OS MILAGRES DO EVANGELHO

Por Izamara Intra Silva - setembro 2006

 

Milagre - feito ou ocorrência extraordinária, que não se explica pelas leis da natureza.

 

Os fatos narrados no Evangelho e que fora até aqui considerados como miraculosos, pertencem, na maioria, à ordem dos fenômenos psíquicos, quer dizer, daqueles que têm por causa primeira as faculdades e os atributos da alma.

 

A história mostra os análogos em todos os tempos e em todos os povos, pela razão que, desde que há almas encarnadas e desencarnadas, os mesmos efeitos devem ter-se produzido. Pode-se, é verdade, contestar sobre este ponto a veracidade da história; mas hoje eles se produzem sob os nossos olhos, por assim dizer, à vontade, e por indivíduos que nada têm de excepcional. Só o fato da reprodução de um fenômeno, em condições idênticas, basta para provar que é possível e submetido a uma lei, e que, desde então, não é mais miraculoso.

 

O princípio dos fenômenos psíquicos repousa, sobre as propriedades do fluido perispiritual, que constitui o agente magnético; sobre as manifestações da vida espiritual, durante a vida e depois da morte; enfim, sobre o estado constitutivo dos Espíritos e o seu papel como força ativa da Natureza. Estes elementos conhecidos, e seus efeitos constatados, têm por conseqüência fazer admitir a possibilidade de certos fatos que eram rejeitados quando se lhes atribuía uma origem sobrenatural.

Sem nada prejulgar sobre a natureza do Cristo, e não o considerando, por hipótese, senão um Espírito superior, não se pode impedir de reconhecer nele um daqueles de ordem mais elevada, e que está colocado, pelas suas virtudes, bem acima da Humanidade terrestre. Pelos imensos resultados que ele produziu, a sua encarnação neste mundo não poderia ser senão uma dessas missões que não são confiadas senão aos mensageiros diretos da Divindade para o cumprimento de seus desígnios. Supondo que ele não fosse o próprio Deus, mas um enviado de Deus para transmitir a sua palavra, ele seria mais do que um profeta, porque seria um Messias divino.

 

A superioridade de Jesus sobre os homens não se prendia às particularidades de seu corpo, mas às de seu Espírito, que dominava a matéria de maneira absoluta, e à de seu perispírito, haurida na parte mais quintecenssiada dos fluidos terrestres.

 

Nas curas que ele operava, agia como médium?

 

Pode-se considerá-lo como um poderoso médium curador?

 

Não; porque o médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados. Ora, o Cristo não tinha necessidade de assistência, ele que assistia os outros; agia, pois por si mesmo, em virtude de seu poder pessoal, assim como podem fazê-lo os encarnados em certos casos e na medida de suas forças.

 

 Referência:

A Gênese, Capítulo XV - Os Milagres do Evangelho.

Hosted by www.Geocities.ws

1