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Era um grupo de oito amigos (pseudo-atletas) que foram disputar um torneio de futebol na cidade de Nice (França). Eles representavam uma grande companhia aérea brasileira em terras inimigas. Durante o primeiro embate contra uma empresa francesa, além da derrota sofrida (1x0 para os les hommes), ficou em um de nossos valorosos brasileiros a marca de uma entrada violenta (opa!) do goleiro francês, que acertou uma joelhada na costela (não era o Adão) do nosso compatriota que aqui vamos chamar de Vavá (não é o da copa do mundo de 1958, é claro).
Vavá engoliu a seco a entrada maldosa (opa! Novamente) do Monsieur, o que lhe incomodava um pouco era o fato de ele não ter tido a oportunidade de enfiar (opa! Pela terceira vez) o bico da chuteira no dito cujo.
O torneio se desenrolou normalmente, tendo dezesseis participantes de companhias aéreas do mundo inteiro. O clima estava muito favorável aos brasileiros, estávamos no fim do mês de julho, em pleno verão europeu. O que atrapalhava um pouco era o fato dos jogos estarem sendo disputados em um campo soçaite de saibro e que a umidade era muito pequena. No final aquela competição reservou uma baita surpresa para nosso amigo Vavá. Na decisão as duas equipes estreantes (Brasileiros e Francaises) iriam novamente se enfrentar.
Uma oportunidade de ouro para o vingativo Vavá. Foi um jogo truncado semelhante ao primeiro e de poucas chances de gol.
O tempo passava e não surgia a chance que Vavá tanto queria. Quase no fim do segundo tempo nosso herói tupiniquim recebeu um lançamento que o deixou cara a cara com o mal fadado goleiro. Em sua cabeça se passavam pensamentos de vingança:
- Agora eu vou arrebentar esse "filho da mãe"!
Porém ao chegar ao encontro do inimigo, aconteceu algo que o brazuca não queria, ou seja, a bola estava nas mãos do guarda meta. Para não perder a viagem Vavá deu um bicão, sem bola, na canela do Monsieur.
"Pra" quê (rimou sem querer)?
Foi uma baita confusão, os filhotes de Napoleão fizeram um cerco em volta de Vavá, para devorar o coitado. Vavá começou a ser xingado em bom francês, e olha que deu para entender (opa ! Pela enésima vez) tudo. Inexplicavelmente nosso herói começou a pedir desculpas naquela língua de "Le Feme", tirando um francês do fundo do baú, com uma clareza, sotaque e facilidade que ele nunca imaginara possuir. Era "Pardon" para lá, "Pardon" para cá, Monsieur, Igualite, Fraternite que deixou os francesinhos ("Les enfants terribles?") atônitos, dando assim a oportunidade de nossa vítima fugir de fininho da roda de "samba-dondon" . Nessa hora chegou a turma do "deixa disso" e separou os "trogloditas" ("qu'est-ce c'est mon ami?").
Acabando assim com a cerimônia de linchamento de Vavá.
Vavá aprendeu uma nova lição: Como aprender a falar Francês em dois segundos pelo método da porrada, e viva o "Massaranduba" carne de "cou" (ops, pescoço).

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