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Térreo
do Inferno
Andando no precipício
Faminto por sonhos
Na beira do abismo
Gritando em vão pro povo acordar
Escuto somente o som ecoar
Parece até que não estão lá
Vejo tantos corpos dormentes
Tantas sementes e ninguém para regar
Cheiro de enxofre pairando no ar
Velas a se apagar
Poços de sangue no chão
Espíritos passando pelas minhas mãos
Tempos de devoção
Onde lugar de sonhos é no chão
Nunca se sonha acordado
Pois os pesadelos que voam no alto
Estão sempre armados a espera de rebelião
Matando os que estão a beira do despertar
Quem há acreditar
Que isso não é um sonho
Que pesadelos, espíritos e demônios
São seres que tentamos acordo
Para que assim possam sonhar
E tudo vá melhorar

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