Caro
leitor,
Se
você é daqueles que negam que o esporte leva aos bons caminhos de um
mundo que vive tristezas cotidianas, mas nada banais, não leia o que
escrevo. Para os interessados, relatarei feitos do esporte brasileiro,
tudo superficial e simples, com destaque ao futebol e esportistas que
fazem história, mas recebem como prêmio uma medalha e o eterno
anonimato.
Começarei
por Robert Scheidt, o iatista na terra da bola. Os feitos desse homem são
tão grandes que seria necessário toda coluna para relatá-los. Neste
ano, Sheidt ganhou simplesmente todos os campeonatos que disputou, sendo
sete títulos e um que resultou na conquista do seu, também, sétimo título
mundial, isso na categoria laser, a mais disputada do iatismo. Agora o
iatista se concentra para as Olimpíadas e parece ser garantia de
medalha para o Brasil.
Para
o futebol restam algumas linhas, aliás, se for para falar dos clubes do
estado de São Paulo, é preciso de menos que algumas linhas. O
Corinthians, que parece ser o clube em maior crise dentre os paulistas,
está a ponto de contentar-se com pequenas derrotas e empates, fazendo
do fim da tabela do campeonato brasileiro seu habitat natural. Já
São Paulo, Palmeiras e Santos vivem altos e baixos (mais baixos que
altos). O tricolor finalizou o sonho de
se tornar tricampeão da libertadores ao ser derrotado pelo
“pequeno” Once Caldas da Colômbia, assim como o Verdão, que foi
desclassificado da Copa do Brasil em pleno Parque Antártica pelo também
“pequeno” Santo André do ABC paulista. O time da Vila Belmiro também
não vive bons momentos. O time sofre para sair do fim da tabela e
aposta tudo em um bom trabalho com o novo técnico Luxemburgo.
O
jeito é esperar, torcer e sofrer muito. E para os masoquistas que
quiserem ir ao Teixerão assistir ao Ameriquinha, o time vai disputar a
série C do campeonato brasileiro. Vamos todos prestigiar o time da
cidade. Eu vou, mas não sou masoquista.