Deficiência Mental

Condição de desenvolvimento interrompido ou incompleto da mente comprometendo as aptidões cognitivas, de linguagem, motoras e sociais presentes antes dos 18 anos. É o funcionamento intelectual abaixo da média.

A Deficiência Mental traduz por um desenvolvimento da inteligência mais lenta e mais limitada que na criança normal com a mesma idade real. As lesões que condicionam os estados de retardo, impedem o aparecimento e o progresso da inteligência, onde a predominância dos distúrbios afetivos e institivos compõe o quadro de desiquilíbrio psíquico. A criança portadora de Deficiência Mental tem uma estrutura diferente da criança normal e sua evolução não se efetua da mesma maneira.

A prevalência da Deficiência Mental é estimada em 1% da população. Sua incidência é difícil de calcular com exatidão, em virtude da dificuldade de estabelecer seu início. A mais alta incidência é registrada em crianças na idade escolar, com pico entre 10 a 18 anos. Ela é l½ vezes mais comum no sexo feminino. Nas populações de maior idade a prevalência é menor já que os indivíduos com Deficiência Mental mais grave ou já profunda têm altas taxas de mortalidade, resultantes das complicações de transtornos físicos associados.

Os fatores causadores incluem:

Atores genéticos (anormalidade cromossômica) - Fenilcetonúria, transtorno de Rett, neurofibromatose, Esclerose Tuberose, Síndrome de Down, etc;

Fatores pré-natais - Doenças crônicas maternas e condições que afetam o desenvolvimento normal do sistema nervoso central do feto (enfisema, hipertensão, uso prolongado de álcool, substâncias narcóticas, diabetes, anemia, rubéola, síflis, toxoplasmose, herpes simples, Aids). Infecções maternas durante a gravidez especialmente as virais podem causar ao feto retardo mental. O grau de dano ao feto depende de variáveis como o tipo de infecção viral, idade gestacional e gravidade da doença;

Fatores Perinatais - Algumas evidências indicam que bebês prematuros estão em alto risco para comprometimento neurológicos e intelectuais que se manifestam nos anos escolares. Bebês que sofrem de hemorragia intracranianas ou evidências de isquemia cerebral estão especialmente vulneráveis a anormalidades cognitivas. Uma intervenção precoce pode melhorar suas capacidades cognitivas, de linguagem e percepção.

Quanto ao psiquísmo do deficiente mental, a emoção que domina é a ansiedade que transforma em medo e angústia, desde que as condições habituais são modificadas. Não possuem vontade própria, confiança neles mesmo, busca ajuda e aprovação ao mesmo tempo. Não sabem o que quer, tem medo de fazer e não fazer.

Na maioria dos casos o comprometimento intelectual básico não melhora. É considerável o papel agravante dos distúrbios sensoriais e motores, no déficit das suas funções intelectuais. Possuem dificuldades em despertar e fixar atenção, comportamento intelectual comprometido (memória, julgamento, diferentes meios de expressão corporal, verbal e gráfica) em consequência da deficiência motora e sensorial.

Diagnóstico

É feito depois que uma história (coletada com maior frequência dos pais ou do responsável, com particular atenção à gravidez, trabalho de parto e parto, presença da história da família de DM, consanguinidade dos pais, transtornos hereditários) o médico avalia a bagagem socio-cultural, funcionamento intelectual dos pais e o clima emocional no ambiente doméstico.

Uma avaliação estandarlizada e uma medição do funcionamento adaptativo indicam que o comportamento atual da criança está significamente abaixo do nível esperado. Entrevista psiquiátrica é útil para a obtenção de um quadro longitudinal do desenvolvimento da criança, exames de estígmas físicos e anormalidades neurológicas e testes laboratorias podem ser usados para determinarem a causa do prognóstico

Possibilidades Educacionais

As crianças de Deficiência Mental leve à moderada são capazes de compreender determinadas relações e analisar situações concretas. Podem aprender a ler e a escrever mas não atingem rapidamente os limites de suas possibilidades. Por isso se torna inútil impor o mesmo programa educativo intelectual da população normal, mesmo se os meios empregados são diferentes. É um erro querer que escrita-leitura-ditado seja o objetivo principal da educação dessas crianças.

Às crianças com debilidade severa profunda, emprega-se técnicas educativas associadas à pedagogia. Podemos reforçar para refazer as etapas falhas de desenvolvimento motor e psicomotor da criança apesar das condições desfavoráveis.

O maior objetivo de educação dessas crianças é dar a elas o máximo de chances e possibilidades de integração na vida social.

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