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Abdução
em vôo (fato
verídico) I Parte Estávamos reunidos num bar conversando quando o tema dos OVNI surgiu na conversa. Para estimular o assunto disse aos meus amigos que estava tentando passar para o papel as diversas experiências da minha vida, quando um deles, um novato no grupo me disse que sabia de um causo bem interessante. Como eu, todos os demais participantes da roda ficaram atentos para o que ia o rapaz falar. Foi então que ele não muito bem informado contou que uma amiga conhecia uma senhora viúva, cujo marido havia sido abduzido quando voava de Cesna entre São Paulo e Jacareí. A história muito mal contada deixou-me curioso e logo fui anotando o telefone da amiga dele para ir mais fundo naquele assunto. Como ele não sabia muito o fato foi logo relegado para segundo plano e a reunião partiu para outros assuntos. Quando cheguei em casa à noite liguei para a pessoa que me atendeu muito bem mas disse-me que somente daria o telefone da viúva depois de saber se ela tinha interesse em tocar no assunto. Depois de três dias a moça de ligou de volta e me confirmou onde trabalhava a viúva para eu marcar com ela uma visita. O interessante daquele causo foi que naquela noite em meu sonho uma voz surgiu e falou algo sobre um relato da viagem, coisa que o rapaz da reunião nem a sua amiga haviam dito nada. Como havia marcado com a viúva, lá pelas nove da noite toquei o interfone na porta de um prédio de apartamentos populares situado na av. da Liberdade. Assim que me apresentei a porta se abriu e não demorei estava de frente com o apartamento 96 onde morava além da viúva e suas duas lindas filhas, uma cadela barulhenta que assim que ouviu o toque da campainha se pôs a latir. Do outro lado uma voz gentil, pedia-me paciência enquanto prendia a fera no banheiro. Quando me adentrei reparei que se tratava de uma kitnete, sendo o quarto separado por uma pesada cortina. Na sala um sofá pequeno duas cadeiras e perto da televisão um baú de madeira. Por ordem dela as moças se levantaram do sofá deixando o espaço livre para eu me acomodar. Muito embora não mencionasse nada dos relatos a viúva, uma senhora esbelta e simpática demonstrou muito interesse na minha visita e foi logo dizendo da inclinação que o marido tinha no estudo das aparições dos OVNIS. A primeira coisa que quis saber foi se o esposo dela havia falecido em decorrência da abdução o que ela logo negou. Mas me informou que a morte se deu por problemas cardíacos alguns meses após a “viagem” o que de certa forma me deixou intrigado, pois a Aeronáutica faz exames periódicos em todos os pilotos e uma doença como aquela dificilmente passaria desapercebida. Era a primeira vez que ela me via e da forma como me tratava me deixava transparecer que ela estivesse me aguardando. Foi quando me lembrei do sonho que tivera dias antes, da voz dizendo sobre um tal relato. Quando aquilo me veio a mente logo toquei no assunto sem mencionar o sonho. Um sorriso estampou no rosto da viúva como se aquilo fosse uma palavra chave. Mais que depressa, desencostou o baú da parede e abrindo-o em seguida, pôs-se a procurar por alguma coisa. Enquanto empilhava ao lado os badulaques que tirava do baú, me confessou que procurava por um envelope onde o marido havia relatado toda a sua experiência com a abdução. Todavia o que me deixou profundamente encabulado foi quando ela me afirmou que deveria cuidar daquele envelope até que algum dia alguém viesse procura-lo. Aquilo me gelou. Vi uma estranha ligação com o que ela me acabara de dizer com a voz que falou em meu sonho, mas mesmo assim não contei nada para ela, limitando a dizer que me sentia lisonjeado pela enorme deferência; Como se fosse uma singela comemoração, entregou-me um envelope tamanho ofício com um quantidade de páginas datilografadas, todas amarelecidas pelo longo tempo que ficaram no baú a minha espera. “Tudo o que senhor vai ler é a pura verdade, mas se houver duvidas o senhor ligue para um amigo dele que agora mora em Belo Horizonte e ele lhe irá confirmar tudo”. Dizendo isso, apanhou um pedaço de papel e copiando de uma velha agenda anotou o telefone da pessoa. Eu que já estava emocionado com aquele desencadeamento, comovi-me ainda mais quando ao me despedir a viúva me abraçou e me agradeceu por ter vindo buscar o envelope e me fez sentir que ela havia cumprido alguma promessa que fizera ao esposo na partida dele. (Fato
Verídico) Parte II Algum tempo antes de me encontrar com a viúva, conheci uma pessoa que me alertou sobre a existência aqui na Terra de seres extraterrestres vindos com a missão de ajudar os terráqueos no seu desenvolvimento. Segundo esse indivíduo havia uma hierarquia definida que se compunha de cinco seres altamente iluminados, doze seres de conhecimento intermediário e de sessenta obreiros perfazendo um total de setenta e sete seres. Fiquei muito emocionado com aquela explicação e confesso que me senti parte daquilo, mas julguei da mesma forma que o meu conhecimento sobre o assunto ainda era insuficiente para estar no grupo. Esse senhor me convenceu a investir todas as minhas economias num livro por ele titulado de: “Os Jardineiros do Universo e a sua Missão na Terra” o qual tratava das visões que os setenta e sete seres tinham do povo da Terra. Aquele encontro abriu a minha mente para um assunto que me fazia sentir bem e foi por aquela razão que vim tempos depois a me envolver no assunto da viúva. Quando eu me encontrei com a viúva o indivíduo já havia se afastado de mim, deixando minha poupança zerada e um estoque de onze mil livros não vendidos como saldo daquele relacionamento. Foi então que resolvi também escrever as minhas experiências, embora não fossem tantas, pensei em juntar ao meu trabalho as façanhas vividas pelo piloto do Cesna. O título que eu pensava dar ao meu trabalho “O Encontro na Terra” e dizia do encontro entre si dos “jardineiros” para a missão e era também uma coletânea de tudo o que eu vivera, partindo do ponto do sorteio de uma bicicleta, cujo número era curiosamente simétrico, até o surgimento do “jardineiro do universo”. O mais interessante é que o sujeito se denominava um dos cinco iluminados do grupo dos setenta e sete e talvez para me motivar a financiar a sua obra me batizou como um deles. Aquilo surtiu um efeito arrasador, de repente me senti como um super homem e motivou-me ainda mais a produzir a minha “obra”. Mas... O quê poderia ligar isso tudo aos escritos recolhidos na casa da viúva? De
posse do envelope da viúva, ainda dentro de auto, no retorno para casa
bisbilhotei as primeiras páginas. Nelas o aviador começava a contar as
suas primeiras experiências e visões que tivera das naves dos alienígenas,
fato aquele que não acrescentava nada ao que eu já sabia.
Quando cheguei em casa fui lendo tudo rapidamente no afã de chegar
no ponto xis da questão: a abdução. A
minha curiosidade começava a ser saciada quando comecei a ler: “Já
estava preparando o meu retorno de Jacareí quando fui alertado pelo
pessoal do aeroclube que uma tempestade estava em rota para São Paulo. Eu
deveria partir o mais rápido possível para chegar antes que ela cobrisse
toda a área da capital. Mais que depressa taxiei o Cessna
e dei toda a potência do motor para ganhar a altitude de vôo no
menor tempo possível. Passei todas as coordenadas de vôo para a Torre de
Controle e senti que embora ameaçadora a tempestade não chegaria antes
de mim. Ledo engano. Não havia voado nem vinte minutos e o céu começou
a ficar escuro rapidamente. Fortes rajadas de vento de proa, fazia me
sentir parado no ar. Manobrei à esquerda e logo me vi sobre o oceano
escuro e tenebroso. Tentei voltar para o curso normal e parecia que o avião
não obedecia aos meus comando. Em pânico acionei o rádio e apelei para
o “May-day” mas ninguém parecia me ouvir. No rádio o que eu captava
eram sinais de estática e nada mais. Senti que estava à mercê
da minha própria sorte. Na base do seja lá o que Deus quiser,
direcionei a proa do avião para o norte, procurando ficar sobre a
terra e empurrei a manete até o limite máximo que o motor agüentasse e
me meti por entre as nuvens sem enxergar um palmo a diante do nariz..
Parece que aquela operação surtiu algum efeito pois senti que o avião
começava a se movimentar, tirando-me daquela horrível posição. Os
raios cortavam o céu a cada segundo. Eu nunca estivera numa situação tão
difícil como aquela em toda a minha vida. O que eu mais desejava naquele
momento era ver a pista do
Campo de Marte se abrindo bem ali na minha frente. Naquele momento se
passava pela minha cabeça uma torrente de pensamentos, achei que era
daquela forma que acontecia com as pessoas quando elas se avizinham da
morte. O Cessna subia e descia tão violentamente que até hoje não
entendi como ele não se partiu ao meio. De repente uma estranha calmaria
ocorreu. Os ventos, os raios e o sobe desce deu uma inesperada trégua.
Uma sensação de paz inesperadamente se apossou de mim, finalmente a
turbulência havia se passado e em mais alguns minutos eu estaria pousando
no Campo de Marte. Tentei chamar a torre pelo rádio e não consegui
nenhum contato. Quando sai de um floco de nuvem, levei um tremendo susto
ao ver bem a minha frente uma gigantesca estrutura de metal prateado
pairando a uns cinqüenta metros da minha prova. Rapidamente meu monomotor
caminhava ao encontro daquilo como se estivesse sendo atraído. Em vão
tentei manobrar mas minha pequena aeronave não respondia mais aos meus
comandos À medida que eu me aproximava da “coisa” meu coração a mil
por hora parecia querer sair pela boca. Quando senti que a colisão era
iminente a única coisa que
me lembro, foi cobrir o rosto em sinal de proteção ao choque e devo ter
desmaiado pois não vi mais nada. Estava
ainda um pouco atordoado quando acordei. Um som suave de música
brasileira vinha de vários lugares e se fundiam bem em minha cabeça. Era
um compartimento não muito grande, mas pude sentir uma gostosa sensação
de limpeza, fazendo me crer que estava num hospital. O primeiro pensamento
que meio a mente foi a de um pesadelo, achei que tivesse passado mal
depois do almoço e nem tenha decolado de Jacareí. Respirei aliviado.
Levantei-me e tratei logo de encontrar uma porta para saber onde estava. Não
achei nenhuma. A musica suave foi aos poucos diminuindo e então ouvi uma
voz feminina que gentilmente me saldou e antes que eu perguntasse foi
dizendo: Bom dia meu amigo! Detectamos a sua pequena máquina de voar em
situação difícil e antes que lhe acontecesse um grave acidente
resolvemos acolhe-lo em nosso ambiente. Que são vocês? Indaguei. Nos
somos aqueles amigos com os quais você tem mantido contatos mentais
durante muitos anos”. Ao
ler aquela informação que o aviador ouviu no interior da nave, no meu íntimo
senti uma enorme satisfação, pois aquilo veio em resposta a uma velha
pergunta que eu mesmo me fazia: haverá alguém do outro da linha? Desde
os meus treze anos venho fazendo esses contatos mentais e somente agora
pude perceber que eles realmente são correspondidos. Será que aquela voz
que no meu sonho citou os relatos do piloto não teria sido um desses
contatos? (Fato
verídico) Parte Final Como
o relato do piloto é extenso, vou selecionar alguns trechos que nos traz
explicações bem interessantes da sua experiência a bordo da aeronave da
Comandante Ylen, nome que ele ficou sabendo quando uma tela de TV digital
se abriu numa das paredes do compartimento que ele se encontrava isolado.
Veja a pergunto do piloto a uma informação de Ylen: “Como assim? Quer
dizer quer vivem seres extraterrenos em nosso planeta?
Ylen: Isso mesmo! Quer dizer que você me confirma realmente a existência de
seres do seu povo na Terra? O piloto se mostrava admirado com aquela
confirmação da comandante. Ylen: Exatamente. Algum tempo antes de se
iniciar o grande conflito da sua humanidade terrena, nosso povo e os povos
de outros planetas colocou
entre os seres da Terra alguns bebes das nossas gentes para que crescessem
e num tempo devido passassem a trabalhar conjuntamente com aqueles que
chamamos de afilhados, todos em prol da evolução e da contenção das
hostilidades entre irmãos. O
Piloto insiste: Onde eles vivem atualmente? Ylen:
No Brasil país que mais gosto de estar são seis, dois no México, um no
Peru, um no Chile, um nos Estados Unidos e outro na Holanda. (12) Piloto:
São muitos os que estão aqui incluindo os dos outros mundos? Ylen:
Muitos? Não chega a ser milhares, apenas menos de uma centena ao todo. Piloto:
Como eles entram em contato? Ylen:
Bem eles passam um tempo da vida terrena, sem se aperceberem da nossa
existência. Algumas vezes, fazemos um contato ou outro, porém não
esperamos pelas respostas, pois as suas mentes permanecem bloqueadas até
uma certa idade... Piloto:
Então nesse caso, existe alguém especialmente designado para treina-los? Ylen:
Exato. A medida que vão
se encontrando, um vai cuidando do outro e assim por diante.” O
piloto passou três dias dentro da nave da comandante Ylen, e conforme ela
o informara antes de introduzir no ar da sua câmara um sedativo, para
poder retira-lo da nave, o pequeno avião seria colocado intacto no topo
de um pequeno arbusto não longe de uma rodovia com ele dentro. Como
disseram, quando ele voltou a si, seu monomotor estava menos de um quilômetro
da rodovia Anhanguera e era quase cinco horas da manhã. No seu relatório
ele conta que não teve muita dificuldade em descer do avião. Quando saiu
na rodovia, caminhou por uns quinhentos metros e encontrou uma área de
serviço. Tomou um café e em seguida ligou para o Campo de Marte
informando a sua posição para o resgate. Quando retornou ao aeroclube e
relatou toda a sua aventura, foi algum tempo depois excluído do corpo de
instrutores daquela unidade. O caso segundo ele foi completamente abafado
pela Aeronáutica. Conta também que a sua família não havia ficado
preocupada pois “alguém” tinha ligado informando que ele estava
passando bem...
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