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O personagem histórico que continua enigmático

 

A tentativa de recompor o rosto de Jesus deu origem a uma iniciativa da rede britânica BBC. O resultado nada teve a ver com a imagem que grande parte do mundo cristão tem daquele que é considerado o fundador de sua religião. Já se esperava, nos últimos anos, que Jesus não fosse um homem alto, de longos cabelos louros, olhos azuis ou verdes, pele clara e nariz afinado, como mostraram, durante vários séculos, as pinturas européias, e nas últimas décadas, muitos filmes de Hollywood.

 

A imagem da BBC, obtida a partir de dados e medidas do crânio de um judeu do século 1º d.C. – escolhido como o mais representativo da população masculina adulta da Palestina naquela época –, era de um homem de corpo provavelmente atarracado, rosto arredondado, nariz grosso e, provavelmente, cabelos e olhos escuros. O trabalho de recomposição facial foi coordenado por Richard Neave, o mesmo especialista britânico que reconstituiu o rosto de Luzia, a mulher de características físicas africanas cujo crânio, de cerca de 11.500 anos – o mais antigo das Américas –, foi encontrado em 1975 no sítio de Lapa Vermelha, no município de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais.

 Apesar do rigor da reconstituição dos britânicos, não se quer dizer que agora sabemos como era o rosto de Jesus. O crânio usado pode ser de um homem que não era nada parecido com ele.

Assim como a verdadeira imagem do homem de Nazaré permanece desconhecida, pouco sabemos da vida do Jesus histórico. A partir da contestação da validade dos evangelhos como obras históricas em meados do século 19, a própria possibilidade da existência de Jesus chegou a ser posta em xeque. Mas, aos poucos, historiadores, lingüistas, arqueólogos e teólogos juntaram evidências de que, em Belém ou em Nazaré, no ano 7 ou 6 a.C., nasceu Yeshua Ben Yossef (Jesus filho de José, em aramaico), que por volta do ano 30, sob as ordens do procurador romano Pôncio Pilatos, fora condenado à morte por crucifixão, pena aplicada somente aos que eram considerados contrários à ordem estabelecida por Roma.

Ao longo do século 20, cresceu a compreensão da importância do esforço do apóstolo Paulo na construção do cristianismo e no seu direcionamento, que o tornou, em poucas décadas, uma religião distinta do judaísmo. As informações sobre a vida de Jesus, o apostolado de Paulo e a elaboração do Novo Testamento foram enriquecidas com o auxílio de fontes independentes do cristianismo, como os judeus Flávio Josefo e Filo de Alexandria e os romanos Tácito e Suetônio.

O contexto histórico da dominação da Palestina por Roma a partir de 63 a.C. passou a ter maior relevância na interpretação dos evangelhos. A participação dos judeus na condenação de Jesus, na forma mostrada pelos textos dos apóstolos, passou a ser interpretada por muitos estudiosos como um recurso para evitar problemas do cristianismo com Roma. "É curioso como os evangelistas poupam, no processo contra Jesus, o governador romano Pilatos", diz o teólogo holandês Rochus Zuurmond. Essa tendência só terminou no século 4º, quando o cristianismo tornou-se religião oficial do Império.

 

Imagem tradicional de Jesus

Imagem Bizantina de Jesus Cristo

Imagem do Santo Sudário

 

Quem, entre os Cristãos e não Cristãos, já não se perguntou como foi a vida, a educação, a formação do Mestre Jesus Cristo? A Bíblia não informa nada sobre a vida de Jesus dos 12 aos 30 anos.  Pelo novo Testamento só sabemos do nascimento do Menino Jesus e de alguns fatos de sua infância, Como a surpresa que causou aos sábios do templo de Jerusalém, aos 12 anos. Depois só temos relatos aos seus 30 anos.   

Essa lacuna da história da Bíblia é preenchida com documentos importantíssimos como os Evangelhos Apócrifos (ocultos, secretos), que reúnem ensinamentos e a história da vida de Jesus. Esses Evangelhos foram desprezados ao longo dos tempos pelos líderes das religiões cristãs, que os consideravam uma heresia e chegaram a esconder e queimar muitos desses textos.

Os Textos Pseudo-Epígrafos (literalmente significa, "escritos de autoria falsa") são muitas versões ampliadas de histórias bíblicas, escritas em nome de algum personagem famoso. Estes manuscritos tem valor históricos, e as igrejas cristãs os rejeitam. Os Evangelhos Gnósticos, revelam um Jesus místico. Somente as grandes fraternidades brancas, e movimentos gnósticos os consideram como uma verdadeira revelação de Cristo.

No entanto, não se pode negar que todos esses manuscritos,  é de grande importância histórica e religiosa, sendo considerado por alguns estudiosos como a maior descoberta do século.

 

 

Apesar de muitos textos Apócrifos terem sido destruídos, vários manuscritos já haviam sido traduzidos e difundidos por diversas seitas. Assim Graças a essa seitas , muito do que foi registrado na época de Jesus pôde chegar aos nossos dias.

Outra fonte de informação importante e reveladora sobre a vida de Jesus, são os Evangelhos Gnósticos. Esses documentos achados no Egito em 1945, reúnem os ensinamentos que Jesus teria passado a alguns de seus seguidores. Trata-se de conhecimentos Gnosis, um saber absoluto e transcendental.

 Tanto os evangelhos Gnósticos como boa parte dos Evangelhos  Apócrifos,  apresentam um Jesus Cristo de formação mística. Um Jesus que falava muito sobre compreensão espiritual e iluminação. E tratava a reencarnação como um fato natural - teoria não aceita até hoje pela maioria das igrejas cristãs.

Em 1947, foi descoberto 600 manuscritos em várias grutas do Mar Morto, em Qumram, na Jordânia. Esses documentos com 2000 mil anos de idade foram escritos por várias seitas iniciáticas antigas e principalmente pelos essênios que viveram entre 2 a.C  e 2 d.C. na Palestina.  Esses textos esclarecem muito sobre a origem do cristianismo, e revelam um possível contato de Jesus com os Essênios.

Os Essênios viviam em comunidades fechadas, (mosteiros) e eram conhecidos pela sua extrema piedade e seu poder de cura. Eram seguidores do Velho Testamento, praticavam o batismo, e compartilhavam seus bens materiais.  Acredita-se que seriam uma ramificação da Grande Fraternidade Branca fundada no Egito pelos ascendentes do faraó Akenaton, cerca de 1450 a.C.

Os manuscritos do Mar Morto, são considerados autênticos pela Escola Americana de Pesquisas Orientais de Jerusalém e pela comunidade arqueológica. O que mais surpreende nestes textos, é a semelhança entre as práticas e os preceitos dos  essênios com a doutrina Cristã. No que nos leva a uma pergunta; Seria Jesus um essênio?

A origem exata dos Essênios é motivo de especulação. A princípio acredita-se que seriam uma seita judaica e teriam surgido durante o período de confusão depois da revolta dos Macabeus no segundo século antes de Cristo.

Muitos pesquisadores afirmam que o Cristianismo teve seu começo em Qumram.  Esta seita possuía muitos conceitos difundido por Jesus.

Os Essênios guardavam os sábados; Acreditavam na imortalidade da alma; Valorizavam o celibato; Acreditavam nos Anjos. Praticavam a cura através da fé.  Adoravam um único Deus, Jeová; Seguiam o Velho Testamento e eram caridosos, piedosos e compartilhavam seus bens materiais.      

Segundo Harvey Spencer Lewis assim como muitos estudiosos do assunto;  afirma que Jesus recebeu, na infância e na adolescência , educação conforme os preceitos Essênios. Foi preparado num colégio localizado no Monte Carmelo, na Palestina para se tornar o Cristo, o Messias (Cristo e Messias significam salvador).

Depois dessa preparação, o jovem mestre começou a estudar profundamente as antigas religiões e diversas seitas que influenciaram o desenvolvimento da civilização. Para isso foi para a Índia e o Tibet, onde conviveu durante alguns anos com os principais sábios budistas. Ao deixar a Índia, Jesus viajou para a Pérsia (atual Irã), onde esteve com os magos eruditos do país.  Jesus aprendeu também com os sábios da Assíria e já nessa época atraia multidões à sua volta, por seus poderes de cura e suas palavras.     

Depois dessa preparação, o jovem mestre começou a estudar profundamente as antigas religiões e diversas seitas que influenciaram o desenvolvimento da civilização. Para isso foi para a Índia e o Tibet, onde conviveu durante alguns anos com os principais sábios budistas.

Ao deixar a Índia, Jesus viajou para a Pérsia (atual Irã), onde esteve com os magos eruditos do país.  Jesus aprendeu também com os sábios da Assíria e já nessa época atraia multidões à sua volta, por seus poderes de cura e suas palavras.

 

 

Em seguida, Jesus atravessou a   Babilônia, esteve na Grécia  e por fim, no Egito, onde teria sido iniciado nos mistérios da Grande Fraternidade Branca ao título de Mestre, numa cerimônia realizada nas câmaras secretas da pirâmide de Quéops. Depois da cerimônia muitos mensageiros partiram do Egito  para outros países a fim de proclamar a vinda do Salvador.

Terminada toda essa preparação, Jesus voltou a Palestina, onde foi batizado por João (que também era um essênio). Foi no momento do Batismo que o Espírito Santo desceu sobre ele em forma de uma pomba branca e ele se tornou o Cristo, o Messias, o Salvador, Deus entre os homens.

 

Para os Cristãos a vida de Jesus Cristo terminou com sua morte na Cruz, sua ressurreição três dias depois e a ascensão ao céu. No entanto outros relatos dão conta de que Jesus foi retirado vivo da cruz pelos Essênios. E teria vivido entre os apóstolos até perto dos 70 anos segundo a Grande Fraternidade Branca.

Em documentos existentes em mosteiros na Índia há outra versão: Jesus teria vivido com o nome de Yuz Asaf, até a velhice, em Srinagar, capital de Cachemira, onde se casou e teve filhos. Há na cidade uma sepultura com a placa na qual se lê "Tumulo de Yuz Asaf".

Nesses documentos, diz-se que Yuz asaf (em Persa quer dizer "líder dos curados de feridas") foi um homem que chegou a Índia no reino do rajá Gopadatta e passava os dias rezando a Deus e meditando. Ressalta também que ele "pregou a existência de um único Deus até a morte".

No início do cristianismo havia uma certa confusão com Três Marias:

A igreja Latina costumava  celebrar juntas na sua liturgia as três mulheres de que fala o Evangelho, e a liturgia grega comemora separadamente; Maria de Betânia, irmã de Lázaro e de Marta; Maria denominada pecadora "a quem muito foi perdoada porque muito amou"; e Maria Madalena ou Maria de Magdala, a possessa curada por Jesus, que o seguiu e o assistiu com as outras mulheres até a sua crucificação. Ela também teve o privilégio de vê-lo ressuscitado. A identificação das três mulheres foi facilitada pelo nome comum ao menos a duas delas e pela opinião de São Gregório Magno que viu indicada em todas as passagens do Evangelho uma única e mesma pessoa.

         Os relatores do novo calendário, reconfirmando a memória de uma só Maria Madalena sem outra indicação, sendo ela a mesma que Jesus apareceu após a ressurreição.

No capítulo VII de São Lucas, após haver descrito a unção da pecadora que apareceu de repente na sala do banquete e derrama nos pés de Jesus,  perfumados ungüentos que depois enxuga com os próprios cabelos, prossegue assim o Evangelho: " Depois disso Ele andava por cidade e aldeias,...Os doze o acompanhava, assim como algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças, Maria, chamada  Madalena da qual haviam saído sete demônios, Joana.. e várias outras, que os serviam com seus bens."

  A desconhecida pecadora, que pela contrição perfeita mereceu o perdão dos pecados , não é a Madalena. Maria Madalena era  bem conhecida, seguia constantemente o Mestre da Galiléia, Judéia, até aos pés da cruz, cujo ardente amor Jesus recompensa no dia da Ressurreição. Ela está inconfundivelmente "junto à cruz de Jesus", depois da vigília amorosa "sentada em frente do sepulcro", em fim, na madrugada do novo dia é a primeira a ir de novo ao sepulcro, onde vê e reconhece o Cristo ressuscitado.`

 Á Madalena, em lágrimas por ter encontrado a pesada perda do sepulcro retirada e lá dentro vazio, Jesus se dirige chamando-a simplesmente por "Maria!" e a ela confia a notícia do grande mistério; "Vai dizer aos meus irmão; Eu subo a meu pai e vosso Pai, a meu Deus e vosso Deus." É esta a Madalena que a igreja hoje comemora e que; segundo uma antiga tradição grega, teria ido viver em Éfeso, onde teria morrido. Nesta cidade morava também João o apóstolo predileto , e Maria  mãe de Jesus.

 A igreja católica não faz festa para Maria Madalena,no entanto no dia 22 de julho se comemora a o dia em memória de Santa Maria Madalena Madalena. As festas ficam restrita as comunidades paroquiais na qual tem como a Santa Maria Madalena como Padroeira.

 

Os Evangelhos Apócrifos

Provavelmente você já ouviu falar nos “Evangelhos Apócrifos”. Mas que significado tem a palavra “apócrifo”? Apócrifos são chamados os livros que apesar de atribuídos a um autor sagrado, não são aceitos como canônicos. E qual o exato significado da palavra “canônico”? A palavra deriva de “Cânon”, que é o catálogo de Livros Sagrados admitidos pela Igreja Católica.

Sendo assim, que critério a Igreja Católica se utilizou para decidir se um livro, supostamente escrito por um autor sagrado, tem caráter apócrifo ou canônico?

Quando exploramos o assunto, vemos que a “escolha” é feita pela fé, para não dizer conveniência. Os Livros Canônicos são os livros escritos por inspiração Divina. Mas de que forma podem saber quais foram e quais não foram inspirados por Deus?

O que é ainda mais interessante neste assunto é que a própria Igreja reconhece que boa parte desses Evangelhos Apócrifos foram elaborados por autores sagrados. Por que então não são incluídos na “categoria” bíblica? E o que é mais estranho, por que foram perseguidos e condenados durante séculos?

Com o passar dos séculos, o termo Apócrifo foi ganhando outros significados. Na antiguidade, designava obras de uso exclusivo de seitas ou escolas iniciáticas de mistério. Mais tarde adquiriu o significado de livro de origem duvidosa, ou, segundo o Médio Dicionário Aurélio: “Diz-se obra ou fato sem autenticidade, ou cuja autenticidade não se provou.”

É certo que deve ser muito difícil para a Igreja separar os textos que relatam os fatos da Vida e Obra do Mestre Jesus dos que contam histórias sem autenticidade. Porém, a própria Instituição reconhece hoje em dia o valor de algumas destas obras, ou Evangelhos Apócrifos, os quais nos contam algumas passagens da Natividade, Infância e pregação do Avatar e sua progenitora.

Hoje, a Igreja Católica reconhece como parte da tradição, os Evangelhos Apócrifos de Tiago, Matheus, O Livro sobre a Natividade de Maria, o Evangelho de Pedro e o Armênio e Árabe da Infância de Jesus, além dos evangelhistas “aceitos”.

A maior parte destes textos apareceu nos séculos II e IV e atualmente são considerados “apócrifos”. Na realidade, a única diferença entre eles e os quatro Evangelhos Canônicos resume-se ao fato de que “não foram inspirados por Deus”.

Estes Evangelhos considerados apócrifos foram publicados ao mesmo tempo que os que passam por canônicos, foram recebidos com igual respeito e idêntica confiança e, ainda, sendo citados preferencialmente nos primeiros séculos. Logo, o mesmo motivo que pesa em favor da autenticidade de uns, pesa também a favor de outros. No entanto, somente quatro são aceitos “oficialmente”. De onde os homens buscaram a prova de que estes últimos foram “divinamente inspirados”?

A admissão exclusiva dos quatro Evangelhos hoje aceitos se deu no século IV, no ano de 325 d.C., por ocasião do Concílio de Nicéia e depois referenciado em 363 d.C., no de Laodicéia, como nos é contado por Hollbach, no prólogo de sua ”História Crítica de Jesus Cristo”. No entanto, Irineu, que morrera mais ou menos no ano 200, já expressava sua preferência pelos quatro Evangelhos hoje aceitos como canônicos:

O Evangelho é a coluna da Igreja, a Igreja extende-se pelo mundo todo, o mundo tem quatro regiôes e, portanto, convém que existam quatro Evangelhos...

e mais:

O Evangelho é o sopro ou vento divino da Vida para os homens e, como temos quatro ventos cardeais, necessitamos de quatro Evangelhos...

e ainda:

O Verbo criador do Universo reina e brilha sobre os querubins, os querubins tem quatro formas, e por isso o Verbo nos obsequiou com quatro Evangelhos...

É com base nisso, que a Santíssima Igreja escolheu e separou os quatro Evangelhos hoje aceitos como divinamente inspirados, dos apócrifos?

Devemos lembrar que como Instituição, a Igreja tem seus erros e acertos pois apesar de ter os olhos do Senhor, é controlado por humanos. Portanto não nos esqueçamos que os Evangelhos Apócrifos, ou não aceitos, assim foram rotulados por humanos como nós, que enquanto nessa condição, incorrem em erros, ou os padres e bispos estão livres de erros?

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