KARL MARX - O Capital
Heinrich Karl Marx nasceu em cinco de maio de 1.818 em Treves no sul da Prússia Reanana, região situada hoje na Alemanha Ocidental, nas fronteiras com a França. Foi o terceiro dos nove filhos do casal Marx. O primeiro chamou-se Moritz David, cujo nascimento seguiram-se aos de Sofia (1.821), Emília (1.822), Carolina (1.824) e Eduardo (1.826). Sendo uma pessoa de poucos amigos; Edgar Von Westphalen, filho do barão Ludwing Von Westphalen, pertencia à esta raridade de amigos na vida do marxista. Foi com o barão que Marx aprendeu admirar Homero e Shakespeare, enquanto o gosto e o contato pela filosofia racionalista francesa foi adquirido com o pai. Para fortalecer os laços com a família do barão, Marx assume um romance com Jenny, filha de Ludwing, uma união para o resto de suas vidas; mesmo a amada sendo quatro anos mais velha. Aos dezessete anos quando realizava seu exame final de língua alemã no ginásio de Treves, seu professor mandou- o dissertar sobre o tema "REFLEXÕES DE UM JOVEM A PROPÓSITO DA ESCOLHA DA PROFISSÃO". Em sua dissertação, desenvolveu duas idéias que deveriam acompanhá-lo pôr toda a vida. A primeira foi a idéia de que o homem feliz é aquele que faz os outros felizes; a melhor profissão, portanto, deve ser a que proporcione ao homem a oportunidade de trabalhar pela felicidade do maior número de pessoas, isto é, pela HUMANIDADE. A Segunda era a idéia de que existem sempre obstáculos e dificuldades que fazem com que a vida das pessoas se desenvolva em parte sem que elas tenham condições para determiná-las. Terminado o curso secundário em Treves, Karl matriculou-se na Universidade de Bonn, com a intenção de estudar jurisprudência. Não foram, porém, tempos de muito estudo e trabalho. O jovem Karl Marx descobriu a vida boêmia do estudante romântico, esbanjou dinheiro ( ao menos no entender de seu pai ) e escreveu versos apaixonados à sua amiga de infância, Jenny. No verão de 1.836, voltando de Bonn ficou noivo dessa jovem de rara beleza e alta posição social. Esse casamento desigual, segundo o comentário de todos, encontrou a mais obstinada oposição de ambas famílias, e só pôde realizar-se oito anos mais tarde. A vida de casada não foi fácil para essa mulher rica, inteligente e delicada. Sofreu toda sorte de privações e sua miséria chegou a tal ponto que, muitas vezes, não teve com que alimentar seus filhos. Dos seis que lhe nasceram, apenas três atingiram a vida adulta. No entanto, foi sempre muito querida. Numa carta que lhe escreveu em 1.865, de Treves, onde se encontrava pôr causa da morte da mãe, Karl refere-se orgulhosamente a Jenny. Cumprindo o desejo do pai, que pedia o término dos estudos antes do casamento, Karl matriculou-se em julho de 1.836 na Universidade de Berlim. Afastando-se cada vez mais de Direito e apaixonando-se pela História e pela Filosofia. Cada vez mais fascinado pelo frio racionalismo de HEGEL. Hegel sustentava que a razão (ou a lógica pura) não só concebe as coisas como também lhes dá origem, provocando a ação; que não existe linha divisória entre o conhecimento filosófico e a sua aplicação par a compreensão do fato científico: que a vida muda constantemente como resultado de uma luta dialética de idéias opostas, nas quais os contrários resultam numa síntese, somente para engendrar suas próprias contradições. Marx levou ainda mais longe a filosofia hegeliana, entregou-se ao trabalho com tanto entusiasmo e obstinação, que terminou pôr arruinar a saúde. Depois de um pequeno repouso, a conselho médico voltou à carga com o mesmo empenho. Sua vida e obra desenvolveram-se em meio de ampla série de contradições. Apesar de ser fundamentalmente homem de ação, passou praticamente a vida inteira dentro de bibliotecas. Era um inconoclasta cuja filosofia apresentava características de realismo intransigente, opostos ao romantismo, e até mesmo a crônica de seus amores foi uma novela continua. Pai de família extremoso, leal a seus amigos íntimos, mostrava-se duro e intolerante com quem não aceitasse suas idéias de modo integral. Escritor e pensador da classe média, que nunca aceitou um trabalho fixo para ganhar a vida, foi eleito primeiro presidente da primeira Associação Internacional dos Trabalhadores. Ainda que fosse alemão e vivesse a maior parte de sua vida na Inglaterra, sua influência, profundamente revolucionária, tem-se manifestado mais vigorosa na Rússia e no extremo Oriente. Escreveu um tratado que produziu efeitos quase cataclísmicos na época moderna, mas quase ninguém o leu. Começou então a escrever para a vanguarda nas "pequenas revistas", depois, à medida que seus trabalhos tornavam-se mais audazes, os diários radicais tornaram a seu cargo a publicação deles. Aos vinte e cinco anos passou a fazer parte da redação da Rheinish Zeitunge, para examinar suas idéias num ambiente mais suscetível de experimentação. Em Paris, Marx conheceu Friedrich Engels que dois anos mais jovem do que ele, se converteu em discípulo, colaborador e, mais tarde em editor de sua obra póstuma. Filho de um calvinista alemão fabricante de tecidos, Engels era estudante de economia, nascido na Westfália, tempos depois sob pressão a que esteve submetido obrigaram-no ir para Bruxelas, onde ajudou organizar o Manifesto do Partido Comunista, a primeira declaração pública de socialismo internacional. No mesmo ano publicou Marx sua primeira obra importante, que é a densa obra de tipo retórico da obra A filosofia da Miséria do economista francês Proudhon., a obra de Marx também escrita em francês, publicada com o título mordaz de A Miséria da Filosofia. Vinte anos depois do Manifesto do Partido Comunista, Marx ampliou o conceito do materalismo histórico em sua obra prima: "O CAPITAL". O primeiro volume, que é indubitavelmente, o mais importante, apareceu em 1.867. Somente em 1.885 e 1894 foram publicados dois volumes póstumos, editados pôr Engels. Em o Capital, cuja a elaboração gastou o autor dezoito anos e que não chegou a terminar completamente, segundo a sua opinião, analisa pormenorizadamente o sistema capitalista, seu funcionamento, tendências, dialética e sua destruição futura. Aos sessenta anos de idade, a saúde do filósofo começou a declinar rapidamente. O hirsuto cabelo branco e a barba branca davam-lhe o ar de um patriarca distraído. Ajuda econômica que recebera de Engels mal chegava para manter-se e manter sua família nos limites do estritamente necessário. Com o estímulo Marx trava "’batalhas esgotantes e desnecessárias", Jenny foi vítima do câncer e morreu em 1.881, quando Marx sofria um ataque de pleurisia. Embora se curasse, ficou tão débil com a doença e o golpe da morte da mulher. Quinze meses depois da morte de Jenny, piorou e morreu em Londres, a quatorze de março de 1.883, aos sessenta e rês anos de idade. Durante sua vida, Karl Marx não admitiu jamais medidas ecléticas e ainda agora os seus partidários revelam a mesma renitência a fazer transições. Marx tem sido considerado como Revelador da Verdade e Pai das Mentiras.
O marxismo é o sistema das idéias e da doutrina de Marx, teoria do socialismo e do comunismo científico. Sua base filosófica e científica é constituída pelo materialismo dialético e histórico. O Materialismo filosófico : Era composto pelos filósofos que consideravam a natureza como elemento primordial no seu ser. " A unidade real do mundo não consiste no seu ser... A unidade real do mundo consiste na sua materialidade e esta última está provada ... por um longo e laborioso desenvolvimento da filosofia e das ciências naturais ... Mas, se pergunta, depois disso, o que é o pensamento, de onde provém, conclui-se que não é produto do cérebro humano e que o próprio homem é um produto da natureza, o qual se desenvolve no seu ambiente e com ele." ( F. Engels, Anti-Dühring ). O Materialismo dialético : É uma filosofia simultaneamente materialista – perspectiva de abordagem característica de toda a ciência – e dialética, isto é, que abarca os fenômenos na sua complexidade, interação e desenvolvimento. O materialismo dialético desenvolve-se em estreita conexão com os resultados da ciência e com a prática do movimento operário revolucionário. Para Marx, a dialética é a "ciência das leis gerais do movimento tanto do mundo exterior como do pensamento humano." Materialismo Histórico : A estrutura de uma sociedade depende da forma como os homens organizam a produção social de bens. O materialismo histórico considera a produção dos bens materiais necessários à existência dos homens – a estrutura econômica da sociedade – como a força principal que determina toda a vida social dos homens e condiciona a transição de uma vida social a outra. A produção social engloba dois fatores: a- OBJETOS, isto é matérias-primas identificadas e extraídas da natureza; b) INSTRUMENTOS, isto é conjuntos de forças naturais já transformadas e adaptadas pelo homem, como ferramentas ou máquinas, utilizadas segundo uma orientação técnica específica. Os objetos e instrumentos são postos em ação pelos indivíduos , cujo número e habilitações variam conforme as sociedades e as épocas. As relações de produção são as formas pelas quais os homens se organizam para executar a atividade produtiva. Forças produtivas e relações de produção são condições naturais e históricas de toda atividade produtiva que ocorre na sociedade, modo de produção. O modo de produção é fundamental para se compreender como se organiza e funciona uma sociedade. Eis alguns modos de produção no decorrer da história do capitalismo. a) modo de produção feudal; neste as pessoa matem relações de localidade e não de consanguidade. Ex.: Sociedades Gregas e Romanas, da antigüidade. b) modo de produção capitalista; sociedade atual. c) modo de produção asiático; é a primeira forma para qual se desenvolveu a comunidade primitiva. Ex.: - Egito e China d)- modo de produção germânico; neste modo de produção, cada lar ou unidade doméstica isolada constitui um centro independente de produção. Ex.: Europa Antiga.
Marx conclui pela transformação inevitável da sociedade capitalista em sociedade socialista a partir única e exclusivamente da lei econômica do movimento da sociedade moderna. O regime baseado na propriedade social dos meios de produção. Surge o resultado da tomada do poder político pelos trabalhadores organizados, que destruindo o aparelho de Estado Classista , põe fim à apropriação privada e constróem uma sociedade sem classes. Com Marx e Engels, que explicaram o mecanismo da exploração capitalista e mostram a "tarefa histórica do proletariado moderno", o socialismo transformou-se de uma utopia em uma ciência. Com Lênin, Trotsky e a revolução russa de 1.917, o socialismo inicia a sua primeira experiência histórica. (O Estado não é abolido, extingue-se). " A sociedade, que reorganizará a produção na base de uma associação livre de produtores iguais, enviará toda a máquina do Estado para o lugar que lhe corresponderá então: o museu de antigüidades, ao lado da roca de fiar e do machado de bronze." ( F. Engels, A origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado). Relativamente a posição do socialismo de Marx quanto ao pequeno camponês, que subsistirá na época da expropriação. Interessa citar essa passagem de Engels, que exprime o pensamento de Marx. " Quando nós estivermos na posse do poder do Estado, não poderemos pensar em expropriar pela violência os pequenos camponeses ( com ou sem indenização), como seremos obrigados a fazer com os grandes proprietários." (F. Engels, A Questão Camponesa, p.17) A Doutrina econômica de Marx : O objetivo final de "O Capital", diz Marx, é descobrir a lei econômica do movimento da sociedade moderna, isto é, da sociedade capitalista, burguesa. O estudo das relações de produção de uma sociedade historicamente determinada e concreta no seu nascimento, desenvolvimento e declínio, tal é o conteúdo da doutrina econômica de Marx, por isso a análise começa pela mercadoria; valor e mercadoria.
Marx escreveu trabalhos de caráter filosófico, sociológico, econômico e político. Não querendo apenas contribuir para o desenvolvimento da ciência, mas propor uma ampla transformação política, econômica e social. Sua trajetória no mundo da intelectualidade é marcada pela sua obra máxima que revela a essência de um mundo capitalista," O Capital". Este trabalho mostra o desenvolvimento de conceitos importantes como o da alienação do trabalhador, classes sociais, trabalho, mais-valia e de produção. Na verdade traz as contradições básicas da sociedade capitalista e as possibilidades de superação. A Origem Histórica do Capitalismo : O capitalismo surge na história quando, por circunstâncias diversas, uma enorme quantidade de riqueza se acumula nas mãos de uns poucos indivíduos, interessados sempre em obter mais lucro. No início a acumulação de riquezas se fez através da pirataria, do roubo, dos monopólios e do controle de preços praticados pelos Estados absolutistas. A comercialização era a grande fonte de rendimentos para os Estados e a nascente burguesia. Uma importante mudança aconteceu quando, a partir do século XVI, o artesão e os sistemas de cooperação foram substituídos, respectivamente, pelo trabalho assalariado e a indústria. Na produção artesanal da Idade Média até o Renascimento, o trabalhador mantinha em sua casa os instrumentos de produção. Aos poucos estes passaram às mãos dos indivíduos enriquecidos, ou melhor, para a novo burguês. A Revolução Industrial introduziu inovações técnicas na produção que aceleram o processo de separação entre trabalhador e instrumentos. As máquinas encarecem, assim os artesãos não podem competir com o crescimento acelerado das indústrias e com a disponibilidade de capital para investimento. Desta forma cresce o número de trabalhadores "livres". Para poder sobreviver o trabalhador vende sua foça de trabalho, surge assim o contrato entre capitalista e operário e a força de trabalho torna mercadoria. Como toda mercadoria, todo produto da força de trabalho tem seu valor, o salário denomina-se como valor da força de trabalho. Devendo garantir a manutenção das condições de subsistência do trabalhador e sua família. A Idéia de alienação : Economicamente, o capitalismo alienou, isto é, separou o trabalhador dos seus meios de produção (as ferramentas, as matérias-primas, a terra e as máquinas), pois tornaram de propriedade privada. No sistema capitalista de produção, o operário perde também o controle do produto de seu trabalho, que também fora apropriado pelo capitalista. A industrialização, a propriedade privada e o assalariamento separaram o trabalhador do meios de produção e do fruto de seu trabalho. Essa é a base da alienação econômica sob o capital. Assim alienado, separado e mutilado, o homem só pode recuperar sua condição humana através da crítica radical ao sistema econômico à política e à filosofia que o excluíram da participação efetiva na vida social. É exatamente por esse princípio que os marxista vinculam essa crítica da sociedade à ação política. Marx propôs não apenas um método de pensar mas também um projeto para ação. As Classes Sociais : As idéias liberais consideravam os homens, por natureza, iguais política e juridicamente. Liberdade e justiça eram direitos inalienáveis de todo cidadão. Marx, por sua vez, proclama a inexistência de tal igualdade natural e observa que o liberalismo vê os homens como átomos, como se estivessem livres das evidentes desigualdades estabelecidas pela sociedade. As desigualdades sociais são provocadas pelas relações de produção do sistema capitalista, as quais dividem os homens em proprietários e não proprietários dos meios de produção. As relações entre os homens resultam das relações de oposição, antagonismo, exploração e completariedade entre classes sociais. As desigualdades são a base da formação das classes sociais, pois uma só existe em relação à outra. A história do homem é a história da luta de classes. A luta entre exploradores e explorados. Uma demonstração de que os interesses de classes são irreconciliáveis. Os motivos das luta de classes são diversas: econômicas, políticas, ideológicas e teóricas. Mas todas estas formas de luta estão submetidas à luta política. Com o estabelecimento da ditadura do proletariado, a luta de classes não termina, mas adquire novas formas. O Manifesto do Partido Comunista estabelece o seguinte princípio do marxismo como postulado da tática da luta política. "Lutam eles (os comunistas) pela realização de objetivos e de interesses imediatos da classe operária, mas representam no movimento presente também o futuro do movimento." Só o conhecimento objetivo do conjunto de relações de todas as classes, sem execução, de uma dada sociedade e por seguinte o conhecimento do grau objetivo de desenvolvimento desta sociedade e das relações entre ela e as outras sociedades, pode servir de base a uma tática justa a classe de vanguarda. Trabalho, Valor e Lucro : A mercadoria é primeiramente um produto que satisfaz uma qualquer necessidade do homem, em segundo lugar é um produto que se pode trocar por outro. A utilidade de uma mercadoria faz com que seja atribuído um valor de uso. Mas os valores atribuídos às mercadorias são apenas referente ao montante, isto torna-se o valor de troca. O capitalismo vê a força de trabalho como mercadoria, mas é claro que ela não é uma mercadoria qualquer. Enquanto os produtos, ao serem usados, simplesmente se desgastam ou desaparecem, o uso da força de trabalho significa, ao contrário, criação de valor. Para os economistas ingleses o valor das mercadorias dependia do tempo gasto na sua produção. Marx acrescenta que este tempo se estabelece em relação às habilidades individuais e às condições técnicas vigentes na sociedades. Pôr isso dizia que o valor de uma mercadoria era dado pelo tempo de trabalho socialmente necessário à sua produção. O valor desses trabalhos está representado no preço que o capitalista paga ao adquirir estas matérias-primas e instrumentos, os quais, juntamente com a quantia paga a título de salário, serão incorporados ao valor final do produto. Na verdade, não é no âmbito da compra e venda de mercadorias que se encontram bases estáveis nem para o lucro dos capitalistas individuais e nem para a manutenção do sistema capitalista. Ao contrário, a valorização da mercadoria se dá no âmbito de sua produção. A Mais-valia : Num certo grau de desenvolvimento da produção de mercadorias o dinheiro transforma-se em capital. A fórmula da circulação de mercadorias era M (mercadoria) – D (dinheiro) – M (mercadoria), isto é, venda de uma mercadoria para compra de outra. Pelo contrário a fórmula geral do capital é D – M – D, isto é, compra para a venda (lucro). É este acréscimo do valor primitivo do dinheiro posto em circulação que Marx chama mais-valia. Exemplificando; imagina um operário confeccionando um par de sapatos a cada três horas. Nesse período, ele cria uma quantidade de valor correspondente ao seu salário, o suficiente para obter o necessário à sua subsistência. O operário passa, no entanto, muito mais tempo na oficina. Como o proprietário da sua força de trabalho paga-lhe o valor de um dia trabalhado, fica o operário obrigado a cumprir o período. A jornada de trabalho resulta de um cálculo que leva em consideração o quanto interessa ao capitalista produzir para obter lucro sem desvalorizar seu produto. Esse excedente produzido pelo operário é o que Marx chama de mais-valia. Com o simples prolongamento da jornada de trabalho sem os avanços tecnológicos, dá-se a mais-valia absoluta. Agora utilizando–se da mecanização para aumentar a produtividade origina-se a mais-valia relativa. As Relações Políticas : As diferenças sociais segundo Marx não é apenas quantitativa e também de existência, pois indivíduos de uma mesma classe social partilham de uma mesma situação de classe que incluem seus valores, seus comportamentos, suas regras de convivência e seus interesses. Portanto desta contrariedade de classes sociais será a conseqüência da divergência na distribuição do poder. As classes dominantes economicamente encontram meios para se assenhorear do aparato oficial do Estado e, através dele, legitimar seus interesses sob a forma de leis e planos econômicos e políticos. A situação da classe trabalhadora, entretanto, leva à percepção da semelhança de seus interesses e à sua organização política para ação. A Divisão da Obra " O Capital" : A obra " O Capital de Karl Marx, está dividida em três livros, sendo os dois últimos edições póstumas; publicados por Engels. É possível observar aproximação da teoria Darwinista, a evolução das espécies. Marx analisa exatamente a evolução do Capitalismo desde a sua forma mais primitiva até os tempos modernos. Livro 1 :
A influência sob o processo de trabalho é muito significativo, pois o transforma em propriedade rentável, assim como todo o fruto do trabalho. O modo de produção capitalista transforma o trabalho isolado do artesão, do operário especializado em forças produtivas e lucrativas; reunindo-os num só ambiente, forma-se então a cooperação. O sistema cooperativo simples não é satisfatório, havendo a necessidade de reunir especialidades diferentes para forma o todo, dá-se origem à manufatura. A indústria surge com o investimento do capital em máquinas, as quais diminuíram o preço da mercadoria e aumentaram a produção, além de fabricar a mais-valia. A manufatura é o meio de trabalho na produção mecânica dá origem a revolução industrial. Sendo a mais-valia originária de um excedente no modo de produção que é a força de trabalho, este por sua vez considerado como mercadoria, deve-se estipular um valor. Pergunta-se, valor de troca ou valor de uso ? Se quantitativo estipula-se um valor de troca, caso seja qualitativo o valor de uso será considerado. Mas o capitalismo considera como quantitativo, então este valor torna-se o salário. O excedente da força de trabalho pode ser relativo ou absoluto, dependerá do investimento realizado nos meios de produção (máquinas). A acumulação de capital origina-se da reprodução, pelas grandes descobertas do fim do século XV (regiões auríferas e argentíferas, escravidão etc.) Livro 2 : Lucro no sistema capitalista. Neste fragmento Marx apresenta fórmulas para enfatizar tecnicamente a transformação da mais-valia em lucro e as influências do valor da mercadoria na taxa de lucro. A presença de fórmulas econômicas neste livro é muito grande. Livro 3 : Capital mercantil. O livro 3 é um conjunto de análises das teorias desenvolvidas no livro 1 e livro 2, no processo de circulação do capital.
EDITORA BERTRAND DO BRASIL - Marx, Karl; O CAPITAL , LIVRO 1 Volume/01 –02 – Processo de Produção do Capital LIVRO 2 Volume/03 – Processo de Circulação do Capital LIVRO 3 Volume/04-05-06 – Processo Global de Produção do Capital. EDIÇÕES WR Bicalho, Luiz de Carvalho; "O CAPITAL" – Resumo Literal EDITORA MARTIN CLARET - Vários autores; Vida e Pensamento de Karl Marx EDITORA SOCIALISTA - Lênin, Karl Marx (breve nota biográfica com uma exposição do marxismo) PROPOSTA EDITORIAL - Ruis, Conheça Marx EDITORA VOZES - Vários autores; Manifesto do Partido Comunista EDITORA MARTINS FONTES - Marx, Karl; Contribuição à Crítica da Economia Política (tradução de Maria Helena B. Alves) ARTIGOS - Universidade Estadual de Londrina - UEL Coletânea de Filosofia - acervo biblioteca (239-257 p.) Universidade Católica de Santos – Unisanta Coletânea de Sociologia - acervo biblioteca (096-101 p.) Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – UFMS Coletânea de Filosofia - acervo biblioteca (157-188 p.) Editora Abril Revista Veja – Edição "Os melhores do Século"
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