A VIDA FUTURA
Por Izamara Intra Silva - janeiro/2007
“Pilatos, tendo entrado de novo no palácio e feito vir Jesus à sua presença, perguntou-lhe: És o rei dos Judeus? – Respondeu-lhe Jesus: Meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, a minha gente houvera combatido para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus; mas, o meu reino ainda não é aqui.” (S. João, cap. XVIII, vv. 33 e 36).
Jesus se refere à vida futura como a meta que a Humanidade terá, constituindo-se objeto das maiores preocupações do homem na Terra. Sem ela, nenhuma razão de ser teria a maior parte dos seus preceitos morais.
Apenas idéias muito imprecisas tinham os judeus acerca da vida futura. Acreditavam nos anjos, considerando-os seres privilegiados da Criação; não sabiam, porém, que os homens podem um dia tornar-se anjos e partilhar da felicidade destes.
A observância da lei de Deus era recompensada com os bens terrenos, com a supremacia da nação a que pertenciam, com vitórias sobre os seus inimigos. As calamidades públicas e as derrotas eram o castigo da desobediência àquelas leis.
Mais tarde, Jesus lhes revelou que há outro mundo, onde a justiça de Deus segue o seu curso. É esse mundo que ele promete aos que cumprem os mandamentos de Deus e onde os bons acharão sua recompensa. Aí o seu reino; lá é que ele se encontra na sua glória e para onde voltaria quando deixasse a Terra.
Jesus, sabendo da dificuldade que os homens da época encontrariam para compreender seus ensinamentos, não julgou conveniente dar-lhes luz completa. Limitou-se a apresentar a vida futura apenas como um princípio, como uma lei da Natureza a cuja ação ninguém pode fugir. Todo cristão crê na vida futura; mas a idéia que muitos fazem dela é vaga, incompleta e equivocada em diversos pontos.
O Espiritismo veio completar o ensino do Cristo, fazendo-o quando os homens já se mostram maduros bastante para compreender a verdade. Com o Espiritismo, a vida futura deixa de ser simples artigo de fé, mera hipótese; torna-se uma realidade material.
FONTE: - Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo II