Cultura Organizacional País Pesquisado: Paraguai
Esse trabalho tem como objetivo apresentar a cultura organizacional e a cultura e origens do Paraguai e como o desenvolvimento da humanidade está marcado por contatos e conflitos entre modos diferentes de organizar a vida social, de se apropriar dos recursos naturais e transformá-los, conceber a realidade e expressá-la. A história, registra as transformações das culturas movidas por suas forças internas. São complexas as realidades dos agrupamentos humanos e as características que os unem e se diferenciam suas culturas. A cultura diz respeito à humanidade como um todo e ao mesmo tempo a cada um dos povos, nações, sociedades e grupos humanos. Quando se consideram as culturas particulares que existem ou existiram, logo se constata a sua grande variação. Cada lógica cultural tem sua lógica interna. As variações nas formas de família, por exemplo, ou nas maneiras de habitar, de se vestir ou de distribuir os produtos do trabalho fazem sentido para os agrupamentos humanos, são resultado de sua história e relacionam-se com as condições materiais de sua existência.
Segundo Santos (1987) a cultura é a esfera geral do conhecimento e das representações na sociedade histórica. A cultura envolve todo o acervo de valores e hábitos que marcam a condição humana. Um conjunto de atributos que se projeta para diferentes variáveis comportamentais. Existem valores, hábitos, objetos e comportamentos genéricos que dão um certo ar de família cultural a uma sociedade, grupo humano, região ou comunidade. A palavra cultura percorreu um longo caminho até adquirir um sentido sistemático de uma diversidade de maneiras de viver. Cultura é palavra de origem latina e em seu significado original está ligada às atividades agrícolas. Vem do verbo latino "colere", que quer dizer cultivar. Pensadores romanos antigos ampliaram esse significado e a usaram para se referir ao refinamento pessoal, e isso está presente na expressão "cultura da alma". Como sinônimo de refinamento, sofisticação pessoal, educação elaborada de uma pessoa, cultura foi usada constantemente desde então e o é até hoje. No século XIX a preocupação com a cultura se generalizou como uma questão científica; foi a partir de então que as ciências humanas passaram a tratar sistematicamente da cultura. No século XIX uma visão não-religiosa tornou-se dominante do mundo social e da vida humana. Até então o cristianismo tivera força para se impor na definição de práticas e comportamentos. A ruptura com essa visão religiosa se fez através de preocupações com o entendimento da origem e transformação da sociedade e também das espécies de vida. As preocupações sistemáticas com a cultura nasceram associadas a novas formas de conhecimento. A diversidade das culturas existentes acompanha a variedade da história humana, expressa possibilidades de vida social organizada e registra graus e formas diferentes de domínio humano sobre a natureza. Em termos gerais, os valores animológicos da cultura referem-se a todas as dimensões de reagibilidades, experiências vividas e conhecimentos acumulados no cérebro das pessoas. O conceito diz respeito a tudo aquilo que cada indivíduo conseguiu resguardar na mente, desde a infância até a maturidade, envolvendo um acervo particular de experiências, meditações, receios e ousadias, elucubrações, valores positivos e negativos, moralidade, espírito ético e capacidade de sublimação. Enfim, é um "estoque" de valores e conhecimentos que se projeta em comportamentos, hábitos e reações. A história, que cria a autonomia relativa da cultura e as ilusões ideológicas quanto a esta autonomia, exprime-se também como história da cultura. E toda a história conquistadora da cultura pode ser compreendida como a história da revelação da sua insuficiência, como uma marcha para a sua auto-supressão. No desenvolvimento da cultura, a constituição e ampliação da linguagem foi o acontecimento essencial. Substituindo pios e mugidos pela invenção de palavras, grupos humanos de vivência regional conseguiram uma arcaica territorialidade lingüística. Guerras, migrações forçadas, invasões dominadoras introduziram modificações sucessivas nos estoques mais arcaicos de falas. Foi somente após o estabelecimento de linguagens e de sua consolidação que o processo de civilização projetou-se. Eram mensagens artísticas feitas por alguns privilegiados homens das cavernas, destinadas a ser vistas por poucos. Mas, a invenção dos hieróglifos, alfabeto e bizarras escritas orientais contribuiu para a democratização gradual da informação, projetada para homens e grupos humanos contemporâneos ou futuros. A Educação,é o processo de evolução da linguagem, fato que obrigou a introdução mais generalizada da escola, no preparo das crianças para sua inserção na sociedade plural. Do singelo aprendizado do alfabeto passou-se para uma exigência maior, designada educação, instrumento básico para uma homogeneização relativa dos conhecimentos e a realização de acréscimos culturais, em todas as áreas do saber. Não existem dificuldades para a alfabetização, mas são extremamente complexos os modos, processos e métodos para o deslanche dos processos educativos, capazes de criar acervos culturais válidos. É difícil entender a distância que separa o tempo cultural das inscrições rupestres e o uso exaustivo da parafernália eletroeletrônica, dos computadores, do lazer e da Internet. Sendo que, a partir daí, alguns homens puderam deixar mensagens e registros sobre fatos de sua época. A alimentação, na cultura humana tem grande significância para o processo evolutivo arcaico e, mais tarde, daquilo que na linguagem burguesa se chama de culinária. É provável que os primeiros homens alimentaram-se dos recursos oferecidos pela natureza no entorno do seu espaço de vivência. De início, a coleta foi muito importante. A caça animalesca era o banquete rústico de alguns raros dias. E, assim, a culinária seguiu trajetórias diferentes, em todos os domínios da natureza do mundo, participando como peça essencial nos atributos culturais de grupos humanos os mais diversos. Na história cultural do homem, existe um lugar especial para a discussão das invenções de objetos e instrumentos. Na Pré-História, para sobreviver aos riscos do ambiente natural primário, os homens tiveram de ampliar a força de seus braços e mãos, com variados objetos e instrumentos, como o tacape, o arco e a flecha. O fogo e sua conservação e reprodução. A roda e suas aplicações. O machado de pedra. A argila. Canoas, palafitas. E, daí por diante, a velocidade das conquistas tecnológicas se acelerou no Ocidente, enquanto no Novo Mundo as culturas primárias continuaram a viver tranqüilamente com seus valores e objetos, no recesso das matas, sertões, cerrados e pradarias, até à chegada e interferência dos colonizadores. Dos valores culturais, seria ilusório pensar apenas nos valores animológicos, sociológicos e ergológicos como sendo o "universo" total da cultura. Os atributos do homem ultrapassam a trilogia pioneira. Existem valores derivados da sensibilidade criativa que ultrapassam as características genéricas preestabelecidas. Muito embora sejam derivações ou projeções dos fatos animológicos combinados com objetos tecnológicos. Nesse contexto, situam-se os valores derivados da lingüística, da escrita e da imprensa. Os valores musicais; os valores artísticos e ficcionais; os valores literários: da poesia ao ensaio, do conto ao romance; os valores da escultura, em suas mensagens prolongáveis no tempo, Incluindo-se nisso, a ornamentação decorativa; os valores implícitos ou explícitos do vestuário. Os valores da resistência social aos desmandos e autoritarismos derivados do poder. Incluindo-se aí a consciência da mais valia. Os valores e desempenhos da ética. Os valores da reconstrução da história, envolvendo a análise das trajetórias da espécie humana, em todos os tempos e espaços: um atributo exclusivo do homem, democratizado pela atuação de corretos processos educativos. E, por fim, os grandes valores das ciências projetáveis para o conhecimento do universo e da matéria. Desdobráveis em ciências do planeta, ciências da vida, da sociedade e da economia, ciências biomédicas e da mente.
Segundo Barbosa (1992) a Cultura organizacional é definido como um conjunto de valores e símbolos compartilhados. Sob o ponto de vista da administração, é fundamental dimensionar com clareza as relações entre os aspectos objetivos e representacionais das organizações, pois esperam que esse paradigma produza novos e melhores instrumentos de intervenção e compreensão da realidade. Entretanto, como bem diz Barbosa na maioria das vezes em que se fala de cultura organizacional, está-se falando dos valores que o segmento gerencial considera ideais para "tocar" a organização, e não dos valores que efetivamente existem subjacentes às práticas, às políticas administrativas, às estratégias, à identidade organizacional etc. dos diferentes segmentos num determinado momento da vida de uma empresa. Deste modo, a cultura, tal como a entendem os antropólogos, é um sistema de símbolos e significados de domínio público, em cujo contexto das tarefas e práticas de determinado grupo podem ser descritas de forma inteligível para as pessoas que dela participam ou não. No caso das organizações, pode ser pensada como uma rede de significados cujas tramas se combinam e recombinam gerando sempre novos padrões que formam o contexto no qual se desenrola e se torna significativa a ação social. E essa "rede" num sentido figurado, é como um artifício teórico que subjaz às práticas cotidianas, ao modelo de relações sociais entre os vários segmentos, às lógicas contidas nas formas de se fazer negócio, às hierarquias formais e informais, às múltiplas políticas administrativas, a aplicação e contextualização das regras, às relações de poder, às estratégias políticas, às concepções de carreira, dando sentido e significado a tudo e a todos. Para se conhecer a cultura de uma empresa se faz necessário um mapeamento objetivando conhecer valores que conferem sentido ao que se faz, as estratégias que se adotam, aquilo por que se luta, o que gera consenso ou dissenso. O conceito de cultura organizacional ou empresarial, como bem diz Barbosa, além de enfatizar que uma única instituição – a empresa – tem a tarefa de administrar, privilegiou no universo empresarial as organizações de grande porte, deixando em segundo plano as de pequena dimensão e expressão econômica. No Brasil, pela própria formação histórica e econômica, observa-se que a nossa cultura põe em prática os seguintes valores: Bom relacionamento, preferência por grandes organizações, rígida estrutura hierárquica, permanência por muito tempo num mesmo emprego etc. Em relação a outros países, observa-se no Brasil uma cultura de emprego, o mais importante é o indivíduo ter um emprego. Nas culturas de trabalho como EUA e Japão, o mais importante é a relação do indivíduo com suas produções materiais.
Segundo Tavares (1991), em seu livro Cultura Organizacional descreve que uma empresa pode ou não ser uma cultura, porem todas têm cultura, uma vez que faz parte de um ambiente social maior, que é em si, uma cultura. Uma empresa transforma-se em cultura, cria sua maneira própria de ser, pensar ir, no processo de se constituir como um grupo organizado de pessoas em busca de um fim. Quando um fundador cria uma empresa, ele agrupa-se a um conjunto de pessoas que chegam com seus conhecimentos, valores e comportamento, amalgamando tudo isso, em torno do objetivo de constituir a empresa, produzir um objetivo ou serviço, e coloca-lo no mercado. A cultura pode ser transformada de acordo com os mesmos princípios com as quais se formam. Dada uma estrutura de poder, é possível a realização de mudanças culturais profundas, que altere desde as soluções criadas num processo coletivo, porém liberado, se revelem coerentes com ambientes em mutação. Essa coerência pode ser gerada por um sistema cultural que se mantenha aberto à diversidade e a divergência, a interpretações alternativas da realidade, ao contrário disso, onde ambientes culturais se fecham, tornando-se auto-sustentadores, encontramos as bases da estagnação e provável dissolução por falência ou incorporação de sistemas mais dinâmicos. A cultura construída por um grupo humano, permite sua sobrevivência, desenvolvendo a evolução pois é o mecanismo adaptável da espécie, que emergiu de sua interação evolucionária com o meio ambiente. A cultura é o veículo de relação com excelência com o meio externo. Executivos e administradores capazes de ler, adequadamente, a cultura de seus ambientes interno e externo, criam e mantêm empresas ascendentes em seus mercados. Os mitos, símbolos e ritos, são peças chaves, para a compreensão e posterior descrição daquele modo próprio de fazer e de pensar das coisas, que constitui uma cultura plenamente desenvolvida, em qualquer de seus diversos níveis de manifestações. Uma cultura estabelece uma identidade, através da exteriorização em formas variadas, de uma visão de mundo, de um modo próprio de fazer as coisas, categorizar, interagir, via uma estrutura interna de poder da configuração especial criada internamente, para responder a solicitações e pecularidades apreendidas, reconhecidas no meio externo, pelas pessoas nas posições dirigentes. Uma organização que muda todo o seu pessoal muito freqüentemente não tem como se transformar em cultura. Os valores culturais, são elementos definidores e identificadores por excelência dos grupos sociais humanos, fundamento básico das distinções culturais por estabelecerem comportamentos, sentimentos e expressões muito típicos para cada grupo. O estudo da cultura feito pela antropologia, procura descrever estes padrões e explicar sua interligação tornando compreensível uns aos outros os diferentes sistemas culturais da humanidade, o antropólogo trabalha com a dimensão cultural do comportamento humano, através da interpretação atual das conseqüências da utilização do fogo, para o desenvolvimento biológico e cultural da linha homínida que resultou na espécie humana recente. A cultura é parte da biologia do homem, a biologia da espécie humana é produto da cultura, não é transmitida geneticamente, mas socialmente através da aprendizagem, a capacidade de aprender, desenvolver e criar cultura é transmitida hereditariamente, é o mecanismo por excelência da espécie humana, é socialmente produzida, somente é possível num processo coletivo, a interação com o meio ambiente, é feito através do aparato cultural. Segundo Tavares (1991), a variação cultural refere-se primordialmente aos hábitos e comportamentos de um grupo ou sociedade para outros. Entretanto, é relativamente recente o estudo das formas que essas diferenças assumem no mundo do trabalho. Não faz muito tempo, todos acreditavam que regras gerais se aplicavam a todas as situações de administração, trabalho e organizações, independente dos contextos em que eram encontradas. Entretanto, a grande que permanece se refere ao modo pelo qual o comportamento das organizações varia culturalmente. Recentemente consideráveis diferenças têm sido encontradas nos valores, atitudes e comportamentos dos indivíduos no ambiente de trabalho, principalmente no que se refere ao trabalho administrativo. As situações administrativas são filtradas pelo conjunto de crenças e atitudes que cada um de nós tem. Os comportamentos de executivos e trabalhadores baseiam-se em crenças atitudes e valores e, em certa medida, verdadeiros ciclos viciosos de c comportamento são causados por crenças, atitudes e valores. Douglas McGregor: teorias "X e Y" Teoria "X": os executivos que figuram nesta teoria deixavam de confiar em seus subordinados, acreditando que os empregados não faziam um bom trabalho, a não ser que fossem controlados de forma taylorista.Teoria "Y": descreve a confiança dos executivos em seus trabalhadores é a grande responsável pelas metas e tarefas mais globais sem sistema de controle e supervisão cerrados. Os empregados, acreditando na confiança depositada, dedicam o melhor de si mesmo ao trabalho. Estilos administrativos e culturas nacionais É o caso de um trabalho de André Laurent, que estudou as filosofias e os comportamentos empresariais em nove paises europeus e asiáticos, bem como nos Estados Unidos. Laurent dirigiu-se aos executivos de cada um desses paises, com o objetivo de saber como eles abordariam cerca de 60 situações comuns de trabalho. Com as respostas delineou padrões distintos para os executivos, de acordo com esses paises. Geert Hofstede produziu resultados de pesquisa que vieram corroborar e integrar outros anteriores obtidos por pesquisadores diversos, entre os quais Laurent. Hofstede, tanto quanto Laurent encontrou significativas diferenças tanto no que se refere a comportamento, quanto ao que se refere a atitudes de empregados e executivos de diferentes paises, todos trabalhando para a mesma multinacional, sendo que tais diferenças se mostraram consistentes no tempo. Fala-se em individualismo, na situações em que as pessoas se definem como indivíduo, o que implica redes sociais que se interligam difusamente, redes essas nas quais as pessoas tomam conta apenas de si próprias e daqueles que estão mais próximos. A situação inversa, o coletivismo, é caracterizada por redes sociais profundas, nas quais as pessoas fazem distinção entre seus próprios grupos, que incluem parentes, clãs e organizações, além de outros grupos. É o caso em que as pessoas esperam que seus grupos dêem proteção a seus membros, fornecendo-lhes segurança em troca de lealdade. F.A. Muna (1980), em uma pesquisa conduzida entre executivos árabes, encontrou como resultado que dois terços do pessoal pesquisado acreditava que a lealdade do empregado era mais importante que sua eficiência.
Para Hofstede (1997), o Brasil é uma sociedade coletiva, não se colocando, entretanto entre as mais coletivistas. O Brasil é, para Hofstede, mais coletivista que o Japão, pais geralmente tido como coletividade por excelência; da mesma forma nosso país é caracterizado por uma distancia de poder muito grande, embora perca para as demais sociedades da América Latina, com exceção da Argentina. O Brasil também aparece como uma das nações onde é maior a busca de evitar a incerteza, mesmo que apareça com esta característica menos marcada que a maioria dos paises ditos mediterrâneos. A posição do Brasil, neste particular, mostra-se próxima da Itália. De qualquer forma, são fortes em nosso país tanto a dimensão grande distancia de poder quando a dimensão elevado nível de busca de evitar incerteza. As organizações brasileiras geralmente apresentam uma distância de poder tão grande que parecem lembrar a distribuição de renda nacional e o passado escravocrata. A forma como trabalhadores e executivos são tratados. parece, de um lado, basear-se em controles do tipo masculino, o uso da autoridade,e, de outro, em controles de tipo feminino, o uso da sedução. Inicialmente pensado como economia de extração, o Brasil, 500 anos depois, exibe traços da lógica que a acompanha, na exploração de recursos internos das organizações, inclusive os humanos, na exploração do consumidor, do meio ambiente e no desperdício generalizado. O colonizador, que se apropriou da cultura indígena, principalmente por meio da índia ; o colonizador que se apropriou da cultura negra, em um modo de produção, o capitalismo, que não pressupunha a escravatura, é hoje o burguês ou o tecnocrata, que se apropria da força de trabalho. No Brasil, o operário é o sucessor do escravo, como sugere Caio Prado Jr. (1965). A base da cultura brasileira é o engenho, é o binômio casa grande e senzala. O senhor do engenho era um senhor absoluto em seus domínios. Cabia a ele administrar suas terras, sua família e seus escravos. A distância social era a contrapartida da proximidade física. A ambigüidade das relações sociais era inevitável, na descrição magistral de Gilberto Freyre (1981). Já no engenho surge o favoritismo, só que despido de qualquer valor negativo. Definição de Cultura e Poder nas Organizações: Recuperando Algumas raízes antropológicas Segundo Fleury (1996), no livro Cultura e Poder nas Organizações, a preocupação fundamental da pesquisa etnográfica era de desvendar os significados dos costumes de sociedades diferentes da ocidental, partia-se do pressuposto da unidade entre a ação humana e sua significação sem qualquer relação de uma sobre a outra. Não existe a preocupação em estabelecer relação entre as representações e o poder. Os padrões culturais não são concebidos como instrumentos de dominação, a cultura é instrumento de domínio das forças naturais. para Fleury, Berger e Luckmann, a vida cotidiana se apresenta para os homens como uma realidade ordenada, a realidade se impõem como objetivada, constituída por uma série de objetivos que foram designados como objetos antes da aparição de si mesmo, existe o compartilhar de um senso comum sobre a realidade. Os símbolos assim como a linguagem dos signos, tem capacidade para comunicação. Quando um grupo tem que transmitir a uma nova geração a sua visão de mundo, surge a necessidade de legitimação. Em nível primário, se torna membro de uma sociedade, nasce numa estrutura social objetiva, envolve aprendizagem cognitiva, onde a linguagem é o mais importante instrumento de socialização, a identificação acontece através dos valores transmitidos pelos pais, o cunho da realidade do conhecimento é internalizado pelo indivíduo. Em nível secundário, onde o indivíduo é introduzido já socializado a novos setores do mundo objetivo. A identificação acontece na medida necessária para a comunicação entre os seres humanos, o conhecimento é adquirido numa seqüência de aprendizado e técnicas específicas. A extensão e o caráter, são determinados pela complexidade da divisão do trabalho e pela distribuição social do conhecimento. O universo simbólico possibilita aos integrantes do grupo, aprender a realidade, integrando os significados, viabilizando a comunicação. A questão do poder, é enfocada como pano de fundo sobre o qual se tecem as relações sociais e não como eixo central de análise.
Segundo Fleury (1996), no livro Cultura e Poder nas Organizações, onde os pesquisadores Janice Beyer e Harrison conceituaram cultura organizacional como uma rede de concepções, normas e valores, que são tomadas por certas, que permanecem submersas a vida organizacional, para criar e manter a cultura essas concepções, normas, valores devem ser afirmados e comunicados aos membros da organização de uma forma tangível, sendo eles os ritos, rituais, mitos, estórias, gestos e artefatos. O rito é uma categoria que desvenda a cultura das organizações, sendo facilmente identificados e dificilmente interpretados. Segundo Schein, na citação de Fleury, o cultura organizacional é um conjunto de pressupostos básicos, que um grupo inventou, descobriu ou desenvolveu ao aprender a lidar com os problemas de adaptação externa e integração interna, como a forma correta de perceber, sentir e pensar em relação aos problemas, podendo ser aprendida em vários níveis como: níveis de artefatos visíveis, níveis dos valores que governam o comportamento das pessoas, níveis de pressupostos inconscientes. O papel do fundador da empresa na cultura organizacional é muito importante. Para decifrar a cultura de uma empresa é preciso investigar a relação com a natureza, se a natureza da realidade é de verdade, a natureza humana, a natureza da atividade humana, a natureza das relações humanas. Segundo Fleury (1996), a cultura organizacional, é concebida como um conjunto de valores e pressupostos básicos expresso em elementos simbólicos, que em sua capacidade de ordenar, atribuir significações, construir a identidade organizacional, tanto agem como elemento de comunicação e consenso, como ocultam e instrumentam as relações de dominação. Segundo Pettigrew, citado por Fleury (1996), é possível gerenciar a cultura de uma organização, mas com grande dificuldade, principalmente ao desdobrarmos em planejar, organizar, controlar e avaliar e a questão se torna complexa quando se trata de mudança organizacional porque há resistência de vários segmentos significativos da organização, os momentos de crise são importantes para a mudança cultural da organização, são as situações ligadas ao ambiente externo e interno, onde as mudanças dos elementos simbólicos formam um processo de criação conjunta para a qual não existe receita pronta.
Segundo Fischer (1996), no livro Cultura e Poder nas Organizações, cultura e poder passam pelo filtro das diversas abordagens oriundas de diferentes áreas do conhecimento: a sociologia, a antropologia, a psicologia entre outros. Trata-se de elaborar a concepção específica dos componentes políticos constituintes dos padrões culturais identificados nessas organizações. Os agentes organizacionais reagirão para evitar as transformações, que se lhes apresentam como uma ruptura dessa profunda identidade com a organização e uma negação de valores estabelecidos e transmitidos em relação ao sentimento de segurança e coesão. Estas reações apresentam as características da organização no momento em que a mudança é proposta, o poder que detém essas reações baseadas em traços culturais impedem a implantação de mudança organizacional. O poder organizacional ordena as multiplicidades humanas cujo controle é essencial para a manutenção da própria organização, onde o poder organizacional não deve ser ingenuamente atribuído, o poder difunde-se através do corpo da organização, manifestando-se por meio de práticas e relações cuja eficácia baseia-se na capacidade de ocultar as contradições existentes, ao invés de eliminar o conflito, as práticas organizacionais visam mantê-lo como elemento regulador entre cultura e poder.
Segundo Morgan (1996), em seu livro Imagens das Organizações, desde que o Japão surgiu como líder do poder industrial, os teóricos, bem como os administradores, têm estado crescentemente conscientes do relacionamento entre cultura e administração. Durante os anos 60, a confiança e o impacto da administração e da indústria americana pareciam inabaláveis. Gradualmente, mas de forma crescente, através dos anos 70, o desempenho dos carros, da eletrônica e de outros produtos industriais japoneses começou a mudar tudo isso. O Japão, passou a assumir o comando dos mercados internacionais, estabelecendo sólida reputação de qualidade, confiabilidade, valor e serviço. Virtualmente sem recursos naturais, sem energia e mais de 110 milhões de pessoas aglomeradas em quatro pequenas ilhas montanhosas, o Japão teve sucesso em chegar ao mais alto ritmo de crescimento, ao mais baixo nível de desemprego e, pelo menos em algumas das maiores e mais bem-sucedidas organizações, a uma remunerada e saudável população trabalhadora do mundo. Saindo das cinzas da Segunda Guerra Mundial, o país construiu um império que não perde para nenhum outro. Embora diferentes teóricos tenham discutido as razões dessa transformação, a maior parte dele concorda que a cultura e a forma de vida em geral deste misterioso país oriental tiveram papel central. A mudança de equilíbrio do poder mundial, associada à crise de petróleo da OPEP em 1973, bem como a crescente internacionalização de grandes corporações, também aumentaram o interesse pela compreensão do relacionamento entre a cultura e a vida organizacional. Morgan (1996), define cultura, como sendo diferentes grupos de pessoas tem diferentes estilos de vida e a organização é em si mesma um fenômeno cultural que varia de acordo com o estágio de desenvolvimento da sociedade, a cultura varia de uma sociedade para outra e examinado como isto ajuda a compreender variações nacionais nas organizações em diferentes países, Morgan (1996), diz que grandes organizações são capazes de influenciar a maior parte do dia-a-dia das pessoas de maneira completamente estranha àquela encontrada numa remota tribo nas selvas da América do Sul, a rotina da vida organizacional, baseia-se, na verdade, em numerosas realizações que requerem habilidades, importantes dimensões da cultura moderna estão enraizadas na sociedade industrial, cuja organização é em si mesma uma fenômeno cultural. Uma das características da cultura é que ela cria uma forma de etnocentrismo, um completo conhecimento da cultura, mostra que todos são igualmente anormais a esse respeito, adotando aquele que é estranho na cultura, pode-se ver as organizações, seus empregados, suas práticas e seus problemas sob nova perspectiva. Morgan (1996) diz ainda que entre todas as culturas organizacionais, aquelas que mais se destacam são os sindicatos,uma vez que os sindicatos são por natureza contra-organizações, onde sua existência provém do fato de que os interesses do empregado e do empregador podem não sintonizar. Os sindicatos tem sua própria história cultural, que varia de indústria para indústria, bem como de organização para organização. Filosofias, valores e normas da cultura sindical, freqüentemente, exercem importante impacto no mosaico da cultura, sub-cultura e contracultura, que caracteriza a vida de qualquer organização. Segundo Morgan (1996), devemos compreender cultura como um processo contínuo, proativo da construção da realidade, e que se dá vida ao fenômeno da cultura em sua totalidade, a cultura pode não mais ser vista como uma simples variável que as sociedades ou as organizações possuem, mas como um fenômeno ativo onde as pessoas criam e recriam os mundos dentro das quais vivem, lemas, linguagem evocativa, símbolos, histórias, mitos, cerimônias, rituais e padrões de comportamento tribal que decoram a superfície de uma vida organizacional, oferecem pistas da existência de um significado muito mais profundo e difundido, o desafio de compreender as organizações enquanto cultura, é compreender como esses sistema é criado e mantido. Nos estudos de cultura organizacional, a representação é comumente vista como sendo um processo voluntário sob influência direta dos atores envolvidos, onde as pessoas desempenham importante papel na construção de sua realidade.
De acordo com Freitas (2000), em seu livro Cultura Organizacional: Identidade, sedução e Carisma, orientada pelo Professor Fernando C. Prestes Motta as organizações modernas não são apenas locais de trabalho, são também espaços de interação e representações humanas, habitados por um imaginário socialmente construído e veiculado dentro e fora deles e descreve a cultura é vista como complexos de padrões concretos de comportamentos: costumes, usos, tradições e hábitos, ela é vista melhor como um conjunto de mecanismos de controle para governar o comportamento. Uma das formas de controle social é o controle organizacional, exercido através da burocracia, e outra forma é o controle por resultados através da competição econômica e apela a iniciativas individuais. É a ideologia do sucesso nos negócios e na vida pública e privada. É uma forma mais sutil, moderna e tecnocrática, é um sinal de sucesso ser invejado pelos demais, manter-se na corrida e não ser desacreditado. A democracia é um controle social, uma vez que o estado acredita firme ser esta a forma de governo mais a pura expressão da vontade popular, o divergente não tem espaço, o Estado indica ao povo quais devem ser seus desejos. O controle por saturação é caracterizado pela repetição infinita de um único texto, para conduzir as manifestações e as condutas. O controle por dissuasão, que se dá através da instalação de um aparelho de intervenção, onde mostra a força para não ter que usa-la e o controle pelo amor opera através da completa identificação ou da expressão de confiança. É evidente a importância de vínculos libidinais entre os chefes e as massas que dele dependem, mas nem sempre o discurso amoroso funciona. O Fascínio é a possibilidade de os seres humanos se perderem e se encontrarem em um outro ser humano e a sedução, é a aparência e o jogo de aparências, são palavras muito bem escolhidas, fórmulas que chocam, o equilíbrio nas frases, a dicção evocadora, o sorriso que alicia,...E em geral se considera que a infalibilidade é um resultado da organização, e não da contribuição do trabalho bem-feito de cada um de seus membros. Parece que o ser humano prefere acreditar no que lhe soa melhor aos ouvidos. O trabalho é importante fonte de referência para o indivíduo. O indivíduo e as instituições são duas realidades concomitantes, estreitamente ligadas e indissociáveis. A identidade individual é resultado de um processo de socialização que se estende por toda a vida, é variável, inclui atributos pessoais, os relacionamentos, as fantasia, as posses, a vida familiar, saúde, solidariedade, atividade criativa que o indivíduo usa para se relacionar com o mundo e muitas vezes o indivíduo corre o risco de se apoiar em algo que pode se transformar em ameaça. Somos afetados por uma forma inédita de socialização e individualização,, estamos em mutação histórica que privilegia o universo dos objetos, coisas, imagens, lobbies, dinheiro, informação, valores hedonísticos, assistimos à erosão das fontes identificadoras e a desestabilização das personalidades individuais. Na sociedade flexível a autonomia do indivíduo assume um novo significado tendo como eixo central a realização pessoal e o sucesso imediato. Na sociedade moderna, há necessidade de vestimenta social, um universo de coisas, imagens e jogos de aparência. Surgindo o individualismo em grupo, é preciso se mostrar bem para o outro para ser alguém para si mesmo. O ideal de ago cobra a conta. Uma alucinação do desejo que desafia os limites do possível. As empresas se aproveitam das estruturas psíquicas que estimulam os desejos fugazes e as torna mais frágil. A perfeição é vista como virtude e confundida com alta produtividade e performance excelente. Ser executivo é ser forte, ter certeza de suas prioridades e parecer ser bem sucedido, não disfarça seu orgulho de vestir a organização como sua segunda pele. Nos dias de hoje os executivos correm o risco de estar em extinção, por isso se faz a exigência de um novo perfil. As relações nas empresas são permeadas de emoções como amor, ódio, ressentimento, cólera, inveja, ciúme, vaidade e medo de ser desmascarado. As empresas e os executivos tem em mente que para tudo existe um preço e que nem sempre são as habilidades e os conhecimentos que propiciam a melhor recompensa. Os laços que os unem à empresa são cada vez mais apertados, e eles precisam correr muito para ficar no mesmo lugar, e é mais fácil um executivo suicidar-se do que um operário, questão de status. Os executivos se identificam mais com a imagem grandiosa da empresa. Do que outras categorias profissionais. A própria ameaça do desemprego leva o indivíduo a reforçar seu laço com a empresa. As empresas parecem estar sempre na direção certa que lhes aponta o seu dinamismo, permitindo assim acelerar, frear e recuar imediatamente, modificando ou desativando alguns setores e adquirindo outros tantos. Começa a surgir um movimento que procura trazer novamente a questão do humano e de sua subjetividade, da ética e mesmo dos absurdos organizacionais ocasionados pela corrida desenfreada da competitividade. O mal-estar e a crise podem levar à tentativa de reconstrução e reorientação, não só para evitar a angústia, mas também pela própria aprendizagem que a vivência e o questionamento propiciam, pois o homem tem muita capacidade para aprender, assim coletivamente consiga equacionar a fórmula de Maquiavel de Fortuna e Virtude.
Pelo menos três conceitos de cultura, que consideramos básicos, convivem no dia-a-dia das empresas, da mídia, das universidades. O primeiro, de raiz filosófica, compreende a cultura como a acumulação de conhecimento cognitivo e empírico; o segundo, primário e etimológico, tem ancestrais agrícolas, da mesma raiz de "cultivo" da terra, para designar o cultivo do conhecimento; o terceiro, de extração sociológica e antropológica, consiste no conjunto de modos de viver e pensar aprendidos, transmitidos e preservados por um núcleo social qualquer. A Cultura Organizacional parece ser uma expressão destinada a servir a qualquer coleção de textos significativos de uma empresa ou organização. Porém, uma das conceituações que reputamos como a mais completa e mais próxima ao conceito de cultura defendido pela socióloga Fleury que diz ser a cultura organizacional não é qualquer soma aleatória de dados, mas o resultado de elementos estruturais que sustentam uma organização. Por isso, ela é formada pelo conjunto de valores e pressupostos básicos expresso em elementos simbólicos, que, em sua capacidade de ordenar, atribuir significações, construir a identidade organizacional tanto age como elementos de comunicação e consenso, como oculta e instrumentaliza as relações de dominação. Afora a referência explicitamente sociológica à estrutura de poder que permeia as relações de comunicação nas organizações, percebemos nessa afirmação uma identificação clara dos elementos simbólicos, signos ordenadores e portadores de "valores e pressupostos básicos" que possibilitam a comunicação. Para a Semiótica da Cultura, a competência simbólica é exercida antes mesmo da "formação do conjunto de valores" que, em última instância, resulta da necessidade humana de superar os problemas advindos da primeira realidade. Numa outra conceituação, a mesma autora aproxima-se mais da Semiótica da Cultura ao afirmar que a cultura organizacional é: o conjunto dos pressupostos que um dado grupo inventou, descobriu ou desenvolveu no processo de aprendizagem, para lidar com problemas de adaptação externa e integração. A adaptação às adversidades da vida biológica e às dificuldades da vida social nos níveis infraculturais se dá pelos mecanismos simbólicos que a cultura inventa, descobre e desenvolve. O acervo dessas criações é transmitido, atualizado e modificado nos diferentes grupamentos sociais pelo processo de ensino-aprendizagem, atividade sobremaneira facilitada pelo fato de o homem já possuir faculdades cognitivas que o predispõem a conhecer e reconhecer signos. Assim, o entendimento do que venha a ser cultura muito se aproxima daquele que a antropologia cultural conservou como válido e que constituiu o paradigma de uma série de estudos do gênero, ou seja, cultura como um complexo que inclui sabedoria, crença, arte, lei, moral, costumes e quaisquer outras capacidades e hábitos adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade. Para a Semiótica, a cultura é formada exclusivamente por valores simbólicos e funciona como uma hierarquia interna de sistemas semióticos ordenados em intenso dinamismo, uma vez que constantemente se recicla em contato com outros valores da esfera extra-cultural que a circunda. A cultura, portanto, é construída como uma hierarquia de sistemas semióticos que possui, em sua volta, um arranjo de muitas camadas da esfera extra-cultural.
Cultura Nacional e "Traços Nacionais" É necessário considerar que as metodologias de análise de cultura organizacional usadas ou desenvolvidas no Brasil, baseiam-se, principalmente, em correntes norte-americanas. Todavia, o bom entendimento das organizações brasileiras inicia-se no desenvolvimento singular dos traços gerais de nossa cultura. Ao importarmos metodologias de análise de cultura organizacional, aprendemos como interpretar organizações individuais segundo metodologias que não pressupõem a cultura brasileira como pano de fundo, esquecendo que aspectos importantes da cultura da organização emanam de traços da cultura nacional. Cultura Nacional e Cultura Organizacional Existem diversos autores que abordam a relação da cultura organizacional com a cultura nacional. Segundo Edgar Schein (1987), culturas nacionais, subculturas, assim como culturas organizacionais, são formadas por pressupostos básicos, artefatos visíveis e outros conjuntos simbólicos. São esses pressupostos básicos que criam os valores de nosso cotidiano. Enquanto os pressupostos básicos são pré-conscientes e tidos como certos, os valores são conscientes. Nas organizações, esses valores contribuem para criar parâmentros de como pensar, sentir e agir; por isso, desempenham papel fundamental para o sucesso das organizações. Na verdade, esses valores cristalizam-se em artefatos e criações, aspectos visíveis de nosso dia-a-dia, porém dificilmente decifráveis. Nesse sentido, as organizações são parte de uma sociedade e, portanto, parte de sua cultura. Elas são subculturas de uma sociedade. Decifrarmos na organização o complexo "material-imaterial", que forma a denominada "cultura da organização", implica estabelecer uma interdependência entre esta "cultura de empresa", em termo mais gerencial, e as estruturas sociais, a história, a formação de seu povo, o inconsciente impregnado no coletivo humano, as leis, a moral, enfim, todos os fatores formadores dos traços de seu povo. No caso brasileiro, de nossos "traços brasileiros". É preciso frisar que não cabe aqui discorrer sobre quão preciso é o nível de ência da cultura nacional sobre cada organização, ou qual é o método ideal para se analisar esta relação. Indiscutivelmente, cada organização delimita uma cultura organizacional única, gerada e sustentada pelos mais diversos elementos e formas. Isso significa que a cultura de uma organização sofre grande influência de seus fundadores, líderes, de seu processo histórico, de seu mercado. Nesse quadro, a cultura nacional é um dos fatores na formação da cultura organizacional e sua influência pode variar de organização para organização. Traços Brasileiros para uma análise Organizacional Principais traços culturais presentes na empresa brasileira. Manifestação de Traços Brasileiros Para uma melhor análise desta questão vou utilizar a divisão proposta pelo texto de Alexandre Borges de Freitas no qual os traços brasileiros são segregados por qualidades. Em síntese, sendo eles:
Partindo desta divisão posso por em prática minha dialética mais facilmente tendo em vista a precisão de como foi composta a estrutura. Hierarquia: Tendência à centralização do poder dentro dos grupos sociais. Distanciamento nas relações entre diferentes grupos sociais Passividade e aceitação dos grupos inferiores. O sistema hierárquico em uso comum em nosso país sempre foi e ainda é extremamente hierarquizado, ou seja, composto de uma pirâmide muitas vezes de colossal tamanho no que se refere à distância entre subordinados e subordinadores, seja ela de forma clara ou não. Trabalho em uma instituição altamente hierarquizada, como uma típica composição estritamente piramidal onde se nota claramente a necessidade das pessoas de manterem uma sobre as outras em prol da manutenção de seus domínios. Neste sistema com status de senhores faz-se a necessidade de servos plenamente rebaixados, característica esta herdada de nosso passado colonial e que se manteve no âmago de nossas ideologias mesmo com o passar dos tempos, seja ela enraizada nos senhores ou nos servos. Este tipo de Hierarquia acaba gerando profissionais que se julgam ubíquos, centralizando poderes em excesso em suas mãos, muitas vezes por insegurança, o que é um traço comum de nós brasileiros, o cuidado com a perfeição e acharmos que nossos subordinados estão muito a quem de nossos talentos (isto é o que me refiro à idéia de distância entre subordinados e subordinadores, muitas vezes mera divagação). Em meu trabalho não é diferente, pela minha baixa idade e experiência, algumas vezes é um verdadeiro suplício provar minhas idéias, e provar que possuo responsabilidades para determinados desafios, mesmo tendo capacidade para tal. Contudo em uma coisa não me identifico com uma das características brasileiras: a aceitação, a mera subordinação, na maioria das vezes de forma tácita, sendo assim esta característica é o pilar do autoritarismo, a mola mestra da hierarquização absurda, gerados talvez pela falta histórica de cultura do nosso povo. Personalismo: Sociedade baseada em relações pessoais. Busca da proximidade e afeto nas relações. Paternalismo: domínio moral e econômico O personalismo em nossa sociedade é típico de culturas latinas, pessoas mais calorosas, mais emotivas não podem deixar de passar estes traços para o meio profissional. Assim como no resto da nação, as relações pessoais são extremamente importantes no meio onde trabalho, independente da incumbência de sermos sempre profissionais acima de tudo (mandamento nº 1 de quase todas as organizações). Porém tal mandamento constantemente é distorcido, seja em prol de alguém ou contra alguém. Por mais que se tente é muito difícil se manter ausente quanto ao afeto, as relações de amizades ou de ódio. Em meu trabalho, a necessidade de se lidar com pessoas acarretam sempre tais conflitos. Mas a busca por afeto é inerente a qualquer pessoa, da mais fria que conheço a mais calorosa, assim como a busca por um paternalismo. A relação entre "colaboradores" e chefes muitas vezes é comparada a de pai e filho. Em meu trabalho tenho ótima relação de trabalho com meu superior, talvez mais pelo lado da amizade do que pelo profissionalismo, pois tendo ele me dado chance e aprendizado, criou-se assim uma estrita relação de gratidão e confiança. Este meu exemplo é tipicamente brasileiro. Malandragem: Flexibilidade e adaptação como meio de navegação social. Jeitinho. Tal característica é uma das mais contraditórias de nossa sociedade, muito se fala e muito se ouve sobre isto. Considero errôneo considerar a malandragem como "sujeito esperto que dificilmente é enganado" ou "uma pessoa dinâmica e ativa, buscadora de soluções criativas e inovadoras" como nos relata Alexandre Borges de Freitas e seu texto. Como diz Silveira Bueno em seu dicionário: "Malandro; s.m. Sujeito que costuma abusar da confiança de outros ou que não trabalha e vive de expedientes; vadio; gatuno; ladrão". Assim identifico a malandragem em meu trabalho, existe e muito, todavia não a pratico, sou absolutamente contra. Talvez o maior motivo do constante fracasso da instituição onde trabalho seja esta, a malandragem, a inexorável necessidade de ganho pessoal e sempre de forma obscura. Não devemos confundir nunca, criatividade com malandragem, pois é por fato desta confusão que possuímos a característica de povo esperto, mas também corrupto, que é a característica brasileira que caminha lado a lado com a malandragem Sensualismo: Gosto pelo sensual e o exótico nas relações sociais. Em conseqüência do personalismo surge o sensualismo que de forma natural nada se tem contra, porem quando usado de forma calculada a fim de obter propósitos profissionais, rebaixa-se à classe menor. Alguns problemas até trazem o excesso de sensualidade em meios profissionais, num período onde muito se fala de assédio sexual é fácil esta constatação. Mas é inevitável, e se bem dosado não a mal, como constato freqüentemente em meu trabalho.Já vi relacionamentos duradouros emanarem do meu meio profissional, contudo com mais freqüência constatei constrangimentos. Aventureiro: Mais sonhador do que disciplinado. Tendência à aversão ao trabalho manual ou metódico. Apesar das mudanças crescentes, o brasileiro ainda não é um exímio planejador, mantendo ainda um toque aventureiro, talvez por este motivo o brasileiro atualmente é considerado um dos maiores "pequenos empreendedores do Planeta". Vejo muito isto em meu trabalho, a falta de planejamento estratégico a longo prazo por parte de setores como o próprio setor de "planejamento" da minha empresa. Parece brincadeira, mas não é. As necessidades somente a curto prazo agregadas à ociosidade na maioria dos casos geram esta aventura empresarial. Não querendo dizer que ociosidade tenha sentido pejorativo, pelo contrário, seríamos muito mais felizes e serenos se tentássemos adequar nossos comportamentos às regras da sociedade pós-industrial, integrando nossa vida, o ócio e o trabalho, de modo a criar uma única e satisfatória continuidade. Este estilo aventureiro é predominante em meu ambiente de trabalho, confesso que concordo com este estilo, talvez não nos traga enormes lucros, contudo nos trazem uma qualidade de vida melhor e sem deixar de lado a realização profissional. A vida não pode ser somente trabalho, também é vida...Isto é Brasil. O estilo brasileiro de administrar.
Os animais que estão no nível mais baixo da escala zoológica de desenvolvimento são caracterizados por reflexos e instintos enquanto o homem é consciente da finalidade, o ato existe antes como pensamento e a execução é o resultado de seu livre arbítrio. Porém, nos níveis mais altos da escala zoológica, as ações deixam de ser exclusivamente resultado de reflexos e instintos, encontrando-se assim, uma resposta inteligente ao problema, pessoal e criativa, mas limitada pela inteligência concreta, esta dependendo da experiência vivida aqui e agora. A experiência diferencia do instinto por sua flexibilidade, já que as respostas são diferentes conforme situação e também por variarem de animal para animal. A palavra caracteriza fundamentalmente o homem e o distingue do animal, que também se comunica por meio de linguagem, mas a natureza dessa comunicação não se compara à revolução que a linguagem humana provoca na relação homem com o mundo. A diferença entre a linguagem humana e a do animal está no fato de que este não conhece o símbolo, mas somente o índice. O índice está relacionado de forma fixa e única com a coisa a que se refere. O símbolo é universal, convencional, versátil e flexível; é a interpretação plural de uma única palavra ou objeto. A linguagem animal visa a adaptação à situação concreta, enquanto a linguagem humana intervém como uma forma abstrata que distância o homem da experiência vivida, dando assim ao animal uma inteligência concreta e ao homem uma abstrata. A linguagem abstrata permite ao homem interagir com o mundo, compreendendo-o e transformando-o. Se a palavra se encontra enfraquecida na possibilidade de expressão. É o próprio homem que se desumaniza. O homem é um ser que trabalha e produz o mundo e a si mesmo, enquanto o animal não produz na sua existência, apenas a conserva agindo instintivamente. O trabalho humano é uma ação de finalidades conscientes que visa sua interação com a natureza para a compreensão e/ou mutação desta, enriquecendo assim, a si mesmo. Pelo trabalho o homem se autoproduz, enquanto o animal permanece sempre o mesmo na sua essência. Além de tudo, é uma atividade exclusivamente humana, pois melhora enriquece a afetividade resultante do relacionamento com membros de sua espécie, além de ser uma expressão de liberdade. Mas muitas vezes representa um instrumento de alienação e desumanização, como um trabalho imposto, rotineiro e nada criativo. O homem é capaz de transformar a natureza, tornando possível a cultura. Cultura significa tudo o que o homem produz ao construir sua existência; é o conjunto de símbolos elaborados por um povo em determinado tempo e lugar. É o que o caracteriza como um ser de mutação: a capacidade do homem de produzir sua própria história. A ação humana é uma ação coletiva. O trabalho é executado como tarefa social, e a palavra toma sentido pelo diálogo. O mundo cultural é um sistema de significados já estabelecidos por outros, deixando o homem à mercê de regras impostas á sua existência até o fim dela. Toda a forma de guiar a vida de um indivíduo, tanto cultural como formal, é baseada no aval da maioria, da sociedade. Mesmo um indivíduo sendo contra a sociedade, suas raízes e crenças são firmadas a partir dela. Esse comportamento modelado pode levar à perda de valores próprios e autênticos, privando o homem de sua liberdade. Mas a vida autêntica só pode ocorrer na sociedade e através dela, fazendo assim com que seja uma condição de alienação e de liberdade, para o homem se perder, mas também se encontrar.
Segundo concluiu Sodré (1996) em seu livro Síntese de História da Cultura Brasileira onde analisa como a nossa cultura evoluiu, transplantada de outros meridianos, onde traça, em brilhante síntese, o quadro panorâmico do esforço do povo brasileiro para, vencendo pressões ao longo da história, chegar à era capitalista, quando, outra vez, luta por sua plena independência econômica, política e cultural, deduz-se que o problema inicial, para a cultura brasileira, é o da retomada da liberdade; sem liberdade de pensamento e de expressão, não há condições de desenvolvimento cultural autêntico. Trata-se de etapa preliminar, indispensável. Sem superar tal etapa, não há como colocar o problema da cultura. Desde que esse problema tenha o mínimo de condições para ser colocado, trata-se de reconhecer, as proporções do esforço de descaracterização nacional a que nossa cultura vem sendo submetida; trata-se de restituí-la aos seus fundamentos nacionais. Desde que atravessada a etapa preliminar antes mencionada, e em função dela, deverão surgir as condições para que se empreenda a defesa da cultura nacional, de seus valores, suas características, dentro da conjugação entre o universal, o geral e o particular, isto é, daquilo que tem validade universal, em termos de cultura humana, e não pertence por isso mesmo a ninguém, e daquilo que guarda o traço brasileiro. A preservação da cultura nacional não exclui, muito ao contrário, a receptividade ao que outras culturas nacionais elaboram de válido, ao que pertence ao homem, no mais alto sentido. Surge como terceiro problema o do uso dos meios de comunicação em massa; e isso dependerá sempre das condições a que o país estiver submetido. De maneira alguma o problema da cultura é autônomo; antes, mais do que qualquer outro,depende de condições estruturais e conjunturais. De acordo com tais condições é que poderá ser elaborada uma política cultural em relação aos meios de massa; não poderão permanecer na situação em que se encontram. Tanto quanto se possa prever, o controle estatal sobre rádio e televisão deverá surgir como exigência mínima. Na dependência do grau de aprofundamento da luta antiimperialista, será possível, ou não, a nacionalização das agências de publicidade e de notícias. A criação de condições que permitam o aparecimento de jornais diários populares, bem como as que permitam a comercialização do livro, na medida das exigências do mercado, estão ligadas à correlação de forças que resultar do restabelecimento das garantias individuais e das liberdades democráticas. Mais difíceis serão, certamente, as medidas destinadas a permitir a expansão do cinema, teatro, artes plásticas, por exigirem intervenção decidida do Estado no impulso e na proteção das atividades ligadas a essas artes.
Paraguai significa "rio enfeitado", é o país menos conhecido da América Latina, mesmo pelos seus vizinhos. Tem uma capital que se situa relaxadamente sobre o rio, impressivas missões jesuítas, muitos parques nacionais e ainda o vasto e árido Chaco. Segundo dados coletados no site www.yagua.com.br acesso em 20/03/2.003, os índios guaranis habitam a região quando, em 1535, começa a colonização espanhola. Assunção, a atual capital, é a base da colônia no século XVI. A partir de 1630, para proteger os guaranis da escravidão, os jesuítas implantam cerca de 30 missões. No século XVII, a área das missões é alvo de ataques de espanhóis e portugueses caçadores de escravos. Os índios resistem, mas são massacrados após a expulsão dos jesuítas de Portugal (1759) e da América (1767). Os colonizadores pilham as missões e instituem uma estrutura social relativamente igualitária em comparação com as demais colônias espanholas. O Paraguai torna-se independente da Espanha em 1811 e vive em isolamento até 1840, quando morre o ditador José Gaspar Rodríguez Francia, no poder desde 1814. Seu sucessor, Carlos Antonio López, dá início à industrialização e constrói a primeira ferrovia sul-americana. A República do Paraguai, tem como sua capital Assunção. A forma de governo é o Presidencialismo. Os Idiomas são o Espanhol e o Guarani. A moeda é o Guarani. A população é de 5.400.000 habitantes, dos quais 50,54% pertencem à zona urbana e 49,46% pertencem à zona rural. A religião predominante é a Católica, mas existe liberdade completa de culto. Possui uma superfície territorial de 406.752 Km², densidade demográfica é de 13.5 habitantes por km2. A taxa Anual de Crescimento da População é de 2,8. A unidade monetária e o Guarani (G.), 1US$.=2.850 Gs. e o fuso horário é de 4 h. GMT. A Forma de Estado e de Governo da República do Paraguai é para sempre livre e independente. Constitui-se em Estado social de direita, unitário, indivisível e descentralizado. A República do Paraguai adota para seu governo a democracia representativa, participativa e pluralista, fundada em reconhecer a dignidade humana. O Governo é exercido pelos Poderes Legislativo, Executivo e Judicial. O Presidente atual é o Dr. Luis Angel González Macchi (desde 28/03/99). Está situado no hemisfério sul ocidental do planeta. É um país mediterrâneo, sua saída para o mar acontece através de outros países como Uruguai, Argentina, Brasil e Chile. Seus limites são: Ao Norte: Limita com Bolívia em una linha imaginaria que passa por Fortín Cnel. Félix Cabrera, Casa de las Palmas, Fortín Cnel. Sanchez, Cerro Chovoreca e Cerrito Jara. Também limita com Brasil, sendo separado pelo rio Apá, pelo riacho Estrela e a Cordilheira de Mbaracayú. Ao Sul: Com Argentina, separado pelos rios Pilcomayo e Paraná. Ao Leste: Com Brasil, separado pelo rio Paraguai, a Cordilheira de Amambay e o rio Paraná até a desembocadura do rio Yguazú. Ao Oeste: Com Bolívia, em uma linha imaginaria que parte de Fortín Cabrera e passa por Fortín Mendonça, Sargento Rodríguez, 10 de Outubro e chega a Tte. Varrendo o marco Esmeralda. O rio Paraguai cruza o território paraguaio dividindo-o em duas regiões naturais: a Região Oriental e a Região Ocidental. Fontes de energia: Itaipu, Iací reta, Acarai. Hidrografia: a rede hidrográfica está formada por dos rios principais, no Paraguai e no Paraná. O Clima: Tropical e subtropical. As temperaturas mais baixas acontecem ao leste e ao sul do país e aumentam no norte. Tanto no verão como inverno são muito mais acentuados no Chaco Paraguaio. Flora: Existem quatro tipos básicos de organização vegetal: Bosque alto: caracterizado por árvores de mais de 20 mt de altura; bosques baixos: com árvores que não passam de 20 mts. De altura; pradarias e planícies, palmeiras, árvores baixos e arbustos e lugares baixos, pantanosos, carentes de árvores, pasto, ervas e bambus. Na Região Oriental encontramos solos vermelhos de grande fertilidade; no sul são encontradas terras inundadas também muito férteis e ao norte os solos são calcareos. O Chaco se caracteriza por solos sedimentários de cor cinzenta, arenoso - argiloso. Principais cultivos: algodão, soja, trigo, cana de açúcar, milho, feijão, tabaco, mandioca, morango, batata, tomate, melancia, banana, pinha, laranja, erva mate. Gado: o lençol do Chaco e o departamento de Missões são os sítios onde se encontram radicada na exportação de gado. Entre as principais se encontram as raças Brahman, Nelore, Santa Gertrudes e Holandesa. Industrias: florestal, azeiteira, erva-mate, essências, de mandioca, tabaco, açucareira, tanino, têxtil, frigorífica, cimento e cal, artesanal e turismo. Ingresso per capita: US$. 1.482,3. Taxa de Inflação: 10,5 % (1995); 8,2 % (1996); 6,2 % (1997); 10,7 % (até Jun- 1998). Expectativa de vida: 69 anos (1997). Índice de analfabetismo: 11 % (1997). Artesanato: O "ñandutí" é um tecido fino como a teia da aranha de onde provem seu nome. Outro tipo de trabalho muito apreciado é o "aó poí", que em idioma guarani significa roupa fina, muito utilizado nas camisas para homens e em roupas para damas. A música paraguaia é viva, alegre, suave e romântica. Os poemas, cantados ao som de harpas e violão, falam de mulheres bonitas e terrenos longes e de noites de ausências. Gastronomia: a cozinha paraguaia é uma rica combinação de carnes, pescados, uma grande variedade de vegetais e frutas frescas que se podem conseguir durante todo o ano. Não esquecendo, os pratos mais populares são à base de milho com exóticos nomes na linguagem guarani. Esportes: O mais popular é o futebol, existem facilidades para outros esportes como tênis, golfe, natação, sky aquático, etc. Carreiras Técnicas: A população do Paraguai é jovem, homogênea, sem diferenças de classes e raças. 50 % é menor de 30 anos. Atendendo a necessidade de formação de quadros técnicos que a industria requer para seu desenvolvimento, o Serviço Nacional de Promoção Profissional e os Grêmios Empresariais oferecem numerosos programas de capacitação. No SNPP ingressa profissional capacitado em áreas tais como: Eletromecânica, Eletrônica Industrial, Computação, Marketing, Contabilidade, Setor Industrial (Alvenaria, encanador, Topografia, Eletrônica, Eletricidade, Carpintaria, Mecânica) e Serviços variados. No país existem várias universidades, aprovadas e reconhecidas pelo Ministério da Educação e Cultura. As mais ressaltantes são: a Universidades Nacional, Católica, Columbia, Americana, entre outras. Nelas se conclui títulos profissionais de graduação e pós-graduação. O Comitê Nacional de Coordenação da Assistência Técnica, dependente da Secretaria Técnica de Planificação, é o organismo oficial que administra todas as bolsas de estudo internacionais oferecidas no país. Segundo dados retirados da enciclopédia Barsa, o Paraguai, é um país da América do Sul, situado na região centro-sul do continente. Sua capital é Assunção, cidade fundada em 1537 por Juan de Salazar e Spinosa. Os rios Paraguai, Verde, Ipane, Negro e Tebicuary, formam a maior parte das fronteiras e são os meios de transportes mais importantes. O clima é subtropical, tendo uma variação de temperatura de cerca de 26 Cº a 33 Cº no verão e 15 Cº a 25 Cº no inverno. Entre os animais nativos, estão o jaguar, javali, cervos, tatus e tamanduás. O povo Paraguaio formam um grupo étnico homogêneo resultado do cruzamento entre guaranis e espanhóis, com predominância dos indígenas. Antes da guerra sua população era de 500.000 habitantes, foi reduzida a menos da metade após o conflito. O tupi-guarani,é a língua mais falada, mas o espanhol, é o idioma oficial. A maioria da população depende da agricultura e pecuária. Cada propriedade produz milho, vegetais, cana-de-açúcar e femo, criam gado. O país exporta carne enlatada, lãs, peles, algodão e madeira. Após a eleição presidencial de 1968, a constituição de 1940, foi substituída por outra formulada em 1967, onde o presidente deve ser católico e é eleito por voto popular, com mandato de 5 anos. A educação primária é obrigatória e gratuita, mas o número de escolas é insuficiente. A legislação social garante assistência médica gratuita e a maior parte dos hospitais e centros médicos estão concentrados em Assunção. Pneumonia e Tuberculose são as doenças que mais causam mortalidade no país. O TERERE: Excelente para refrescar nos dias mais quentes, ou curtir em uma praia. É a infusão da Erva-Mate com água bem gelada, para prepará-la coloca-se a erva em um recipiente especial denominado GUAMPA e com uma bomba, assim delicia-se esta maravilha. Ou ainda para a geração saúde (ou ainda os hipocondríacos), pode-se aderir ervas medicinais e aromáticas (desde que consumíveis), como a hortelã, boldo e uma infinidade de outras ervas, a gosto do freguês.
Segundo Divalte, na época da colonização espanhola, os atuais Argentina, Paraguai e Uruguai formavam o vice-reino do prata cujo capital era Bueno Aires. No início do século XIX, quando a febre da independência já atingira grande parte da América espanhola, a região do Prata enfrentou um processo diferente dos demais países. Além de lutar pela emancipação em relação à Coroa, os três países que integravam o vice-reino passaram a brigar entre si para conquistar a hegemonia do território. Nos outros vice-reinos da América do Sul, as lutas se repetiriam sob a liderança de vários militares e também políticos, que se empenharam para promover a independência de todas as colônias do continente. Em 1810, os criollos argentinos, querendo transformar a capital, Buenos Aires, no principal pólo administrativo e econômico central local, organizaram uma junta governativa, pelo qual o vice-reino do Prata deixava de existir. Assim, foram criadas as Províncias Unidas do Rio da Prata, com sede na capital de onde partiriam as novas ordens pára toda região. O Paraguai não reconheceu a autoridade da junta de Buenos Aires e se rebelou. Liderada por José Gaspar Francia, uma junta assumiu o poder, em 1811, na cidade de Assunção e proclamou a independência do país. A independência dos três países do Prata, não impediu que ocorressem novas disputas pelo controle da região. Independência do Paraguai Em 1811, o Paraguai proclamou sua independência, rompendo laços coloniais que o prendiam à Espanha. Assim, recusou-se a fazer parte da Confederação das Províncias Unidas, liderada por Buenos Aires; até 1852 sua independência foi contestada pela Argentina, que almejava incorporá-lo a um grande conjunto correspondente ao antigo Vice-Reinado do Prata. Nesse quadro inseguro para o destino do Paraguai como Estado autônomo, a diplomacia brasileira procurou cultivar as melhores relações com o governo de Assunção. Assim, depois de proclamar sua independência, o Brasil tratou de reconhecer a do Paraguai, cuja causa passou a defender junto aos demais países. Era de interesse do Brasil a existência de um Paraguai independente, não vinculado a forças mais poderosas rondando suas fronteiras, bem como a livre navegação no rio Paraguai, então a única via de acesso à província de Mato Grosso. O dia da independência é 25 de maio.
A união das culturas Segundo o site http://www.yagua.com, acesso em 20/03/2.003, a população paraguaia atual é resultado da mestiçagem de dois tipos étnicos e culturais diferentes: um americano, outro europeu : guaranis e espanhóis. Esta mestiçagem tem em suas características algo diferentes que foi realizado em outras regiões americanas, em algumas das quais ela não chegou se completar e existem, por um lado, grupos importantes de descendentes de indígenas que conservam a maioria de seus vestígios raciais e culturais originários e, por outro lado, uma população que está composta por descendentes de espanhóis ou outros europeus com suas características étnicas e culturais próprias. Em nosso país, desde o começo da conquista e colonização se produz - principalmente por causa do isolamento geográfico e a falta de metais preciosos - uma intensa mestiçagem por causa do reduzido número de homens espanhóis em meio de uma grande população indígena. Este último os induz a tomar como esposas ou concubinas as índias guaranis e a praticar a poligamia. Hoje em dia a população paraguaia é mestiça praticamente em sua totalidade. Conhece-se pouco e existem muitas opiniões sobre a proporção de "sangue" indígena e espanhola que entra em composição biológica da população paraguaia. Nas áreas rurais parece prevalecer o elemento indígena e nas urbanas o espanhol, ainda que esse não seja muito determinante e se possa encontrar tanto entre os cidadãos como entre os campesinos tipos raciais que se assemelham a representantes de qualquer de suas duas ascendências, assim como tipos mistos o mestiçados na maioria dos casos. Como conseqüência da mistura dos dois tipos étnicos, cada um possuindo sua própria cultura - uma, neolítica com conhecimento da agricultura e outra, européia do século XV estancada pelo prolongado isolamento que teve primeiro a província e logo o país independente, se produziu uma mistura , resultou na atual cultura paraguaia. Ainda não chegaram a estudar suficientemente que proporção de cada cultura originaria entrou na mistura resultante e existe quem discute sobre se temos uma o duas culturas paraguaias. Aparentemente prevaleceu a cultura do dominador: a organização política, social e econômica; a religião; a vestimenta e a vida; os instrumentos de metal e as técnicas de produção; o arado e a carreta. Da cultura indígena se conserva alguns costumes e utensílios: o uso da erva mate e outros produtos agrícolas; valores como a solidariedade e a cooperação; e o mais surpreendente a língua guarani falada por quase toda a população. É evidente a existência de uma cultura propriamente paraguaia que é muito homogênea e compartida por toda a nação. Somos culturalmente originais e diferentes em muitos aspectos a respeito de nossos vizinhos argentinos, uruguaios, chilenos, bolivianos e brasileiros. Temos ricas tradições que são próprias deste país: música, folclore, comidas típicas, costumes e valores; de todos que participam. Com respeito ao uso majoritário do guarani em toda a extensão do país, uma língua de origem americana, se pode dizer que o Paraguai é o único caso deste tipo na América. A língua espanhola, língua do dominador usada em quase todo o continente, foi usado também no país desde sua origem mais conta com o menor número de falantes, calculado um pouco mais da metade da população. Como a língua guarani é mais usada no campo, onde reside a maioria da população, e o castelhano é mais usado nas áreas urbanas, podia se dizer que existe uma cultura rural e outra urbana; mas pela grande mobilidade social entre campo e cidade, nas cidades ninguém é isento aos costumes e uso camponeses. Também há poucas coisas da cultura da cidade, que os camponeses não conhecem porque ambas culturas tem estado em contato por muito tempo, sozinho o camponês não pode participar desta cultura, está forçado a viver nos costumes que funcionam para as baixas circunstancias econômicas particulares e que é incapaz de trocar . Cada cultura deve corresponder a uma língua e cada língua a uma cultura. Como no Paraguai 90% da população fala em guarani e 55% em castelhano, segundo o censo de 1982, teríamos que deduzir que há duas culturas nacionais: praticamente todos os paraguaios pertenceriam a cultura paraguaia que se expressa em guarani e mais da metade seria bi-culturais possuindo duas culturas nacionais. Sem embargo, se pode afirmar que a única cultura verdadeiramente nacional e paraguaia é a que se expressa em guarani. Os que também falam em castelhano, participam da cultura hispana, muito semelhante a dos demais países da América Latina e que é próxima a outras culturas européias. Mas essa cultura não é uma cultura verdadeiramente paraguaia, é cultura européia e universal. A nação está atrasada desde o ponto de vista do desenvolvimento do comercio e a industria internacional, é essencialmente uma sociedade campesina, mas desde o ponto de vista da unidade cultural é muito avançada. Graças a Deus, o povo paraguaio não está todo "civilizado" nem todo "desenvolvido" e por tanto pode ainda ser paraguaio. Existem os recursos do passado que são energia para o futuro. A cultura que compreende esse processo e o potencial do povo, será cultura nacional. A cultura paraguaia então, a nosso parecer, a pesar de ter aparentemente mais elementos de procedência espanhola que de origem, é a que principalmente se expressa em guarani e os paraguaios que aprendem o castelhano o fazem como quem aprende por necessidade uma língua estrangeira. Isto se reflete na escasses da literatura paraguaia em castelhano, o escritor se encontra com a dificuldade de expressar em espanhol uma realidade pesada em guarani-, e também em que usamos muito poucos ditos e provérbios em espanhol. Em troca temos muitíssimos ñe'enga, que se dizem em guarani o jopara (mistura de guarani e castelhano). a literatura em guarani também é escassa e isso se deve a falta de ensino em ler e escrever em guarani. Somos analfabetos na língua que quase todos falamos, mas se tem uma riquíssima "literatura" oral: divinizadas, provérbios, relações, relatos, fábulas, mitos e legendas que se contam em guarani e correm de boca em boca entre a gente camponesa. Sem chegar a alfabetizar a população em guarani se estimularia sua produção literária e podia produzir um auge cultural, recém então havia uma verdadeira literatura paraguaia em guarani. Se, além disso se ensinou nas escolas a falar em castelhano com métodos efetivos de ensino segundas línguas também aumentaria em qualidade e quantidade a literatura paraguaia em espanhol porque aumentaria seu número de leitores e escritores. Causas da sobrevivência do guarani O guarani não só sobreviveu no Paraguai e algumas regiões perto dos países com que mantém limite, o destino que se voltou a língua que falada por quase toda a população de um país sul americano moderno. os que falam não são indígenas, são mestiços com cultura hispana usando técnicas de produção, organização social e econômica, ainda que antiquadas, de origem européia. Como disse Morínigo, o destino do guarani, esta situação se deve principalmente a originaria constituição da sociedade. Como consequência da superioridade numérica de falantes do guarani e a relação de parentesco que existia entre espanhoes e índios, a língua indígena desfrutou desde o começo de uma ampla aceitação social. Esta língua era a diária na vida paraguaia e a aceitação social era paralela a do espanhol, em contraste ao que ocorria ou ocorre ainda no resto da América onde quem fala a língua autóctone sofre discriminação racial. A razão por que os dias do guarani não estão ainda contados, é por que não tem perdido sua força criativa interior, porque criou-se uma literatura que interessa a seu falante, é claro e simples: o guarani tem deixado de ser uma língua índia para poder ser o instrumento de expressão dos sentimentos coletivos de um povo que luta por ser parte da vida ocidental. O guarani deixará de ser falado no dia que esteja esgotada a capacidade de adaptação aos tempos modernos para seguir interpretando no campo semântico as necessidades que a cultura atual lhe confiou, as singularidades intransferíveis de um povo que ainda se sente ligado a um passado ancestral, porque tem-se constituído, precisamente por ter sido tradicionalmente a língua vernácula de todas as classes sociais, em uma sorte de fundamento de patriotismo local. A aceitação social que sempre teve o guarani segue até hoje em dia, inclusive já crescendo ultimamente por seu uso em educação, meios de comunicação, e sua recente publicação como língua oficial do país. Sem impedir, sempre teve e há até agora quem, primeiro desde o poder colonial e logo desde os governos independentes, pretenderão e até agora pretendem denegri-lo e desloca-lo, usando-o só quando se requer a cooperação do povo, por exemplo, em caso de guerra o em época de eleições. Guarani e espanhol: duas línguas em contato As pessoas que falam duas línguas são chamamos bilíngües e as comunidades em que existem duas línguas são chamadas de diglósicas. A diglosia é uma situação em que uma das duas línguas -chamada língua alta ou padrão, desfruta de um padrão mais privilegiado: é usada em situações formais como seria a administração pública, o sistema educativo, a religião e os meios de comunicação. A outra língua, a língua baixa ou vernácula, é usada em situações informais: em casa, no trabalho, com os familiares e amigos. As comunidades lingüísticas estão difundidas tanto a diglosia como o bilingüismo às vezes ate compreendem uma nação inteira, mas realmente há épocas nacionais que são totalmente bilíngües. Uma aproximação a tal nação é o Paraguai, onde mais da metade da população fala espanhol e guarani. Desde o começo da colônia o castelhano foi à língua alta na região, que se foi usada em documentos oficiais e relações com o governo enquanto que o guarani usava nas relaciones íntimas, familiares e trabalho (Meliá: 41; Morínigo: 70). Esta situação persiste ate hoje em dia e é causa de uma relação injusta em que uma grande parte da nação, os que falam sós em guarani e que são 40% do total, não tem acesso ao governo, a educação, a cultura universal e, em conseqüência deles, ao progresso econômico. Nas missões jesuíticas que conviveram com a sociedade colonial, a situação do guarani era diferente. Ela foi desde o princípio à língua literária e foi usada para ensinar os indígenas a ler e escrever. Foi a língua única dos povos dos índios das missões dos jesuítas e neles ate a correspondência oficial com as autoridades eram escritas em guarani (77). O guarani das missões era língua dos índios de um novo modelo de sociedade que talvez nenhuma outra língua de origem americana tenha empreendido, a aventura de uma adaptação as necessidades culturais trazidas de fora, sem negar se a si mesma. Depois que os jesuítas foram expulsos da região desapareceu o modelo de sociedade que criaram, ainda que se conservaram, além das impressionantes ruínas que hoje admiramos, documentos e literatura em guarani produzida baixo sua influência. É muito provável que essa experiência foi a que mais ajudou a sobrevivência e grau de difusão atual do guarani em nosso país. Hoje em dia, além de haver falante de ambas línguas tanto em áreas urbanas como nas rurais, prevalece o bilingüismo e o monolinguimo em espanhol nas primeiras e o monolinguismo em guarani nas últimas. O guarani ainda pode se considerar como língua vernácula usada em situações informais, mas sua situação está começando a mudar -pelo menos em respeito ao seu padrão legal, por sua recente inclusão como língua oficial na Constituição Nacional de 1992, assim pela inclusão nela do artículo referente a seu uso na educação. O castelhano continua sendo a língua que usufrui de maior prestigio em nosso país, porque todos somos conscientes de que seu conhecimento é indispensável para nos relacionarmos com os países vizinhos, ter acesso a educação, a justiça, o governo, os postos de trabalho e por conseqüência, a prosperidade econômica. Contudo, o guarani desperta na gente, sentimentos de orgulho e lealdade lingüística. O conhecimento do guarani é mantido como índice da nacionalidade paraguaia, se considera estrangeiro o que não o fala. os paraguaios seguem sendo nacionalistas e muito dessa emoção parece que se relaciona com sentimentos sobre sua língua. O contato de línguas está considerado como um aspecto do contato das culturas e a interferência lingüística como difusão das culturas (Weinreich: 5). Quando em uma região do país se coloca em contato e interação das comunidades de diferentes culturas que falam diferentes línguas, como resultado deste contato pode se dar três possibilidades: 1) Que uma das línguas prevaleça sobre a outra e a faça desaparecer; 2) Que se produza uma mistura das duas línguas formando uma terceira como, por exemplo, a língua inglesa atual; 3) Que se use o "code switching" a troca de código, alternando em o falar partes de ambas línguas. No Paraguai, nenhuma das duas línguas que entrarão em contato desde a época da conquista chegou ate agora a prevalecer sobre a outra ate fazer-la desaparecer e, aparentemente, não parecer que isto seja possível em curto prazo. Tão pouco chegou ate agora a se formar uma terceira língua, ainda que ambs -tanto o guarani como o castelhano que falamos contém uma considerável proporção da mistura de um no outro. A troca de código é de uso muito freqüente entre nós. Sugere-se chamar jopara o guarani Paraguai que tem muita interferência do castelhano. Está variedade não pode ainda considerar-se com uma nova língua porque a interferência se dá guarani. Mas se não atuamos a tempo corrigindo o uso das línguas na educação, poderia chegar a formar uma terceira língua. As cifras sobre o bilingüismo paraguaio que lançam os censos não são confiáveis porque não especificam o grau de bilingüismo das pessoas. A maioria além de falar uma das duas línguas terá pelo menos algum conhecimento da outra e a competência lingüística na segunda pode variar entre bilingüismo incipiente e subordinado. São poucos os que realmente podem se considerar bilíngües coordenados,é dizer, pessoas que manejam ambas línguas com a mesma soltura e perfeição. O manejo deficiente do espanhol é muito visível, a maioria tem sérias dificuldades para se expressar em espanhol. As dificuldades que comportam os textos de espanhol paraguaio de representantes dos sociolectos mais profundamente interferidos pelo guarani podem ser excessivas e conduzir a momentos de parcial interrupção comunicativa ou de alteração parcial ou total de mensagem emitido. As faltas de concordância, a ausência de expressão com estruturas mais complexas, a incoerência é característica no falar e na redação da maioria dos estudantes e, nem que fale, das classes populares. Esta situação, é conseqüência do tratamento injusto para com os falantes do guarani que se praticou desde a colônia, continuou ou se incrementou na independência e persiste ate hoje, pode ter conseqüências muito graves para a sociedade paraguaia. "É o ser e a justificação da sociedade paraguaia o que está em jogo". Um sistema lingüístico não é melhor que outro, uma língua não é superior a outra, o único mal é a falta de língua e o alinguismo é por desgraça possível. A pouca competência dos paraguaios em geral o uso do castelhano deve-se a que o sistema educativo pretendeu e pretende ate agora dar instrução em uma língua que a maioria das crianças -pelo menos 60% dos que estão em idade de começar a escola- não entendem nem falam. Mais da metade deixam a escola antes de concluir a etapa primaria e os que chegam aprender o espanhol o aprendem em forma muito deficiente. Geralmente os pais querem que seus filhos aprendam a falar, ler e escrever em castelhano, mas eles não são conscientes de que para que isso seja possível falta primeiro alfabetizar-los e dar lhes instrução em guarani assim como ensinar o espanhol como segunda língua. Sentem necessidade de conhecer o castelhano para ter acesso a educação e a participação no poder político e econômico, mas não conhecem as vantagens que pode representar um plano de educação bilíngüe que, para ter êxito, teria que ir precedido por uma intensa campanha de conscientização de toda a população. Para que surja uma verdadeira troca na relação entre ambas línguas ainda falta relatar -a partir da nova Constituição - leis que regulem seu uso na administração pública e os meios de comunicação, assim como sua aplicação efetiva na educação. A planificação lingüística e a educação bilíngüe encarada com acerto a nível nacional podem ajudar muitíssimo para desterrar a injusta situação dos monolingües em guarani e as deficiências da competência dos paraguaios em ambas línguas. Variedades atuais do guarani e do castelhano paraguaios Tanto o guarani como o castelhano que falamos contato em que conviveram, vem interferido mutuamente na pronunciação, no vocabulário e nas estruturas gramaticais. Chegou na atualidade uma situação em que se fala duas línguas, cada uma delas quais tem a sua vez variedades -que são dois "continuums" e, das que por meio de uma abstração podemos separar uma mais prestigiosa o padrão que se usa em situação formais e outra coloquial o popular usada nas relações mais íntimas e informais. As variedades do castelhano e do guarani que tem menor quantidade de interferência são as mais prestigiosas. Temos que lembrar que um puríssimo excessivo resulta prejudicial. No guarani paraguaio há muita interferência do espanhol e se usa inumeráveis hispanismos. Os hispanismos são palavras estrangeiras que se integram na língua, às vezes com mudanças fonéticas, como seria: sevói (cebola), asuka (açúcar), aramiro (amido). Muitos pensam que os hispanismos constituem um grande perigo para a sobrevivência do guarani, estão equivocados. Os hispanismos foram desde o século XVI um procedimento adotado pela língua para assimilar e vir à tona com a troca esforçada da cultural que a presença do europeu e a adoção de seu estilo de vida impulso aos guaranis. As interferências, na troca, são ocasionais e geralmente consistem na introdução de palavras tais como se pronuncia na língua de origem. A planificação lingüística podia ajudar a diminuir a quantidade de interferências. O castelhano paraguaio deve muitas de suas características as diferenças dialetos da língua dos colonizadores e outras a interferências do guarani (Krivoshein y Corvalán: A pronunciação local da / ll / como consoante palatal lateral é diferente da / y / como consoante africada. Nisto se diferencia a pronunciação dos outros países riopratenses onde ambas correspondem ao mesmo som da consoante palatal fricativa sonora: halla e haya se pronunciam da mesma forma. No castelhano paraguaio não há diferença entre a pronunciação de / s /, / c / y / z /, todas se pronunciam como alveolar fricativa, em troca na Espanha e alguns outros países hispano-falantes se pronunciam como palatal fricativa o / s / é como intermediário o / c / e o / z /. A voz é comum em toda a região riopratense e a única forma da segunda pessoa de trato informal usada no Paraguai. Uma das inumeráveis singularidades no vocabulário que se podem citar como exemplo de arcaísmo proveniente do falar dos colonizadores é a palavra Argel que para nós significa antipático, desagradável, e a aplicamos tanto a pessoas como em objetos. Possivelmente esta palavra é usada como adjetivos despectivo pelos espanhões do século XV comparando as pessoas com quem não simpatizavam com seus inimigos, os mouros que viviam na Argélia. A mistura de línguas pode produzir enriquecimento, empobrecimento e substituição e em nossa língua cotidiana se fazem em forma profusa estes três fenômenos (Krivoshein y Corvalán: 15). Exemplos de enriquecimento seriam as partículas do guarani usadas quando falamos em castelhano como na (por favor), pa (partícula interrogativa), gua'u (fictivamente), e tantas outras; assim como tantissímas palavras tomadas em forma de préstamo, como ñembotavy (se fazer de desentendido), mbarete (poderoso), oparei (final intrascedente). Empobrecimento seria o desconhecimento o pouco uso de palavras como jalar (devorar), bonito o cesta. Exemplo de substituição entre outros muitíssimos seria o uso do diminutivo i em vez dos castelhanos illo ou cillo: Jose'i em vez de Josecillo. Como outra forma de enriquecimento podia considerar-se as palavras ou frases mistas, formadas com elementos de ambas línguas, que se usa tanto no guarani como no espanhol paraguaio coloquial, e que se seguem formando todos os dias. Duas das que apareceram recentemente são pila'i e ingueroviable. A primeira significa fraco, desenganado e provem do uso generalizado do radio entre os campesinos paraguaios. A segunda é criação de intelectuais e periodistas são de brincadeira e significa incrível, a respeito que a interferência vocabular do guarani sobre o espanhol paraguaio, longe de representar um elemento desestruturado deste último código lingüístico, constitui, pelo contrario, um fator positivo de enriquecimento do mesmo e desempenha um relevante papel em quanto à expressão de amplas possibilidades denotativas e conotativas que não podia ser realizada utilizando só os recursos vocálicos próprios do castelhano normativo. Para que a população paraguaia poda ascender o uso correto e eficiente de suas duas línguas será preciso encarar de forma seria e organizada a educação bilíngüe baseada em uma planificação lingüística que tomou em conta: a seleção de normas prestigiosas para o guarani e o espanhol paraguaios; a aceitação das mesmas especialmente no ensino e nos meios de comunicação; codificação progressiva dos sistemas paraguaios espanhóis e guaranis; e a elaboração de ambos sistemas a partir da codificação e a normalização. No sistema educativo do nosso país, se tem fixado como metas no ensino de ambas línguas modelos de variedades que não tem uso no país, nem ainda na região riopratense. Trata-se de ensinar uma variedade de castelhano como, por exemplo, os pronomes tu e vos da segunda pessoa de trato informal e as conjugações verbais correspondentes (Krivoshein e Corvalán:. No guarani que é ensinado nos cursos básicos da educação secundária tem-se introduzido uma excessiva quantidade de neologismos que não são conhecidos nem usados na linguagem corrente, como sistemas de numeração, dias da semana, meses do ano, elementos de aula, etc. As equivocadas eleições dos objetivos a respeito das variedades das línguas nacionais produzem retrocesso por parte dos alunos e pais de família, no caso do guarani, dificuldades de comunicação e baixo rendimento escolar, no caso do castelhano. O erro principal, sem retenção, na política educativa paraguaia, para o que atualmente há propósito de emenda, e a ausência de programas de alfabetização na língua materna para os que falam só guaranis, e o ensino do espanhol como segunda língua. Esta deficiência provoca uma falta de aproveitamento em todas as matérias e especialmente em castelhano, um rendimento escolar que na primaria não alcança 50%. As crianças que chegam a aprender o castelhano apesar de que não os ensina em forma adequada a estrutura da língua fica com uma competência lingüística deficiente por toda a vida. Para que a educação dê resultados esperados em uma sociedade bilíngüe como a nossa, deve ser feito uso da língua materna nos três primeiros graus e ensinar a segunda língua como língua estrangeira. Ainda que se devem eleger as variedades do guarani e espanhol que sejam mais adequadas e funcionais. O espanhol paraguaio coloquial deve ser usado para relatar os primeiros textos de educação primaria (Krivoshein y Corvalán : 19) porque tem características muito próprias em quanto ao vocabulário e estrutura gramatical. Nenhuma criança em idade de começar a escola, ainda que de classe alta, entende mais que essa variedade de castelhano porque existem carências, diferenças vocálicas e gramaticais a respeito do espanhol paraguaio padrão e nem diz respeito à variedade ibérica que usam muitos textos escolares e livros de contos infantis. O espanhol paraguaio padrão, que se usa nos meios de comunicação e outras situações formais, onde se respeitam as normas que fixa a Real Academia Espanhola ainda que elegendo modalidades e estilo próprios dentre as possibilidades que a língua, é a variedade de espanhol cujo conhecimento teria que ser a meta na educação paraguaia; mas que deveria ser introduzida progressivamente durante a educação primaria mediante métodos adequados e modernos de ensino de línguas. A aspiração generalizada em nosso país, que tinha que ser o objetivo da planificação lingüística e da educação bilíngüe bicultural,é ganho de um bilingüismo coordenado entre guarani e castelhano para todos os habitantes. Esta é a condição indispensável para que o país tenha possibilidades de praticar a democracia, conservar sua identidade nacional, aceder al progresso sócio econômico e participar com êxito da integração regional no marco do Mercosul.
Mas, afinal, quem é o Mercosul? Muito poucos sabem, mas, além de português e espanhol, o Mercosul possui uma terceira língua: o guarani. Falado por mais da metade dos paraguaios, o guarani, de origem indígena, é língua oficial do Paraguai. Segundo dados coletados no Site www:yaguasp.com, acesso em 27/03/2.003, o Paraguai possui 59% do seu território destinado à agricultura, pastagem, extração de madeira, e é formada por florestas, com exceção a região do Chaco. A agricultura e a silvicultura, juntamente com o setor pesqueiro, compõem a base da economia do país, totalizando cerca de 27% do PIB, representam grande potencial das vendas externas e absorvem aproximadamente 40% da força de trabalho. A produção industrial representa 22% do PIB, depende do setor agrícola e é composta, predominantemente, por indústrias de pequeno porte, que produzem para o mercado interno. De 1988 a 1989, a produção industrial cresceu 6% aproximadamente, sofreu uma queda drástica em 1992, e voltou a se recuperar em 1993 e 1994, anos em que se registrou, respectivamente aumento de 2% e 1,5%. Dois fatores vêm influenciando na área industrial: o compromisso do governo em privatizar empresas estatais e a adesão do Paraguai ao Mercosul. O segundo fator está forçando as empresas a se tornarem mais competitivas e, por conseguinte, a produzirem mais para o mercado externo. As exportações do Paraguai, em sua maioria, estão livres de qualquer restrição ou autorização do Instituto Nacional de Tecnologia e Estandardização, do Ministério da Indústria e Comércio e do Ministério da Saúde Pública e Bem Estar Social. O registro do exportador no Banco Central do Paraguai é obrigatório, e as receitas obtidas na atividade devem ser recebidas dentro de um prazo máximo de 120 dias, após os trâmites relacionados com o embarque. Os importadores devem ter registro no Banco Central e é necessário fazer uma autorização para a importação de determinadas mercadorias. Quanto ao regime tarifário negociado no Mercosul, existem três níveis principais: 0% para insumos; 0,5% para bens de capital; e 10% para bens de consumo. Os veículos automotores, tem alíquota de 15% ou 20%, dependendo do valor. Permanecem isentas as importações para o setor público, para fins religiosos, educacionais e culturais, bem como bens herdados e eletrodomésticos trazidos por paraguaios que moram no exterior, há no mínimo dois anos. Ao contrário do que ocorre com a maioria dos países latino-americanos, os Estados Unidos não são o principal parceiro comercial do Paraguai. Em 1994, os Estados Unidos ocuparam o quarto lugar em exportações e o quinto em importações. A criação do Mercosul favoreceu o comércio do Paraguai com a Argentina e o Brasil, que são os maiores supridores do país. A Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) dispensa ao Paraguai tratamento especial, com vistas a incrementar o comércio entre ele e os países latino-americanos, o que não tem surtido os efeitos desejados. Vêm-se somando resultados comerciais negativos sucessivos, de valor considerável, junto aos parceiros do Mercosul. Em 1994, o déficit atingiu a soma de US$ 400 milhões. O desempenho insatisfatório da balança comercial levou o governo paraguaio a solicitar à Aladi medidas protecionistas. A recessão que causou, em 1995, impacto no sistema bancário continua interferindo no crescimento da economia paraguaia. Para 1997 e para 1998, respectivamente, houve perspectiva de crescimento do PIB em torno de 2,5% e de 3,0%, bem como de aumento da inflação que atingiria cerca de 12% e 13%. Continuará volumoso o déficit comercial, que poderá ser coberto com os ganhos do comércio informal, uma das atividades econômicas mais importantes do Paraguai. A recessão refletiu-se na receita fiscal. As autoridades monetárias emitiram títulos do tesouro para financiar o déficit fiscal. A política econômica manteve-se direcionada para a privatização, embora houvesse resistência de entidades, dentre elas o sindicato dos metalúrgicos. Evoluiu pouco o progresso de venda da Usina Hidrelétrica de Yaciretá, e a dívida da Itaipu Binacional continuou a crescer. Apesar do bom desempenho do setor de soja, a agricultura contraiu-se em 1%, devido ao fraco resultado obtido com a produção de algodão. O Paraguai por sua vez se destaca pela boa qualidade de suas terras, exceção a região do Chaco. Cerca de 59% do seu território é destinado à agricultura, pastagem, extração de madeira, e é formada por florestas. A agricultura e a silvicultura, juntamente com o setor pesqueiro, compõem a base da economia do país, totalizando cerca de 27% do PIB, representam grande potencial das vendas externas e absorvem aproximadamente 40% da força de trabalho. A produção industrial representa 22% do PIB Paraguaio, depende do setor agrícola e é composta, predominantemente, por indústrias de pequeno porte, que produzem para o mercado interno. De 1988 a 1989, a produção industrial cresceu 6% aproximadamente, sofreu uma queda drástica em 1992, e voltou a se recuperar em 1993 e 1994, anos em que se registrou, respectivamente aumento de 2% e 1,5%. Dois fatores vêm influenciando na área industrial: o compromisso do governo em privatizar empresas estatais e a adesão do Paraguai ao Mercosul. O segundo fator está forçando as empresas a se tornarem mais competitivas e, por conseguinte, a produzirem mais para o mercado externo. As exportações do Paraguai, em sua maioria, estão livre de qualquer restrição ou autorização do Instituto Nacional de Tecnologia e Estandardização, do Ministério da Indústria e Comércio e do Ministério da Saúde Pública e Bem Estar Social. O registro do exportador no Banco Central do Paraguai é obrigatório, e as receitas obtidas na atividade devem ser recebidas dentro de um prazo máximo de 120 dias, após os trâmites relacionados com o embarque. Os importadores devem ter registro no Banco Central e é necessário a autorização para a importação de determinadas mercadorias. Quanto ao regime tarifário negociado no Mercosul, existem três níveis principais: 0% para insumos; 0,5% para bens de capital; e 10% para bens de consumo. Os veículos automotores tem alíquota de 15% ou 20%, dependendo do valor. Permanecem isentas as importações para o setor público, para fins religiosos, educacionais e culturais, bem como bens herdados e eletrodomésticos trazidos por paraguaios que moram no exterior, há no mínimo dois anos. Ao contrário do que ocorre com a maioria dos países latino-americanos, os Estados Unidos não são o principal parceiro comercial do Paraguai. Em 1994, os Estados Unidos ocuparam o quarto lugar em exportações e o quinto em importações. A criação do Mercosul favoreceu o comércio do Paraguai com a Argentina e o Brasil, que são os maiores supridores do país. A Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) dispensa ao Paraguai tratamento especial, com vistas a incrementar o comércio entre ele e os países latino-americanos, o que não tem surtido os efeitos desejados. Vêm-se somando resultados comerciais negativos sucessivos, de valor considerável, junto aos parceiros do Mercosul. Em 1994, o déficit atingiu a soma de US$ 400 milhões. O desempenho insatisfatório da balança comercial levou o governo paraguaio a solicitar à Aladi medidas protecionistas. A recessão que causou, em 1995, impacto no sistema bancário continua interferindo no crescimento da economia paraguaia. Para 1997 e para 1998, respectivamente, houve perspectiva de crescimento do PIB em torno de 2,5% e de 3,0%, bem como de aumento da inflação que atingiria cerca de 12% e 13%. Continuará volumoso o déficit comercial, que poderá ser coberto com os ganhos do comércio informal, uma das atividades econômicas mais importantes do Paraguai. A recessão refletiu-se na receita fiscal. As autoridades monetárias emitiram títulos do tesouro para financiar o déficit fiscal. A política econômica manteve-se direcionada para a privatização, embora houvesse resistência de entidades, dentre elas o sindicato dos metalúrgicos. Evoluiu pouco o progresso de venda da Usina Hidrelétrica de Yaciretá, e a dívida da Itaipu Binacional continuou a crescer. Apesar do bom desempenho do setor de soja, a agricultura contraiu-se em 1%, devido ao fraco resultado obtido com a produção algodoeira.
Segundo Divalte (2001), em 1864, as forças da região estavam assim distribuídas: no Uruguai, o governo blanco do presidente Atanásio Cruz Aguirre era apoiando por Solano López, presidente do Paraguai, e pelo argentino Urquiza. Em contrapartida, os colorados uruguaios recebiam ajuda do governo brasileiro e do presidente uruguaios recebiam ajuda do governo brasileiros e do presidente argentino Bartolomeu Mitre. Em novembro de 1864, uma esquadra de guerra brasileira, comandada pelo almirante Joaquim Marques Lisboa, barão de Tamandaré, bloqueou Montevidéu a pretexto de punir o governo uruguaio contra "maus-tratos" a cidadãos brasileiros. Como intervenção alternativa o equilíbrio da região a favor do Brasil, em resposta ao governo de Solano Lopéz aprisionou um navio brasileiro que navegava por águas do rio Paraguaio e rompeu relações com o governo do Brasil. A guerra entre os dois países era iminente. Em dezembro de 1864, forças paraguaias atacaram mato grosso. Enquanto isso, tropas brasileiras apoiadas por orças uruguaias coloradas, invadiram o território uruguaio, tomaram a cidade de Paissandu em janeiro de 1865e colocaram no poder o colorado Venâncio flores. Em abri, forças paraguaias reagiram e invadiram a província argentina de Corrientes, com o objetivo de chegar e recolocar no poder o partido blanco. Em maio de 1865, representantes do governo brasileiro, argentino e uruguaio reuniram-se em Buenos Aires e firmaram o tratado de tríplice Aliança contra o Paraguai.O acordo, cujos termos haviam sido definidos alguns meses antes, previa a entrega de territórios paraguaios ao Brasil e à Argentina em caso de vitória dos aliados. A Inglaterra, que também tinha interesse em jogo na bacia do prata, daria apoio financeiro e militar aos aliados. Em junho, a guerra se estendeu por toda a região. No primeiro momento do conflito a ofensiva militar coube ao Paraguai, mas a primeira derrota não tardaria. Em 11 de junho de 1865, na batalha naval de Riachuelo, uma esquadra brasileira, comandada pelo almirante Francisco Manuel barroso, destruiu quase toda a frota de guerra paraguaia. A partir dessa vitória, as forças aliadas passaram a tomar a iniciativa nos combates. Em abril de 1866, a Tríplice Aliança invadiu o Paraguai. Um mês depois, o exército paraguaio sofreu fragorosa derrota na batalha de Tuiuti. Solano Lopéz concentrou então suas forças na fortaleza de Humaitá, que durante dois anos resistiu ao assédio das tropas invasoras. Detidos em Humaitá, os exércitos conjuntos da tríplice Aliança foram atraídos para Curupaiti, onde acabaram batidos pelos paraguaios em setembro de 1868. Em janeiro de 1868, o general brasileiro Luis Alves de Lima assumiu o comando supremo das tropas aliadas. Em junho, Humaitá se rendeu, e cinco meses depois, Caxias venceu a batalha de Avaí e ocupou Lomas Valentinas. Em seguida no dia 1º de janeiro de 1869, as forças aliadas entraram em Assunção. O Paraguai, contudo, Não se deu por vencido. Reunindo o que restava de seu exército, a essa altura formada quase exclusivamente por velhos e meninos, Solano Lopéz se retirou para o norte do país. No dia 1º de março de 1870, o conde d’Eu, marido da princesa Isabel e substituto de Caxias no comando das tropas aliadas, chegou a Cerro Cora, na fronteira com o mato grosso, e derrotou as forças de Lopéz, que morreu em combate. Com o fim do conflito, os países beligerantes puderam contabilizar seus prejuízos. O Paraguai, o mais atingido pela guerra, só tinha perdas a registrar. Sua população, de cerca de 400mil habitantes em 1865, havia se reduzido a apenas 194 mil em 1870. Cerca de 90 % dos homens estavam mortos. Suas terras estavam devastadas, seus rebanhos dizimados e suas industrias destruídas. O Brasil, ao contrario, afirmou sua soberania sobre uma faixa do território pretendida pelo Paraguai no Sul do Mato Grosso, mas perdeu um quinto de seus efetivos militares, estimados em cerca de 150 mil homens. Além disso, para fazer face aos custos da mobilização militar, o governo imperial acabou contraindo vários empréstimos junto a banqueiros ingleses. Ao mesmo tempo foi obrigado a aumentar os impostos e a emitir grande quantidade de papel-moeda para cobrir os gastos da guerra. Essas emissões provocaram a alta do custo de vida, o que diminuiu muito o apoio da população ao imperador. A guerra teria ainda outro custo para o governo de Dom Pedro II. No decorrer do conflito, a composição social e étnica do Exército sofreu mudanças importantes. Muitos escravos ingressaram em suas fileiras, sobre a promessa de que ganhariam a liberdade após a guerra. Esses homens, antes considerados seres inferiores, demonstraram valor e bravura nos combate, despertando a admiração e respeito dos oficiais, acostumados a trata-los com desprezo. A própria oficialidade também mudou, com o ingresso de jovens provenientes das camadas médias e baixas da sociedade. Esses jovens eram sensíveis as idéias republicanas e abolicionistas, com as quais entravam em contato nas frentes de trabalho.Por isso, ao voltar da guerra, o exército entrou pouco a pouco em rota de colisão com o sistema monárquico de poder e com o regime de trabalho escravo vigentes no Brasil, apoiando de modo cada vez mais decido a campanha abolicionista e a proposta republicana. Resumo sobre a Guerra. A Guerra do Paraguai, ou a também chamada Guerra da Tríplice Aliança foi a maior e mais sangrenta batalha da história sul-americana. O Resultado da Guerra foram milhares de brasileiros mortos, grande aumento nas dívidas externas de todos os países, além de um Paraguai que sonhava ser próspero um dia, ser aniquilado e ter 75% da sua população dizimada. A Guerra foi declarada no dia 11 de Novembro de 1864, após a apreensão de um navio brasileiro que transportava grande quantidade de ouro e o presidente da província do Mato Grosso, pelos paraguaios, ordenados pelo ditador Solano López. Influenciados pelo Brasil; os outros países da Bacia da Prata, Uruguai e Argentina, reuniram-se aos brasileiros, formando a Tríplice Aliança na luta contra o Paraguai. Após batalhas muito importantes como a do Tuiut i(a mais sangrenta), a do Riachuelo (a maior batalha naval das Américas), a tomada de Humaitá, entre outras, os aliados(Brasil, Uruguai e Argentina) saíram vencedores do conflito. A guerra veio a acabar apenas em 15 de agosto de 1869 quando os aliados assinaram um documento, declarando reestabelecida a paz. A política externa do Paraguai se pauta, hoje, pela inércia e pela improvisação. Depois do longo período de autoritarismo sob Stroessner e sua diplomacia de "ator único", a Chancelaria paraguaia limita-se a trilhar os caminhos abertos por forças mais poderosas diplomaticamente.
Segundo Divalte (2001), tendo conquistado sua independência em 1811, o Paraguai passou a ser governado por José Gaspar Rodriguez de Francia a partir de 1813. Francia confiscou terras da igreja católica e promoveu uma reforma agrária, criando fazendas do Estado, denominadas estâncias da prata. Além disso, estabeleceu o monopólio estatal do comércio exterior, aboliu a escravidão e a servidão, instituiu o ensino gratuito e obrigatório e estimulou a produção industrial no país. Essas medidas fugiram ao modelo seguido pelo Brasil e por outras nações da América Latina, que não fizeram mudanças substanciais na estrutura econômica e social herdada do período colonial. A política de Francia teve continuidade com seus sucessores no governo paraguaio. Em 1862, Francisco Solano Lopéz tornou-se presidente do país, nessa época chamava a atenção dos viajantes europeus e norte-americanos por seu desenvolvimento industrial e pelas condições de vida que oferecia à população. Até então, o país permanecera mais ou menos fechado ao exterior. Lopéz resolveu alterar este quadro e passou a intervir na disputas pela região do Prata. A decisão provocou a reação imediata da Argentina e do Brasil, que acusaram o presidente paraguaio de pretender se apropriar de territórios das duas nações. As acusações encontraram eco na Inglaterra, cujo embaixador em Bueno Aires declarou que o Paraguai constituía um "Mau exemplo" para as outras nações do continente . Feita em 1864, a declaração soava como uma espécie de "sinal verde" para os que alimentavam as idéias de lançar a guerra contra o pequeno, mas indômito, país.
Segundo dados coletados no site www.yagua.com.br acesso em 20/03/2.003, o conflito entre os poderes se acirra em fevereiro de 1999, quando Cubas desacata uma ordem da Corte Suprema, que determinara o retorno de Oviedo à prisão. A oposição e os adversários dentro do Partido Colorado ameaçam destituir o presidente. Em março, o vice-presidente eleito, Luis Maria Argaña, rival de Oviedo no Partido Colorado, é morto a tiros em Assunção. Com os tanques nas ruas, milhares de manifestantes exigem a destituição de Cubas, apontado, com Oviedo, como mandante do crime. Oito pessoas morrem e 200 ficam feridas por franco-atiradores. O processo de impeachment se inicia, mas Cubas se antecipa à decisão do Congresso e renuncia. No mesmo dia, Luis González Macchi, presidente do Congresso, assume a Presidência. Pertencente à facção de Argaña no Partido Colorado, Macchi afasta aliados de Oviedo e processa Wasmosy. A ofensiva do governo paraguaio para obter a extradição de Oviedo, de Cubas e do ex-ministro da Defesa, José Segovia - exilados na Argentina, Brasil e Uruguai, respectivamente -, abre uma crise diplomática no Mercosul. Os três países não atendem ao pedido do Paraguai. Em outubro, um criminoso comum, Pablo Vera, confessa ter matado Argaña e implica Oviedo e Cubas no crime; a defesa alega que as acusações foram tramadas pelas autoridades. Brasiguaios - A crise política paraguaia põe à mostra o conflito entre paraguaios sem-terra e agricultores brasileiros em território paraguaio, na fronteira com o Paraná - os chamados brasiguaios. Em julho e agosto, os sem-terra invadem fazendas dos brasiguaios, sitiam a cidade de San Alberto, cujo prefeito é brasileiro, e seqüestram sete brasileiros, mais tarde libertados. Em setembro de 1999, a Argentina rejeita, pela segunda vez, um pedido do Paraguai para extraditar Oviedo. O embaixador em Buenos Aires é chamado a Assunção para consultas. No dia seguinte, o ministro das Relações Exteriores, Miguel Abdón Saguier, do PLRA, renuncia. A pretexto de reorganizar as Forças Armadas, Macchi destitui, em outubro, o general Héctor Galeano do comando militar conjunto, e coloca o brigadeiro Emilio Manuel Canela Franco. Após divergências com o ministro da Defesa, Nélson Argaña, o comandante-chefe das Forças Armadas, general Eligio Torres Heyn, renuncia e dá lugar ao almirante José Ocampo Alfaro. Em novembro, o governo confirma a prisão de 14 oficiais militares - supostamente vinculados a Oviedo - por insubordinação. Em fevereiro de 2000, os liberais radicais retiram-se definitivamente do governo de unidade nacional de Macchi.Nova rebelião - Militares rebeldes e policiais tentam tomar, em maio de 2000, o quartel da Primeira Divisão de Cavalaria - nos arredores de Assunção -, duas estações de rádio e despacham sete blindados na direção da sede do Congresso na tentativa de derrubar Macchi. O golpe fracassa depois que Estados Unidos e Brasil pressionam as Forças Armadas para que intervenham. Os tiroteios deixam três pessoas feridas. O governo declara estado de sítio e atribui a tentativa de golpe a Oviedo, cujo paradeiro é ignorado desde sua fuga da Argentina, em dezembro de 1999, até as vésperas da posse de Fernando de la Rúa. Dias depois da frustrada tentativa golpista, Oviedo é preso por policiais brasileiros em Foz do Iguaçu (PR) e levado para Brasília, onde aguarda, detido numa instalação militar, a tramitação de um pedido de extradição paraguaio. Em agosto, realiza-se a eleição direta para vice-presidente, cargo vago desde o assassinado de Argaña, mais de um ano antes. Os partidários de Oviedo ajudam o oposicionista Júlio César Franco, do PLRA, a derrotar nas urnas, por pequena margem, o candidato colorado, Félix Argaña (filho do vice-presidente morto). Eleito pelo voto direto, Franco passa a afirmar que tem mais legitimidade que Macchi, que assumiu a Presidência sem ter sido eleito. Franco defende a realização de reformas estruturais, como a privatização das estatais deficitárias e a descentralização do Estado, e declara, ainda em agosto, que, se Macchi não fizê-las, terá de ir para casa. O país vive fase de estagnação econômica, Instabilidade política, falta de regras claras para o investidor, modelo econômico baseado na agropecuária, crise Argentina, desvalorização do real, e queda no preço das commodities. O país ainda não conta com uma burguesia dinâmica, a burocracia estatal não é totalmente profissionalizada e a falta de segurança jurídica e de regras claras afastam os investidores. Há ainda a cultura da "coima" (propina). A abertura do país ao Mercosul, na prática, deslocou o que era o principal eixo da economia paraguaia: o contrabando, principalmente para o Brasil. Mas a prática ainda tem seu peso, embora com menor intensidade. Ao lado de todas dificuldades de natureza econômica, o Paraguai enfrenta hoje o que pode ser considerado o seu maior desafio: alcançar uma estabilidade política capaz de lhe garantir segurança interna e regras claras para os investidores. A menor economia do Mercosul tem grande potencial, mas sem resolver a questão política, dificilmente terá respaldo dos agentes econômicos internacionais. Desde a queda de Alfredo Stroessner, em 1989, depois de 34 anos no poder, o país defronta-se periodicamente com crises políticas sérias. Promulgou-se uma Constituição em 291 artigos, abriu-se o país ao Mercosul, mas os problemas acumularam-se, inclusive os políticos. A cláusula democrática do Mercosul, com certeza, evita problemas maiores. Há um esforço interno de conciliação e modernização das instituições. A idéia é criar uma base agroindustrial, de serviços e indústrias leves, aproveitando recursos abundantes como energia e mão-de-obra. O país parece estar despertando para a sua vocação energética, cujo maior exemplo é a construção da hidrelétrica binacional de Itaipu, com o Brasil, com base no tratado de 1973.
Segundo o site http://www.portalbrasil.eti.br/americas_paraguai.htm, acesso em 13/04/2003, influencias culturais todos os povos recebem e exercem, no decorrer da sua história, conforme o nível e a natureza de suas relações. Na historia do Brasil desde o começo verificou-se que com a convivência e com a troca de elementos culturais do branco europeu, o invasor e colonizador com o índio que era natural desta terra, depois vieram os negros escravos, a cultura que nos foi deixada. A cultura brasileira foi se moldando a partir do intercâmbio de 3 elementos: de raças, continentes e habitantes, distintos e portadores de técnicas, crenças e formas de expressão diversas. No final do sec. XIX e início do XX, entraram várias levas de imigrantes em nosso país: italianos, alemães, espanhóis, árabes, eslavos e japoneses. Com certeza da convivência para com estes, alguns elementos novos passaram a ser incorporados à nossa cultura. No começo da década de 30 no primeiro governo de Getúlio Vargas, o Brasil se encontrava em pleno desenvolvimento industrial, o capital norte-americano foi se infiltrando em nossa economia, através de empréstimos e equipamentos estabelecimento de filiais multinacionais etc. Assim foi se abrindo os caminhos para empresas estrangeiras, pois foi através destas empresas que detinham o capitalismo internacional, que se desenvolveu o nosso próprio capitalismo industrial. Não foi somente as industrias de bens de consumo que surgiram ligados ao capital estrangeiro. Os setores de comunicação de massa se constituíram, do mesma forma com investimento diretos de empresas estrangeiras ou com associações de empresas brasileiras com estrangeiras através de tecnologia importada. Sem que se percebesse os americanos na maioria das vezes foram se apropriando do nosso território indiretamente, sem que tivessem de vir pessoalmente até o Brasil ou destruíssem fisicamente os habitantes. A ausência física do novo invasor e a imposição de sua cultura através do consumo, e não através da escravidão, nos foi dado a ilusão de estarmos, preservando nossa liberdade e exercendo uma certa autodeterminação. A cultura exerce influência na organização que passa a ter uma forma de sub-cultura. Vale destacar que sua influência varia de organização para organização. A cultura organizacional não é algo pronto e acabado, mas está em constante transformação, de acordo com a sua história, os seus atores e com a conjuntura. Sendo assim, a cultura organizacional é formada a partir das experiências individuais de seus integrantes. Com o amadurecimento da organização, sua cultura vai sendo moldada; construindo seu sistema de valores, crenças, normas, recompensas e poder.
Segundo o site http://www.portalbrasil.eti.br/americas_paraguai.htm, acesso em 13/04/2003, o Paraguai é um país que ainda hoje guarda uma das heranças mais preciosas da américa: a língua guarani, que é falada por 90 % da população. O guarani foi preservado no país e é, junto com o espanhol , língua oficial do Paraguai. O curioso é que apenas 55% da população fala espanhol, ao contrário do que ocorreu em todos os outros países da América Latina, onde a língua do colonizador é que tornou-se predominante. Há muitos fatores que podem ter contribuído para a conservação das raízes indígenas. A região, no começo da colonização européia, não despertou muito interesse por ser ilhada geograficamente e pela ausência de metais preciosos. Isso fez com que o número de espanhóis fosse muito menor do que o número de índios na região e tornou o povo paraguaio quase em sua totalidade mestiço. Nas missões jesuíticas ocorridas na região, o guarani era usado como língua literária e até na correspondência oficial dos jesuítas. Hoje, apesar da maioria da população falar guarani, o espanhol tem um status mais privilegiado: é a língua que se usa em situações formais, como na administração pública, nos meios de comunicação e no sistema educativo. O guarani é a língua usada geralmente em situações informais: na família, no trabalho ou com os amigos. Isso faz com que quase 40% da população não tenha acesso ao governo. Mas por mais prejudicial que pareça ser essa contradição, não é suficiente para impedir a conservação de uma tradição que, apesar de tão distante pra nós, continua fazendo parte do presente de nossos vizinhos paraguaios. O Paraguai tem um diferencial determinante no estilo musical da América Latina: a harpa, que exerce um papel fundamental nas canções paraguaias. A harpa chegou da europa logo nos primeiros anos de dominação espanhola e com o tempo foi se modificando tanto em seu formato e técnicas de construção quanto na maneira de execução, adquirindo um estilo autenticamente paraguaio. Hoje em dia, a harpa é construída com 32, 36, 38 ou 40 cordas, sendo que no total abrange 5 oitavas. Em geral executa-se a melodia com a mão direita nas cordas mais distantes do corpo do harpista, e o acompanhamento na mão esquerda, nas cordas mais graves. É tocada como instrumento principal ou acompanhando violões. A Guarânia é um estilo musical criado pelo paraguaio José Asunción Flores, em 1925. O fato de se conhecer o criador de um estilo próprio enche de orgulho o povo paraguaio, uma vez que o Paraguai é um dos poucos países do mundo em que isso acontece. É feita com motivos circulares radiais, usada preferentemente como detalhes em roupas, sombrinhas e leques. Sua origem é de forte influência espanhola. É um tecido fino, também realizado tanto em branco quanto em cores vivas, com motivos geométricos ou naturais bordados em diferentes pontos. É utilizado na confecção de roupas masculinas e femininas. É um tecido mais grosso e pesado, feito com linhas mais ásperas, em branco ou colorido, adornado com bordados com relevo alto. Com esta técnica são feitos cobertores, mantas, ponchos, etc. A instabilidade que sempre existiu no Paraguai desde a sua independência, obrigando o País a passar por várias guerras, golpes e ditaduras militares, fez com que milhares de Paraguaios deixassem seu País em busca de tranqüilidade e sustento para suas famílias. O primeiro núcleo de paraguaios se deu onde se localiza hoje a Vila Carvalho, com registro da chegada da família de Eugênio Escobar em 1905. A Vila Popular também é formada em sua maioria por Paraguaios que aqui chegaram em 1959, e ali se estabeleceram próximo ao frigorífico, na época o FRIMA, que os empregavam por serem especialista na lida com o gado, principalmente na charqueada, sendo que outras vilas agrupam grande quantidade de Paraguaios. Introduziram-se nas mais variadas atividades do comércio, colocando em prática seus conhecimentos adquiridos no seu País, uns trabalhando com o couro nas selarias e sapatarias; outros como barbeiros, donos de bares, restaurantes e lanchonetes. Alguns, filhos de imigrantes são hoje, advogados, médicos, políticos, dando sua contribuição ao desenvolvimento de Campo Grande. A influência cultural paraguaia tornou-se a mais marcante no cotidiano do Campo-grandense, com as rodas de tereré (erva-mate com água fria), a polca paraguaia aguarônia e o chamamé, a festa de Nossa Senhora de Caacupê com missas, terços, muita comida e danças. Na alimentação, a "chipa" e a "sopa paraguaia" fazem parte do cardápio Campo-grandense. O uso de ervas medicinais exerce uma influência significante do costume paraguaio, onde se depara em cada esquina do centro da cidade, com um vendedor de ervas chamado "raizeiro". Temos também em Campo Grande, graças a um imigrante Paraguaio, o Hospital Adventista do Pênfigo, que trata, entre outras, da doença do "fogo selvagem", que foi fundado pelo Pastor Alfredo Barbosa, nos anos 50, curou muitos doentes, graças ao emprego de uma fórmula fornecida por um homem vindo do Paraguai, de nome Jamar. Hoje o atendimento é feito à pessoas do mundo todo, e é um orgulho para nossa gente.
A cultura não diz respeito apenas a um conjunto de práticas e concepções, como por exemplo, se poderia dizer da arte. Não é apenas uma parte da vida social, como por exemplo, se poderia falar da religião. Não se pode dizer que cultura seja algo independente da vida social, algo que nada tenha a ver com a realidade onde existe. Cultura diz respeito a todos os aspectos da vida social. Cultura é uma construção histórica, seja como concepção, seja como dimensão do processo da vida humana. A riqueza cultural e suas relações nos fazem pensar na natureza dos todos sociais de que fazemos parte, nos fazem indagar das razões da realidade social de que partilhamos e das forças que as mantêm e as transformam. Evidencia-se, então, a necessidade de relacionar as manifestações e dimensões culturais com as diferentes classes e grupos que a constituem. Trata-se de uma incursão enriquecedora ao campo dos atributos essenciais da condição humana, no planeta vivente por excelência. O impacto dos efeitos da globalização tem causado opiniões contrárias em diversos lugares do mundo, principalmente em países em desenvolvimento sobre a globalização. Muitos governistas acreditam que da maneira em que o processo de globalização está sendo conduzido, está aumentando ainda mais a diferença entre os países desenvolvidos e sub-desenvolvidos. A forma de operar esses aparentes paradoxos, é que faz típica nossa cultura, deixando os observadores externos admirados com nosso jeito de ser. Conviver com opostos é uma arte. E é esta a base de nossa arte de administrar.
BARBOSA, Lívia. O Jeitinho Brasileiro. Rio de Janeiro : Editora Campus, 1992. SANTOS, José Luiz: O que é Cultura.São Paulo: Editora Brasiliense, 1987. SODRÉ, Nelson Werneck. Síntese de História da Cultura Brasileira. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1996. MORGAN, Gareth. Imagens das Organizações. São Paulo: Editora Atlas, 1996. FREITAS, Maria Ester. Cultura Organizacional: Identidade, Sedução e Carisma? São Paulo: Editora FGV, 1999. FLEURY, Maria Tereza Leme e FISCHER, Rosa Maria. Cultura e Poder nas Organizações. São Paulo: Editora Atlas, 1996. HOFSTEDE, Geert. Culturas e Organizações. Lisboa: Edições Silabo,1997. TAVARES, Maria das Graças de Pinho. Cultura Organizacional. São Paulo: Editora Qualitymark, 1991. FIGUEIRA, Divalte Garcia. História. Editora Ática, 2001. Enciclopédia Barsa. Disponível em http://www.paraguaysp.com.br, acesso em 27/03/2.003. Disponível em http://www.proparaguay.gov.py, acesso em 14/03/03. Disponível em http://www.yagua.com, acesso em 20/03/2003. Disponível em http://www.senado.gov.br, acesso em 13/04/03. Disponível em http://www.mercosul.gov.br , acesso em 13/04/2003. Disponível em http://www.portalbrasil.eti.br/americas_paraguai.htm, acesso em 13/04/2003. Disponível em http://www.grupomercoalca.hpg.ig.com.br, acesso em 13/04/2003.
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