Mineiros hp
 
 Home  FAAP  Smoke Kills  Fotos  e-m@i
                 !!!  FAAP vs. FGV  Trabalhos de ADM  Mude                  !!!

 

Revolução Industrial

Antecedentes sócio-econômicos

A expansão do mercado de terras no continente europeu em meados do Antecedentes Históricos da Administração

 


Introdução

Desde os primórdios da humanidade, o homem associou-se a outros para conseguir, por meio do esforço conjunto, atingir determinados objetivos. Desse esforço conjunto surgiram as empresas rudimentares, que remontam à época dos assírios, babilônios, fenícios etc. Porém, a história da administração é relativamente recente, e surgiu com o aparecimento da grande empresa. O fenômeno que provocou o aparecimento da grande empresa e da moderna administração ocorreu no final do século XVIII e se estendeu ao longo do século XIX, chegando ao limiar do século XX. Esse fenômeno, que trouxe rápidas e profundas mudanças econômicas, sociais e políticas, chamou-se Revolução Industrial. A Revolução Industrial teve inicio na Inglaterra, com a invenção da maquina a vapor, por James Waltt, em 1776. A aplicação da maquina a vapor no processo de produção um enorme surto de industrialização, que se estendeu rapidamente a toda Europa e Estados Unidos.


Influência dos Filósofos

A administração recebeu influência da filosofia desde os tempos da Antiguidade. O filósofo grego Sócrates, em sua discursam com Nicomaquides, expõe seu ponto de vista sobre a Administração como uma habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência.

Platão, filósofo grego, discípulo de Sócrates, analisou os problemas políticos e sociais decorrentes do desenvolvimento social e cultural do povo grego. Em sua obra, a República, expõe a forma democrática de governo e de administração dos negócios públicos.

Aristóteles, discípulo de Platão, deu o impulso inicial à Filosofia, Cosmologia, Nosologia, Metafísica, Lógica e Ciência Naturais, abrindo as perspectivas do conhecimento humano. No livro Política, sobre organização do estado, distingue as três formas de administração pública.

·        Monarquia ou governo de um só (que pode redundar em tirania).

·        Aristocracia ou governo de uma elite (que pode descambar em oligarquia).

·        Democracia ou governo do povo (que pode degenerar em anarquia).

Durante os séculos que vão da Antiguidade ao início da idade da Idade Moderna a Filosofia voltou – se para uma variedade de preocupações distanciadas dos problemas administrativos.

Francis Bacon (1561-1626), filósofo e estadista inglês e fundador da Lógica Moderna baseada no método experimental e indutivo, mostra a preocupação prática de se separar experimentalmente o que é essencial do que é acidental ou acessório. Bacon antecipou – se ao princípio conhecido em Administração como princípio da prevalência do principal sobre o acessório.

René Descartes (1596-1650), filósofo, matemático e físico francês, considerado o fundador da Filosofia Moderna, criou as coordenadas cartesianas e deu impulso à Matemática e a Geometria da época. Na Filosofia, celebrizou –se pelo livro O Discurso do Método, no qual descreve seu método filosófico denominado método cartesiano, cujos princípios são:

1. Princípio da Dúvida Sistemática ou da Evidência: Consiste em não aceitar como verdadeira coisa alguma enquanto não se souber com evidência clara e distintamente – aquilo que é realmente verdadeiro. Com essa dúvida sistemática evita-se a prevenção e a precipitação, aceitando – se apenas como certo o que seja realmente certo.

2. Princípio da Análise ou de Decomposição: Consiste em dividir e decompor cada dificuldade ou problema em tantas partes quantas sejam possíveis e necessárias à adequação e solução e resolve – lãs cada, separadamente.

3. Princípio da Síntese ou da Composição: Consiste em conduzir ordenadamente nossos pensamentos e nosso raciocínio, começando pelos objetivos e assuntos mais fácies e simples de se conhecer, para passarmos gradualmente aos mais difíceis.

4. Princípio da Enumeração ou da Verificação: Consiste em fazer recontagens, verificações e revisões tão gerais que se fique seguro de nada haver omitido ou deixado à parte.

Vários princípios da Administração, como os da divisão do trabalho, da ordem e do controle, estão contidos nos princípios cartesianos.

Thomas Hobbes (1588-1679), filósofo político inglês, defende o governo absoluto em função de sua visão pessimista da humanidade. Na ausência do governo, os indivíduos tendem a viver em guerra permanente e conflito interminável para obtenção de meios de subsistência, No livro Leviatã, assinala que o povo renuncia a seus direitos naturais em favor de um governo que, investido do poder a ele conferido, impõe a ordem, organiza a vida social e garante a paz. O estado representa em pacto social que ao crescer alcança as dimensões de um dinossauro, ameaçando a liberdade de todos.

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) desenvolve a teoria do contrato social: o Estado surge acordo de vontades. Contrato social é um acordo entre os membros de uma sociedade pelo qual reconhecem a autoridade igual sobre todos de um regime político, governante ou de um conjunto de regras. Rousseau assevera que o homem é por natureza bom e afável e a vida em sociedade o deturpa.

Karl Marx e Friedrich Engels (1820-1895) propõem uma teoria da origem econômica do Estado. O poder política e do Estado nada mais é do que o fruto da dominação econômica do homem pelo homem. O Estado vem a ser uma ordem coativa impostas por uma classe social exploradora. No Manifesto Comunista, afirmam que a história da humanidade é uma história da luta de classes. Homens livres e escravos, patrícios e plebeus, nobres e servos, mestres e artesões, em uma palavra, exploradores e explorados, sempre mantiveram uma luta, oculta ou manifesta. Marx afirma que os fenômenos históricos são o produto das relações econômicas entre os homens. O marxismo foi econômico da sociedade, em oposição a idéias metafísicas.

Com Filosofia Moderna, a Administração deixa de receber contribuições e influências, pois o campo de estudo filosófico passa a se afastar dos problemas organizacionais.


INFLUÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO DA IGREJA CATÓLICA

Através dos séculos, as normas administrativas e os princípios de organização pública foram se transferindo das instituições dos Estados (como era o caso de Atenas, Roma etc.) para as instituições da Igreja Católica e da organização militar. Essa transferência se fez lentamente porque a unidade de propósitos e objetivos- princípios fundamentais na organização eclesiástica e militar nem sempre é encontrada na ação política que se desenvolvia nos Estados, movida pôr objetivos contraditórios de cada partido, dirigente ou classe social.

Ao longo dos séculos, a Igreja Católica estruturou sua organização, com uma hierarquia de autoridade, um estado-maior (assessoria) e a coordenação funcional para assegurar integração. A organização hierárquica da Igreja é tão simples e eficiente que sua organização mundial pode operar sob o comando de uma só cabeça executiva: o Papa, cuja autoridade coordenadora lhe foi delegada de forma mediata pôr uma autoridade divina superior. A estrutura da Organização eclesiástica serviu de modelo para as organizações que, ávidas de experiências bem sucedidas, passaram a incorporar os princípios e as normas administrativas utilizados pela Igreja Católica.


INFLUÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO MILITAR

A organização militar influenciou a teoria da Administração. A organização linear tem suas origens na organização militar dos exércitos da Antigüidade e da época medieval. É uma estrutura organizacional mais simples e antiga, baseada na autoridade linear. A autoridade linear é a decorrência do princípio da unidade de comando: significa que cada superior tem autoridade única e absoluta sobre seus subordinados e que não a reparte com ninguém.

A estrutura linear tem suas origens na organização dos antigos exércitos e na organização eclesiástica dos tempos medievais. Entre o superior e os subordinados existem linhas diretas e únicas de autoridade (que significa o direito organizacional de exigir o cumprimento de ordens e execução de tarefas) e de responsabilidade (que significa o dever ou incumbência de seguir ordens e executar tarefas). Devido a estas linhas de autoridade e responsabilidade ocorre à cadeia escalar.

A organização linear baseia-se nos princípios de:

·        Unidade de comando ou supervisão única: cada indivíduo tem apenas um único chefe.

·        Unidade de direção: todos os planos devem integrar-se a planos que conduzam aos objetivos da organização.

·        Centralização da autoridade: toda autoridade máxima de uma organização deve estar concentrada no seu topo.

·        Cadeia escalar: a autoridade deve estar disposta em uma hierárquicos, de maneira que um nível hierárquico inferior deve estar sempre subordinado ao seu superior imediato.

Vantagens e desvantagens:

Vantagens: cada pessoa respondia somente a um superior, assim as decisões eram tomadas mais rapidamente.

Desvantagens: um só executivo tem que se responsabilizar pôr todos os casos que surgem em sua jurisdição.

Tipos de organização

Linear

Características:

·        Autoridade única (linear);

·        Linha formal de comunicação;

·        Centralização das decisões;

·        Aspecto piramidal.

Vantagens:

·        Estrutura simples;

·        Clara delimitação de responsabilidade de autoridade;

·        Fácil implantação;

·        Organização estável;

·        Indicado para pequenas empresas.

Desvantagens:

·        Rigidez e inflexibilidade;

·        Autoridade baseada no comando único;

·        Excessiva importância da chefia;

·        Chefe é generalista, não tendo conhecimento específico em algo;

·        Acúmulo de tarefas nos níveis superiores quando a empresa cresce;

·        Comunicação demorada.

Observações:

·        Adequada quando as tarefas são padronizadas e sem modificações;

·        Melhor quando a rapidez é mais importante que a qualidade do trabalho;

·        Adequada quando os serviços especializados provêm de terceiros.

O princípio da unidade de comando, fundamental para função de direção, é o núcleo central de todas as organizações militares. A escala hierarquia, ou seja, a escala níveis de comando de acordo com o grau de autoridade e responsabilidade correspondente é tipicamente um aspecto da organização militar utilizado em outras organizações.

Na época de Napoleão (1769-1821), o general francês ao chefiar seu exército tinha a responsabilidade de supervisionar a totalidade do campo de batalha. Entretanto, as batalhas de maior alcance, chegando a ser de nível continental, conduziram a um planejamento e controle centralizados em paralelos a operações descentralizadas, ou seja, passou-se à centralização do comando e descentralização da execução, porém Napoleão ainda era responsável pôr todas as decisões mais importantes, além do que Napoleão, era mestre em motivar seus soldados.

Uma outra contribuição da organização militar é o princípio de direção pôr meio do qual todo soldado deve saber perfeitamente o que se espera dele e daquilo que ele deve fazer. Mesmo Napoleão, o general mais autocrata da história militar, aplicava este princípio, pois estava convencido de que a obediência cega jamais leva a uma execução inteligente de alguma coisa.

No início do século XIX, Carl Von Clausewitz (1780-1831), general prussiano, escreveu um Tratado sobre a Guerra e os Princípios de Guerra, sobre como administrar os exércitos em períodos de guerra. Foi o grande inspirador de muitos teóricos da Administração que posteriormente se basearam na organização e estratégias militares para adaptá-las à organização de estratégias empresariais. Para Clausewitz, toda organização requer um cuidadoso planejamento e rigorosa disciplina, sendo que as decisões devem ser científicas, baseadas na probabilidade e não na necessidade lógica e na intuição. O administrador deve aceitar a incerteza de maneira a aceitar e minimizar essa incerteza.

século XVI ocorre de forma diferenciada. Enquanto que na França esse fenômeno foi responsável pelo fortalecimento de relações feudais, na Inglaterra, ocorreu exatamente o contrário, resultando no crescimento de características rurais capitalistas que transformaram a terra numa mercadoria. O aumento dos preços dos derivados agrícolas e do consumo de matérias-primas e alimentos contribuía para valorizar o preço da terra. Aproveitando-se dessa situação, tanto os grandes como os pequenos produtores rurais, tentaram tirar vantagens ampliando suas posses através dos "cercamentos" (transformação da posse das terras coletivas, em propriedade privada). O Estado, por sua vez, para preservar seus interesses, impedia o avanço dos cercamentos e passava a enfrentar a oposição da "gentry" (nobreza rural mais progressista) e dos "yeomen" (camada mais rica dos pequenos e médio proprietários livres).

A supremacia naval inglesa: desde o ano de 1651, quando Oliver Cromwell decretou os Atos de Navegação e Comércio, que asseguraram exclusividade aos navios ingleses para o transporte de mercadorias para o seu país, que a Inglaterra passou a controlar o comércio mundial de larga escala. Isso permitiu a organização de um vasto império colonial que, ao mesmo tempo, será seu mercado consumidor de produtos manufaturados e fornecedor de matérias primas.

A disponibilidade de mão-de-obra: o estabelecimento do absolutismo na Inglaterra no século XVI levou a burguesia em aliança com a nobreza a promover um processo de expulsão dos camponeses de suas terras. Estas terras foram cercadas e transformadas em áreas de pastagens para ovelhas que ofereciam a matéria-prima básica para o tecido: lã. Houve, portanto, um intenso êxodo rural, que tornou as grandes cidades um lugar onde se encontrava uma grande disponibilidade de mão-de-obra. Dessa maneira, os salários sofreram um rebaixamento, fato que contribuiu para a elevação da produtividade na indústria.

A disponibilidade de matérias-primas: a Inglaterra não tinha dificuldades de acesso às matérias-primas básicas para seu desenvolvimento industrial. Era rica em minério de carvão, lã, algodão (obtido nos EUA) etc.

O surgimento do sistema Fabril

O crescimento ainda acentuado da demanda só veio a agravar os conflitos inerentes ao putting-out (produção domiciliar). Os capitalistas viam-se obrigados a fornecer cada vez mais produtos ao mercado, mas eram incapazes de tornar os artesãos mais produtivos.

Para resolver o aumento da produção, foi preciso intervir mais diretamente no processo produtivo. Aos poucos, alguns capitalistas passaram a reunir vários trabalhadores sob o mesmo teto, sob sua supervisão. Esse grupo de trabalhadores possuía as origens mais distintas: eram os camponeses (citados acima), mendigos, soldados dispensados, desempregados em geral, mulheres e crianças.

Mas não era apenas a organização do trabalho que constituía um obstáculo aos capitalistas: as técnicas tradicionais utilizadas pelos artesãos davam pouca margem a aumentos de produtividade.

Assim, em 1733 John Kay criava a Lançadeira Volante, um instrumento que se adaptava aos teares manuais aumentando em várias vezes a capacidade de tecer de um trabalhador. Outros nomes foram aperfeiçoando as invenções e a produção cada vez mais foi aumentando.

Com a invenção da máquina a vapor por James Walt (desenvolvida entre as décadas 1760 e 1780) e sua posterior aplicação à produção, uma nova concepção de trabalho modificou completamente a estrutura social e comercial da época, provocando profundas e rápidas mudanças (foram as maiores ocorridas em todo milênio anterior), de ordem econômica, política e social. É o período chamado Revolução Industrial, que se iniciou na Inglaterra.

Máquina a Vapor

A Revolução Industrial pode ser dividida em duas épocas bem distintas:

- 1780 a 1860 > 1ª Revolução Industrial ou Revolução do Carvão e do Ferro.

Nesta fase ocorreu a mecanização da indústria e da agricultura, a aplicação da força motriz do vapor à indústria, o desenvolvimento do sistema fabril e um aceleramento dos transportes e das comunicações.

Mecanização da industria e da agricultura, nos fins do século XVIII, com a máquina de fiar (Hargraves – 1767), do tear hidráulico (Arkwright – 1769), do tear mecânico (Cartwright – 1785) e do descaroçador de algodão (Whitney – 1792), que substituíram o trabalho e a forca motriz muscular do homem, do animal e da roda de água. Eram maquinas grandes e pesadas, mas com a incrível superioridade sobre os processos manuais de produção da época.

Processo

de transformação de uma economia agrária e manual para uma economia dominada pela indústria e mecanização da manufatura, provocando profundas mudanças na sociedade.

Utilizam-se novas fontes de energia; invenção de máquinas que aumentam a produção com menor gasto de energia humana; divisão e especialização do trabalho; desenvolvimento do transporte e da comunicação; e aplicação da ciência na indústria. Além de mudanças na estrutura agrária e o declínio da terra como fonte de riqueza; a produção em grande escala voltada ao mercado internacional; a afirmação do poder econômico da burguesia; o crescimento das cidades e o surgimento da classe operária e consolidação do capitalismo como sistema essencial da sociedade.

A disponibilidade de capital e o sistema financeiro eficiente facilitam os investimentos dos empresários, que constroem ferrovias, estradas, portos e sistemas de comunicação, favorecendo o comércio. Os campos são apropriados pela burguesia, quando são criadas extensas propriedades rurais. Com isso, os camponeses são expulsos das terras, migram às cidades e tornam-se mãos-de-obra disponíveis; aumenta a produção alimentícia, favorecendo o crescimento populacional.

Avanços técnicos – o ferro obtido com uso de carvão permitem o aumento da produtividade e diminuem o trabalho. Com a aplicação da força a vapor às máquinas fabris, a mecanização difunde-se na indústria têxtil. O metal substitui a madeira, para aumentar a longevidade das máquinas, estimulando a siderurgia e o surgimento da indústria pesada de máquinas. A invenção da locomotiva e do navio a vapor acelera a circulação das mercadorias.

Oferta de mão-de-obra – O novo sistema industrial cria duas novas classes. De um lado, os empresários – donos do capital, dos modos e bens de produção, de outro, os operários, que vendem sua força de trabalho em troca de salários. A Revolução Industrial concentra os trabalhadores em fábricas, promove o desenvolvimento urbano e muda radicalmente o caráter do trabalho. A produção é dividida em várias operações para aumentar a produtividade. O operário executa agora, uma única etapa na produção.

Com a mecanização, o trabalho desqualifica-se, o que reduz os salários. No início, os empresários impõem duras condições aos operários para aumentar a produção e garantir uma margem de lucro crescente. Fazendo com que, estes se organizem em associações para reivindicar melhores condições de trabalho, surgindo assim, os sindicatos. Os sindicatos conquistam o direito de funcionamento em 1864 na França, em 1866 nos Estados Unidos, e em 1869 na Alemanha.

"A evolução da organização da produção"

Sistema

Controle sobre o processo de trabalho

Controle sobre o produto do trabalho

Vigência

Artesanal

trabalhador

trabalhador

Pré-Revolução Industrial

Putting-out system

trabalhador

capitalista

Transição para a Revolução Industrial

Fabril

capitalista

capitalista

Pós-Revolução Industrial

2ª Revolução Industrial

- 1860 a 1914 > 2ª Revolução Industrial ou Revolução do Aço e da Eletricidade.

Esta fase é caracterizada pela introdução do aço no lugar do ferro e da eletricidade no lugar do vapor, pelo desenvolvimento da maquinaria automática, pelo alto grau de especialização do trabalho, etc.

Esta fase é caracterizada pela introdução do aço no lugar do vapor, do ferro e da eletricidade no lugar do vapor pelo desenvolvimento da máquina automática, pelo alto grau de especialização do trabalho.

Caracterizando a substituição do ferro pelo aço como material básico. O vapor pela eletricidade e derivados do petróleo como fontes de energia. O desenvolvimento e maquinária automática e a especialização do trabalhador. Crescente domínio da indústria pela ciência. Ampliações de vias férreas, construções de automóveis; aperfeiçoamento do pneumático e a inicialização da produção do modelo "T" em 1908. Já em 1906, aconteceu a primeira experiência de Santos Dumont com o avião. Assim surgiu a grande transformação. A organização capitalista desenvolveu novas formas; onde a organização comercial cujo capital provinha dos lucros auferidos (Capitalismo industrial) e Capitalismo financeiro apoderou-se de parte ativa da direção dos negócios, descrevendo a dominação da indústria pelas inversões bancárias e instituições financeiras e de crédito; a união de empresas e proveniências trustes formando imensas acumulações de capital; separação entre a propriedade particular e a direção das empresas; a coordenação e integração dos negócios. A industrialização expandiu desde da Europa até o Extremo Oriente.

A tranqüilidade da produção do artesanato em que os operários conheciam e eram organizados em corporações de ofício regidas por estatutos, que foi substituído pelo regime de produção por meio de máquinas. Por esse motivo houve uma súbita transformação que provocou os seguintes aspectos:

·        Transferência da habilidade do artesão para a máquina, para produzir maior quantidade, melhor qualidade e menor rapidez.

·        Substituição da força animal ou do músculo humano pela potência da máquina a vapor e em seguida pelo motor, permitindo maior produção e economia.

A brevidade e intensidade fenomenal da maquinização das oficinas provocaram fusões de pequenas oficinas e foram crescendo e se transformando em fábricas. A substituição do operário pela máquina nas tarefas em que se podia automatizar e acelerar pela repetição. A oficina e o artesanato em família desapareceu subitamente e cresce violentamente a competição, surgindo uma enorme quantidade de operários nas fábricas trabalhando juntos durante jornadas diárias de trabalho que se estendiam por 12 ou 13 horas em condições de perigos e insalubres. Causando acidentes e doenças. A doutrina que era admitida no conhecimento unicamente da experiência e invenções para o crescimento industrial. Houve uma intensa migração de mão-de-obra que se deslocava dos campos agrícolas para os centros industriais causando um surto acelerado e uma desorganização urbana. Ao mesmo tempo em que o capitalismo se solidifica, cresce o tamanho de uma nova classe social: o proletariado. A tensão entre a classe operária e os proprietários de indústrias não tardaram a aparecer. Alguns países passaram a intervir em alguns aspectos das relações entre operários e fábricas baixando leis trabalhistas.

A Administração e a gerência das empresas industriais passaram a ser a preocupação maior dos proprietários, pois o surgimento da tecnologia dos processos de produção de construção e funcionamento das máquinas, a legislação crescendo destinada a defender e proteger a saúde a integridade do trabalhador. Dirigir batalhões de operários da nova classe proletária era o grande desafio. A nova situação de construir para apagar da mente do operário o veículo social mais intenso, ou seja, o sentimento de estar produzindo e contribuindo para o bem da sociedade. O capitalista passou a se distanciar dos operários, ao mesmo tempo em que os agrupamentos sociais nas empresas geravam problemas sociais e reivindicativos. Era preocupante para os empresários a melhoria dos aspectos mecânicos e tecnológicos da produção, com o objetivo de produzir quantidades maiores de produtos melhores e de menor custo.

Assim, a Revolução Industrial, foi decorrente da necessidade dos empresários de atender a demanda em expansão, embora tenha provocado uma profunda modificação na estrutura empresarial e econômica da época, que não chegou a influenciar diretamente nos princípios de administração das empresas então utilizadas.


Influência dos Economistas Liberais

A partir do séc. XVII foi desenvolvido várias teorias economistas baixadas nas experiências cotidianas e nas tradições do comércio da época. No final do século XVIII dois pontos importantes, os economistas liberais conseguem aceitação de suas teorias e culmina com a ocorrência da Revolução Francesa.

Segundo o liberalismo, a vida econômica deve afastar-se da influencia estatal. Os operários, contudo, estão à mercê dos patrões. A livre concorrência é o postulado principal do liberalismo econômico.

Adam Smith fundou entre 1723 e 1790 a economia clássica, cuja idéia central é a competição. Embora alguns ajam em proveito próprio, os mercados em que vigoram a competição mais eficiente dos recursos e da produção sem que haja excesso de lucros. Por essa razão o papel econômico do governo é intervir na economia, quando não ocorre competição livre.

Smith já visualizava o princípio da especialização dos operários e a necessidade de se racionalizar a produção. Para ele, a origem da riqueza das nações reside na divisão do trabalho, na especialização das tarefas, na importância do planejamento e da organização das funções da Administração.

O liberalismo econômico corresponde ao período de desenvolvimento da economia, baseada no individualismo e na livre concorrência. A livre concorrência criou áreas de conflitos sociais intensos.A partir da 2ª metade do séc. XIX, o liberalismo econômico começou a perder sua influencia na medida em que o capitalismo se agigantou com o despontar dos Du Pont, Rockefeller, Margon, Krupp, etc. O novo capitalismo se inicia com a produção em larga escala de maquinaria e de mão-de-obra, criando situações problemáticas de organizações de trabalho.

Karl Max e Friedrich Engels publicaram em 1848 o manifesto Comunista, onde concluíram que a luta de classes é o motor da história. O capitalismo é um modo de produção transitória e sujeito crises econômicas, devido a suas contradições internas que se direciona ao modo de produção socialista e ao comunismo. O estado está a serviço da classe dominante. Cabendo à classe operária implementar a ditadura.

Assim como Adam Smith e David Ricardo, o Marx considera o valor de toda a mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho socialmente necessário para produzir-la; se ele trabalha além de um determinado numero de horas, estará produzindo não apenas o valor correspondente ao de sua forca de trabalho, mas também um valor a mais, isto é, um valor excedente denominado mais-valia. É nessa fonte que e tirado o lucro. Assim, enquanto a taxa de lucro define a rentabilidade do capital, a taxa de mais-valia define o grau de exploração sobre o trabalhador. Mantendo inalterados os salários. A influencia de Marx foi importante, não só por sua obra, como por sua intensa militância política.

O socialismo e o sindicalismo obrigam o capitalismo a enveredar pelo caminho do aperfeiçoamento de todos os fatores de produção a sua adequada remuneração. Devido a essa situação, surgem os primeiros esforços nas empresas capitalistas para a implantação de métodos e processos de racionalização do trabalho, cujo estudo metódico e exposição teórica coincidiram com o inicio do séc. XX.

James Mill (1773 – 1836), outro economista liberal, sugeria em seu livro Elementos de Economia Política, publicado em 1826, uma série de medidas relacionadas com os estudos de tempos e movimentos como meio de se obter incremento da população nas indústrias da época.

Em 1817, David Ricardo (1772-1823) e, em 1820, Thomas Robert Matheus (1766-1834) publicaram respectivamente os seus Princípios de Economia Política. Em 1835, Samuel P. New-

man, outro economista clássico, em seu livro Elementos de Economia Política, escrevia que o administrador deve ser uma combinação de inúmeras qualidades raramente encontradas em um só indivíduo, a saber:

·        Capacidade de previsões e cálculos, para que seus planos sejam bem fundados;

·        Perseverança e constância de propósitos ao executar seus planos;

·        Discrição e decisão de caráter para poder superintender e dirigir os esforços;

·        Conhecimento, tanto do estado do mundo em geral, como dos detalhes de empregados e empreendimentos particulares, para poder conduzir alguns ramos da produção.


Os Pioneiros e Empreendedores

O século XIX assistiu a um monumental desfile de inovações e mudanças no cenário empresarial. O mundo estava mudando. E as empresas também. As condições para o aparecimento da teoria administrativa estavam se consolidando.

Antes de 1850, poucas empresas tinham uma estrutura administrativa que exigisse os serviços de um administrador em tempo integral, pois as empresas eram pequenas. Em geral, eram negócios de família, em que dois ou três parentes conseguiam cuidar de todas as suas atividades principais. As empresas da época – agropecuárias, mineradoras, indústrias têxteis, estradas de ferro, construtoras, a caça e o comércio de peles, os incipientes bancos – faziam parte de um contexto predominantemente rural, que não conhecia a administração de empresas. O presidente era o tesoureiro, o comprador ou o vendedor e atendia aos agentes comissionados. Se o negócio crescia, os agentes se tornavam sócios da firma, integrando produção e distribuição.

Nos Estados Unidos, ao redor de 1820 o maior negócio empresarial foram às estradas de ferro, empreendimentos privados e que constituíram um poderoso núcleo de investimentos de toda uma classe de investidores. As ferrovias permitiram o desbravamento do território e provocaram o fenômeno da urbanização que criou novas necessidades de habitação, alimentação, roupa, luz e aquecimento, o que se traduziu em um rápido crescimento das empresas voltadas para o consumo direto.

Após 1850, os grandes troncos ferroviários cobriam todo o mercado americano do leste urbano e do oeste agrícola. O desenvolvimento ferroviário e a construção urbana criaram o mercado de ferro e aço.

Em 1871, a Inglaterra era a maior potência econômica mundial. Em 1865. John D. Rockefeller (1839-1937) funda Standart Oil. Em 1890, Carnegie funda o truste de aço, ultrapassando rapidamente a produção de toda a Inglaterra. Swift e Armour formam o truste das conservas. Guggenheim forma o truste do cobre e Mello, o truste do alumínio. Logo a seguir, teve início a integração vertical nas empresas. Os "criadores de impérios" (empire builders) passaram a comprar e a integrar concorrentes, fornecedores ou distribuidores para garantir seus interesses, deixando sua administração por conta dos ex-proprietários. Surgiram os primitivos impérios industriais, aglomerados de empresas que se tornaram grandes demais para serem dirigidos pelos pequenos grupos familiares. Logo apareceram os gerentes profissionais, os primeiros organizadores que se preocupavam mais com a fábrica do que com vendas ou compras.

Na década de 1880, a Westinghouse e a General Eletric dominavam o ramo de bens duráveis e criaram organizações próprias de vendas com vendedores treinados, dando início ao que hoje denominamos "marketing". Ambas assumiram a organização do tipo funcional que seria adotada pela maioria das empresas americanas, a saber:

·        Um departamento de produção para cuidar da manufatura de fábricas isoladas.

·        Um departamento de vendas para administrar um sistema nacional de escritórios distritais com vendedores.

·        Um departamento técnico de engenharia para desenhar e desenvolver produtos.

·        Um departamento financeiro

Por volta de 1889, o capital da Westinghouse Eletric e da General Eletric já ultrapassavam a marca dos 40 milhões de dólares em cada uma delas. Para dominar novos mercados, as empresas acumulavam instalações e pessoal além do necessário. Os custos das várias unidades precisavam ser reduzidos por meio da criação de uma estrutura funcional que coordenasse fabricação, engenharia, vendas e finanças para reduzir os riscos de flutuação do mercado. Os lucros iriam depender da organização e racionalização dessa estrutura funcional.

Entre 1880 e 1890, as indústrias passaram a controlar as matérias-primas através de seus departamentos de compras, adquirindo firmas fornecedoras e controlando a distribuição para vender seus produtos diretamente ao varejista ou ao consumidor final. Procurava-se maior eficiência na produção, compras distribuição e vendas. Os meios de reduzir custos diminuíram, as margens de lucro baixaram, o mercado foi-se tornando saturado e as empresas passaram a procurar novos mercados por meio da diversificação de produtos. A velha estrutura funcional começou a emperrar. Assim surge a empresa integrada e multidepartamental.

A empresa integrada verticalmente se formava por meio da combinação: vários pequenos produtores de determinado bem se agregavam em uma combinação horizontal – uma federação – sob o controle de uma companhia holding. Essas alianças levaram a uma organização com escritórios centrais, os quais passaram a decidir as atividades das fábricas e filiais de vendas e compras. Estas unidades deixaram de ser dirigidas pelos antigos donos ou famílias associadas e passaram a ser administradas por gerentes assalariados. Assim fizeram as grandes corporações americanas como a Standart Oil e a American Bell Telephone.

A etapa seguinte foi o controle do mercado de distribuição, eliminando os intermediários para vender mais barato ao consumidor final e deixando de depender dos atacadistas. Entre 1890 e 1900, ocorreu uma onda de fusões de empresas – a mais famosa foi à criação da U.S. Steel Corporation, um negócio de bilhões de dólares - como meio de utilização racional das fábricas e de redução de preços.

Um dos empreendedores da época, Gustavus Swift, o pioneiro da indústria frigorífica, criou uma estratégia que consistia em: consolidar a fabricação; avançar para a distribuição própria; e voltar atrás até o controle da matéria-prima. Por volta de 1895, com o crescimento da integração vertical, a indústria frigorífica tornou-se um oligopólio. Os departamentos funcionais centrais controlavam as unidades de campo e os Big Five cobriam a totalidade do mercado, utilizando filiais, um sistema de transporte frigorificado, escritório central e departamentos funcionais. Todos os pioneiros da indústria manufatureira – como Andrew Preston da United Fruit, Duke da American Tabaco, William Clark da Singer, McCormick das máquinas agrícolas – seguiram os passos de Swift na sistematização de seus impérios industriais.

Os grandes capitães de indústrias – como John D. Rockefeller, Gustavus Swift, James Duke, Westinghouse, Daimler e Benz, Henry Ford e outros – não tinham condições de sistematizar seus vastos negócios com eficiência, pois eram empreendedores e não organizadores. A organização era um desafio tão ou mais difícil do que a criação dessas empresas.

O final do século XIX revelou o crescimento dos impérios corporativos e a expansão da indústria. A preocupação dominante se deslocou para os riscos do continuado crescimento sem uma organização adequada. Na verdade, entre 1860 a 1900 aconteceu a "idade heróica das invenções", que provocou um explosivo desenvolvimento tecnológico. O primeiro laboratório de pesquisas surgiu com a síntese da aspirina – a primeira droga puramente sintética – realizada por Adolf Von Bayer (1835-1917) em 1889. O sucesso mundial da aspirina convenceu a indústria química do valor da pesquisa e da tecnologia.

Na

virada do século XX, grandes corporações sucumbiram financeiramente. É que dirigir grandes empresas não era apenas uma questão de habilidade pessoal, como muitos empreendedores pensavam. Estavam criadas as condições para o aparecimento dos grandes organizadores da empresa moderna. Os capitães das indústrias – pioneiros e empreendedores – cederam seu lugar para os organizadores. Estava chegando a era da competição e da concorrência como decorrência de fatores como:

·        Desenvolvimento tecnológico, que proporcionou um crescente número de empresas e nações concorrendo nos mercados mundiais.

·        Livre-comércio.

·        Mudança dos mercados vendedores para mercados compradores.

·        Aumento da capacidade de investimento de capital e elevação dos níveis de ponto de equilíbrio

·        Rapidez do ritmo de mudança tecnológica que rapidamente torna obsoleto um produto ou reduz drasticamente seus custos de produção.

·        Crescimento dos negócios e das empresas

Todos esses fatores iriam completar as condições propícias para a busca de bases científicas para a melhoria da prática empresarial e para o surgimento da teoria administrativa e os mesmos começaram a ser atentados por homens e empresários com uma visão mais moderna, que combinavam conceitos de organização com gerenciamento de pessoal.


Conclusão

1. Antecedentes Históricos da Administração

Trata-se de uma história recente, com desenvolvimento lento e que teve início apenas em meados do século XX. A história da Administração foi influenciada por muitas correntes, a saber:

1.1. Influência dos Filósofos

Esta data desde os tempos da Antigüidade e tiveram suas primeiras "definições" a partir dos pensamentos de filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles.

Muitos princípios da Administração, como o da divisão do trabalho, da ordem e do controle surgiram por meio dos pensamentos filosóficos da época.

Porém, a filosofia antiga preocupava-se muito com as questões organizacionais, o que deixa de ser objeto de preocupação da Filosofia Moderna.

1.2. Influência da Igreja Católica

Durante muitos séculos as normas administrativas e a organização pública ficaram a cargo da Igreja Católica, e não dos Estados (Roma, Atenas, etc.). Havia uma hierarquia de autoridade, um estado-maior e uma coordenação funcional, que juntas e comandadas por uma única pessoa – o Papa – e que, bem-sucedida serviu de modelo para diversas organizações.

1.3. Influência da Organização Militar

Esta influenciou o aparecimento das Teorias da Administração. Resultam da organização militar daquela época: a organização linear, o princípio da unidade de comando e a escala hierárquica. Decorrente destes princípios surgem ainda à centralização do comando e a descentralização da execução, o que forma um modelo bastante utilizado em outras organizações. Outra grande contribuição foi o princípio de direção, relacionado ao soldado (na empresa, ao funcionário) e a sua consciência sobre os seus afazeres. Aqui surgiu o pensamento estratégico e a necessidade de disciplina e planejamento, acreditando-se que o incerto deveria ser esperado, mas o planejamento deveria reduzir o seu impacto.

1.4. Influência da Revolução Industrial

A Revolução Industrial criou o contexto perfeito para a aplicação das primeiras Teorias da Administração (surgidas pela interferência primeira da Igreja e das Organizações Militares), sendo este respaldado nos avanços tecnológicos nos processos de produção alcançados até então, da construção e utilização das máquinas, e da crescente legislação para defesa do trabalhador.

Portanto, a Revolução Industrial foi decorrente da necessidade dos empresários, de atender a demanda em expansão. A administração deve tão somente à Revolução Industrial o conceito de organização da empresa moderna, graças principalmente ao avanço tecnológico e descoberta de novas formas de energia, substituindo o modo artesanal por um industrial de produção.

1.5. Influência dos Economistas Liberais

Surge o conceito de livre concorrência e de liberalismo econômico. Adam Smith funda a economia clássica, com ponto principal voltado para competição. Ele acredita na existência de uma ‘mão invisível’ que governa o mercado. Smith ainda cria os conceitos de racionalização da produção, especialização e divisão do trabalho. Ele reforçou a importância do planejamento e da organização dentro das funções da administração.

Quando do aparecimento do novo capitalismo, surgem Marx e Engels com a publicação do Manifesto Comunista, livro que faz toda uma análise sobre os regimes econômicos, sociais e políticos da época. O socialismo e do sindicalismo obrigam o capitalismo ao caminho do aperfeiçoamento de todos os meios de produção e a adequada remuneração. Surgem, então, os primeiros esforços no sentido de racionalização do trabalho como um todo.

1.6. Influência dos Pioneiros e Empreendedores

Caracteriza-se como a consolidação das condições necessárias para o surgimento das novas teorias administrativas: - crescimento da preocupação com o consumo direto; - surgimento das indústrias ferroviárias, de ferro e de aço; - surgimento dos ‘impérios industriais’ e dos gerentes profissionais; - surgimento do ramo de bens duráveis; - preocupação com as vendas (marketing’ de hoje); - desenvolvimento da organização do tipo funcional; - preocupação com os meios de redução de custos.

Em certo momento, surge a empresa integrada e multidepartamental. O conceito de alianças e sociedades (holding’s) começa a aparecer e o controle do mercado de distribuição passa a ser desejado com o fim de obter-se um preço mais acessível ao cliente final.

Surgem as fusões de empresas e aparecem os primeiros oligopólios.

Então chegamos ao ponto onde o empreendedorismo se depara com a falta de organização, e entre 1860 e 1900 aconteceu um enorme desenvolvimento tecnológico e atentou-se para o valor da pesquisa.

Todos estes fatores impulsionaram a busca pelas bases científicas que melhorariam a prática empresarial e daria espaço para o surgimento da teoria administrativa.

Bibliografia:

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração, - 3ª. Ed. São Paulo: Ed. McGaw-Hill do Brasil, 1983.

CHIAVENATTO, Idalberto. Introdução Teoria Geral da Administração, - 6ª. Ed. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 2000.

CULTURAL, Larousse. Grande Enciclopédia, - 2ª. Ed. Rio de Janeiro: Ed. Nova Cultural, 1993.

CULTURAL, Larousse. Grande Enciclopédia, - 3ª. Ed. Rio de Janeiro: Ed. Nova Cultural, 1995.

BASE. Biblioteca de Auxílio ao Sistema Educacional, - 1ª. Ed. SÃO PAULO: Ed. IRACEMA, 1999.

http://www.admbrasil.com.br/

http://planeta.terra.com.br/arte/mundoantigo/industrial/

http://www.expo2000.hpg.ig.com.br/Historia1.htm

http://www.zemoleza.com.br/carreira.asp?codcarreira=12

 

 

Hosted by www.Geocities.ws

1