Capital Intelectual : como gerar e gerenciar está vantagem competitiva ? Hipótese principal: O investimento no ser humano, é sem dúvida, uma das mais importantes variáveis para a geração de vantagem competitiva nas empresas . Introdução: Ambiente de negócios imprevisíveis e com mundanças constantes, necessitam de soluções rápidas e baseadas no conhecimento. O desafio de hoje não é produzir melhor, mas sim criar novos produtos, processos e sistemas gerenciais; desde o século passado Peter Drucker já vem disseminando este assunto do trabalhador do conhecimento, pois muitas empresas começaram a empregar o termo de que "As pessoas são seus maiores ativos" e mesmo assim não pregavam o que diziam. Contudo a palavra que se difundia bem era de "mão-de-obra", porém este conceito arcaico está cada vez mais dando lugar há algo que realmente faz diferença. O trabalhador do conhecimento. Nos últimos anos podemos observar uma verdadeira avalanche da produção intelectual abordando temas como Reengenharia, Downsizing, Custeio baseado em atividades ( ABC ), Balanced Scorecard , tudo isto criado a partir do conhecimento. Segundo a sabedoria popular o conhecimento não ocupa lugar. É um bem intangível, podemos afirmar que é o fator mais importante da vida econômica, a matéria-prima com a qual geramos riqueza e bem-estar. O conhecimento é mais valioso e poderoso do que qualquer mega indústria ou mesmo volumosas contas bancárias. Como a IBM, Microsoft, GM e a Toyota se tornaram empresas tão eficazes e o que elas têm em comum? Elas possuem algo muito mais valioso do que ativos físicos ou financeiros. Tinham Capital Intelectual, ou seja, '' A soma do conhecimento de todos em uma empresa, o que lhe proporciona vantagem competitiva ''. Stewart ( 1998, pág 13 ). Podemos ainda resumir em uma frase: '' O capital intelectual constitui a matéria intelectual - informação, conhecimento, experiência - que pode ser utilizado para gerar riqueza. Segundo Xavier ( 1998, pág. 9 ) Nada mais é que: '' O conjunto dos conhecimentos e informações possuídos por uma pessoa ou instituição e colocado ativamente a serviço da realização de objetivos econômicos ''. Pode-se ainda afirmar que é a diferença entre o valor de mercado e valor contábil de uma empresa. Peters Apud Xavier ( 1998 ) "Numa sociedade com base no conhecimento, por definição exige que o indivíduo seja estudante a vida toda. A importancia do conhecimento atualizado na condição estratégica da carreira". Onde: Como Gerenciar e proteger o Capital Intelectual ? Ora, o conhecimento - seu uso eficazmente, gerência e manutenção - tem que ser levado a sério pelo profissional que deseja fazer mais por sua carreira independente do posto ou profissão que tenha. Xavier (1998) aponta como podemos administrar este ativo tão importante para nossa vida pessoal e profissional.
Uma das maneiras de proteger o capital Intelectual é registrar a propriedade industrial, ou seja, efetuar um registro formal e legal de propriedade de patentes, de desenhos, das marcas, etc. Incentivar o pensamento criativo e inovador, compartilhar internamente as inovações tecnológicas e os conhecimentos adquiridos, cultivar e proteger o capital intelectual, estabelecendo metas e indicadores. Nem um grande investimento em tecnologia não é o que garante o sucesso de um projeto de gestão do conhecimento, mas sim a profunda transformações dos processos, das pessoas e dos meios de produção. Com isto a empresa passa à explicar ao colaborador para observar o trabalho do outro, o observador talentoso acaba por aperfeiçoar e desenvolver novos métodos para a realização das tarefas. A metodologia propulsora dessa modalidade é conhecida em inglês por stick (no sentido de cola), por gerar aderência ao projetos da companhia. Revista Banas Qualidade (2001,pág. 48). E mesmo assim para ser vital para empresa é necessário que este conhecimento além de tudo seja dinâmico e sempre atualizado e inovador não durará para sempre. O poder não está em deter o conhecimento, mas em disseminá-lo. Quanto mais informação você divide com os outros, maior o seu retorno. A gestão do conhecimento procura acumular o capital intelectual que criará competências essenciais exclusivas e produzira resultados melhores. Usos mais comuns:
O gerente do conhecimento. Algumas empresas já criaram o cargo de gerente de conhecimento. Em geral ele identifica aquele profissional que comandará o processo de ampliação e manutenção do Capital Intelectual da instituição. Xavier (1998,pág 97) Esta função possui uma ligação muito grande com o desenvolvimento organizacional e com a melhoria contínua dos processos internos de gestão. Além do mais o gerente de conhecimento também fica responsável por atividades como: identificar conhecimentos para a instituição, desenvolver estes conhecimentos, organizar recursos internos para a partilha deste conhecimento : intranets, banco de dados, software de gestão de conhecimento, promover cursos de reciclagem, palestras, encontros. Características do Capital Intelectual Diferenciam de outros capitais :
Avaliando o Capital Intelectual da organização Podemos apontar duas questões fundamentais no que diz respeito a avaliação do Capital Intelectual da empresa:
Assume-se que : Onde: Está equação demonstra que o valor das ações de uma empresa têm uma porção tangível (Valor Contábil), além de um componente intangível. Daí supondo-se, que o capital intelectual seja maior que zero (CI>0), a razão valor de mercado / valor contábil é maior que 1 (M/C>1/), ou seja, quanto mais conhecimento a empresa possuir maior será o valor de M/C; como demonstrado no gráfico abaixo com valores de Novembro de 1996 (Stewart, 1997):
Como podemos observar, o mercado percebe na Microsoft um elemento de valor intangível muito maior do que o da IBM. A razão M/C na Microsoft chega a 91,93 já na IBM é de apenas 4,5. Podemos notar uma maior preocupação da Microsoft com o intangível. Vide gráfico abaixo:
Quanto vale o Capital Intelectual da empresa ? Para a avaliação do capital intelectual , pode-se recorrer a alguns mecanismos:
Vide gráfico abaixo:
Uma avaliação financeira dos ativos intelectuais da empresa só pode ser feita sensatamente com uma análise abrangente e aprofundada que leve em conta resultados gerais da empresa, conceito no mercado, processos gerenciais internos, qualidade dos conhecimentos gerados. Formas de conhecimento encontrado nas empresas
Conclusão Estamos numa época de nos acostumarmos com a era digital e com a Internet em particular. É uma época de experiências, antes de tudo. Quanto mais experiências, melhor. Quanto mais diversas forem as experiências, maiores serão as chances de acharmos o melhor rumo para o futuro. Nesta direção é muito importante que a sociedade, através dos seus poderes regulamentadores e legislativos, acolha e incentive a maior diversidade de experiências buscando dentre elas a melhor. Apenas os valores éticos devem limitar a diversidade destas experiências. A opção propriamente dita deve ser deixada para os mecanismos naturais da evolução. E é possível copiar os equipamentos, produtos e procedimentos dos concorrentes, mas não seu capital intelectual e ele assim se torna sua maior vantagem competitiva. Verifica-se que nas últimas décadas vieram ocorrendo mudanças na sociedade que ora culminam num processo de globalização mundial, com rápido avanço das tecnologias de produção, informática e de telecomunicação, assim como em outras transformações que sugerem novas formas de percepção e interpretação da sociedade como um todo. Esse período de gradativas mudanças na economia mundial vem sendo apontado por muitos estudiosos do assunto como o período de transição de uma Sociedade Industrial para uma Sociedade do Conhecimento, pois aos demais recursos existentes, e até então valorizados e utilizados na produção - terra, capital e trabalho, junta-se o conhecimento, alterando, principalmente, a estrutura econômica das nações e, sobretudo, a forma de valorizar o ser humano. A aplicação do conhecimento vem impactando, sobremaneira, o valor das organizações, pois a materialização da utilização desse recurso, mais as tecnologias disponíveis e empregadas para atuar num ambiente globalizado, produzem benefícios intangíveis que agregam valor às mesmas.
ALVES, N. A - Capital intelectual: novo critério do PNQ. Revista Banas Qualidade, São Paulo, n. 107, p. 38-40, 2001. DRUCKER, Peter Ferdinando - Administração em tempo de grandes mudanças, São Paulo, Pioneira, 1995. JOIA, L. A - Medindo o capital intelectual. Revista de administração de empresas, São Paulo, n.2, v. 41, p. 54-63, 2001. SÁ, A. L - Ativo intangível e potencialidades dos capitais. Revista brasileira de Contabilidade, Brasília, n. 125, p. 46-53, 200. STEWART, Thomas - Capital intelectual : A nova vantagem competitiva das empresas, Rio de Janeiro, Campus, 1998. XAVIER, Ricardo de Almeida - O capital intelectual, São Paulo, STS, 1998.
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