na Antigüidade, que o sonho era produzido pelos deuses, que dele se utilizavam para diversos propósitos como, por exemplo, curar enfermidades. Existiam inúmeros templos, especialmente no Egito e na Grécia, onde os doentes dormiam para receber, durante o sono, indicações explícitas ou simbólicas para o restabelecimento de sua saúde.

 

Freud, no início do século XX, deu início à abordagem científica da interpretação dos sonhos e concluiu que eles era a realização de desejos. Jung, por sua vez, desenvolveu a teoria da interpretação dos sonhos demonstrando que eles são compensatórios em relação à consciência, sendo também mensagens que o inconsciente envia ao consciente, para corrigir ou estimular atitudes importantes ao processo de individuação.

 

Teoria Espírita do Sonho

 

Para se entender a teoria espírita do sonho, necessário se faz conhecer os princípios em que se assenta. O Espiritismo afirma a imortalidade da alma, ou seja, que o ser humano é composto de dois princípios básicos: alma e corpo; quando o corpo morre, a alma continua viva e íntegra, como estava durante sua ligação com o organismo.

 

Ora, enquanto encarnado, o espírito não está encerrado no corpo; ao contrário, dele se dissocia sempre que este adormece, entra em sonolência ou sofre eclipses da consciência por quaisquer motivos.

 

O sono liberta parcialmente a alma do corpo. Quando dormimos, encontramo-nos momentaneamente no estado em que ficamos de maneira permanente, depois da morte. Os Espíritos que se libertam rapidamente da matéria ao morrerem tiveram sonhos inteligentes; esses quando dormem, juntam-se à sociedade dos seres que lhe são superiores: viajam, conversam e se instruem com eles; trabalham até em obras que encontram terminadas, quando morrem.

 

O sonho é a lembrança do que o vosso Espírito viu durante o sono; notai, porém, que nem sempre sonhais, porque nem sempre vos lembrais do que vistes, ou de tudo o que vistes.

 

Os sonhos podem ser classificados em seis categorias:

 

- Induzidos por estímulos fisiológicos;

 

- Exclusivamente psíquicos;

 

- De desdobramento;

 

- Premonitórios;

 

- Mediúnicos;

 

- De outras existências.

 

Os sonhos podem e devem, ser utilizados como ferramentas úteis no processo de evolução do indivíduo, por causa da sua dupla origem: inconsciente e espiritual. No primeiro caso, o princípio inteligente atua com a finalidade de corrigir os rumos vivenciais que o espírito escolhe em cada existência. No segundo, a interação com entidades espirituais permite o trabalho conjunto em favor do crescimento espiritual.

 

Em alguns casos, o sonho é o momento em que os espíritos obsessores atuam sobre suas vítimas, de múltiplas maneiras, com vistas a instilar o medo, manter subordinações doentias, estimular atitudes prejudiciais em suas vítimas, entre outros objetivos nefastos e perversos.

 

Por outro lado, o período do sono pode ser útil para que o espírito do dormente receba cuidados terapêuticos por parte de espíritos amigos, que o ajudam na recuperação da saúde física ou mental.

 

Não se pode querer rotular o sonho como um mero produto da atividade cerebral. Ele é o resultado de uma complexa atividade psíquica que abrange a atividade no mundo de três dimensões, como a que acontece nas dimensões superiores do universo.

 

Na rápida caminhada que fizemos pelo mundo dos sonhos, verificamos, que temos a oportunidade de descobrir em nós mesmos um guia importante para ampliar nossa qualidade de vida. Esse processo tão comum - e talvez por isso, tão menosprezado de nosso psiquismo - é a chave com a qual poderemos abrir as portas do autoconhecimento, descobrindo as escolhas necessárias, que nos conduzirão a uma existência mais rica e produtiva.

 

FONTE: - Sonhos - Djalma Argollo;

              - O Livro dos Espíritos

Hosted by www.Geocities.ws

1