Síndrome de Down

É uma alteração genética que ocorre na formação do bebê, no início da gravidez. Não é uma doença por isso não é contagiosa. Nada que ocorra na gravidez, como queda, emoções fortes ou sustos podem ser a causa dessa síndrome. É um acidente genético que ocorre na divisão celular. Todos os seres humanos são formados por células e em cada célula do indivíduo normal, exixte um total de 46 cromossomos (que determina características de cada um), dos quais 23 são do pai e 23 da mãe. Eles dispõem-se aos pares, formando 23 pares. A Síndrome de Down caracteriza-se pela presença de 1 cromossomo a mais no par 21, ocorrendo um erro na distribuição. A pessoa apresenta 47 cromossomos em suas células.

Diagnóstico

A identificação de uma pessoa com Síndrome de Down é feita ao nascimento por uma série de caracterísiticas físicas como:

- bebê molinho (hipotonia muscular);

- mãos pequenas e dedos curtos;

- prega horizontal única na palma das mãos;

- olhos puxadinhos com linha ascendente e dobras de pele nos cantos internos.

A confirmação do diagnóstico é dada através do cariótipo (exame cromossômico das células do sangue). Atualmente existem exames que podem dedectar a síndrome durante a gravidez. Na ultra-sonografia, através das características do feto como: altura, tamanho das pernas e braços, movimentos, etc., pode ocorrer na suspeita de alteração dos cromossomos do feto.

Esta análise é realizada pela amniocentese, retirando-se uma pequena quantidade de líquido que envolve o feto no útero durante a gravidez. Nesse líquido encontram-se algumas células do feto, podendo ou não confirmar as presença da síndrome. A amniocentese pode ser confirmada entre a décima quarta a décima sexta semana de gravidez.

Desenvolvimento

O seu desenvolvimento comparado ao das outras crianças é considerado mais lento. Isto pode ser observado em relação aos aspectos motor, cognitivo e da linguagem. Porém há uma grande variação entres eles, dependendo de fatores hereditários, físicos e ambientais. Por isso é necessário que se faça um trabalho diário de estimulação que ajude a criança a vencer as etapas de seu desenvovimento global.

Para adquirir o controle da cabeça, a melhor posição é deixá-lo deitado de bruços desde que não haja nenhuma contra-indicação médica. Quando o seu bebê puder sentar, deixe-o cada vez mais livre no chão. Ponha brinquedos ao seu redor para que ele tente pegá-los com as mãos, ou tente rolar para conseguir isso. Se ainda não rola, varie sua posição insistindo sempre para ficar de bruços. Eleve suas pernas e solte-as várias vezes sobre o apoio, para que mais tarde ele consiga segurá-las. Esses movimentos favorecem os músculos das pernas para que fiquem mais fortalecidos.

Começando a sentar sem apoio é importante que mantenha um bom controle de cabeça e tronco. Estimule o seu equilíbrio e controle da cabeça, colocando-o sentado com apoio nos quadris, com a outra mão no tronco. Deixe-o olhar para as pessoas de frente. Quando conseguir sentar-se bem sem apoio, deixá-lo mais tempo no chão para poder arrastar, mudar de posição e ir onde quer e pegar o que quiser para brincar.

Como o bebê down tem os músculos mais flácidos, talvez seja mais difícil para ele se manter de gato no começo. Ofereça brinquedos com o seu abdomem apoiado num rolo grande. Jogue os brinquedos para que ele vá buscar. Incentive-o a ficar de pé, ponha brinquedos onde tenha que ficar de pé para apanhá-los, apoiando-se em móveis. Quando ele sustentar o peso do corpo em pé, ofereça-lhe as duas mãos e o leve para andar com 2 apoios. Essa fase pode ser longa para ele. Aos poucos, retire o apoio, deixando-o andar com um só. Deixe-o caminhar livre apoiando-se em móveis e paredes.

Devido a hipotonia muscular, pode ter dificuldade para manter uma boa postura quando está parado ou na coordenação de movimentos, ao andar, correr, pular, subir/descer escadas. Algumas brincadeiras contribuem para o desenvolvimentos motor e global e principalmente para o equilíbrio, a coordenação e domínio dos movimentos, entre elas:

- brinquedos de parquinho;

- subir e descer em cadeiras, escadas, escadas com degraus altos, andar em meio-fio, ou tábuas estreitas;

- pular cordas, amarelinhas, equilibrar-se num pé só;

-tanques de areia.

Lingüagem

Estimule conversando sempre com o seu bebê. Olhe nos olhos dele e procure o seu olhar, esperando uma resposta. Diga-lhe tudo que estiver fazendo com ele. Sempre que ele fizer um som, dê um sorriso, repita ou responda a ele no mesmo momento. Se ele começar a dizer alguma palavra, repita-a, incentive-o a repetí-la em situações semelhantes, ofereça brinquedos dizendo: "quer?" ou "você quer?"; peça-lhe dizendo: "dá?". Fale com ele os nomes dos brinquedos, alimentos e pessoas. Mostre fotografias familiares, revistas coloridas, nomeando as figuras.

Desenvolva sua percepção através de brincadeiras. Esconda o seu rosto ou o dele e espere que ele a descubra, faça sons fora de sua visão e espere que ele localize para ver de onde vieram. Mostre-lhe outros sons de: televisão, telefone, rádio, campainha, liqüidificador, etc..

Alimentação

O modo do bebê se alimentar é importante para o desenvolvimento da linguagem, para postura de sua língua, lábios e bochechas, como também para utilização dos mesmos durante a mastigação, sucção e deglutição. Na amamentação, ao sugar o seio, o bebê tem que fazer mais força com os lábios, língua e faces. Para o down é melhor ainda, pois fortalece sua musculatura que é mais flácida que as outras crianças. Quando começar com papinha, é importante que ela seja mais consistente. Eles podem demorar mais para se alimentar devido a dificuldade de mastigação e deglutição e ao atraso de seus primeiros dentes. Suco, chá, água já podem ser dados mais ou mesnos aos 7 e 8 meses. Quanto menos usar mamadeira será melhor para seus lábios e língua. Comece oferecendo pedaços de frutas, pão ou bolachas macias nas mãos do bebê para que comece a comer sozinho. Com 9 a 10 meses oferecer colher nas mãos dele para que vai ganhando independência. Amasse cada vez menos a comida. Por volta de 1 a 1½ ano comece a dar comida de várias consistências. Não é saudável que a criança coma sem parar nas refeições ou no intervalo entre as mesmas. Algumas tem tendências a comer e não sentirem satisfeitas.

Cuidados com a Saúde

As crianças com SD precisam de boas condições de saúde para desenvolverem. Estas crianças são geralmente mais sucetíveis a algumas doenças e problemas de saúde associados à síndrome. Apresentam geralmente infecções respiratórias e de ouvido com mais frequências que outras crianças (gripe, resfriado, faringíte, etc.). Faça sempre um exame do tórax e de ouvido, para evitar otites e pneumonias que podem aparecer sem febre e dor.

Principais cuidados: devem ser submetidos a um rigoroso exame médico nos seus primeiros meses de vida. Alguns problemas devem ser dedectados logo para evitar futuras complicações . Os problemas são: cardíacos, auditivos, oftalmológicos, ortopédicos (subluxação atlanto axial), hormonais (tireóide), respiratórios, hematológicos. Nem todas as crianças tem problemas de saúde, mas é importante que os pais estejam atentos, devem perguntar sobre as condições de saúde da criança e devem insistir para que todos os exames necessários sejam realizados.

Exames Importantes

Ao nascer:

- exame genético (cariótipo);

- Avaliação cardiológica (ecocardiograma);

- teste de função da tireóide (T3,T4 e TSH) deve ser repetido anualmente;

- se o bebê regurgita, verificar a presença de refluxo gastro-esofágico.

De 3 aos 6 anos:

- evolução da dentição;

- evolução do crescimento;

- oftalmologista;

- escola.

De 6 a 12 anos:

- evolução do crescimento e desenvolvimento;

- cuidado com a obesidade;

- testes hormonais;

- avaliação oftalmológica uma vez por ano.

De 12 anos acima:

- evolução do sistema endócrino (T3, T4, TSH);

- prevenção da obesidade;

-doenças auto-imunes;

-avaliação na idade adulta.

Escola

Procure uma escola assim que seu filho adquirir uma pequena independência. Quanto mais cedo melhor, para ajudá-lo a desenvolver as suas habilidades. A escolha da escola especial ou comum, depende do que é oferecido na sua comunidade. O importante é que haja um acompanhamento de profissionais que conheçam a síndrome. Uma programação diária de atividades variadas estimula cada vez mais o seu desenvolvimento global, principalmente nos aspéctos de independência e socialização. Com a convivência em grupo a criança torna-se mais independente em atividades de higiene, vestuário e alimentação, pois precisa ser responsável por suas coisas e para cuidar de si. Essa convivência também permite que aprenda algumas regras sociais, como dividir suas coisas e a respeitar o outro. O convívio da criança down com outras crianças sem deficiência deve ser sempre estimulado.

Portanto, pais e educadores devem sempre oferecer:

- atividades variadas que levam a independência no seu dia a dia;

- integração com outras crianças;

- desenvolvimento de comunicação e sociabilidade;

- conhecimentos gerais.

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