Que seja junina!
          Muito antes da era Cristã, vários povos realizavam rituais de invocação de fertilidade e chuvas para o plantio no mês de junho, em um dia conhecido como solstício, o dia que o sol atinge seu ponto mais alto no céu, e também o dia mais longo com a noite mais curta do ano no hemisfério norte.
          Contudo, assim como a Páscoa, e outros feriados cristãos, a Igreja, que a despeito de levar os hereges para o Tribunal da Santa Inquisição, preferiu conter alguns prováveis focos de revolta, adaptando rituais pagãos, ao calendário católico. Daí remontam as origens das nossas festas juninas que, aliás, eram chamadas “joaninas”, em razão de serem uma homenagem a São João, cuja data de nascimento é 24 de junho.
          Em cada lugar da Europa, essas festas foram adaptadas à cultura local. Em Portugal, foram incluídos mais três santos comemorativos do mês de junho: Santo Antônio (13), São Pedro e São Paulo (29).
          No Brasil, as comemorações coincidiram com os rituais dos nativos, feitos também para invocar fertilidade (não se esqueçam, o nosso inverno é seco), e talvez por esse motivo, além é claro da desculpa da Igreja para atrair os índios ao convívio missionário, tenham tornado-se festas de grande proporção em todas as regiões do Brasil. Inclusive na Coopen.
          A festa junina da escola foi realizada no dia cinco de junho, e reuniu pais, professores, funcionários e alunos da Coopen e de outros lugares. Alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio fizeram apresentações das tradicionais quadrilhas, e tradicionais também, foram os bingos, barracas de doces e salgados, e muitos brinquedos para as crianças.
          “A festa está legal esse ano, segundo opiniões dos próprios alunos. Tem mais pessoas e é uma festa familiar, legal, eu acho que o que os alunos estão desenvolvendo, a boate por exemplo, e a colaboração dos professores, são muito importantes para a escola, isso é o que deixa a Coopen cada vez mais conhecida aí fora pelo o que ela e os alunos tem feito em geral”, comentou o inspetor Donizete P. Souza, que estava presente na festa.
          Os alunos têm grande participação na produção do evento. Ajudam a arrumá-lo e a desarrumá-lo também. As 8ªs séries e o 3º colegial tomam conta da boate (um acessório moderno), do correio elegante, e da cadeia do amor, cujas rendas tem como fim a realização das respectivas formaturas.
          Ex-alunos puderam se reencontrar com os amigos e professores, estes, em sua totalidade, trabalhando na festa, seja vendendo fichas, refrigerantes, seja tomando conta de um brinquedo, como por exemplo, uma piscina de pesca.
          A Coopen, além de demonstrar grande integração com os alunos e professores, mostrou-se, nesta festa junina, também respeitadora dos chamados capiras, como ressalta o professor Alexandre Martins: “A festa está respeitando a ideologia caipira sim, desde as apresentações do EIC, até a do 3º colegial, todas elas mantiveram o respeito à tradição caipira, à tradição da quadrilha, não reproduziram o caipira como jeca. E o fato de haver uma boate não significa que vá descaracterizar a festa caipira, pode até significar um atrativo, uma leitura moderna, o importante é nunca esquecer a origem, como ela surgiu, o que ela é”.
          Para o próximo ano só se pode esperar mais sucesso, mais integração, e mais alunos.

Luiza Rey

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