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Juscelino Kubitschek tinha a mania de driblar os seguranças e sair sozinho em seu "carango" para averiguar a
situação da nova cidade de Brasília (seu xodó).
Numa dessa tardes o "presida" estava passeando com o seu carro e verificou que tinha um automóvel velho, caindo aos pedaços, enguiçado no meio do nada. Brasília ainda era muito recente. Parou então para verificar.
- Meu senhor, qual o problema ? Acabou a gasolina?
- "Cê" é o presidente ! Oba, agora estou salvo!
- Me diga qual o problema com essa lata-velha! É combustível?
- Não Senhor, o problema é que o motor pifou...
- Entendi. Aguarda um pouco que eu vou mandar socorro.
O mais alto escalão do poder executivo abandonou o local às pressas e ao chegar ao Palácio do Planalto ordenou então que fosse mandado socorro ao pobre coitado. O problema é que entenderam da maneira errada a ordem do nosso chefe de estado e prenderam o tal sofredor.
Após três dias de sofrimento no xadrez local, informaram ao "Juju", se me permitem aqui assim tão abusadamente chamá-lo, do fato.
Nosso herói de mil e uma estrelas ficou fulo da vida e partiu como um foguete para a cadeia local:
- Soltem esse homem suas bestas "jeguinolentas"! Eu pedi que ajudassem o pobre coitado e vocês o prendem! Está aberta a temporada de caça aos "Jegues"!
Muito atenciosamente os guardas o soltaram e pediram milhões de desculpas. O excelentíssimo "Juju" pediu desculpas também. E ofereceu, em adição, um automóvel zero quilômetro à pobre vítima, pois o seu fora, como de praxe, depenado na garagem da delegacia.
Ao chegar em casa, a vítima relatou os fatos para a "Dona Encrenca" :
- Viu benzinho, o JK é um homem muito justo, me soltou, pediu perdão pessoalmente e ainda me deu de presente esse carro novinho!
- Eu é que não caio nessa não! Tu deves é ter passado o fim-de-semana na casa da outra!
- Tá vendo só ninguém acredita mais em mim! E como você me explica esse carro zero KM?
- Eu é que pergunto! Se não ganhamos nem para comida, como você conseguiu comprar ?
Deve de ser presente de vagabunda! Prostituta!
Nisso um bêbado que estava na rua e já ouvia a conversa desde do início, resolveu então entrar na confusão.
- Minha senhora, me desculpe mas, esse cara aí não pode ser chamado de messalina, ele é macho ! Muito macho! Acho que a senhora deve estar confundindo as coisas?
- Como assim ô "cana-braba" ? - bradou a distinta senhora com o tal calango "bebum".
- É que vi sim, algumas vezes, algumas raríssimas pessoas sentarem o "sarrafo" nele, gritando e homenageando sua santa mãezinha : "Esse presidente é um FDP!"
De repente chegou toda a comitiva do "Juju", com direito a banda, medalha de honra ao mérito e o escambau.
Acabando assim com a cerimônia de enforcamento do nosso condenado motorizado.
Pois é, como eu sempre digo : "Um fim-de-semana fora de casa é que nem batom na cueca, mas quem tem o presidente como aliado pode tudo."

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