Educando o Portador de Deficiência

É importante para os pais, depois de ter passado o choque inicial, que busquem apoio e informação e tentem ver primeiro a criança e depois sua deficiência. Geralmente a culpa e outros sentimentos negativos geram graves erros educacionais como:

- ausência de limites;

- não confiar nas possibilidades da criança;

- impedir experiências que possibilitam o desenvolvimento de seu potencial, iniciativa e criatividade;

- superprotegê-la, isolando-a ao convívio saudável com parentes e vizinhos;

- não perceber o seu ritmo de desenvolvimento, comparando-a com crianças da mesma fixa etária;

- verbalizações inadequadas diante da criança. Ela sente e compreende as atitudes dos que a rodeiam;

- superestimar a criança, exigindo o que ainda não é capaz de fazer, provocando sensação de fracasso.

A maior parte dos pais reconhece a dificuldade de disciplinar seu filho com deficiência e os irmãos se ressentem e consideram injusto o tratamento diferenciado que lhe é dispensado.

A criança com deficiência deve ser educada com as mesmas regras familiares que se aplicam a todos. É importante confiar-lhe pequenas tarefas de acordo com suas possibilidades, para que desenvolva o senso de responsabilidade e aprenda a "querer o que faz e não fazer o que querem".

A segurança emocional se desenvolve a partir do sentimento de pertencer a um grupo através do amor, respeito, interesse e empatia mútuos, bem como de se ter os mesmos direitos e limites. Oferecer carinho e conforto, quando necessário, e louvar esforços são atitudes que permitem ao portador de deficiência crescer em um ambiente de compreensão e de respeito humano.

A família que conseguir oferecer afeto, segurança e responsabilidade estará possibilitando que esse filho consiga ser aceito em outros ambientes.

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