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A SOPA CIBERNÉTICA

 


Naquele início de tarde em Lisboa, um casal de brasileiros resolveu pedir a sopa do dia num pequeno restaurante da capital lusitana.

- Amor, vamos perguntar de quê é a sopa? 

- Benzinho se eu fosse você não perguntava não. Aqui o pessoal é meio enrolado, você vai nos arranjar problema.

- Problema nada! Deixa comigo!

- Seu garçom, você poderia, por favor, nos informar de que é essa sopa?

- É sopa digital, minha senhora! Entendeste, ô pá?

Os dois fregueses ficaram muito encucados com aquela inesperada resposta.

- Viu Márcia, não te falei que não ia dar certo perguntar sobre a tal sopinha!

- É amor, será que é uma sopa de letrinhas? Ou será sopa da Internet, digital?

- Sei lá você que perguntou, agora se vira!

- Seu garçom não me leve a mal, por favor, dê que é mesmo essa sopa?

- Vocês são surdos ô pá? Não já falei que é sopa digital!

Saiu esbaforido o tal portuga. Mais uma vez o casal não entendeu nada, um olhou para cara do outro e fizeram aquela tradicional cara de interrogação.

- Digital?

Resolveram chamar então o dono do estabelecimento.

- O senhor poderia nos ajudar, por favor? É que o garçom falou que hoje a sopa é digital?

Não entendemos nada! - Perguntou a distinta senhora. 

- Mil desculpas, é que o "Manuel" fala muito rápido! Ele queria dizer que a sopa é "di" vegetal. 

 

 

 

 

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