
Ela era bonita. Se não
linda, porém, bonita.
De origem humilde, mas em ascensão. Seu marido tinha uma
empresa de terraplenagem bem sucedida.
Um vestido vermelho de voal um tanto fora de moda pela sua
extravagância. Tinha até uma flor n o peito como nos
aniversários de 15 anos da década de 50 e 60.
Não era nem curto nem comprido e assim deixava ver parte de
suas coxas muito bonitas, lisas e claras. Durante a viagem
diversas vezes a acariciei e ela retribuiu de maneira
semelhante acariciando também minhas coxas.
Entrei calmamente num dos bons motéis cariocas e estacionei
na garagem da suíte.
Ali permaneci como gosto de fazer por algum tempo beijando-a
na orelhinha no pescocinho e tocando suavemente meus dedos
em seus mamilos extremamente endurecidos pelo nosso desejo,
pelo menos pelo meu.
Ousadamente nos tocávamos e num desses momentos de ousadia
ela abre o fecho-eclair de minha calça expondo meu sexo
alucinado pelo momento.
Tudo fazia crer que seria uma tarde de sonhos.
Suavemente ela debruça sua cabeça entre as minhas pernas e
em movimentos deliciosos inicia o ato que me fazia delirar
de prazer.
Repentinamente um barulho de ferragens se faz ouvir.
Era o encarregado das garagens ou um garçom ou nem sei o que
ao ver a porta basculante aberta resolveu para preservar
nossa intimidade, fechá-la provocando o tal estranho som.
O que nem ele, nem eu e nem ninguém em sã consciência
previra foi o que aconteceu a seguir.
Ela assustada rapidamente levantou a cabeça e me olhou
estranhamente.
Eu também a olhei já entendendo o que acontecera sobre o
ruído e ia puxar novamente sua cabecinha para que
prosseguisse no ato tão delicioso.
Olhei-a e ela estava cabisbaixa e levantei seu rosto pelo
seu queixinho que fez algum resistência.
Até então tudo era ”inho”.
Desgraçadamente ela me olhou e notei que algo estava
diferente nela. Aliás muito diferente. Aliás, absurdamente
diferente. Então tudo mudou e passou de “inho” a ao, aliás
a..Ãozão
Sua boca parecia estar sendo aspirada pelo seu interior e eu
não alcançava o que estava se passando.
Não alcançava ate olhar para baixo.
Olhei e horrorizado vi que estava a sendo mordido.
Juro, literalmente mordido.
Eu sem entender mas, ela já entendera há muito tempo.
Tive vontade de pedir socorro.
Lá estava ela, a coisa, numa gargalhada do inferno a rir de
mim a rir do momento e se preparando para mastigar alo que
me fez quase ter uma síncope.
Eu começando a entender o que houvera mal me mexia apavorado
com a coisa que ria de mim , imaginando que ela pudesse
começar a me comer não como eu desejava mas como ela
desejava. Comer mesmo e engolir o que tinha na boca.
Constrangida a minha companhia resolve tirar o seu riso ou
seja a coisa, de meu prazer que a essa altura dos
acontecimentos só era terror e murcho como um maracujá
ao sol.
Ela segurou o tal riso e eu desesperadamente gritei:
NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOO
Pelo amor de deus não mexa nisso ai.
Por favor em nome de deus do diabo dos santos não mexa.
Vai que você mexe errado.
Socorro, vamos a um dentista um médico, uma oficina
Mas não mexa nisso.
Ela quase em desmaio parou.
Eu tinha um alicate e uma chave de fenda no porta-luvas.
Enfiei a chave ente os dentes da coisa para garantir que ela
não morderia mais nada e com o alicate separei seus dentes e
por maldade quebrei um deles.
Saímos dali sem nos falarmos
Alias nunca ais nos fala mos, nem nos vimos
E ate hoje jamais voltei a parques de diversões que tenham o
palácio das gargalhadas pois em todos meus pesadelos vejo a
coisa rindo e mastigando e vocês nem imaginam o que ela
mastiga.
Desde então quando saio para uma noitada, tarde ou manha
sempre levo varias ferramentas no porta-luvas e ao beijar
alguma delas puxo seus dentes e digo que é um fetiche meu.
Isso para ter certeza de que eu jamais serei mordido
novamente naquilo por aquilo.

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