AS INFLUÊNCIAS DOS ECONOMISTAS LIBERAIS
Adam Smith (1723-1790) foi um dos principais influenciadores da teoria administrativa, pois ele reforçou a importância do planejamento e da organização dentro das funções da administração. Um desses pontos foi a racionalização, ou seja, a simplificação de processos, tarefas ou trabalhos. A racionalização pode ser tanto um processo de produção quanto um processo administrativo. Mas o que seria a racionalização? Dentro de uma organização, por exemplo, quando há seis etapas pelo qual o produto passa, na etapa quatro, há uma série de ramificações que passa por alguns empecilhos, mas chega à etapa cinco. Nesse mesmo processo, descobre-se que na etapa três não há tantas ramificações e chega ao mesmo objetivo da etapa quatro, ou seja, a etapa cinco. Assim, a etapa quatro pode ser racionalizada, isto é, o processo é simplificado. Smith propõe também a divisão do trabalho, pois uma pessoa apenas não tem como exercer várias funções. Numa organização, cada pessoa e cada grupo de pessoas tem um papel específico que converge para a realização da missão. Assim como as organizações são especializadas em determinadas missões, as pessoas e os grupos que nelas trabalham também são especializados em determinadas tarefas. É a divisão do trabalho que permite superar as limitações individuais. Quando se juntam as pequenas contribuições de cada um, realizam-se produtos e serviços que ninguém conseguiria fazer sozinho. Portanto, como conseqüência ocorreu a especialização do trabalho, onde cada trabalhador tem sua função específica na organização. Como exemplo, tomamos uma empresa distribuidora de bebidas, onde no princípio havia somente o empregador e o empregado para fazer apenas as distribuições. Com o tempo, a distribuidora torna-se uma grande empresa precisando de mais empregados: para fazer a distribuição, para fazer contratos de vendas, para fazer contratos de compra, secretários, etc. Por isso, toda divisão de trabalho acarreta na especialização do trabalho. James Mill (1773-1836), outro economista liberal, sugeriu uma série de medidas relacionadas com estudo de tempos e movimentos. O tempo padrão passou a ser uma das formas de controle do desempenho do operário e seus principais objetivos foram: a) uma nova preparação das tarefas para que os movimentos sejam mais simples e mais rápidos; b) desenvolvimento de padrões mais eficientes de movimento, de modo que o trabalhador trabalhe mais rápido e com menos fadiga; c) padronizar as tarefas para determinação de salários e para critérios de avaliação dos trabalhadores; d) relacionar as tarefas para a seleção dos trabalhadores, orientando e treinando os mesmos. As atividades mais complexas deveriam ser subdivididas em atividades mais simples e como conseqüência em movimentos mais simples para facilitar sua racionalização. Samuel P. Newman, economista clássico propôs que o bom administrador deveria ser a combinação de inúmeras qualidades, que raramente são encontradas em uma pessoa só, como a capacidade de previsões e cálculos, para que seus planos sejam bem fundados, a persistência de propósitos ao executar seus planos, a discrição e a decisão para chefiar e dirigir os esforços dos outros e o conhecimento para poder conduzir alguns ramos da produção. Newman também concluiu que as funções da administração baseiam-se em planejamento, arranjo e condução dos diferentes processos de produção. Em 1817, David Ricardo (1772-1823), publica seu livro Princípios de Economia, Política e Tributação, no qual aborda trabalho, capital, salário, renda, produção, preços e mercado. John Stuart Mill (1806-1873) filósofo utilitarista, propôs um conceito de controle extremamente voltado para o problema de como evitar furtos nas empresas. Dentro dessa nova situação, surgem os primeiros esforços realizados nas empresas capitalistas para a implantação de métodos e processos de racionalização do trabalho, cujo estudo metódico e exposição teórica coincidiram com o início deste século.
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