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Mineiros hp |
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FMI e
o Banco Mundial
1. Fundo Monetário Internacional (FMI)
1.1.
Introdução
Apesar de sua crescente visibilidade como resultado da crise financeira
Asiática, o FMI continua tendo uma presença "misteriosa" no cenário
internacional. Muitos debates e confusões sobre qual é o objetivo real do
FMI e por que ele existe. Na verdade, o FMI é uma instituição cooperativa
onde 182 países tornaram-se membros, voluntariamente, pois assim possuem
uma vantagem em se consultarem para manterem um sistema estável de câmbio
para que o pagamento em moeda estrangeira seja feito de maneira mais fácil
e rápida.
1.2.
Origem
Durante a Grande Depressão decorrida da crise econômica de 1929, tornou-se
evidente a necessidade de uma organização que auxiliasse os países a
eliminar desequilíbrios de sua balança de pagamentos e propiciar uma
cooperação monetária internacional, com o objetivo de estabilizar o
sistema monetário. A Grande Depressão foi devastadora para todas as formas
econômicas. A grande falta de confiança em moeda (na forma de notas,
dinheiro) originou uma grande procura por ouro muito além do que os
tesouros nacionais poderiam fornecer. Um grande número de países, guiados
pela Grã-Bretanha, foi forçado a abandonar o sistema monetário avaliado
pelo ouro, o qual definia o valor de cada moeda em termos de uma dada
quantidade de ouro e que dava às moedas um valor conhecido e estável. Por
causa desta incerteza do valor de cada moeda, as relações comerciais entre
os países tornaram-se muito difícil. Ainda, alguns governos restringiram o
câmbio de suas moedas pelas estrangeiras e chegaram a usar uma forma de
comércio muito parecida com a do escambo. Outros governos, para que seus
produtos agrícolas pudessem ser vendidos, faziam seus produtos parecer
mais barato vendendo sua moeda por um valor abaixo do real cortando assim,
o comércio de outras nações que vendiam os mesmos produtos.
Durante a década de 30, aconteceram muitas conferências internacionais
para solucionar os problemas monetários internacionais, todas falharam. O
que era preciso era uma cooperação de todas as nações em estabilizar um
inovador sistema monetário e uma instituição internacional para
monitora-lo. Então, coincidentemente, dois pensadores, Harry Dexter White,
nos EUA e John Maynard Keynes, na Grã-Bretanha, no início da década de 40,
vieram com propostas para tal sistema, para ser supervisionado não por
simples reuniões internacionais, mas por uma organização cooperativa
permanente. Este sistema, reagindo às necessidades da época, encorajaria a
conversão de uma moeda em outra, estabilizando um valor real para cada
moeda. Após muita negociação em tempos de guerras, a comunidade
internacional aceitou o sistema e uma organização para supervisa-lo. As
negociações finais para criar o Fundo Monetário Internacional foram
delegadas por 44 nações em Bretton Woods, no Estado de New Hampshire, EUA
em Julio de 1944. O FMI entrou em operação em Washington D.C. em Maio de
1946. Era composto, então, por 39 membros.
O
FMI, atualmente, possui 182 membros. A filiação está aberta para todos os
países que conduzem sua própria política externa e que possa aderir à
carta de direitos e deveres do FMI. Os membros podem deixar o FMI quando
desejarem, o que aconteceu com Cuba, Checoslováquia, Indonésia e Polônia,
que se desmembraram do FMI no passado, contudo, todos retornaram a se
filiarem ao FMI, exceto Cuba.
1.3.
Estrutura
O
FMI é uma instituição de grande autoridade e independência que decide a
melhor política econômica para seus membros. Na decisão das obrigações de
cada membro para com o FMI, ou na decisão dos detalhes dos planos de
empréstimos a um membro, o FMI age como um intermediário entre o desejo da
maioria dos membros e o país membro que requer o empréstimo.
No
topo da corrente de comando está o Quadro de Governantes, um para cada
membro, e um número igual de Governantes Alternados. Os Governantes e seus
Alternados podem ser ministros das finanças ou "cabeças" de seus Bancos
Centrais, eles tem são a autoridade máxima de seu país no FMI. O
estranhamente chamado Comitê Interino dá, a este Quadro de Governantes,
conselhos sobre o funcionamento do sistema monetário internacional, e uma
união FMI/Banco Mundial Comitê de Desenvolvimento lhes dá conselhos sobre
necessidades especiais dos países mais pobres. Os Governantes e os
Alternados ficam em suas capitais, e eles somente se encontram na ocasião
de reunião anual para tratar formalmente como um grupo, sobre as questões
do FMI.
Durante o resto do ano, os Governantes comunicam os desejos de seus países
para os trabalhos diários do FMI a seus representantes, que formam o
Quadro Executivo do FMI no seu quartel general em Washington. Os 24
Diretores Executivos se encontram pelo menos três vezes por semana em
seção formal para supervisionar a implementação de políticas econômicas
criadas pelos países membros através do Quadro de Governantes. Atualmente,
oito Diretores Executivos representam países Individuais: EUA, Japão,
Alemanha, França, Grã-Bretanha, Rússia, China e Arábia Saudita. Outros
dezesseis Diretores Executivos representam um grupo de países cada um.
Sendo o representante do Brasil, Murilo Portugal e seu Alternado Roberto
Junguito, os quais representam também a Colômbia, República Dominicana,
Equador, Guiana, Haiti, Panamá, Suriname e Trinidad e Tobago. O Quadro de
Executivos raramente toma suas decisões na base de voto formal, mas contam
com a formação de um consenso entre seus membros, uma prática que minimiza
confrontos nos assuntos sensíveis e promove aceitamento das últimas
decisões tomadas.
O
FMI tem um quadro de aproximadamente 2,600 funcionários, comandados pelo
Diretor Geral, o qual também é o presidente do Quadro de Executivos.
Tradicionalmente, o Diretor Geral é Europeu, ou pelo menos um não
americano. Os funcionários do FMI vêm de 122 países e geralmente é
composto por economistas. A maioria dos funcionários trabalha no quartel
general do FMI em Washington, mas alguns são enviados para pequenos
escritórios em Paris, Gênova, Tókio e nas ONU em Nova York, ou representam
o FMI em viagens aos países membros. Ao contrário dos Diretores
Executivos, que representam países específicos, os funcionários são
servidores civis internacionais; eles são responsáveis pelos membros como
um todo em levar ao FMI, as políticas daqueles e não representam
interesses de uma nação especifica.
1.4.
Funcionamentos
Ao
se filiar ao FMI, um país membro tem a obrigação de manter outros países
membros informados sobre as medidas tomadas para determinar o valor de sua
moeda em relação à moeda de outros países, para evitar restrições no
câmbio por outra moeda, e para buscar políticas econômicas que irão
aumentar ordenadamente e construtivamente sua riqueza nacional e de todos
os membros. Este código de conduta, os países membros são obrigados a
seguirem. Se um país ignora suas obrigações para com o FMI, os outros
membros, através do FMI, podem declarar que o aquele é ilegível para pedir
dinheiro emprestado, ou como último recurso, podem pedir para que aquele
país saia do FMI.
A
estrutura financeira do FMI é articulada através de um fundo comum ou
Conta Geral, calculado na cota-parte de cada membro. Também foram
criados os Direitos Especiais de Saque (DST). Eles formam uma Conta
Especial, à disposição dos Estados que as subscreveram. Quando
necessário, estes Estados membros podem retirar desta conta, recursos para
equilibrar suas contas externas.
O
FMI condiciona a liberação de recursos à adoção de medidas de reforma
estrutural dos países solicitantes. Trata-se dos programas de ajustes,
que definem a política orçamentária, a emissão monetária, a taxa de
câmbio, a política comercial e os pagamentos externos. Estas decisões são
formalizadas através de uma carta de intenções, que o país entrega
ao FMI como compromisso que assegura o cumprimento de metas anuais. Estes
programas de ajustes podem estender-se até três anos.
O
FMI pode emprestar até 25% da quota do país que solicita o empréstimo, e
se o empréstimo for maior que 25%, o FMI é guiado por dois princípios.
Primeiro, as reservas de moedas no FMI existem para o benefício de
todos os membros. Cada membro que solicita empréstimo destas reservas é
esperado que pague o empréstimo quando seus problemas financeiros
estiverem resolvidos. Segundo, antes do FMI retirar qualquer quantia das
reservas, o país membro deve demonstrar como pretende resolver seus
problemas financeiros para que possa pagar ao FMI no período normal de
pagamento de três a cinco anos. A partir de quando o FMI tem a obrigação
para com todos os membros de preservar suas integridades financeiras nas
suas transações, ele empresta fundos somente na condição de que o membro
solicitante use estes fundos eficazmente. Portanto, junto com o pedido de
empréstimo, o membro solicitante apresenta ao FMI um plano de reforma para
reduzir os gastos governamentais, introduzir uma política monetária eficaz
e para lidar com certas "fraquezas estruturais" (como a necessidade de
privatizar órgãos públicos ineficientes).
1.5. O
BRASIL e o FMI
O
Brasil ingressou no FMI em 27 de Dezembro de 1945, sendo um dos países
membros fundadores. Sua quota no FMI é de DES (Direitos Especiais de
Saque) 3.036,1 milhões (cerca de US$ 4,160 milhões), ou 1,45% do total das
quotas. O Brasil detém 30.611 votos no FMI, ou 1,43% do total. O
Governador do Fundo pelo Brasil é o Exmo. Sr. Pedro Malan, Ministro da
Fazenda, e o Governador Suplente é o Exmo. Sr. Armínio Fraga Neto,
Presidente do Banco Central. O Sr. Murilo Portugal (Brasil) é o
Administrador do FMI pelo Brasil, representando também outros países, os
quais vimos anteriormente. A cotação do Real (moeda brasileira) é
determinada por flutuação independente.
Desde 1958, o Brasil teve acesso aos recursos do FMI em 14 ocasiões, em
apoio a programas econômicos e financeiros do governo. A partir de 1963,
efetuou também 11 saques do Programa de Financiamento Compensatório em
situações de insuficiência de receitas de exportação e, em 1983 e 1985, no
Programa de Financiamento de Estoques Reguladores. No fim de Junho de
1999, o total de créditos e empréstimos pendentes do FMI era de DES
7.055,1 milhões.
O
FMI já forneceu assistência técnica ao Brasil nas áreas das despesas
públicas, tributação e alfândega, operações de banco central, balanço de
pagamentos, setor real e estatísticas monetárias e bancárias.
O
Instituto do FMI já ministrou cursos de formação a funcionários
brasileiros em gestão e políticas macroeconômicas, programação e políticas
financeiras, finanças públicas e operações monetárias e cambiais, dentre
outras áreas.
2. Banco Mundial
2.1.
Introdução
O
Banco Mundial é, em todo o mundo, a maior fonte de assistência ao
desenvolvimento. Concede a cada ano quase $16 bilhões em empréstimos aos
países clientes. Usam seus recursos financeiros, seus funcionários
altamente qualificados e sua extensa base de conhecimentos para ajudar
cada país em desenvolvimento a trilhar um caminho de crescimento estável,
sustentável e eqüitativo e, assim, lutar contra a pobreza.
Concebido durante a Segunda Guerra Mundial, em Bretton Woods, Estado de
Novo Hampshire (EUA), o Banco Mundial inicialmente ajudou a reconstruir a
Europa após a Guerra. Seu primeiro empréstimo, de US$250 milhões, foi
feito à França em 1947, para a reconstrução pós-Guerra. O trabalho de
reconstrução permanece como um enfoque importante do Banco Mundial devido
aos desastres naturais, emergências humanitárias e necessidades de
reabilitação pós-conflitos que afetam as economias em desenvolvimento e em
transição.
Atualmente, contudo, a principal meta do trabalho do Banco Mundial é a
redução da pobreza. Anteriormente, a instituição mantinha um corpo
funcional de engenheiros e analistas financeiros baseados apenas em
Washington, DC. Hoje em dia, os funcionários do Banco representam uma
grande variedade de disciplinas, como economistas, especialistas em
políticas urbanas e cientistas sociais. Quarenta por cento dos
funcionários do Banco agora se encontram baseados nos países.
Da
mesma forma, o Banco também se tornou uma instituição maior, mais
abrangente e mais complexa. Ele tornou-se um Grupo, abrangendo cinco
instituições de desenvolvimento intimamente ligadas: o Banco Internacional
de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), a Associação Internacional de
Desenvolvimento (AID), a Corporação Financeira Internacional (IFC), a
Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (AMGI) e o Centro
Internacional para Acerto de Disputas de Investimento (CIADI).
|
BIRD |
Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento |
|
|
O
BIRD proporciona empréstimos e assistência para o desenvolvimento a
países de rendas médias com bons antecedentes de crédito. O poder de
voto está vinculado às subscrições de capital de cada membro, que
por sua vez estão baseadas no poder econômico relativo de cada país.
O BIRD levanta grande parte dos seus fundos através da venda de
títulos nos mercados internacionais de capital. |
|
AID |
A
Associação Internacional de Desenvolvimento |
|
|
Desempenha um papel importante na missão do Banco que é a redução da
pobreza. A assistência da AID concentra-se nos países mais pobres,
aos quais proporciona empréstimos sem juros e outros serviços. A AID
depende das contribuições dos seus países membros mais ricos -
inclusive alguns países em desenvolvimento - para levantar a maior
parte dos seus recursos financeiros. |
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IFC |
Corporação Financeira Internacional |
|
|
A
IFC promove o crescimento no mundo em desenvolvimento mediante o
financiamento de investimentos do setor privado e a prestação de
assistência técnica e de assessoramento aos governos e empresas. Em
parceria com investidores privados, a IFC proporciona tanto
empréstimos quanto participação acionária em negócios nos países em
desenvolvimento. |
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AMGI |
Agência Multilateral de Garantia de Investimentos |
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|
A
AMGI ajuda a estimular investimentos estrangeiros nos países em
desenvolvimento por meio de garantias a investidores estrangeiros
contra prejuízos causados por riscos não comerciais. A AMGI também
proporciona assistência técnica para ajudar os países a divulgarem
informações sobre oportunidades de investimento. |
|
CIADI |
Centro Internacional de para Arbitragem de Disputas sobre
Investimentos |
|
|
O
CIADI proporciona instalações para a resolução- mediante conciliação
ou arbitragem - de disputas referentes a investimentos entre
investidores estrangeiros e os seus países anfitriões. |
2.2.
Missão
Combater a pobreza, com paixão e profissionalismo, visando a resultados
duradouros Ajudar as pessoas a ajudarem a si próprias e ao seu meio
ambiente, proporcionando recursos, compartilhando conhecimentos, criando
capacidade e forjando parcerias com os setores público e privado.
Ser
uma instituição excelente, capaz e atrair, excitar e nutrir um pessoal
diversificado e empenhado, com habilitação excepcional e que sabe ouvir e
aprender.
2.3.
Princípios
Centrados nos clientes, trabalhando em parceria, responsáveis por
resultados de qualidade, dedicados à integridade e à efetividade dos
custos financeiros, inspirados e inovadores.
Os
nossos valores
Honestidade pessoal, integridade, empenho, trabalho de equipe - com
abertura e confiança, fortalecendo os demais e respeitando as diferenças,
estimulando uma atitude que assume riscos e a responsabilidade,
desfrutando do nosso trabalho e das nossas famílias.
2.3.
Características
O
Banco Mundial é uma instituição de desenvolvimento cuja meta é reduzir a
pobreza mediante a promoção do crescimento econômico sustentável nos seus
países clientes. O desenvolvimento é um processo em longo prazo que, em
última análise, requer a transformação total das sociedades. Requer
políticas econômicas e financeiras corretas. Mas também requer fortalecer
as pessoas, construir as estradas, elaborar as leis, reconhecer as
mulheres, educar as meninas, eliminar a corrupção, proteger o meio
ambiente e inocular as crianças - e muito, muito mais.
O
desenvolvimento requer o funcionamento de todos os seus componentes -
programas econômicos e sociais equilibrados.
O
desafio é imenso e isso significa que todos os participantes do processo
de desenvolvimento - os governos, as instituições como o Banco, a
sociedade civil e o setor privado - precisam trabalham em parceria íntima
para definir as necessidades e implementar programas.
O
combate global à pobreza visa a assegurar que todas as pessoas, em todos
os lugares deste mundo, tenham uma oportunidade de uma vida melhor para si
próprios e para os seus filhos.
Na
última geração, conseguiu-se mais avanços na redução da pobreza e do
aumento dos padrões de vida do que em qualquer outro período da história.
Nos
países em desenvolvimento:
-
A esperança de vida
passou de 55 para 65 anos;
-
A renda per capita
dobrou;
-
A proporção das
crianças que freqüentam as escolhas aumentou de menos da metade para
mais de três quartos;
-
A mortalidade
infantil foi reduzida em 50 por cento;
-
Apesar desses
avanços, há ainda imensos desafios ao desenvolvimento.
Dos
4,7 bilhões de pessoas que vivem nos 100 países clientes do Banco Mundial:
bilhões vivem com menos de US$2 por dia e 1,3 bilhão vivem com menos de
US$1 por dia;
·
40 000 pessoas morrem todos os dias de doenças que poderiam ser evitadas.
·
130 milhões nunca tiveram a oportunidade de freqüentar uma escola;
·
1,3 bilhão nunca tiveram água limpa para beber.
Interessa a todos os países enfrentar esses desafios. Melhorar os padrões
de vida e promover o crescimento e o desenvolvimento nos países mais
pobres do mundo também amplia o comércio, os empregos e as rendas nos
países mais ricos.
Da
mesma forma, um aumento na pobreza dos países em desenvolvimento pode
afetar adversamente as nações mais ricas, visto que os mercados e as
oportunidades de investimento encolhem, o meio ambiente fica prejudicado e
as pessoas migram em busca de trabalho e de renda. Vivemos num mundo - um
mundo ligado por comunicações e comércio, por finanças globais e por um
ambiente compartilhado e principalmente por aspirações de uma vida melhor.
A luta contra a pobreza em escala global é, indubitavelmente, uma
responsabilidade global.
O
Banco Mundial é a maior fonte mundial de assistência para o
desenvolvimento, proporcionando cerca de US$30 bilhões anuais em
empréstimos para os seus países clientes. O Banco usa os seus recursos
financeiros, o seu pessoal altamente treinado e a sua ampla base de
conhecimentos para ajudar cada país em desenvolvimento numa trilha de
crescimento estável, sustentável e eqüitativo. O objetivo principal é
ajudar as pessoas mais pobres e os países mais pobres, mas para todos os
seus clientes, o Banco ressalta a necessidade de:
-
Investir nas
pessoas, especialmente por meio da saúde e da educação básicas;
-
Proteger o meio
ambiente;
-
Apoiar e estimular
o desenvolvimento dos negócios das empresas privadas;
-
Aumentar a
capacidade dos governos para prestar serviços de qualidade com
eficiência e transparência;
-
Promover reformas
para criar um ambiente macroeconômico estável conducente a investimentos
e a planejamento de longo prazo;
-
Dedicar-se ao
desenvolvimento social, inclusão, boa governança e fortalecimento
institucional como elementos essenciais para a redução da pobreza.
O
Banco também está ajudando os países a fortalecerem e sustentarem as
condições fundamentais de que precisam para atrair e reter investimento
privado. Com o apoio do Banco - tanto empréstimos quanto assessoramento -
os governos estão reformando as suas economias e fortalecendo os sistemas
bancários em geral. Eles estão investindo em recursos humanos,
infraestrutura e proteção do meio ambiente, o que realça a atração e
produtividade dos investimentos privados. Por meio de garantias do Banco
Mundial, do seguro da MIGA contra riscos políticos e em parceria com os
investimentos patrimoniais da IFC, os investidores estão minimizando os
seus riscos e sentindo-se confortáveis para investir nos países em
desenvolvimento e nos países que fazem a transição para economias baseadas
nos mercados.
2.4. O
Banco no Século XXI
Ao
entrar no Século XXI, o mundo não tem condições nem para melancolia ou
satisfação. Para os países que estão saindo da crise financeira, o pior
parece ter passado e, em diversos graus, as perspectivas são melhores. No
mundo em desenvolvimento, o sucesso dependerá em parte da evolução
econômica nos Estados Unidos, Europa e Japão. Igualmente importante será a
capacidade dos países em desenvolvimento de criar políticas e reformas
estruturais capazes de proporcionar a base para um forte crescimento. Em
escala mundial, irão prosperar os países mais capazes de capitalizar as
oportunidades de globalização e, ao mesmo tempo, de administrar
efetivamente os seus riscos. Os que não se adaptarem ficaram cada vez mais
para trás e, em escala global, criando lacunas ainda maiores entre os
ricos e os pobres.
Conscientes dos desafios que estão pela frente, o Banco está trabalhando
com os países em desenvolvimento para pilotar uma abordagem mais inclusiva
e integrada da sua missão de desenvolvimento - o Contexto Abrangente de
Desenvolvimento (CAD). Na medida em que deixou de simplesmente financiar
projetos - e de ir até mesmo além do apoio a uma ou outra reforma de
política, tal como liberalização do comércio - para passar a considerar
questões mais amplas como o desenvolvimento humano e social, a boa
governança e as instituições, ficou clara a necessidade de um contexto
integrador desse tipo. A abordagem do CAD requer um plano de
desenvolvimento do qual o próprio país se sinta "dono", focalizada numa
visão em longo prazo dos resultados a serem alcançados e apoiada por
fortes parcerias entre os governos, doadores, sociedade civil, setor
privado e outros protagonistas do desenvolvimento.
Ao
anunciar o CAD, o Banco concentrou as suas atenções naquilo que considera
os elementos essenciais do desenvolvimento efetivo:
-
Estruturais: boa
governança e governo limpo, sistema jurídico e judiciário eficaz, um
sistema financeiro bem organizado e supervisionado, uma rede de
segurança social e programas sociais;
-
Físicos: água e
esgotos, energia, estradas, transportes e comunicações e questões
ambientais e culturais;
-
Estratégias
específicas: para o desenvolvimento rural, urbano e do setor privado.
Além
disso, cada país tem as suas próprias prioridades. A atenção para as
questões macroeconômicas e fiscais, de comércio e de regulamentação, do
mercado de mão-de-obra e das condições de emprego, bem como do papel do
setor privado, por exemplo, dependem das características do país e dos
resultados do diálogo nacional sobre as prioridades e programas
necessários para enfrenta-las. Na sua essência, o CAD é um processo.
Trata-se de uma nova forma de trabalhar, de um instrumento para conseguir
maior eficácia no desenvolvimento, num mundo desafiado pela pobreza. A
curto prazo, o CAD estabelece mecanismos para unir as pessoas e criar
consenso: forja parcerias mais fortes que permitem a seletividade
estratégia e ressalta a consecução de resultados específicos. A longo
prazo, existe a expectativa de que o CAD realce a eficácia do
desenvolvimento e contribua para a meta central que é a redução da
pobreza.
2.5.
Programas do Banco Mundial
Por
meio dos seus empréstimos, assessoramento sobre política e assistência
técnica, o Banco Mundial apóia uma ampla série de programas que visam a
reduzir a pobreza e melhorar os padrões de vida no mundo em
desenvolvimento. As estratégias eficazes de redução da pobreza e os
empréstimos concentrados na pobreza são essenciais para a consecução
desses objetivos. Os programas do Banco dão alta prioridade ao
desenvolvimento social e humano sustentável e administração econômica
fortalecida, com ênfase crescente na inclusão, na boa governança e na
criação de instituições.
-
Investir nas
pessoas
-
Proteger o meio
ambiente
-
Estimular o
crescimento do setor privado
-
Promover a reforma
econômica
-
Combater a
corrupção
-
Assistir os países
afetados por conflitos
-
Alavancar os
investimentos
O
país não crescerá economicamente nem reduzirá a pobreza se o seu povo não
aprender a ler e a escrever ou se a sua população estiver mal nutrida e
doente. Ao entramos no novo milênio, centenas de milhões de pessoas
carecem de níveis minimamente aceitáveis de educação, saúde e nutrição, da
forma em que tanta gente no mundo industrializado está acostumada. Isso
não é apenas uma questão moral, mas sim uma grande barreira à redução da
pobreza.
Conseqüentemente, o Banco dirige grande parte da sua assistência onde o
impacto é maior - em serviços sociais básicos tais como programas de
atendimento maternal e reprodutivo, nutrição, desenvolvimento de crianças
em idade pré-escolar, ensino primário e programas dirigidos para os pobres
rurais e para as mulheres. Como o maior investidor nos setores sociais, o
Banco proporcionou empréstimos num total superior a US$40 bilhões, para
mais de 500 projetos de desenvolvimento em 100 países.
O
Banco também ajuda os governos clientes a reestruturar os seus sistemas de
previdência social e de pensões e a estabelecer redes de segurança social
para proteger os que estão em maior perigo de sofrer os efeitos da
reestruturação econômica. Além de emprestar dinheiro, o Banco proporciona
assistência técnica e assessoramento em políticas por meio de serviços
como as avaliações em profundidade de pobreza dos países, estratégias de
assistência aos países e exames de despesas públicas, a fim de que os
governos possam estabelecer estratégias prudentes de crescimento econômico
a longo prazo.
2.6. Focos dos programas do Banco Mundial
2.6.1. Educação
"Um
país que educa as suas meninas educa toda a nação".
Uma
sociedade educada, habilitada e socialmente coesa é essencial para o
desenvolvimento sustentável. Apesar disso, nos países clientes do Banco,
centenas de milhões de adultos são analfabetos. Mais de 130 milhões de
crianças não freqüentam a escola primária e 80 por cento delas são
meninas. Muitos governos estão agora fazendo esforços extraordinários para
educar as suas meninas por causa dos benefícios comprovados dessa
concentração. As mulheres educadas têm menor probabilidade de morrer no
parto e de ter muitos filhos e maior probabilidade de criar filhos bem
nutridos, bem cuidados, educados e vacinados. Ser capaz apenas de ler uma
bula numa caixa de remédio pode fazer uma enorme diferença.
A
Província do Baluchistão, no Paquistão, dá um exemplo do que se pode
fazer. Está abrindo escolas de meninas em muitas vilas rurais e fazendo
esforço intenso no sentido de assegurar que as meninas se matriculem
contratando professoras e criando banheiros separados para as alunas. A
população local ajuda a conseguir as instalações de ensino, a contratar as
professoras e a supervisionar a freqüência à escola. Em apenas dois anos
foram criadas 198 novas escolas rurais para meninas e a matrícula de
meninas das vilas aumentou 87 por cento nas novas escolas, em comparação
com 15 por cento em toda a província.
2.6.2. Proteção do meio ambiente
A
redução da pobreza está intrinsecamente vinculada à sustentação ambiental
e social. A sustentação significa várias coisas, mas em primeiro lugar e
acima de tudo significa que os recursos, inclusive os recursos humanos,
são realçados ou protegidos em vez de prejudicados ou esgotados como parte
do processo de desenvolvimento. Na maior parte dos casos, os países em
desenvolvimento são muito mais vulneráveis à degradação ambiental do que
os países industrializados. Problemas como poluição do ar e da água,
mudança climática, perda de diversidade biológica, desertificação e
desmatamento estão ameaçando a sua capacidade de atender as necessidades
humanas básicas da sua população: alimentação adequada, água limpa,
habitação segura e um ambiente saudável.
O
Banco faz enormes esforços no sentido de assegurar que os seus projetos
não prejudiquem o ambiente natural. Faz uma triagem de todos os projetos a
fim de determinar se implicam riscos para o ambiental. As avaliações
ambientais de projetos que podem ser prejudiciais são empreendidas e o
Banco inclui medidas especiais nesses projetos para evitar danos
ambientais. As preocupações ambientais são parte central das atividades do
Banco porque a experiência demonstrou que é mais eficaz evitar danos
ambientais do que limpa-los, mais tarde.
A
fim de realçar essas iniciativas, o Banco trabalha em parceria com outros
órgãos de desenvolvimento, com as ONG e os grupos comunitários a fim de se
aproveitar do seu conhecimento e experiência. O Banco trabalha com a IUCN,
a Nature Conservancy, o World Wildlife Fund, o Fundo Mundial para a
Natureza e muitas outras organizações a fim de ajudar a facilitar
problemas para proteger rios, florestas e áreas costeiras. O Banco também
é um dos órgãos implementadores do Fundo para o Meio Ambiente Mundial, a
organização que está desempenhando um papel central no estabelecimento de
prioridades globais tais como a biodiversidade, a mudança de clima, o
esgotamento do ozônio e a poluição de águas internacionais.
2.6.3. Estimulo ao crescimento do setor privado
O
setor privado é o motor do crescimento a longo prazo. Um clima estável e
aberto para as empresas, com acesso a crédito e a sistemas financeiros
sólidos é essencial para o surgimento de empresários privados, o
florescimento de negócios e para que tanto a população local quanto
investidores do exterior sintam confiança para investir e criar riquezas,
renda e empregos. O Banco Mundial está ajudando os governos clientes de
todo o mundo em desenvolvimento a criar as condições necessárias para o
reavivamento e ampliação dos investimentos do setor privado. Isso inclui:
-
Colocar em vigor
leis e regulamentos básicos e estabelecer as instituições locais das
quais os investidores privados precisam para assegurar claro cumprimento
das obrigações contratuais
-
Criação da
infraestrutura física (tais como transportes, água, energia,
telecomunicações, etc.) e desenvolvimento da base essencial de
tecnologia e de informações necessárias para que os países compitam no
mercado global
-
Desenvolvimento dos
mercados locais de capital e de sistemas bancários.
Além
dos seus empréstimos e de assistência técnica, O Banco Mundial também
proporciona garantias para estimular investimento privado, as quais visam
a aliviar os riscos dos investimentos, especialmente para o financiamento
da dívida a longo prazo. Essas garantias são especialmente importantes
para estimular o financiamento privado de infraestrutura - onde são
necessários mais de US$250 bilhões anuais de investimentos para atender as
necessidades dos países clientes do Banco Mundial na próxima década. Essas
garantias visam a suplementar os programas de reforma e a complementar os
benefícios de redução de riscos proporcionados ao setor privado pela IFC e
pela MIGA.
Desde o seu início, a sua afiliada para o setor privado, a Corporação
Financeira Internacional (IFC), apoiou cerca de 2000 empresas em 129
países por meio de mais de US$121 bilhões em financiamento da sua própria
conta e US$15 bilhões arranjados por meio de consorciação e subscrição. A
IFC também ajuda países a estabelecer mercados de capital e proporciona
serviços de assessoramento para a privatização de empresas de propriedade
estatal.
As
garantias de risco político da MIGA também apóiam o crescimento do setor
privado na medida em que dão aos investidores a confiança para investir em
atividades em atividades que, de outra forma, poderiam parecer
excessivamente arriscadas. A MIGA também vem assegurando investimentos de
quase US$5 bilhões anuais em mais de 24 países clientes. A MIGA também
serve os investidores e os países clientes mediante o fornecimento de
informações sobre oportunidades de investimento naqueles países.
2.6.4. Promoção de reformas econômicas
Tendo em vista que as distorções econômicas exacerbam a pobreza, o Banco
ajuda os governos clientes a melhorar as suas políticas econômicas e
sociais a fim de aumentar a eficiência e transparência, promover a
estabilidade e criar crescimento econômico eqüitativo. O Banco proporciona
fundos, assessoramento político e assistência técnica para apoiar as
iniciativas de reforma que visam a reduzir déficits e a inflação,
liberalizar o comércio e os investimentos, privatizar empresas estatais,
estabelecer sistemas financeiros sólidos, fortalecer os sistemas
judiciários e assegurar os direitos de propriedade. Essas reformas ajudam
a atrair capitais privados estrangeiros, gerar poupança interna e
investimentos e a capacitar os governos a proporciona serviços sociais
eficazes.
Não
obstante, como as reformas podem levar a desemprego quando as empresas
improdutivas são fechadas e a preços maiores quando são reduzidos
subsídios ineficientes do governo, a curto prazo, as reformas podem afetar
adversamente os pobres e grupos vulneráveis. Levando em conta essa
preocupação, o apoio do Banco às reformas geralmente inclui o custeio de
programas de redes de segurança para ajudar a proteger os pobres ou
impedir que os grupos vulneráveis escorreguem para a pobreza.
Altos níveis de endividamento -principalmente junto aos governos dos
países desenvolvidos - são cada vez mais reconhecidos como barreiras
graves à capacidade dos países pobres de empreender reformas fundamentais.
Para que as iniciativas de reformas econômicas não sejam impedidas por
dívida alta e pelo ônus do serviço da dívida, em 1996 o Banco e o Fundo
Monetário Internacional anunciaram a Iniciativa para os Países Pobres Mais
Endividados (PPME). A iniciativa representa um compromisso pela comunidade
internacional, que inclui todos os credores, no sentido de atuar juntos e
de forma coordenada e harmônica para reduzir a dívida dos países muito
pobres a níveis sustentáveis. A fim de se qualificar para o alívio da
dívida no contexto da Iniciativa PPME, um país precisa ter direito aos
créditos da IDA, enfrentar um ônus insustentável da dívida e demonstrar
empenho com as reformas econômicas. O alívio de a dívida concedido nos
termos da iniciativa baseia-se na capacidade de um país pagar a sua dívida
num contexto de crescimento econômico e redução da pobreza. Até agora,
cerca de dez países qualificaram-se para um alívio de aproximadamente
US$8,5 bilhões da sua dívida.
2.6.5. Combate à corrupção
Para
serem eficazes, os governos devem contar com a confiança do povo que
servem. A corrupção tem um impacto devastador econômico e social. Ela
solapa a confiança no governo e diminui a eficácia das políticas públicas.
Ela impede a confiança dos investidores e tem um impacto negativo sobre os
investimentos estrangeiros. A corrupção também reduz a efetividade da
assistência e ameaça tanto o apoio político quanto da base para a
assistência dos doadores. Embora os cidadãos e os governos devam eles
próprios liderar o combate à corrupção, o Banco vem assistindo muitos
países nas suas iniciativas anticorrupção. O Banco empreendeu
levantamentos para diagnosticar a medida e a natureza da corrupção num
dado país e também organizou seminários, cursos e treinamento para
funcionários dos governos e membros da sociedade civil. Mas é possível que
as iniciativas de maior alcance do Banco para ajudar os países a
identificar e implementar as reformas institucionais e de política a fim
de minimizar as oportunidades de corrupção. Essas reformas incluem melhor
regulamentação, supervisão e divulgação financeira, maior transparência no
processo de tomada de decisões do setor público e maior responsabilidade
no setor privado, por meio da confirmação dos direitos dos acionistas e
dos credores.
2.6.6.
|
|
Assistência aos países afetados por conflitos
O
conflito e a violência estão entre os problemas mais prementes do
desenvolvimento no mundo e afetam muitos dos países mais pobres do
planeta. A vantagem comparativa do Banco nessa área está em facilitar
a transição da dependência do alívio para o crescimento econômico
sustentável e melhorar a coordenação da reconstrução no período
pós-conflito e a assistência para a recuperação. A assistência
pós-conflito do Banco tem se concentrado não apenas na reconstrução da
infra-estrutura, mas também em programas a fim de promover o
ajustamento e a recuperação econômica, atender as necessidades do
setor social e criar capacidade institucional. Os projetos visam
também a assistir na remoção de minas e na reintegração de
ex-combatentes e de população deslocada. O Banco trabalha em todo o
mundo - tanto nos países balcânicos quanto no Burundi, Camboja, Serra
Leoa e Haiti - e com um amplo escopo de parceiros a fim de ajudar a
reconstruir economias e criar estabilidade um futuro melhor para as
pessoas cujas vidas foram afetadas por conflitos.
2.6.7. Alavancar investimentos
A parceria singular do Banco Mundial com os seus governos clientes e
assistência que presta ao ajuda-los a formular planos e prioridades,
permite que o Banco desempenhe um importante papel de coordenação na
alavancagem de fundos para o desenvolvimento.
Em geral, os empréstimos e créditos do BIRD e da IDA cobrem menos da
metade do total do custo dos investimentos num projeto. O resto é
proporcionado pelos próprios governos clientes ou por
co-financiadores. Dessa forma, os recursos que o Banco levanta junto a
debenturistas e acionistas são multiplicados tanto em seu escopo
quanto eficácia.
Os arranjos de co-financiamento com outros doadores são uma forma
extremamente efetiva não apenas para mobilizar recursos adicionais,
mas também para facilitar a coordenação entre os órgãos de
desenvolvimento. Os co-financiadores incluem outros bancos de
desenvolvimento, a União Européia, programas nacionais de assistência
e os órgãos de financiamento de exportações. Os co-financiadores
proporcionam entre US$7 e US$8 bilhões adicionais, ou cerca de um
terço a mais de recursos além dos proporcionados anualmente pelo
Banco, para o desenvolvimento. O Banco preside reuniões de grupos de
consulta para muitos dos seus países clientes, nos quais
representantes dos países doadores encontram-se com as principais
autoridades dos países tomadores para discutir prioridades e
estratégias econômicas gerais e para prometer apoio.
2.7. Captação de Recursos
O Banco Mundial levanta dinheiro para os seus programas de
desenvolvimento recorrendo aos mercados internacionais de capital e a
IDA consegue contribuições dos governos dos países mais ricos.
O Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento, que é
responsável por três quartos dos empréstimos feitos anualmente pelo
Banco, levanta quase todo o seu dinheiro nos mercados financeiros. Uma
das instituições financeiras administradas da forma mais prudente e
conservadora do mundo, o BIRD vende títulos com classificação AAA e
outros títulos de dívida para fundos de pensão, companhias de seguro,
empresas, outros bancos e indivíduos de todo o globo. O BIRD cobra
juros dos seus tomadores a taxas que refletem o custo dos empréstimos
que ele levanta. Os empréstimos devem ser pagos em 15 a 20 anos, mas
há um período de carência de três a cinco anos antes de começar a
amortização do principal.
Menos de 5 por cento dos fundos do BIRD são pagos pelos países quando
eles entram para o Banco. Os governos membros compram ações, cujo
número é determinado pelo seu poder econômico relativo, mas só pagam
uma pequena porção do valor dessas ações. O saldo não pago é
"exigível", isto é, deve ser pago se o Banco sofrer prejuízos tão
graves que o impossibilitem de pagar os seus respectivos credores -
algo que nunca aconteceu. Esse capital de garantia só pode ser usado
para pagar os portadores de títulos e não para cobrir custos
administrativos ou fazer empréstimos. As normas do BIRD requerem que
tanto os empréstimos pendentes quanto desembolsados não podem
ultrapassar o total conjunto do capital e das reservas. Nunca houve
inadimplência de um empréstimo do Banco Mundial.
A Associação de Desenvolvimento Internacional (IDA, sigla derivada do
nome inglês da instituição, International Development Association) foi
estabelecida em 1960 para proporcionar assistência concessional aos
países pobres demais para levantar empréstimos a taxas comerciais. A
IDA ajuda a promover o crescimento e a reduzir a pobreza da mesma
forma que o BIRD, mas usando empréstimos sem juros (que são conhecidos
como "créditos" da IDA), assistência técnica e assessoramento sobre
política. Os créditos da IDA são responsáveis por quase um quarto de
todos os empréstimos do Banco. Os tomadores pagam uma taxa de menos de
1 por cento do empréstimo para cobrir os custos administrativos. A
amortização tem que ser feita em 35 a 40 anos, com 10 anos de
carência.
Quase 40 países contribuem para o financiamento da IDA, que é reposto
a cada três anos. Os países doadores incluem não só os países membros
industrializados, tais como a França, Alemanha, Japão, Reino Unido e
Estados Unidos, mas também países em desenvolvimento como a Argentina,
Botswana, Brasil, Hungria, Coréia, Rússia e Turquia, alguns dos quais
foram tomadores da IDA no passado.
O financiamento da IDA é administrado da mesma forma prudente,
conservadora e cautelosa que do BIRD. Como acontece no caso do BIRD,
nunca houve inadimplência de um empréstimo da IDA.
2.8. Gráficos de distribuição de Recursos
2.8.1. Empréstimos por região:

2.8.2. Empréstimos por Setor:

2.8.3. Desembolsos brutos BIRD/IDA

2.9. Diretores Executivos
As operações gerais do Banco Mundial são delegadas a um grupo menor de
representantes, a Diretoria Executiva, onde o Presidente do Banco
Mundial atua como Presidente. Os Diretores Executivos trabalham em
Washington, DC. A Diretoria Executiva é responsável pela aprovação das
políticas que orientam as operações do Banco Mundial e pela aprovação
de todos os empréstimos. O Banco tem 24 Diretores Executivos. Cada um
dos cinco maiores acionistas - Alemanha, Estados Unidos, França, Japão
e Reino Unido - nomeia um Diretor Executivo. Os demais países são
agrupados em eleitorados, cada um representado por um diretor
executivo, que é eleito por um país ou grupo de países. Os próprios
membros decidem como vão se agrupar. Alguns países - como China,
Rússia e Arábia Saudita - formaram eleitorados de um só país. Os
grupos de países representam mais ou menos regiões geográficas com
alguns fatores políticos e culturais que determinam como são
constituídos. Os Diretores Executivos geralmente reúnem-se duas vezes
por semana, para analisar as atividades do Banco.
2.10. Conclusão
Os desafios globais dos últimos anos não têm precedentes e o Banco
Mundial vem desempenhando um papel central para enfrentar muitas
deles. O Banco ajudou na batalha contra a crise da dívida na América
Latina na década de 1980 e a crise financeira da Ásia no fim da década
de 1990 e as duas regiões continuam a apresentar desafios substanciais
ao desenvolvimento. O Banco participa intensamente nas iniciativas
para ajudar os países que saem de situações de conflito bem como
aqueles que se esforçam para enfrentar as conseqüências de
calamidades. O Banco está ajudando os países mais pobres a reduzirem a
sua dívida a níveis administráveis e concentra cada vez mais as suas
atividades no fortalecimento de instituições eficientes e responsáveis
no setor público.
Embora as crises globais tenham conseguido concentrar a atenção e os
recursos nesses problemas, um fato grave continua presente: o número
de pessoas que vivem na pobreza está aumentando. Obviamente, houve
avanços: a taxa de esperança de vida aumentou, a mortalidade infantil
caiu e há mais meninas nas escolas do que em qualquer período
anterior. Mas em muitos dos países mais pobres, os avanços para
reduzir a pobreza e alcançar desenvolvimento sustentável tem sido
pequenos.
Quer se examine a situação da perspectiva social, econômica ou moral,
o desenvolvimento é um desafio que não se pode ignorar. Não há dois
mundos, só há um. Respiramos o mesmo ar. Compartilhamos o mesmo
ambiente. Temos os mesmos problemas de saúde. A AIDS não é um problema
que desaparece na fronteira. O crime não para nas fronteiras. As
drogas não param nas fronteiras. O terrorismo, a guerra e a fome não
param nas fronteiras. A luta contra a pobreza é a luta pela paz,
segurança e crescimento de todos nós.
2.11. Cronograma do Banco Mundial
|
1944 |
|
|
Julho |
Conferência Monetária e Financeira das Nações Unidas em Bretton
Woods, Novo Hampshire (EUA). 45 países estão representados,
inclusive o Brasil.
São negociados os Artigos de Entendimento (em inglês),
do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD -
Banco Mundial) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). O
Ministro da Fazenda Artur de Souza Costa encabeça a delegação
brasileira.
--- |
|
1945 |
|
|
26 de junho |
A Organização das Nações Unidas é implantada.
--- |
|
1946 |
|
|
14 de janeiro |
O Brasil é o 32o país a assinar os Artigos de Entendimento do
Banco Mundial.
--- |
|
8 a 18 de março |
Reunião inaugural da Junta de Governadores do Banco Mundial e do
Fundo Monetário Internacional, na cidade de Savannah, Georgia
(EUA). São adotados regulamentos, os Diretores Executivos são
eleitos, e a cidade de Washington, DC é escolhida para a sede
das duas instituições. O capital subscrito do Banco é de US$7,67
bilhões.
--- |
|
7 de maio |
É realizada a primeira reunião dos Diretores Executivos. O
representante dos Estados Unidos da América assume a presidência
interina até a eleição do primeiro presidente do Banco.
--- |
|
27 de maio |
O Presidente brasileiro Eurico Gaspar Dutra promulga a Convenção
sobre o BIRD, oficializando a participação do Brasil no Banco.
--- |
|
18 de junho |
Eugene Meyer, dos EUA, é eleito para a presidência do Banco.
--- |
|
25 de junho |
O Banco Mundial inicia formalmente a funcionar
--- |
|
27 de setembro a
5 de outubro |
Primeira reunião anual da Junta de Governadores, em Washington.
O Banco conta com 38 países membros, inclusive o Brasil, e tem
um total de 72 funcionários.
--- |
|
4 de dezembro |
O Presidente Eugene Meyer se afasta do cargo.
--- |
|
1947 |
|
|
17 de março |
John J. McCloy se torna o segundo Presidente do Banco.
--- |
|
9 de maio |
Os Diretores Executivos aprovam o primeiro acordo de empréstimo
do Banco, de US$ 250 milhões, com o Governo da França, para e
construção pós-guerra. Em valores corrigidos, este permanece
como o maior empréstimo já feito pelo Banco.
--- |
|
15 de julho |
O BIRD faz sua primeira oferta de títulos no mercado dos EUA, no
valor de US$ 250 milhões. A oferta recebe supersubscrição, e os
títulos são vendidos imediatamente com ágio sobre o valor de
oferta.
--- |
|
16 de julho |
Primeira missão do Banco ao Brasil.
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|
15 de novembro |
A Assembléia Geral das Nações Unidas aprova moção formalizando
seu relacionamento com o BIRD.
--- |
|
1948 |
|
|
25 de março |
Os Diretores Executivos aprovam o primeiro acordo de empréstimo
para um país em desenvolvimento - US$ 13,5 milhões para energia
hidroelétrica no Chile.
--- |
|
1949 |
|
|
27 de janeiro |
Primeiro empréstimo para o Brasil: US$ 75 milhões para o Projeto
de Energia e Telefones - financiamento número 0011.
--- |
|
1 de julho |
Eugene R. Black, Diretor Executivo pelos EUA desde Março de 47,
torna-se o terceiro Presidente do Banco Mundial.
--- |
|
Julho a
novembro |
O Banco lança a sua primeira pesquisa econômica abrangente
(sobre os bens e necessidades econômicas da Colômbia), visando
indicar as linhas mais promissoras de desenvolvimento, os
principais obstáculos no caminho e como eles poderiam ser
vencidos. |
|
1950 |
|
|
14 de março |
A Polônia se desliga do Banco (o país havia se tornado membro em
1946).
--- |
|
13 de setembro |
São feitos os primeiros empréstimos à África (US$5 milhões para
a Etiópia) e para outros bancos de desenvolvimento (US$ 2
milhões, também para a Etiópia).
--- |
|
1951 |
|
|
23 de maio |
A primeira oferta pública do BIRD fora dos EUA: 5 milhões de
libras no mercado de Londres.
--- |
|
13 de setembro |
Financiamentos de US$40 milhões para o Congo Belga e US$ 30
milhões ao Reino da Bélgica. Os empréstimos são para um plano de
desenvolvimento de dez anos do Congo Belga (o primeiro
empréstimo de "impacto").
--- |
|
30 de setembro |
Primeiros repagamentos de empréstimos (Finlândia e Iugoslávia).
--- |
|
1952 |
|
|
13 e 14 de agosto |
O Japão e a República Federal da Alemanha tornam-se membros do
Banco, respectivamente. O BIRD tem agora 53 membros.
--- |
|
Setembro |
Primeira reorganização do Banco. São criados três Departamentos
Operacionais (Ásia e Oriente Médio; Europa, África e
Australásia; e o Hemisfério Ocidental) e um Departamento de
Operações Técnicas.
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|
1953 |
|
|
15 de outubro |
São aprovados os três primeiros empréstimos para o Japão,
totalizando US$40,2 milhões. Os empréstimos, para o Banco de
Desenvolvimento do Japão, são reemprestados em desenvolvimento
energético.
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|
1954 |
|
|
21 de setembro |
Anunciada a primeira venda de títulos em dólares exclusivamente
fora dos EUA.
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|
31 de dezembro |
A Tchecoslováquia se desliga do Banco, deixando o BIRD com 56
países membros.
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|
1955 |
|
|
11 de março |
O Instituto de Desenvolvimento Econômico (EDI) é implantado, com
apoio das Fundações Ford e Rockefeller. O EDI serve de centro de
instrução para os funcionários do Banco, e seu primeiro curso
tem a participação de 14 funcionários, todos de países
diferentes.
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|
15 de abril |
O Banco submete o estatuto da Corporação Financeira
Internacional (IFC) aos seus países membros para aprovação.
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|
1956 |
|
|
9 de janeiro |
O Instituto de Desenvolvimento Econômico (EDI) é formalmente
estabelecido.
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|
30 de junho |
O número de funcionários do Banco no final do ano fiscal 1956 é
511.
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|
20 de julho |
A Corporação Financeira Internacional (IFC) é estabelecida como
uma afiliada do Banco, com um capital autorizado de US$ 100
milhões. O primeiro Presidente é Robert L. Garner.
--- |
|
31 de dezembro |
O Brasil assina os Artigos de Entendimento da Corporação
Financeira Internacional (IFC), se tornando o 47o membro da
instituição.
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|
1958 |
|
|
25 a 27 de agosto |
Após uma deterioração do balanço de pagamentos da Índia, é
realizada a primeira reunião do consorcio de ajuda à Índia, em
Washington. A reunião conta com representantes dos governos da
Alemanha, Canadá, Estado Unidos, Japão e Reino Unido.
--- |
|
1959 |
|
|
16 de setembro |
O capital autorizado do Banco é aumentado de US$ 10 bilhões para
US$ 25,3 bilhões.
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|
29 de setembro |
Durante as reuniões anuais, os Estados Unidos apresentam uma
proposta para a criação da Associação Internacional de
Desenvolvimento (AID), como uma afiliada do Banco. A proposta é
subsequentemente adotada pela Junta de Governadores. |
|
|
1960 |
|
|
24
de setembro |
A
Associação Internacional de Desenvolvimento (AID) é formalmente
estabelecida. As subscrições iniciais somam US$ 912 milhões.
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|
1
de dezembro |
A
República Dominicana se desliga do Banco.
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|
1961 |
|
|
11
de maio |
O
primeiro crédito da Associação Internacional de Desenvolvimento (AID),
de US$ 9 milhões, é feito para Honduras para um programa de
desenvolvimento e manutenção de rodovias.
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|
30
de junho |
No
final do ano fiscal 1961, as vendas totais de empréstimos do Banco
passam a marca de US$ 1 bilhão. Ao todo, quase um quinto dos
financiamentos do Banco foram vendido para outros investidores.
--- |
|
18
de setembro |
A
República Dominicana volta ao Banco.
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1962 |
|
|
Junho |
É
lançado o Programa de Recrutamento e Desenvolvimento de Profissionais
Juniores (rebatizado de Programa de Jovens Profissionais em 1966).
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|
17
de setembro |
A
primeira operação do Banco para educação é aprovada - um crédito de
US$ 5 milhões da Associação Internacional de Desenvolvimento (AID)
para a construção de escolas na Tunísia.
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|
1
de novembro |
A
primeira mulher é indicada para a Diretoria Executiva - Alice A. Brun,
representando a Dinamarca.
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|
21
de novembro |
O
Fundo Especial das Nações Unidas, o Governo do Brasil e o Banco
Mundial concordam em preparar um plano de desenvolvimento de longo
prazo dos seis sistemas fluviais mais importantes do Estado de Minas
Gerais, visando geração de energia, prevenção de enchentes e
irrigação. O Banco age como agência executora, desembolsando os
recursos do Fundo Especial.
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1963 |
|
|
1
de janeiro |
George D. Woods torna-se o quarto Presidente do Banco Mundial.
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15
de março |
O
Brasil assina os Artigos de Entendimento da AID, tornando-se seu 74o
membro.
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3
de maio |
O
Fundo Especial das Nações Unidas, o Governo do Brasil e o Banco
Mundial concordam em pesquisar a capacidade hidroelétrica, e mercado
de energia na região do centro-sul do Brasil, e o desenvolver de um
programa de construção de 15 anos para a geração e transmissão de
energia na região. O Banco é a agência executora da pesquisa,
desembolsando os recursos do Fundo Especial.
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|
2
de agosto |
O
Banco anuncia que seu primeiro empréstimo de US$ 250 milhões, feito em
1947 para a França, foi totalmente vendido e não faz mais parte da
carteira do Banco.
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Agosto |
Estabelecido o primeiro centro de registro do Banco.
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| |
|
|
|
1964 |
|
|
29 de junho |
A
primeira reinstalação de recursos da AID torna-se efetiva, quando 18
países concordam em fornecer US$ 753 milhões.
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|
14 de outubro |
O
Banco faz seu primeiro empréstimo para a educação, à Faculdade de
Agricultura da Universidade das Filipinas.
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1965 |
|
|
|
O
Banco Mundial estabelece uma Missão Residente no Rio de Janeiro.
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|
30 de junho |
Os compromissos de empréstimo do ano fiscal ultrapassam US$ 1 bilhão
pela primeira vez.
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|
1966 |
|
|
14 de outubro |
É
estabelecido o Centro Internacional para Acerto de Disputas de
Investimento (CIADI).
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|
15 de setembro |
Mohamed Shoaib torna-se Vice-Presidente do Banco e AID. Ele é o
primeiro Vice-Presidente com nacionalidade de um país em
desenvolvimento.
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|
1967 |
|
|
13 de abril |
A
Indonésia volta ao Banco Mundial e é readmitida à IFC em 23 de
abril.
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|
1968 |
|
|
1
de abril |
Robert S. McNamara torna-se o quinto Presidente do Banco Mundial.
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|
1969 |
|
|
1970 |
|
|
12 de fevereiro |
O
primeiro empréstimo do Japão ao BIRD é realizado no montante de US$
100 milhões.
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|
16 de junho |
Primeiro empréstimo para populacional familiar, de US$ 2 milhões, é
aprovado para o Governo da Jamaica, e financia um programa pós-parto
de planejamento familiar.
--- |
|
30 de junho |
Os compromissos de empréstimo do ano fiscal 1970 ultrapassam US$ 2
bilhões pela primeira vez.
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|
Setembro |
É
estabelecida uma Unidade de Avaliação de Operações, com o propósito
de avaliar a contribuição das operações do Banco Mundial ao
desenvolvimento de seus países membros.
--- |
|
1971 |
|
|
|
O
Banco estabelece um escritório em Brasília.
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|
1
de fevereiro |
O
Japão torna-se um dos cinco maiores países que subscrevem o capital
autorizado do Banco (passando a Índia), e adquire o direito de
designar um Diretor Executivo.
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|
18 de maio |
O
primeiro acordo de empréstimo do Banco para controle da poluição é
assinado para projeto de contaminação fluvial no Estado de São
Paulo.
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|
19 de maio |
O
recém estabelecido Grupo Consultivo sobre Pesquisa Agrícola
Internacional (CGIAR) reúne-se em Washington. Até o final do ano
fiscal o Grupo já tem 19 membros.
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|
1
de setembro |
O
Banco faz acordo com a Organização Mundial da Saúde para estabelecer
um programa de cooperação co-financiado nas áreas de fornecimento
hídrico, remoção de rejeitos e escoamento fluvial.
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1972 |
|
|
Fevereiro |
É
fundada a Associação de Funcionários do Grupo Banco Mundial.
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|
30 de junho |
Os empréstimos do ano fiscal ultrapassam US$ 3 bilhões pela primeira
vez.
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|
Outubro |
É
feita a segunda grande reorganização do Banco. Cinco escritórios
regionais são criados, incorporando sete antigos departamentos de
"área" ou geográficos, além de oito departamentos de projetos.
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|
1974 |
|
|
|
O
Banco estabelece um escritório em Recife.
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|
Outubro |
O
Comitê Interino (do FMI) e o Comitê de desenvolvimento (formalmente:
o Comitê Conjunto Ministerial das Juntas de Governadores do Banco
Mundial e do Fundo Monetário Internacional sobre a Transferência de
Recursos Reais aos Países em Desenvolvimento) são estabelecidos.
--- |
|
24 de outubro |
Os Diretores Executivos aprovam uma proposta instituindo um Diretor
Geral como Gerente da função de avaliação, e que a função deve ser
ligada à diretoria executiva e ao gabinete do presidente.
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1975 |
|
|
17 de outubro |
A
primeira mulher é indicada para uma diretoria de departamento
(Shirley Boskey, Diretora de Relações Internas).
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|
16 de dezembro |
É
criado o Mecanismo de Preparação de Projetos, no qual o Banco
adianta fundos para possíveis tomadores de empréstimos para abordar
facilitar a preparação de projetos e a capacitação institucional.
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|
23 de dezembro |
O
Mecanismo de Financiamento Intermediário, que possibilita
empréstimos em condições intermediárias entre o BIRD e a AID,
torna-se efetivo.
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|
1978 |
|
|
Agosto |
O
primeiro Relatório do Desenvolvimento Mundial (WDR) é publicado, sob
os temas das perspectivas para a aceleração do crescimento e a
redução da pobreza, além da identificação das principais políticas
que afetam essas perspectivas. A série de WDR torna-se a principal
publicação anual do Banco.
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|
1979 |
|
|
30 de junho |
Os empréstimos do ano fiscal ultrapassam US$ 10 bilhões pela
primeira vez.
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|
Julho |
A
Junta de Governadores adota uma norma que estabelece um Tribunal
Administrativo independente para julgar questões funcionais.
--- |
|
24 de julho |
É
iniciado planejamento para operações de empréstimo em saúde.
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|
1980 |
|
|
|
|
Os Arquivos do Banco Mundial são estabelecidos.
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|
|
4
de janeiro |
O
capital autorizado do Banco Mundial é aumentado em US$ 44 bilhões
para US$ 85 bilhões.
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|
|
25 de março |
É
aprovado o primeiro empréstimo de ajuste estrutural, para a Turquia,
no valor de US$ 200 milhões.
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|
|
15 de maio |
Os Diretores Executivos decidem que a República Popular da China
representa a China no Banco.
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|
1
de julho |
Um esquema de cesta de moedas, planejado para equalizar os riscos
cambiais dos tomadores de empréstimos do Banco, entra em operação.
--- |
|
|
1981 |
|
|
|
1
de julho |
A. W. Clause torna-se o sexto Presidente do Banco Mundial.
--- |
|
|
1982 |
|
|
|
10 de maio |
A
primeira mulher é indicada para uma vice-presidência do Banco - Anne
Krueger, Vice-Presidente de Economia e Pesquisa.
--- |
|
|
1983 |
|
|
|
11 de janeiro |
São aprovados novos instrumentos de co-financiamento, planejados
para aumentar e estabilizar fluxos de capitais privados, ao
coordenar fluxos privados a operações do BIRD.
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Fevereiro |
As Tabelas Mundiais das Dividas, compilado pelo Banco para uso
interno desde 1972, é publicado para o para o público geral pela
primeira vez.
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22 de fevereiro |
É
criado o Programa de Ação Especial, um programa de dois anos
planejado para acelerar desembolsos para países que passem por
circunstâncias externas adversas e assegurar a implementação de
projetos prioritários. |
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1985 |
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1
de julho |
O
Mecanismo Especial para a África Sub-Saariana, criada para apoiar
programas de reforma dos governos africanos durante um período de
três anos, inicia suas operações.
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1986 |
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27 de junho |
A
Polônia volta ao Banco (após 36 anos de afastamento).
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1
de julho |
Barber Conable se torna o sétimo Presidente do Banco.
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1987 |
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15 de abril |
O
Banco estabelece uma Missão Residente em Brasília, chefiada por
George Papadopoulolos. É a quinta missão na América Latina.
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4
de maio |
O
Banco é reorganizado em quatro complexos vice-presidenciais
seniores: Operações; Políticas, Planejamento e Pesquisa; Finanças; e
Administração. Nas regiões, são criados departamentos de países,
combinando as funções antes divididas entre departamentos de
projetos e programas. Também é estabelecido um Departamento
Ambiental central, dentro da Vice-Presidência Sênior para Políticas,
Planejamento e Pesquisa.
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4
de dezembro |
Doadores concordam em estabelecer um Programa Especial de
Assistência que fornece ajuda de rápido desembolso a países
africanos de baixa renda que estejam realizando reformas e tenham
problemas com suas dívidas.
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1988 |
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12 de abril |
A
convenção internacional que estabelece a Agência Multilateral de
Garantia de Investimentos (AMGI) entra em vigor.
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27 de abril |
O
capital autorizado do BIRD aumenta para US$ 171,4 bilhões.
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1989 |
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1
de agosto |
É
estabelecido o Mecanismo de Redução de Dívida para os países membros
exclusivamente da AID.
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1990 |
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30 de janeiro |
O
maior empréstimo já realizado pelo BIRD (em termos nominais) é
aprovado para o programa de redução de dívida do México - US$1,26
bilhão.
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30 de junho |
Os empréstimos para educação no ano fiscal passam de US$ 1 bilhão
pela primeira vez.
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1
de julho |
A
IFC estabelece uma Missão em São Paulo, chefiada por Stanley R.
Greig.
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16 de julho |
É
lançado o Relatório do Desenvolvimento Mundial de 1990, que traça
uma estratégia de redução da pobreza baseada sobre experiências de
países em desenvolvimento de todo o mundo.
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20 de setembro |
A
Tchecoslováquia retorna ao Banco.
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28 de novembro |
É
lançado o Fundo Mundial do Meio Ambiente (Global Environment
Facility - GEF), administrado em conjunto pelo Banco Mundial, o PNUD
e o UNEP.
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1991 |
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Fevereiro |
Lançada a Iniciativa de Desenvolvimento de Capacidade na África
(ACBI).
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1
de setembro |
Lewis T. Preston torna-se o oitavo Presidente do Banco.
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17 de setembro |
O
Presidente anuncia uma reorganização limitada do Banco, criando três
cargos de Diretores-Gerentes no Gabinete do Presidente.
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1992 |
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22 de março |
É
criado o Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do
Brasil (PPG7) - uma iniciativa do Grupo dos Sete países
industrializados em parceria com o Brasil para encontrar caminhos
para proteger e desenvolver sustentavelmente a Amazônia e a Mata
Atlântica. O Banco Mundial é o administrador do programa.
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29 de maio |
A
Suíça torna-se membro do Banco.
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16 de junho |
A
Federação Russa se torna membro do BIRD e da AID.
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23 de junho a
22 de setembro
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Treze repúblicas da antiga União Soviética tornam-se membros do
BIRD.
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1
de novembro |
A
Diretoria Executiva aumenta de tamanho de 22 para 24 Diretores
Executivos, com a criação de uma cadeira não-eleita para a Arábia
Saudita e outra cadeira para a Suíça e outros membros.
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3
de novembro |
O
relatório da força tarefa sobre Administração da carteira do Banco -
o "Relatório Wapenhans" - é enviado à Diretoria Executiva.
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1993 |
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1
de janeiro |
A
Tchecoslováquia deixa de ser membro do Banco.
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1
de janeiro |
São criadas três vice-presidências temáticas - sobre meio ambiente,
recursos humanos e o setor privado.
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7
de janeiro |
O
Brasil assina os Artigos de Entendimento da AMGI, tornando-se seu
101o membro.
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25 de fevereiro |
A
Iugoslávia deixa de ser membro do Banco.
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22 de setembro |
É
criado o Painel de Inspeção independente - que recebe e investiga
acusações de que o Banco não segue suas próprias políticas e
procedimentos no planejamento, avaliação e/ou implementação de
projetos de desenvolvimento por ele apoiados.
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1994 |
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3
de janeiro |
Aberto o Centro de Informações ao Público (PIC) na sede do Banco.
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3
de maio |
O
Banco anuncia um plano de três anos e US$ 1,2 bilhão para apoiar a
transição dos Palestinos da Cisjordânia e Faixa de Gaza para o
governo autônomo.
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junho |
Pela primeira vez o desembolso líquido do Banco é negativo.
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8
de setembro |
Os diretores Executivos aprovam recomendações de que garantias
correntes sejam usadas como novos instrumentos operacionais do
Banco.
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1995 |
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3
de março |
A
Coréia do Sul torna-se o 26o país a "formar-se" do Banco (não mais
necessitar de empréstimos), e o primeiro a progredir de uma condição
de tomador exclusivo de recursos da AID a tornar-se doador.
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1
de junho |
James D. Wolfensohn torna-se o nono Presidente do Banco.
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1996 |
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23 de fevereiro |
Criado o Fundo Fiduciário para a Bósnia e Herzegovina.
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29 a 30 de setembro |
O
Comitê Interino e o Comitê de Desenvolvimento endossam e determinam
uma rápida implementação do iniciativa para assistir os Países
Pobres Muito Endividados (HIPC).
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1
de outubro |
Aberto o Centro de Parcerias com Empresas, para fortalecer as
parcerias com o setor privado.
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1997 |
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O
Departamento do Brasil é descentralizado e passa a operar de
Brasília, onde o Diretor, na época o Sr. Gobind Nankani, fica
sediado.
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4
de março |
O
Banco aprova seu primeiro empréstimo sub-nacional de reforma - US$
125 milhões para o programa de privatizações do Estado do Rio Grande
do Sul.
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31 de março |
A
Diretoria Executiva aprova por unanimidade o Pacto Estratégico, um
programa fundamental de reformas para tornar o Banco mais eficiente
em sua missão de lutar contra a pobreza.
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Abril |
As Diretorias Executivas do FMI e do Banco aprovam assistência sob a
iniciativa HIPC para a Uganda, o primeiro país a beneficiar-se da
nova iniciativa.
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1999 |
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16 de março |
O
Instituto de Desenvolvimento Econômico (EDI) é rebatizado Instituto
do Banco Mundial (WBI).
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1
de julho |
O
sistema de gerenciamento de informações SAP entra em operação no
Banco.
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27 de setembro |
O
Presidente Wolfensohn é nomeado para um segundo mandato à frente do
Banco.
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2000 |
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10 de janeiro |
O
Presidente Wolfensohn é o primeiro presidente do Banco a falar para
o Conselho de Segurança da ONU - ele fala sobre a epidemia da AIDS,
e reivindica mais recursos para combater a doença.
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8
de março |
A
Comissão sobre Instituições Financeiras Internacionais (conhecida
como Comissão Meltzer) do Congresso dos EUA divulga um relatório
crítico, que advoga uma redução drástica do Banco e do FMI.
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16 de abril |
As reuniões do Comitê de Desenvolvimento em Washington são
perturbadas por grandes protestos contra a globalização.
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Outubro |
Inaugurado o escritório do Banco Mundial em Fortaleza.
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2001 |
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11 de maio |
A
Iugoslávia se reintegra ao Banco.
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18 de junho |
A
Diretoria Executiva do banco adota uma nova política ambiental,
integrando ainda mais as considerações ambientais às operações do
Banco.
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3
de agosto |
O
Banco e o FMI abrem à participação do público o processo de revisão
dos Relatórios de Estratégia de Redução da Pobreza (PRSP).
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17 de setembro |
Devido a ataques terroristas nos EUA, o Banco e o FMI decidem
cancelar as reuniões anuais de suas Juntas de Governadores.
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1
de outubro |
O
novo Diretor do Banco Mundial para o Brasil, Sr. Vinod Thomas,
assume o cargo.
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Bibliografia:
LICHTENSZTEJN, Samuel e BAER, Mônica, Fundo Monetário Internacional e
Banco Mundial -- Estratégias e Políticas de Poder Financeiro, Brasiliense,
1987.
·
SABBI, Alcides Pedro, O que é FMI, Brasiliense, 1991.
·
http://www.bancomundial.org.br/

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