Olho para o nada e é o que vejo, o nada.
Lembro de tudo que por mim passou
Nesta minha vida eterna saga
E nem sei mais meus caminho, para onde vou.


Lembranças que às vezes são tão felizes
Que me levam a sorrir e até a gargalhar
Mas que às vezes são tristes e terríveis
Que de tão ruins me fazem chorar.


Como um menino que perde seu brinquedo
Sem saber que muitos outros virão
Sem entender da vida seu enredo
Mas que por certo também se irão.


Como tudo na vida que é bom
Como tudo que nos faz feliz
Como a chuva, o sol, o silencio e o som.
Como dita a vida e nos diz.


Que nada existe eternamente
Que nada fica para sempre
Que tudo existe tão somente
No que guardamos em nossa mente.


E nela guardo você
Mulher amada. Deliciosa
Um perfeito e apaixonante ser
Gentil, perfeita e amorosa.


Seja mãe, a irmã e a carne que consumo.
Que me nutre me fascina e emociona
Que compõe o meu corpo com seu insumo
Que é escrava e também a minha dona.


Minha paixão, alegria tristeza e dor.
Minha mulher, amante e objeto.
Minha fêmea que tem todo meu amor
De meus sonho o meu maior projeto.


Menina linda, mulher madura.
Tão sofrida e mal - amada.
Tão triste e batida pela vida
Tão bela porem tão maltratada.


Mas para mim tão especial e tão querida
Nossa, como é triste essa existência
Tenho você e não tenho nada
E nessa minha louca querência.


Tenho em você a mulher idealizada
Que tanto me quer, mas não me tem.
Como quero você mulher amada
Porque a vida com seu eterno vai-e-vem.


Exige que nossa paixão seja calada
E nessa angustia sigo o meu caminho
Assim sofrendo vivo meu dia a dia
E nesses versos eu me recolho no meu ninho
Nessa longa, doída e terrível agonia.
 

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