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Logística

INTRODUÇÃO

Iremos neste trabalho apresentar uma introdução à Logística, apresentando suas principais conceitos, características e aspectos.

Primeiramente, iremos definir o que é logística. Segundo o Dicionário Aurélio:

Parte da arte da guerra que trata do Planejamento e da realização de: projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material (para fins operativos e administrativos);

Recrutamento, incorporação, instrução, e adestramento, designação, transporte, bem estar, evacuação, hospitalização e desligamento de pessoal;

Aquisição ou construção, reparação, manutenção e operação de instalações e acessórios destinados a ajudar o desempenho de qualquer função militar;

Contrato ou prestação de serviços.

O termo logística foi desenvolvido pelos militares, para designar estratégias de abastecimento de seus exércitos nos fronts de guerra, com o intuito de que nada lhes faltasse. E o que não poderia faltar aos soldados num front de guerra? Os armamentos, munições, medicamentos, alimentos, vestuários adequados nas quantidades certas e ao tempo certo, pois não adiantaria absolutamente nada os soldados receberem tudo aquilo que necessitavam depois de debelados pelos inimigos, logística, então surge aí. O termo logística está agora sendo utilizado por aquelas organizações dependentes em pontos amplamente dispersos de fornecimento para satisfazer as necessidades de um grande número de clientes amplamente dispersos e pode ocorrer tanto dentro das fronteiras nacionais quanto em ambientes internacionais.

O objetivo da logística empresarial é estudar como a administração pode prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, através de planejamento, organização e controle efetivo para as atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos.

Em tempos de globalização e de alta competitividade empresarial, a logística, hoje em dia, é sem sombra de dúvidas o grande diferencial em termos de gestão administrativa.

1. A LOGÍSTICA

Usando o processo de Logística, podemos obter uma vantagem competitiva, isto significa uma supremacia duradoura em relação a concorrência, obtendo a preferência dos clientes.

A logística preocupa-se com o gerenciamento do fluxo físico que começa com a fonte de fornecimento e termina no ponto de consumo. É claramente mais do que apenas uma preocupação com produtos acabados – a visão tradicional da distribuição física. A logística está mais preocupada com a fábrica e o local de estocagem, níveis de inventário e sistemas de informações, bem como com transporte e armazenagem. Assim, sinteticamente, podemos definir logística como o gerenciamento de material de chão a chão.

A logística empresarial estuda como a administração pode prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, através de planejamento, organização e controle efetivo para as atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos dentro da empresa.

A logística é essencial. É um fato econômico que tanto os recursos quanto os seus consumidores estão espalhados numa ampla área geográfica. Além disso, os consumidores não residem se é que alguma vez o fizeram, próximos donde os bens ou produtos estão localizados. Este é o problema enfrentado pela Logística: diminuir o hiato entre a produção e a demanda, de modo que os consumidores tenham bens e serviços quando e onde quiserem, e na condição física que desejarem.

Assim, podemos dizer que a Logística é o processo de gerenciar estrategicamente a aquisição, movimentação e armazenagem de materiais, peças e produtos acabados - e os fluxos de informações correlatas - através da organização e seus canais de marketing, de modo a poder maximizar as lucratividades presente e futura através do atendimento dos pedidos a baixo custo.

A logística empresarial trata de todas atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável.

É importante esclarecer que na citação acima o termo "produto" engloba tanto bens como serviços.

1.1. A importância da logística

Um dos fatores que coloca a logística em voga ultimamente, devido ao fato de que é considerada a última fronteira, ainda não explorada, para redução de custos de qualquer produto. Mais uma das várias definições para logística e uma das mais resumidas diz que a logística é a rede de facilidades montada para movimentar materiais e/ou produtos acabados. Outra definição interessante e mais abrangente diz o seguinte: trata-se do processo de planejamento, implementação e controle do fluxo e armazenagem de matérias prima, inventário em processo, produtos acabados e informações correlatas do ponto de origem ao ponto de consumo em conformidade com os requisitos do cliente.

A maioria das firmas de serviços ou agências e instituições governamentais, assim como todas as empresas privadas, necessitam do auxílio de um especialista em logística em variados graus. Assim, o interesse pela logística tem aumentado muito nos últimos anos. Cada vez mais pessoas estão enxergando na logística uma perspectiva de um bom emprego, o que está levando cada vez mais pessoas aos cursos sobre logística.

As organizações e executivos estão percebendo que a logística é fundamental para o sucesso de suas organizações.

Os administradores estão reconhecendo, agora, a necessidade de se estabelecer um conceito bem definido de logística industrial, uma vez que começam a compreender melhor o fluxo contínuo de materiais, as relações tempo-estoque na produção e distribuição e os aspectos relativos ao fluxo de caixa no controle de materiais. A verdade é que o enfoque da administração está mudando o tradicional "produza, estoque, venda" para um conceito mais atualizado, que envolve "definição de mercado, planejamento do produto, apoio logístico".

Assim, podemos observar que a importância da logística vem crescendo à medida que os desafios do mercado aumentam. A globalização, sem sobra de dúvida, vem trazendo novos desafios para todos os ramos da Administração, que está sendo obrigada a reaviar seus conceitos e modelos.

Investir em logística é uma estratégia na qual empresas de transportes de carga no Brasil estão apostando para sobreviverem no mercado. Em alguns países da Ásia, a logística já se encontra num processo bastante avançado. Afinal de contas, temos que considerar o seguinte: quem vai providenciar a entrega dos produtos vendidos na era do e-commerce? Somente operadores logísticos bem estruturados serão capazes de vencer este desafio tanto em se falando de entregas locais como internacionais.

As empresas Ponto.Com (que são as empresas que realizam o e-commerce), precisam dar extrema importância à logística, tendo em vista que fazer o produto chegar até o cliente na quantidade certa, no local certo e na hora certa é fundamental para o sucesso da empresa. Assim, empresas como a Americanas.com ou o Submarino, dão extrema importância a logística. Para resumir, logística envolve armazenagem e transporte. Em comércio eletrônico, não basta ter um excelente site, um excelente produto e um excelente preço. É imperativo uma excelente entrega.

Quando falamos em desafio, nos referimos a movimentar os produtos e materiais com o menor custo e a maior eficiência possíveis.

1.2. Razões do interesse pela logística

A conscientização da importância da logística está crescendo cada vez mais em relação ao impacto que a logística tem na lucratividade empresarial.

A maior conscientização enfatizou o gerenciamento de todo o processo logístico assumindo maior controle sobre as ações dos fornecedores, distribuidores e clientes a fim de combinar as taxas de produção com a demanda do usuário final. Dessa forma, é possível reduzir inventários, diminuir lead times e reduzir os custos logísticos totais.

Podemos apresentar as seguintes razões do interesse pela logística:

  • Rápido crescimento dos custos, particularmente dos relativos aos serviços de transporte e armazenagem;
  • Desenvolvimento de técnicas matemáticas e do equipamento de computação capazes de tratar eficientemente a massa de dados normalmente necessária para a análise de um problema logístico;
  • Complexidade crescente da administração de materiais e da distribuição física, tornando necessários sistemas mais complexos;
  • Disponibilidade de maior gama de serviços logísticos;
  • Mudanças de mercado e de canais de distribuição, especialmente para bens de consumo;
  • Tendência de os varejistas e atacadistas transferirem as responsabilidades de administração de estoques para os fabricantes.

Um fator importante no desenvolvimento tanto da distribuição física quanto do gerenciamento de materiais foi a rápida expansão da tecnologia de computador. O desenvolvimento de programas de computador operacionais e estratégicos, estratégicos no sentido de planejamento e operacionais no sentido de gerenciamento, foram vitais à maturidade de ambos conceitos. Novos sistemas fornecendo processamento de pedidos e compras numa base de tempo real tornaram-se uma forma comum de operação.

1.3. Benefícios

Os benefícios realizados com a boa logística irão variar dependendo do enfoque das empresas e das oportunidades disponíveis em cada momento.

Os benefícios usualmente virão de "fazer as coisas com menor custo" e "fazer as coisas de modo melhor".

Os benefícios também serão realizados para obter produtos aos clientes mais rapidamente e pago mais rapidamente – isto envolve o exame especialmente do conceito de lead time.

Podemos então observar que a logística oferece os seguintes benefícios (de acordo com o DTI – Department of Trade and Industry):

  • Distribuição mais rápida.
  • Menores custos de distribuição.
  • Menores volumes e custos de estoque (como podemos alterar os procedimentos atuais para apoiar demandas de serviço mais rígidas).
  • Menos perda de produtos / avarias.
  • Reações mais rápidas às mudanças na demanda.
  • Melhor serviço ao cliente.
  • Qualidade melhor gerenciada.
  • Realizar tais benefícios, pode significar uma mudança radical no estilo gerencial e atributos. Isto com muita freqüência é mais importante do que novas técnicas.

 

2. ATIVIDADES PRIMÁRIAS DA LOGÍSTICA EMPRESARIAL

A logística empresarial trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável.

2.1. Atividades primárias

A definição anterior identifica aquelas atividades que são de importância primária para o atingimento dos objetivos logísticos de custo e nível de serviço. Estas atividades-chave são:

  • Transportes;
  • Manutenção de estoques;
  • Processamento de pedidos.

Essas atividades são consideradas primarias porque ou elas contribuem com a maior parcela do custo total da logística ou elas são essenciais para a coordenação e o cumprimento da tarefa logística.

2.1.1. Transportes

Para a maioria das empresas, o transporte é a atividade logística mais importante simplesmente porque ela absorve, em média, de um a dois terços dos custos logísticos. É essencial, pois nenhuma empresa moderna pode operar sem providenciar a movimentação de suas matérias-primas ou de seus produtos acabados de alguma forma.

Sua importância é sempre sublinhada pelos problemas financeiros colocados para muitas empresas quando há uma greve ferroviária nacional ou quando carreteiros autônomos paralisam sua atividades devido a aumentos de combustíveis. Não é incomum denominar tais eventos de desastres nacionais. Os mercados não podem ser atendidos e produtos permanecem no canal de distribuição para deteriorarem-se ou tornarem-se obsoletos.

Desta forma, transporte refere-se aos vários métodos para se movimentar produtos. Algumas alternativas de populares são os modos rodoviário, ferroviário e aeroviário. A administração da atividade de transporte geralmente envolve decidir-se quanto ao método de transporte, aos roteiros e à utilização da capacidade dos veículos.

2.1.2. Manutenção de estoques

Geralmente, não é viável providenciar produção ou entrega instantânea aos clientes. Para se atingir um grau razoável de disponibilidade de produto, é necessário manter estoques, que agem como "amortecedores" entre a oferta e a demanda.

O uso extensivo de estoques resulta no fato de que, em média, eles são responsáveis por aproximadamente um a dois terços dos custos logísticos, o que torna a manutenção de estoques uma atividade-chave da logística.

Enquanto o transporte adicional valor de "lugar" ao produto, o estoque agrega valor de "tempo". Para agregar este valor dinâmico, o estoque deve ser posicionado próximo aos consumidores ou aos pontos de manufatura.

A administração de estoques envolve manter seus níveis tão baixos quanto possível, ao mesmo tempo que provê a disponibilidade desejada pelos clientes.

2.1.3. Processamento de pedidos

Os custos de processamento de pedidos tendem a ser pequenos quando comparados aos custos de transportes ou de manutenção de estoques.

Contudo, processamento de pedidos é uma atividade de logística primária. Sua importância deriva do fato de ser um elemento crítico em termos do tempo necessário para levar bens e serviços aos clientes. É também a atividade primária que inicializa movimentação de produtos e a entrega de serviços.

2.2. Atividades de apoio

Apesar de transportes, manutenção de estoques e processamento de pedidos serem os principais ingredientes que contribuem para a disponibilidade e a condição física de bens e serviços, há uma série de atividades adicionais que apóia estas atividades primárias. Elas são:

  • Armazenagem;
  • Manuseio de materiais;
  • Embalagem de proteção;
  • Obtenção;
  • Programação de produtos;
  • Manutenção de informação.

Iremos explicar cada uma dessas atividades a seguir.

2.2.1. Armazenagem

Refere-se à administração do espaço necessário para manter estoques. Envolve problemas como localização, dimensionamento de área, arranjo físico, recuperação do estoque, projeto de docas ou baias de atracação e configuração do armazém.

2.2.2. Manuseio de materiais

Está associada com a armazenagem e também apóia a manutenção de estoques. É uma atividade que diz respeito à movimentação do produto no local de estocagem – por exemplo, a transferência de mercadorias do ponto de recebimento no depósito até o local de armazenagem e deste até o ponto de despacho.

São problemas importantes: seleção do equipamento de movimentação, procedimentos para formação de pedidos e balanceamento da carga de trabalho.

2.2.3. Embalagem de proteção

Um dos objetivos da logística é movimentar bens sem danificá-los além do economicamente razoável.

Bom projeto de embalagem do produto auxilia a garantir movimentação sem quebras. Além disso, dimensões adequadas de empacotamento encorajam manuseio e armazenagem eficientes.

2.2.4. Obtenção

É a atividade que deixa o produto disponível para o sistema logístico. Trata da seleção das fontes de suprimento, das quantidades a serem adquiridas, da programação das compras e da forma pela qual o produto é comprado.

É importante para a logística, pois as decisões de compra têm dimensões geográficas e temporais que afetam os custos logísticos. A obtenção não deve ser confundida com a função de compras. Compras inclui muitos dos detalhes de procedimento (por exemplo, negociação de preço e avaliação de vendedores), que não são especificamente relacionados com a tarefa logística; daí o uso do termo obtenção como substituto.

2.2.5. Programação do produto

Enquanto a obtenção trata do suprimento (fluxo de entrada) de empresas de manufatura, a programação de produto lida com a distribuição (fluxo de saída). Refere-se primariamente às quantidades agregadas que devem ser produzidas e quando e onde devem ser fabricadas. Não diz respeito à programação detalhada da produção, executada diariamente pelos programadores de produção.

2.2.6. Manutenção de informação

Nenhuma função logística dentro de uma firma poderia operar eficientemente sem as necessárias informações de custo e desempenho. Tais informações são essenciais para correto planejamento e controle logístico.

Manter uma base de dados com informações importantes – por exemplo, localização dos clientes, volumes de vendas, padrões de entregas e níveis dos estoques – apóia a administração eficiente e efetiva das atividades primárias e de apoio.

 

3. A MISSÃO DO GERENCIAMENTO LOGÍSTICO

Sua missão é cuidar do planejamento , coordenação e envolvimento de todas as partes do processo, para alcançar níveis desejáveis de qualidade dos serviços, ao menor custo possível. Ela é o contato entre todas as operações da empresa, desde o gerenciamento de matérias-primas até a entrega do produto final, exceto a linha de produção.

3.1. A cadeia de suprimentos e o desempenho competitivo

O gerenciamento da cadeia de suprimentos difere dos controles clássicos em quatro sentidos:

1º - A cadeia de suprimentos deve ser vista como entidade única.

2º - Derivando-se da primeira, requer tomada de decisão estratégica, o suprimento é compartilhado por praticamente todas as funções da cadeia, com impacto direto sobre os custos e participação de mercado.

3º - Os estoques são utilizados como mecanismo de balanceamento, como último recurso.

4º - A mudança do interface para a integração.

O reconhecimento da alta gerencia da organização é estimulo vital para que o processo de gerenciamento logístico seja bem sucedido, em função da alta representatividade.

O gerenciamento logístico, tem fator preponderante na terceirização, permitindo que as empresas se concentrem em seus negócios, no que elas fazem realmente bem, têm vantagem competitiva.

O gerenciamento logístico, tem como uma das suas principais responsabilidades fazer com que toda a cadeia de suprimento seja lucrativa – fornecedores e clientes – com um relacionamento cooperativo (parceria). A competição deverá ser entre cadeias e não entre as etapas da cadeia.

O gerenciamento logístico tem como atribuições também o controle dos estoques, de insumos e produtos acabados, distribuição, e pontos de venda, no conceito de visão global, uma vez que a integração interna não é suficiente.

 

4. OPERADORES LOGÍSTICOS

A globalização financeira, produtiva e comercial está obrigou as empresas a se tornarem mais competitivas. No Brasil, também inserido neste movimento mundial, a necessidade da competitividade é crescente e irreversível, até porque os consumidores estão transformando-se, e rapidamente com evolução em seus gostos e preferências, tornando-se cada mais exigentes nos produtos e no nível dos serviços prestados.

A indústria está cada vez mais focada nas suas atividades – fim (core bussines) e tem optado nos últimos anos por tais transferências de atividades – meio, de armazenagem, transporte e distribuição de mercadorias.

Um diferencial importante na competitividade da empresa está na logística que contribui para manter aquecido o nível de negócios e registra o ingresso de novos operadores no mercado a cada ano, uma atividade profissional em alta, devido o aumento da demanda da gestão logística. Tornando-se então um outsourcing estratégico, sobremaneira para o sucesso continuo de uma corporação.

A utilização de operadores logísticos apresenta-se como umas das mais importantes tendências em curso na logística empresarial.

As áreas que mais se destacam nestes serviços de armazenagem, transporte e distribuição são autopeças, química, médica e de consumo.

A terceirização das operações logísticas no Brasil está criando forma, a exemplo de outros países, perante o crescente processo de globalização, a disseminação de produtos com ciclos de vida cada vez menores, a maior exigência dos níveis de serviços aos clientes, a segmentação da demanda, canais e nichos de mercado e a proliferação do varejo sem loja (vendas pela Internet, TV e telefone).

Se a criação de setores de logística dentro das empresas, há alguns anos, pode ser considerada a primeira onda da logística; e se a terceirização dos serviços logísticos foi a segunda onda, que levou ao surgimento de um grande número de empresas realmente especializadas na atividade, o comércio virtual já está sendo considerado a terceira onda da logística, uma atividade que, por suas características peculiares de velocidade de informações e fluxo físico e pela distribuição extremamente capilarizada, está, revolucionando a forma de fazer logística, trazendo um novo nicho de mercado para os operadores.

Caso a empresa deseje manter o controle das atividades logísticas internamente, deverá disponibilizar recursos e investimentos que implicarão no aumento dos custos. Em muitos casos, empresas evitam a contratação de serviços terceirizados por desconhecimento ou por medo das gerências perderem funções.

As operações logísticas, no entanto, tendem a ser terceirizadas e associadas às atividades dos diversos elos da cadeia de suprimento (fornecedores <=> produtores <=> atacadistas <=> distribuidores <=> varejistas). Esta tendência, no mundo de negócios, é motivada pela preocupação em focar-se na atividade principal, reduzir custos e investimentos, melhorar os processos, melhorar a qualidade e o nível de serviços para o cliente final devido a especialização, e atuar no mercado de forma mais competitiva e estratégica.

4.1. Conceitos

No Brasil, ainda hoje, poucos têm uma clara idéia das operações que envolvem a logística. As mudanças no mundo dos negócios são contínuas, dando margem para o surgimento de novas atividades e o crescimento do mercado de operadores logísticos, que procuram acompanhar as mudanças compartimentais dos canais de movimentação e comercialização dos produtos. Estima-se em 250 o número de empresas que se dizem operadoras logísticas no Brasil.

Conforme consenso dos grandes estudiosos do setor, mesmo não sendo todos os fornecedores de serviços logísticos, necessariamente considerados operadores logísticos, existirá sempre lugar para todos que oferecerem serviços competitivos e de qualidade.

Diante da importância assumida pela logística empresarial como instrumento de competitividade (do mesmo modo que o marketing, a qualidade, os recursos humanos capacitados, etc.), da crescente tendência de terceirização das atividades que envolvem a movimentação e a logística de produtos e do uso indiscriminado do termo para designar qualquer serviço.

O operador logístico é um fornecedor de serviços logísticos, especializado em gerenciar e executar todas ou parte das atividades logísticas nas várias fases da cadeia de abastecimento de seus clientes, agregando valor aos produtos dos mesmos, e que tenha competência para, no mínimo, prestar simultaneamente serviços nas três atividades básicas de controle de estoques, armazenagem e gestão de transportes. Cita, ainda, que atendido a esse mínimo, as demais atividades executadas ao longo da cadeia de abastecimento constituem-se nos possíveis diferenciais entre os diversos Operadores Logísticos.

Assim, um operador logístico é um fornecedor de serviços logísticos integrados, capaz de atender a todas ou quase todas as necessidades logísticas de seus clientes, de forma personalizada. Cita, ainda, que esta definição reflete uma série de características dos operadores logísticos integrados, que os distinguem dos prestadores de serviços especializados, como transportadoras, armazenadores, gerenciadoras de recursos humanos e de informações e outros.

Tabela 1. Prestador de serviços tradicionais versus operador logístico integrado.

Prestador Serviços Tradicionais

Operador Logístico Integrado

Oferece Serviços Genéricos – Commodities

Oferece Serviços Sob Medida - Personalizados

Tende a se concentrar numa única
atividade logística; transporte, ou
estoque, ou armazenagem

Oferece múltiplas atividades de
forma integrada; transporte,
estoque, armazenagem,

O objetivo da empresa contratante
do serviço é a minimização do
custo específico da atividade
contratada

Objetivo da contratante é reduzir
os custos totais da logística,
melhorar os serviços, e aumentar
a flexibilidade

Contratos de Serviços tendem a
ser de curto a médio prazos
(6 meses a 1 ano)

Contratos de Serviços tendem a
ser de longo prazo (5 a 10 anos)

Know-How tende a ser limitado e
especializado (transporte,
armazenagem, etc.

Possui ampla capacitação de
análise e planejamento logístico,
assim como de operação

Negociações para os contratos
tendem a ser rápidas (semanas)
e num nível operacional

Negociações para contrato tendem
a ser longas (meses) e num alto
nível gerencial

 

4.2. Tipos de Operadores Logísticos

Do ponto de vista operacional, existem no mercado dois tipos básicos de operadores logísticos. Os operadores baseados em ativos físicos, que se caracterizam por possuírem investimentos próprios em infra-estrutura de armazenagem, frota de transporte, etc.

Já os operadores baseados em informação e gestão, não possuem ativos físicos operacionais próprios. Eles vendem conhecimentos de gerenciamento, baseado em sistemas de informação e capacidade analítica, que lhes permite identificar e implementar as melhores soluções para cada cliente, com a utilização de ativos de terceiros.

Não há consenso sobre as vantagens de um e outro. Alguns defendem os primeiros por serem mais sólidos e comprometidos, devido aos investimentos que possuem. Outros acreditam que aqueles que não possuem ativos, por serem menos comprometidos, são mais flexíveis na busca das melhores soluções para cada caso.


CONCLUSÃO

Nos dias atuais, as empresas dos vários setores da economia globalizada são obrigadas a enfrentar um ambiente interno e externo que muda com uma velocidade nunca antes vista. A globalização é um fenômeno que afeta todos as áreas, desde a Informática até a Logística. Conforme é notório em acontecimentos históricos a Logística tem papel fundamental em grandes empreendimentos, mas somente há poucos anos as organizações começaram a dar a real importância a este processo facilitador.

Em definição, Logística Integrada é um sistema com visão ampla de gerenciamento da cadeia de suprimentos, do fornecimento de matérias-primas até a distribuição de produtos acabados. Requer o gerenciamento de todas as funções que tornam a cadeia de suprimentos uma entidade única, ao invés do gerenciamento de funções individuais separadamente.

A logística deve ser vista de forma globalizada, onde as matérias primas são compradas em qualquer local do globo, são transformadas nas melhores empresas e vendidas onde existe mercado.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARAÚJO, Jorge Siqueira de. Almoxarifados e Almoxarifes. São Paulo : Atlas, 1993.

BALLOU, Ronald H. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo : Atlas, 1993.

CHRISTOPHER, Martin. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos. São Paulo : Pioneira, 1997.

 

 

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