Esta seção é dedicada a textos e artigos escritos por pessoas de todo o mundo e que, de alguma forma, influênciam o comportamento e a atitude cyberpunk. Vale a pena ler, nem que seja só por curiosidade. Alguns deles estão em inglês. qualquer dia que eu tiver tempo vou tentar traduzir alguns, por enquanto vão se virando assim mesmo.
Se você tiver escrito algo, ou conhece um texto interessante por favor me envie uma cópia eu procurarei publicá-lo aqui.
So you wanna be a HACKER huh?
Tell your friends you cant party...you're busy. Spend at least 4
hours a day at your new-found fascination...or decide right here
and now that you cant cut it! If you CAN, get a copy of MINIX or
LINUX...start learning about OPERATING SYSTEMS. Then start your 1st real hack...try building a computer-controlled, DTMF dialer
card for your cheap PC...write the code to use it with, make it
a TSR to keep life interesting...now port it to MINIX or whatever
...better yet, port it as an IOCTL call at kernel level! You keep
reading...
Now you're ready to take on something more complex - go to the
Library, start a literature search; topic: Telephone Technologies.
RTFM! Learm about the ancient cross-bar, the Pre-ESS systems, the
fab MFTSS, the TELEX boxes and circuits...keep reading...buy up an older, cheap (like under $50) cellular phone...by this time
you should already have a subscription to 'Nuts & Volts" as well
as a few other grassroots technology pubs....buy a copy of the
"Cellular Hacker's Bible"....start by doing something simple..
..disassemble and re-write the phone`s control ROM to allow it
to function as an 800MHZ scanner...hopefully you've assembled
a large array of tools and test gear by now. You've got a good
dual-trace scope, some pc-based PROM burner, a signal generator,
a logic probe or two, maybe even a microprocessor-emulator for
the 5051, the Z80, the 68010 or something....you may have been
dragged into some fields-afar by life - incorporate them: If
somebody drasgged you into SCUBA, build your own sonar. If you
have gotten interested in amateur radio, you can build a lot
of swell stuff...I recommend you checkout Packet's AX25A level2
protocol...very slick stuff! If your bud's are all into motors,
take a whak at doing your own Performance PROMS for GM's F.I. and spark advance curves...or try adapting some Volkswagen/BOSCHE
Kjetronics F.I. to a Harley Davidson!..maybe you're into music
so you buy a synthesizer and learn all about electronic music,
you start hacking analog modules and build a nicer synth than you
could buy! Then you interface it to a MIDI port on a cheap 286AT
and then hack up some sequencer software, or buy some and then
disassemble it to fix all the bugs! You keep reading...
By now most of your friends are also "far into the pudding", you
have either gained 50 lbs or gone totally skinny...your skin tone
is 2 shades lighter from being indoors so long...most of the opposite
sex is either totally freaked by or with you - they either dig you,
or they dont!...you're probably knocking on the door of what will
be a $60K+/yr job as a systems analyst...and you are well-aware that
90% of the people in this world can't talk their way out of a badly
cooked steak at the local eatery, let alone install a new motherboard
in their PC! So you pick up some extra cash on doing shit like that
for the straights...you keep reading, and RTFM'ing higher and higher,
learning about networks...the VCR breaks down and your SO bitches about having to wait till monday to have it fixed...you fix it in
about 40 minutes....the next day the clothes dryer starts to make squeeking noises like a 50' mouse, you've never fixed one before -
but somehow it's not that difficult to open the bastard up and find
the squeek and fix it...and suddenly it dawns on you that hacking
code or hardware is pretty much the same! You keep reading...
Congrats, you are now a real hacker. Absolutly nothing but a lack of
time (or in some cases money) can stop you. You are a true Technologic
Philosopher...you can function in places a mere Engineer or Scientist
would truly FEAR TO TREAD! You can read better than Evelyn Wood, you
have a collection of tools that would make a Master Machinist and a
Prototype EE or ME cry. You can calculate series and parallel resonant
circuits in your head. You can fix any consumer appliance - if you can
get the parts. Your car has either become one of your main hacks or you'ver deligated the job to a mechanic who you have found to be a
fellow hacker; and you work on his homebrew 68010 unix box...because
you've got a 68010 emulator and he works on your car because that's
the kind he specializes in! Maybe you trade services with people
for 50% of what ordinary people have to BUY WITH CASH!...you keep
reading...
(this is the stage where the author now finds himself...16 years
into a career at a Fortune 5 company and age 42...still reading...
your mileage may vary! <-((that's my code too! I co-wrote VEEP,
(vehicle-economy-emissions-program, a complete auto-simulator,
written in Fortran-5 for the Univac 1108 system using punch-cards!)
for the Ford Foundation and the DOT while at JPL in 1973)) )
-Avatar-> (aka: Erik K. Sorgatz) KB6LUY +----------------------------+
TTI([email protected])or: [email protected] *Government produces NOTHING!*
3100 Ocean Park Blvd. Santa Monica, CA 90405 +----------------------------+
(OPINIONS EXPRESSED DO NOT REFLECT THE VIEWS OF CITICORP OR ITS MANAGEMENT!)
Engenharia Social (Social Engineering) e', a arte de se "hackear gente". Usar o ser humano para garantir o acesso a informacao. E' usar a cabeca alheia quando a nossa atingiu um limite. E' usar a psicologia para se obter respostas ou acesso. Tem muito a ver com a "conversa de malandro", mas e' algo mais especializado. Um exemplo e' o sujeito em busca de ajuda para fazer um programa funcionar. Ele conhece um cara que pode ajuda-lo, mas que cobra para isso. Trava contato "informal" com o cara. Ao inves de pagar os servicos do cara, ele inicia um papo prolongado sobre algo que nao tem nada a ver, ate' a conversa se animar. Depois convida o individuo para uma cerveja. O papo continua, e durante a cerveja, o Joao, que tem problemas com aquele programa que o Manuel domina, comenta entusiasmado o sucesso que esta' tendo. Tudo num tom neutro, de quem nao se incomoda. Nao se fala em detalhes tecnicos. Volta e meia, a conversa vai para informatica, e discutem-se detalhes tecnicos. No final da conversa, o assunto passa para duvidas, ja' que todo o assunto esgotou, mas nenhum dos dois parece interessado em ir embora. Ai e' que comeca as perguntas do Joao sobre o programa do Manuel. Essa e' uma maneira de fazer alguem voluntariamente conversar sobre algo que em que, por razoes de natureza pecuniaria, nao faria. Claro que e' um exemplo simples. As pessoas sao bancos de dados, que necessitam ser abordados de forma correta. Tudo depende do "jeitinho", que nesse tipo de dialogo, nao e' algo tipico apenas do brasileiro. Todo "hacker" americano tem alguma historia para contar, relativa a isso, uma parte delas envolvendo conversas ao telefone - trotes, mas com objetivos bem definidos, nao a chacota. Muito pelo contrario. A pessoa do outro lado precisa ser convencida que e' algo serio e continuar acreditando depois. O tom de voz tem que ser trabalhado, assim como o vocabulario a ser usado. Cada conversa tem seu ritmo e e' outro lance que tem que ser observado. Mas ainda acho que os exemplos sobre "Engenharia Social" sao com o as vezes frustrante trabalho de "levar uma garota no papo". Quem tiver realmente a capacidade, vai entender que sao exemplos e que existem varias possiblidades de aplicacao. Vamos supor que eu quero saber a idade de uma garota, por varias razoes. Quero ter certeza de que ela nao e' de menor, por exemplo. Eu posso perguntar e ela vai me deixar no escuro. Ao inves de comecar a conversa com essa pergunta, posso iniciar um papo sobre horoscopo chines. Cada ano e' um signo, que se repete a cada doze anos. Portanto, se a menina fala que e' do signo de Cavalo de Fogo, ela so' pode ter nascido em 54, 66, ou 88. E' uma outra forma de se fazer a pergunta. Atras de cada segredo, existe uma razao. Perguntas existem dentro de um contexto. E respostas sao negadas de acordo com o contexto da pergunta. O truque e' dirigir a conversa para que as respostas venham por si proprias. O resto, para bom entendedor, meia palavra basta. E' como uma forma sutil de interrogatorio. Tambem pode ser uma forma de se fazer uma amizade render informacoes. Nao se fala muito sobre, e e' dificil encontrar textos sobre o assunto, porque quem fala ou escreve sobre isto, nao sabe. Quem sabe nao fala. Inclusive eu.
Retirado do e-zine Barata Elétrica nº 4, da autoria de Derneval R. R. da Cunha
A incipiente cena clubber está saindo do underground e sendo tomada por maurícios e patys, além, de um público que se diz “fashion” e que só está interessando em se mostrar e falar dos outros. “Olha lá, a fulana pintou o cabelo...”, “Que legal o piercing dele”, “Me empresta os teus óculos escuros”, são frases comuns na noite alternativa porto-alegrense. E todo esse avanço da cena, que agora deixa de ser exclusividade de um grupo de viciados e obcecados, acontece paralelamente a uma queda de qualidade dos nossos disc-jockeys.
O Fim de Século
Club parece ter dado um tempo no seu melhor projeto, o Conexão DJ.
Em algunas sextas-feiras, vinham djs de fora para romper um pouco a rotina
dos residentes da casa. Renato Lopes, José Roberto Mahr e MauMau foram
alguns que estiveram por aqui e mostraram que a música dos clubs
está bem além do que toca por aqui.
O que acontece no FDS é uma verdadeira idolatria burra. Os caras tocam sempre as mesmas coisas, quase não variam o set, mas o público (amiguinho do dj) pula e grita por qualquer coisa. “Vai, Fabrício” era o grito mais ouvido no sábado, dia 30 de maio, quando estive lá. O Fabrício (Peçanha) não ia nem um pouco além do set house que ele e Double S tocam sempre. Os dois são os queridinhos da galera clubber. O som às vezes é insuportavelmente alegre, chegando às beiras do happy house inglês. Tem ainda o Pacheco, que é residente do W Pub e que toca em algumas festas especiais. É o mais pop de todos, mas ao menos seu set é um pouco engraçado, com antigos clássicos da dance e house music. Quem se salva (mas não muito) é o Mozart, que insere um pouco de hard house e hard techno, além dos djs das after hours, que sempre tocam alguma coisa nova. Telmo Lanes, por exemplo, aproveitou suas três horas no sábado, 23, para tocar somente trance, som propício para esse tipo de festa.
Bom, além desses, não podemos deixar de falar no Eduardo Herrera. Precursor da cena, deu muitos “murros em ponta de faca”, como ele mesmo costuma dizer. Um exemplo foi o After, um club na Silva Só, com a mesma proposta do paulistano Hell’s e que não durou mais de duas semanas. Agora, virou uma estrela. Durante o verão, no UK Ibiza, chegava a parar o som para dirigir todas as luzes a si e fazer caretas para a platéia. Sua performance é mais estética do que musical.
No Ocidente, Herrera tem tocado em alguns sábados. No dia 23, foi responsável por estragar a festa num dos lugares com a melhor relação custo-benefício da noite porto-alegrense (R$ 3,00 de consumação). O ponto alto da sua noite foi a música Sandra Rosa Madalena (deve ser esse o nome) de Sidney Magal. Muita dance music barata entremeada por versões chatas de clássicos da disco e do techno pop, e por hits da eletrônica atual que não são muito propícios para a pista de dança. Não é a toa que o pessoal de lá, sempre desanimado, ficou ainda mais paradão.
O que fazer nesse caso? Quem sabe uma escola de formação de djs, onde se aprenda que o importante na definição de um set é a propagação de uma cultura musical e não o agrado a um bando de chatos que saem à noite com propósitos deslocados.
Bom, o assunto está esgotado, mas já que sobrou um espacinho (zine feito nas coxas é assim...), vou comentar um pouco o último álbum do Lobão. Já haviam dito que ele estaria sendo oportunista com a onda eletrônica, mas o cd é realmente muito bom. Mescla baladas dom techno e drum'n'bass, sem ser ridículo como o Barão Vermelho e Kid Abelha, esses sim verdadeiros oportunistas.
C'est la vie...
Texto escrito por Luciano Monteiro, retirado não me lembro de onde
Artigo da Folha de São Paulo. Confira você mesmo em http://www.uol.com.br/diversao/noite/raverika.htm
Uma página com dicas de como se divertir em raves sem estragar a festa de ninguém, muito menos sujar o nome da cena. http://www.geocities.com/SunsetStrip/Theater/3067/handbook.html