| HIST�RIA ESPIRITUAL N� 9
Sempre que vou at� a� na Terra n�o deixo de visitar o cemit�rio. Voc�s v�o perguntar o porque? Vou agradecer meu corpo que est� l�, mais do que desfeito, pelos grandes servi�os que me prestou durante toda minha ultima encarna��o. Fui com o Silveira, que foi reclamando que essa era uma mania desagrad�vel que eu tinha. O que j� foi j� era...Era o que ele sempre dizia. O ambiente do cemit�rio tem vezes que chega a ser perturbador. Tem v�rios esp�ritos inferiores que ali ficam para sugar o ectoplasma dos corpos que est�o l�. � necess�rio pedir licen�a para o chefe da guarda que toma conta. Vou observando as campas, �s vezes t�o pomposas, que n�o dizem realmente quem est� sendo hospedado l�. � muito sofrimento que observamos de esp�ritos que n�o conseguiram ainda se libertar da mat�ria. E n�o podemos fazer nada para socorr�-los. S� com permiss�o de quem toma conta para saber se est� na hora de dar apoio �quele que n�o consegue sair de l�. ___Vamos embora Dino, n�o temos nada que fazer aqui. ___ Isso � o que voc� pensa. Vamos at� o cruzeiro que � onde as pessoas rezam e acendem velas para seus entes queridos. ___ Est� bom, vamos ver o que podemos fazer O cruzeiro estava todo iluminado por uma luz esf�rica oriundas das preces das pessoas que v�o at� l�. Vimos um menino de uns 8 anos ajoelhado, em prantos o que nos tocou o cora��o. ___Vamos Silveira, vamos ver como podemos ajudar esta crian�a. Chegando perto, ele chorava de mansinho e pedia para Deus trazer de volta a sua m�e. Ficamos assim emocionados. Chegamos perto dele coloquei a m�o em sua cabe�a e procurei emitir pensamentos de amor e tranq�ilidade. Ele foi se acalmando aos poucos e aproveitando comecei a dizer a ele que um dia ele iria encontrar sua m�e. Que o corpo n�o volta mais, mas o esp�rito dela vivia num mundo maravilhoso e iria esperar a hora de encontr�-lo. Fui at� o guardi�o que toma conta e pedi a ele para que na hora do sono, trouxesse a m�ezinha dele para aliviar um pouco a dor do menino. ____Sabe Dino j� pensamos nisso, mas a m�e dele est� t�o perturbada que n�o podemos deixar que ela se aproxime dele. Morreu de overdose de coca�na, e vivia uma vida desregulada. Mas at� que voc� me deu uma id�ia, vou falar com a nossa chefa de guarda das crian�as para que arrume alguma senhora boa que se comprometa dar carinho a ele, conselhos na hora que ele estiver dormindo. ____Sim boa id�ia. Quem sabe alguma parenta dele. ____Agrade�o a voc�s dois a ajuda que nos deram. Sabe n�o temos muito tempo que ficar vendo caso por caso, ent�o convido voc�s a virem aqui para dar uma ajuda. ____Vou falar com meu chefe. Mas pode contar que estaremos orando para que a dor dessa crian�a seja amainada. Vamos embora agora. ____ Viu Silveira, ainda voc� achou que nossa vinda aqui era perda de tempo? ____ Ta bom Dino, da pr�xima vez que vier me convida tamb�m. Fomos indo pela alameda todas enfeitadas de arvores e flores que os encarnados observavam sem saberem quanto drama se alojava ali. Quando voc�s forem ao cemit�rio lembre-se que a prece ajuda a muitos que ainda est�o ali. DINO |
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