CÂNCER DE OVÁRIO
Disseminação:
A disseminação do câncer de
ovário atinge inicialmente a cavidade peritoneal. A disseminação na cavidade peritoneal ocorre freqüentemente nas
fases iniciais da doença, pois o líquido peritoneal é um bom meio de cultura
para as células cancerosas do ovário. A contaminação da cavidade peritoneal por
células cancerosas facilita o aparecimento de metástases. A implantação de
células cancerosas na superfície das vísceras intraperitoneais (omento, peritoneo abdominal, diafragma, intestinos
e mesentério) é favorecida pelo movimento do líquido peritoneal provocado,
principalmente, pela respiração e pelo peristaltismo. Células tumorais
implantadas na superfície do diafragma podem ser transportadas, por via
linfática, para os espaços pleurais. As estruturas pélvicas adjacentes - fundo
de saco, bexiga, ceco e colon sigmóide - podem ser comprometidas pela extensão
direta do tumor.
São comuns as metástases
para os linfonodos ilíacos e para-aórticos, sendo possível o aparecimento de
metástases nos linfonodos
para-aórticos, sem que se observe o nenhum envolvimento dos linfonodos
pélvicos. Através do duto torácico as metástases linfáticas podem penetrar no
sistema venoso central e provocar metástases à distância, principalmente para o
cérebro e fígado.
A extensão das metástases é
o mais importante fator prognóstico no câncer de ovário e deve ser
cuidadosamente avaliada durante a exploração cirúrgica realizada para
confirmação e estadiamento do tumor. A definição do tratamento futuro depende
fundamentalmente de uma boa avaliação da extensão das metástases.