| HIST�RIA ESPIRITUAL N� 7
Andando pelas paragens do umbral, onde tudo � in�spito, sem vegeta��o, com o nevoeiro denso percorrendo todo o caminho, me chamou a aten��o gritos que vinham de uma furna muito profunda. Perguntei ao meu chefe se pod�amos dar uma olhada, ele confirmou, fomos eu e mais dois companheiros para verificar o estado daquele esp�rito que clamava por socorro t�o intensamente. Fomos descendo devagar e logo encontramos diversos irm�os em estado deplor�vel. Nosso cora��o estremeceu diante de tanto sofrimento, mas t�nhamos ordem de s� ajuda aqueles que tivessem condi��es, isto �, que apresentassem algum arrependimento e orassem a Deus pelo socorro. Chegamos num lugar onde jazia ao solo um rapaz, novo, que quando nos viu colocou a m�os aos c�us e agradeceu a Deus: ___At� que enfim Deus lembrou de mim, mandou algu�m que me ajudasse. ___ Estamos aqui irm�o, qual � o seu nome? Faz tempo que se encontra nessa situa��o? ___ N�o sei quanto tempo faz, mas o sofrimento � demais, sofro fome, sede, a minha �nica fonte para amenizar a sede � este fio de �gua barrenta, e a forme como este reles capim ao meu redor. ___ Estamos vendo. Mas o que � isso em sua barriga? Est� sangrando muito. Como foi que isso aconteceu? ___Foi muita burrice de minha parte, pensei que me matando o sofrimento iria acabar. Enfiei uma faca nessa regi�o e parece que ela est� encravada para sempre. ___Calma j� vamos cuidar de voc�. Vamos limp�-lo trocar essa roupa em farrapos. Beba um pouco desta �gua que se sentira saciado. ___Eu agrade�o muito mo�o, mas tenho um pedido a fazer, eu rezei muito para receber ajuda, mas queria tamb�m que dessem ajuda aquele que est� ali de bru�os que est� em piores condi��es do que eu. ___Vamos dar uma olhada. N�o � todos que podemos ajudar. Tudo tem seu tempo certo. N�o sabemos quais s�o as condi��es que ele apresenta. Viramos o sofredor para cima e ficamos abismados com tantos ferimentos que apresentava em seu per�spito N�o tinha consci�ncia. ___ N�o sei o que podemos fazer, ele n�o apresenta nenhuma informa��o do seu estado espiritual. Precisar�amos da permiss�o de nosso chefe para tomar providencias. ___N�o mo�o, n�o vai chamar o chefe n�o, quando ele souber que fui eu que fiz tudo isso com ele n�o vai permitir que eu seja ajudado. ___Calma, n�o � assim. Porque voc� cometeu esse desatino t�o grande. ___Peguei ele em minha casa estropiando minha irm� e fique ensandecido, saquei da arma e fiz o que voc� est� vendo. ___Devagar, n�o � preciso entrar em detalhes imaginamos o drama que ocorreu. ___Corri para o quarto e vi meus pais mortos, n�o sabia o que fazer. Gritava bem alto mas ningu�m vinha me socorrer. No desespero resolvi acabar com minha vida tamb�m. ___Calma, vamos ajudar a todos na medida da necessidade. Aproximou-se um casal de velhos, chorando e colocando as m�os em preces e disseram: Gra�as a Deus ouviram nossas preces est�o recolhendo nosso filho. Levantamos o rapaz numa maca, mas ele n�o queria embora. ___ Por favor dizia, socorre aquele que matei tamb�m, a minha consci�ncia n�o me d� tr�guas em deix�-lo assim sem socorro. Contou chorando que ele mesmo tinha sido culpado desse desatino, tinha levado a irm� para conhecer o rapaz e n�o sabia que tipo de homem era ele. ___Esta bem, filho, gostei de sua atitude de socorrer o pr�ximo, vamos lev�-lo e sua miss�o depois que estiver recuperado ser� de colocar o Evangelho e o amor dentro desse cora��o. Os pais do rapaz contaram que isso era uma velha hist�ria, os dois esp�ritos se digladiaram em diversas encarna��es na disputa da mesma mulher. Tudo teria que sair de outro modo. Os jovens se conhecendo, casando e depois todos virarem amigos. Mas o passado falou mais alto e deu a desgra�a que voc�s viram. ___ � quantas historias ouvimos a esse respeito. Quando o homem aprender a colocar as leis de Deus no cora��o muita coisa ir� mudar. ___ Vamos embora, com a Gra�a de Deus. DINO |
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