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Caso Amun-Et
Um belo dia reencontrei um grande amigo completamente embriagado. Já fazia uns anos que eu não o via e por isso me senti muito aborrecido e não tinha idéia como ajuda-lo. Por incrível que possa parecer ele era dono de uma lanchonete o que de certa forma supria o seu vício com bastante combustível, todo ali a sua disposição. Quando eu entrei no bar, ele assim que me viu, me abraçou e chorando dizia que não sabia me explicar o que se passava com ele. A primeira coisa que ele me falou foi a seguinte: “Meu amigo eu vou lhe contar uma estória, mas tenho a certeza que você vai pensar que eu estou bêbado e não irá acreditar”. Disposto que estava em ajudá-lo, deixei que se desabafasse assim poderia encontrar algo que me permitira entrar no caso. Pausadamente começou a me contar que enquanto estava vivendo em Goiás (por isso nós estávamos afastados) num belo domingo, depois do almoço estava ele em seu quarto do hotel, completamente embriagado, lhe apareceu uma bela moça, que trajava vestes parecidas com aquelas dos filmes de Aladin. Sentindo que estivesse em completo estado de “delirium-tremens” foi até ao banheiro e abriu a torneira de água fria sobre a cabeça. Não adiantou nada, quando voltou ao quarto lá estava á linda jovem a aguarda-lo. Vendo que a moça permanecia ali, o meu amigo disse a ela: “Oh minha amiga sei que você não existe e tudo isso é fruto na minha embriaguez...” Para a surpresa dela a moça com uma voz meiga respondeu: “Não Pedro, eu estou aqui para ajuda-lo e eu sei que você vai procurar o seu primo em Itumbiara para pedir dinheiro emprestado, mas ele não vai lhe poder ajudar, porém outro seu primo que estará lá, vai resolver o seu caso...” Intrigado ele perguntou a jovem: “Quem é você minha amiga?” “Eu sou a princesa Amun-Et e vivi no Egito no reinado da 14a dinastia”. Depois daquela primeira aparição, o meu amigo logo que ficava embriagado esperava para ver a moça o acabou transtornando a sua vida e dos seus parentes. Ele era e ainda é solteiro. De volta a lanchonete embora ele pensasse que estivesse duvidando do causo, disse-lhe que gostaria que ele, no seu próximo encontro, mencionasse o meu nome “Klaybos” e eu iria entrar no seu caso. Curioso, ele me perguntou que nome era aquele que eu estava mencionando, pois ele sempre me conhecia pelo meu nome terráqueo e anotou o "novo" nome. Naquela mesma noite, me contou ele dias depois, que a princesa apareceu e foi logo perguntando com quem ele estivera conversando a tarde no bar. Quando ele mencionou o meu nome de terráqueo ficou surpreso ao ouvir da princesa, que ela queria saber o outro nome que ele havia anotado num papel e colocado na carteira. Ouça a frase dela: “O que aquele intrometido está fazendo por aqui?” Os dias foram se passando e ele sempre bêbado, de manhã à noite para o desespero da família, todos meus amigos. A coisa foi se tornando pior até que um dia ele resolveu se suicidar para se juntar a tal moça. Completamente embriagado, me contou a sua irmã, meteu a mão na chave de luz e sequer sentiu o choque. Aquilo foi demais par eles, uma família de gente simples mas amiga entre si. Imediatamente foi levado de ambulância em coma alcoólico para uma clínica psiquiatra que fica no início da Rodovia Regis Bittencourt. Ali segundo me informaram ele deveria ficar pelo menos uns quatro dias confinado para a total desintoxicação, e depois prosseguir seu tratamento psicológico por mais duas semanas. Como ele havia sido levado num sábado, esperei até o próximo domingo, uma semana depois para então visitá-lo. Minha esposa e eu fomos até lá para ver se ele já estava em condições de falar. A clínica ainda é um belo local. As visitas ficam sentadas sem bancos sob as árvores e os pacientes todos à vontade contam suas mazelas. Estávamos ao redor de uma mesa de madeira, quando apareceu uma enfermeira e procurou pela irmã mais velha do Pedro, aquela que fora a responsável pela internação. Temos um problema Da. Maria o seu irmão chegou aqui no sábado e ficamos sabendo que mesmo no confinamento ele andou bebendo. Isso é impossível, mas fomos investigar e descobrimos por um outro interno que no terceiro dia que ele ai estava, por volta da meia noite entrou no seu quarto uma linda moça com duas garrafas de cachaça e segundo interno, ela tinha um abridor de ouro e os dois beberam para valer. Olha Da. Maria o caso do seu irmão foge ao controle da psiquiatria e eu sugiro para a senhora procurar outro tipo de tratamento que não está disponível nesta clínica. Ao ouvir aquilo a minha amiga que já ficara sabendo do meu nome oriano, através do Pedro, pois ela gravava todos os encontros dele com a princesa logo me apelou par ajuda-lo. Ali mesmo ela me contou que a coisa entre eles estava bem complicada, pois ela disse que havia gravado diálogos e transas entre eles. (Ela me mostrou as fitas k-7 dias depois). Foi então que resolvi promover uma reunião espiritual para me conectar com a princesa. A Maria, irmã do Pedro era uma “médium” e se prontificou a receber a moça para que eu pudesse saber qual era a intenção dela. Lembro-me que no primeiro encontro na lanchonete o meu amigo fora informado pela jovem que o seu tempo de vida aqui na Terra teria ainda mais uns trinta anos. Da mesma forma como fizemos no caso do Beton, a reunião foi apenas entre mim e ela em sua própria residência. Estávamos concentrados quando de repente um cheiro forte de bebida alcoólica invadiu o ambiente. Minha amiga disse que não viu e não sentiu nada. Num gesto, ordenei que a moça se ocupasse do corpo da minha amiga o que se deu de imediato. Mal ela se viu de posse da palavra passou a me destratar e me xingar de todos nomes feios que pode existir. Paciente ouvi por minutos aquele festival de ignorância e sem perder a calma indaguei: “Qual era a razão de toda aquele infortúnio que ela pretendia causar ao meu amigo?” Então ela respondeu: “Eu quero ele de volta para o mundo espiritual para ficarmos juntos de novo” “Como ficar juntos de novo?” Questionei. “Nos vivemos juntos no Egito e fomos mortos pelo meu pai que não consentia com o nosso amor” “E como vocês se separaram?” Retruquei. “Eu não sei!” Disse ela mais calma. Falamos mais algumas coisas, então me lembrei do fato dela ter tido que ele ainda iria viver uns trinta anos por aqui. “Mas... se você disse que ele tem ainda que viver uns trinta anos aqui naTerra, e como nas coisas de Deus você não pode mexer, essa sua insistência em leva-lo vai lhe custar caro. Além do mais, no mundo em que você vive, o tempo não conta e logo ele estará de volta” Argumentei. Por uns segundos tudo ficou em silêncio. De repente ouvi: “Sabe que você pode estar me tirando um peso”. “Pense nisso e volte na próxima quinta-feira” conclui. Nisso a minha amiga que estava em transe livre do peso, quase bateu a cabeça na mesa. Na outra quinta-feira lá pelas 24 horas fizemos uma nova reunião como da primeira vez e ficamos a espera da princesa. Não demorou muito e um forte aroma de perfume suave invadiu a sala onde estávamos. Minha amiga a irmã do Pedro, concentrada nem percebeu quando a princesa se apossou do seu corpo. De repente, uma voz suave começou a brotar dos lábios da Maria: “Ò Klaybos, você me salvou de um severo castigo que se avizinhava. Graças a Deus você apareceu e eu que o julguei um intrometido agora peço o seu perdão. Você tem toda razão, a vida e a morte são coisas que fogem ao nosso alcance e não podemos intervir, se assim não o fizermos temos duros castigos a cumprir”. Contente ao ouvir aquilo, indaguei: “E o nosso amigo vai para de se embriagar?” Com a mesma voz ela disse: “A partir de hoje nunca mais ele vai beber bebida alcoólica, nem vou mais interferir em sua vida terrena, prometo...” Agora vem a parte mais interessante: “Querida princesa, como você sabia o meu nome?” “Você quer mesmo saber? Eu sei o seu nome e sei também que você é de um mundo distante daqui...” |