MEDIUNIDADE COM JESUS

 

Izamara Intra Silva (24/05/2006)

 

Toda pessoa que sente, em um grau qualquer, a influência dos Espíritos, por isso mesmo é médium. Esta faculdade é inerente ao homem e, por conseqüência, não é privilégio exclusivo; também são poucos nos quais não se encontrem alguns rudimentos dela.

 

A faculdade medianímica prende-se ao organismo; ela é independente das qualidades morais do médium, e é encontrada nos mais dignos. Não ocorre o mesmo com a preferência dada ao médium pelos bons Espíritos.

 

Os bons Espíritos, querendo dar um ensinamento útil a todo mundo, servem-se do instrumento que têm nas mãos; mas o deixam quando encontram um que lhe é mais simpático e que aproveita suas lições. Retirando-se os bons Espíritos, os Espíritos inferiores, pouco preocupados com as qualidades morais que o incomodam, têm então, o campo livre.

 

Os médiuns mais merecedores não estão ao abrigo das manifestações dos Espíritos enganadores; primeiro, porque não há ninguém bastante perfeito para não ter um lado fraco pelo qual possa dar acesso aos maus Espíritos; em segundo lugar, os bons Espíritos o permitem algumas vezes para exercitar o julgamento, aprender a discernir a verdade do erro e desconfiar, a fim de que não aceite nada cegamente, sem controle.

 

 

 

Não é mais espantoso ver maus Espíritos obsediarem pessoas respeitáveis, do que não é surpreendente ver pessoas más se obstinarem sobre a Terra contra os homens de bem.

 

O que constitui o médium, propriamente dito, é a faculdade; a esse respeito ele pode ser mais ou menos formado, mais ou menos desenvolvido. O que constitui o médium seguro, aquele que se pode verdadeiramente qualificar de bom médium é a aplicação da faculdade, a aptidão de servir de intérprete aos bons Espíritos.

 

Os médiuns são os intermediários e os intérpretes dos Espíritos; cabe, pois, ao evocador, e mesmo ao simples observador, poder apreciar o mérito do instrumento.

 

Aqueles que não conhecem o Espiritismo são levados a suspeitarem da boa fé dos médiuns; o estudo e a a experiência lhes dão meios de se assegurarem da realidade dos fatos. Fora disso, a melhor garantia que podem encontrar está no desinteresse absoluto e honorabilidade do médium.

 

Há pessoas que, pela sua posição e seu caráter, escapam a todo suspeição. Se a atração do ganho pode excitar a fraude, o bom senso diz que, onde não há nada a ganhar, o charlatanismo, nada tem a fazer.

 

A faculdade medianímica é um dom de Deus, como todas as outras faculdades, que se pode empregar para o bem, como para o mal, e da qual se pode abusar. Ela tem por objeto nos colocar em comunicação direta com as almas daqueles que viveram, a fim de receber seus ensinamentos e nos iniciar na vida futura. Como a vista nos põe em comunicação com o mundo visível, a mediunidade nos coloca em comunicação com o mundo invisível.

 

Aquele que se serve da mediunidade como fim útil, para seu próprio adiantamento e o dos seus semelhantes, cumpre uma verdadeira missão, da qual terá a recompensa. Aquele que dela abusa e a emprega em coisas fúteis ou no objetivo do interesse material, a desvia do seu fim providencial, suportando disso, cedo ou tarde, as conseqüências, como aquele que faz um mau uso de uma faculdade qualquer.

 

 

FONTE: O Livro dos Médiuns - Capítulo XIV - Allan Kardec;

              O que é o Espiritismo - Capítulo Segundo - allan Kardec.                                                                                                            

Hosted by www.Geocities.ws

1