ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO DE UMA EMPRESA DE ENZIMAS
RESUMO Foi realizado um Estudo de Caso sobre Administração da Produção de uma Empresa do Setor Tritícola. A empresa tem suas atividades voltadas ao setor tritícola, com grande experiência na área de pré-misturas de enzimas e equipamentos de análise dos derivados de trigo. Seu setor industrial é sub-dividido em: Produção, estoque, expedição e logística. Um dos problemas detectados é na sua forma de disponibilizar insumos, para que sejam pesados e possam ir para os misturadores de forma exata e organizada, percorrendo a menor distância e de forma que se otimize para com o processo produtivo. O propósito do artigo é avaliar qual a maneira de disponibilizar insumos da melhor forma possível. Na seqüência, este artigo introduz um breve referencial teórico sobre o tema. PALAVRAS-CHAVE Produção, logística, organização ABSTRACT A Study of Case on Administration of the Production of a Company of the Tritícola Sector was carried through. The company has its activities directed to the tritícola sector, with great experience in the area of daily pay-mixtures of enzymes and equipment of analysis of the wheat derivatives. Its industrial sector is subdivided in: Production, supply, logistic expedition and. One of the detected problems is in its form of disponibilizar insumos, so that they are weighed and they can go for the mixers of accurate and organized form, covering the lesser distance and of form that if optimizes it stops with the productive process. The intention of the article is to evaluate which the way to disponibilizar insumos of the best possible form. In the sequence, this article introduces a theoretical referencial briefing on the subject. KEY WORDS Production, logistic, organization
Atualmente, onde a tecnologia está bastante disseminada, qualquer inovação desencadeia um espantoso e infindável leque de outras inovações que são amplamente testadas, até que possam ser aplicadas com confiabilidade pelos administradores das empresas modernas. Administrar, nos dias de hoje, é algo onde os riscos são muito menores que antigamente, porém a responsabilidade se redobra exatamente pela existência de todo o aparato tecnológico que cerca uma decisão administrativa. No planejamento e controle da produção, foi desenvolvida uma série de diversas técnicas de Administração nas últimas décadas, e da sua correta aplicação em conjunto com a indispensável capacidade empresarial do administrador moderno, depende o sucesso do mundo contemporâneo no que concerne ao atendimento das necessidades matérias da humanidade. O setor de Planejamento e Controle de Produção de uma empresa, é um setor-meio que serve como transformador de informações entre vários setores de uma empresa e tem um papel de conciliador entre aqueles departamentos que eventualmente tenham alguns atritos. Vamos neste artigo abordar o tema Planejamento e Controle da Produção, de uma forma simples e objetiva, visando facilitar a compreensão.
O objetivo do planejamento e controle é garantir que a produção ocorra eficazmente e produza produtos e serviços como deve. Isto requer que os recursos produtivos estejam disponíveis na quantidade adequada, no momento adequado e no nível de qualidade adequado (Mayer, 1980).
O planejamento da produção, significa decidir antecipadamente o que deve ser feito para alcançar determinado fim. O planejamento da produção compreende decidir sobre a produção a ser efetivada pela empresa industrial. Para tanto, nesta fase, deve-se levar em conta (Tubino, 1997): · Previsão da procura ou demanda dos produtos ou mercadorias; · Previsão dos insumos, da mão-de-obra e dos equipamentos; · Previsão dos custos decorrentes da alocação dos recursos materiais e humanos descritos. Uma forma de caracterizar todas as decisões de planejamento e controle é como fazer uma conciliação do potencial da operação de fornecer produtos e serviços com a demanda de seus consumidores. Embora sejam teoricamente separáveis o planejamento e controle, eles são usualmente tratados juntos. Planejamento é o ato de estabelecer as expectativas de o que deveria acontecer. Controle é o processo de lidar com mudanças quando elas ocorrem.
O controle da produção tem por finalidade verificar se o que foi planejado está sendo realmente executado; daí a necessidade de um perfeito trabalho de acompanhamento de todas as operações industriais (Masi, 2000). Compete ao controle de produção acusar as falhas e distorções e estabelecer as medidas corretivas, visando à normalidade do processo produtivo. Para tanto, o retorno de informações (feedback) constitui prática salutar para a normalidade do processo. O controle de produção deve responder às seguintes questões (Mayer, 1980): · Os insumos de produção estão sendo entregues dentro dos prazos certos? · A mão-de-obra está sendo realmente empregada? · Os equipamentos de produção são adequados e estão sendo utilizados eficientemente? · Os estoques de produtos acabados (ou semi-acabados) estão em níveis planejados? · O ritmo de produção está sendo desenvolvido de acordo com o planejamento? O planejamento e controle requerem a conciliação do fornecimento e da demanda em termos de volume, em termos de tempo e em termos de qualidade (Tubino, 1997).
O estoque ocorre em operações produtivas porque os ritmos de fornecimento e de demanda nem sempre casam. Os estoques são usados para uniformizar as diferenças entre fornecimento e demanda. Todas as operações mantêm estoques de algum tipo. Os itens mantidos em estoque irão variar consideravelmente em valor. As operações com os serviços profissionais manterão níveis baixos de estoque, enquanto as operações de varejo irão manter grandes quantidades de estoque (Masi, 2000). Quanto ao planejamento e controle do estoque, as principais decisões a serem tomadas são (Masi, 2000): · Quanto pedir cada vez que um pedido de reabastecimento é colocado; · Quanto pedir o reabastecimento de estoques; · Como controlar o sistema de planejamento e controle de estoque. O estoque é usualmente gerenciado através de sistemas computadorizados, que têm algumas funções, como atualização dos registros de estoque, geração de pedidos, geração de relatórios de estoque, previsão de demanda etc. RELAÇÃO CUSTO X BENEFÍCIO DO CONTROLE Embora aparentemente todos os controles sejam imprescindíveis, na prática nem sempre isto é verdade. Antes de se implantar um novo controle, é recomendável verificar se os seus custos não serão superiores aos benefícios. Embora seja raro, existem casos em que se pode mensurar tanto os custos como os benefícios de um controle, mas geralmente a decisão sobre a viabilidade ou inviabilidade vai depender da sensibilidade do administrador (Rocha, 1993). O sistema de controle é constituído por um conjunto de regras preestabelecidas que permitem o exercício do controle, ele deve conter os seguintes elementos (Tubino, 1997): · um plano; · regras e dispositivos para medir o realizado; · um instrumento de controle. Somente através de dispositivos e regras bem definidos é possível efetuar a medição dos eventos realizados para posterior confronto com o planejado. Um bom instrumento para essa medição são as ordens de produção, que, com suas regras bem definidas, servem como excelentes centralizadoras de informações relativas a prazos, custos, quantidades, tempos e eficiência . As empresas modernas dispõem dos mais diversos tipos de controles, que vão desde a observação visual até os sofisticados controle mecanizados. A informática trouxe os sistemas informatizados, que geram relatórios com gráficos e informações gerenciais sobre orçamentos, análise de operações etc. A informática propiciou a tomada de decisões mais rápida e eficiente. O objetivo de uma empresa é vender seu produto por um preço que cubra seus custos e lhe dê algum lucro (Rocha, 1993). Controlar custos no processo produtivo pressupõe controlar todos os fatores geradores de gastos, como os salários, insumos e todos os recursos necessários à existência e o funcionamento da empresa. É necessário fazermos uma distinção entre custo e despesa. · Custo é todo gasto que está diretamente relacionado ao processo produtivo; · Despesa é todo gasto relacionado à administração, às vendas e aos financiamentos. Até o momento em que os produtos estão prontos para a venda, os gastos são custos, e daí para a frente passam a ser despesas.
O controle de qualidade tem por finalidade principal determinar as causas relevantes de variações de qualidade. Às vezes, as causas são chamadas acidentais, não provocando maiores conseqüências, porquanto as variações são insignificantes na qualidade do produto (Masi, 2000). A qualidade de um produto ou serviço é medida pela satisfação total do consumidor. Não se pode confundir qualidade com luxo: um automóvel luxuoso pode ser de péssima qualidade e um simples pode ter ótima qualidade. A globalização da economia, o aumento da competitividade e as estratégias empresariais levam as empresas a alcançarem níveis de excelência, principalmente em relação aos seus clientes. As linhas de ações que as empresas aplicam hoje começam a convergir para um foco único, conquistar, satisfazer e manter clientes, fazendo as coisas certas e com qualidade. A qualidade total no atendimento ao cliente ocorre quando a empresa enfoca seus esforços em serviços com qualidade, fazendo conscientemente a escolha em investir na satisfação do cliente e em tornar isso a meta da empresa. Algumas técnicas para satisfação do cliente envolvem dedicação de tempo dos administradores, enquanto que outros enfocam na monitoração extensiva das necessidades e atitudes dos clientes (Mayer, 1980). O atendimento à necessidade do cliente produz recompensas reais para a empresa em termos de imagem da empresa e lealdade dos clientes, que retornam, muitas vezes, porque já conhecem a qualidade, confiam nas pessoas que trabalham e sabem que obtém serviços consistentes (Tubino, 1997).
O Just in Time (JIT) surgiu no Japão, nos meados da década de 70, sendo sua idéia básica e seu desenvolvimento creditados à Toyota Motor Company, a qual buscava um sistema de administração que pudesse coordenar a produção com a demanda específica de diferentes modelos e cores de veículos com o mínimo atraso. O sistema de "puxar" a produção a partir da demanda, produzindo em cada somente os itens necessários, nas quantidades necessárias e no momento necessário, ficou conhecido no Ocidente como sistema Kanban. Este nome é dado aos cartões utilizados para autorizar a produção e a movimentação de itens, ao longo do processo produtivo. Contudo, o JIT é muito mais do que uma técnica ou um conjunto de técnicas de administração da produção, sendo considerado como uma completa "filosofia, a qual inclui aspectos de administração de materiais, gestão da qualidade, arranjo físico, projeto do produto, organização do trabalho e gestão de recursos humanos. Embora haja quem diga que o sucesso do sistema de administração JIT esteja calcado nas características culturais do povo japonês, mais e mais gerentes e acadêmicos têm-se convencido de que esta filosofia é composta de práticas gerências que podem ser aplicadas em qualquer parte do mundo. Algumas expressões são geralmente usadas para traduzir aspectos da filosofia Just in Time (Tubino, 1997): · Produção em estoque · Eliminação de desperdícios · Manufatura de fluxo contínuo · Esforço contínuo na resolução de problemas · Melhoria contínua dos processos O sistema JIT tem como objetivo fundamental a melhoria contínua do processo produtivo. A perseguição destes objetivos dá-se, através de um mecanismo de redução dos estoques, os quais tendem a camuflar problemas. Os estoques têm sido utilizados para evitar descontinuidades do processo produtivo, diante de problemas de produção que podem ser classificados principalmente em três grandes grupos (Mayer, 1980): Problemas de qualidade à quando alguns estágios do processo de produção apresentam problemas de qualidade, gerando refugo de forma incerta, o estoque, colocado entre estágios e os posteriores, permite que estes últimos possam trabalhar continuamente, sem sofrer com as interrupções que ocorrem em estágios anteriores. Dessa forma, o estoque gera independência entre os estágios do processo produtivo. Problemas de quebra de máquina à quando uma máquina pára por problemas de manutenção, os estágios posteriores do processo que são "alimentados" por esta máquina teriam que parar, caso não houvesse estoque suficiente para que o fluxo de produção continuasse, até que a máquina fosse reparada e entrasse em produção normal novamente. Nesta situação o estoque também gera independência entre os estágios do processo produtivo. Problemas de preparação de máquina à quando uma máquina processa operações em mais de um componente ou item, é necessário preparar a máquina a cada mudança de componente a ser processado. Esta preparação representa custos referentes ao período inoperante do equipamento , à mão de obra requerida na operação, entre outros. Quanto maiores estes custos, maior tenderá a ser o lote executado, para que estes custos sejam rateados por uma quantidade maior de peças, reduzindo por conseqüência , o custo por unidade produzida. Lotes grandes de produção geram estoques, pois a produção é executada antecipadamente à demanda, sendo consumida por esta em períodos subseqüentes (Tubino, 1997). As vantagens do sistema de administração da produção Just inTime podem ser mostradas através da análise de sua contribuição aos principais critérios competitivos (Rocha, 1993): a. Custos: Dados os preços já pagos pelos equipamentos, materiais e mão de obra, o JIT, busca que os custos de cada um destes fatores seja reduzido ao essencialmente necessário. As características do sistema JIT, o planejamento e a responsabilidade dos encarregados da produção pelo refinamento do processo produtivo favorecem a redução de desperdícios. Existe também uma grande redução dos tempos de setup, interno e externo, além da redução dos tempos de movimentação, dentro e fora da empresa. b) Qualidade: O projeto do sistema evita que os defeitos fluam ao longo do fluxo de produção; o único nível aceitável de defeitos é zero. A pena pela produção de itens defeituosos é alta. Isto motiva a busca das causas dos problemas e das soluções que eliminem as causas fundamentais destes problemas. Os trabalhadores são treinados em todas as tarefas de suas respectivas áreas, incluindo a verificação da qualidade. Sabem, portanto, o que é uma peça com qualidade e como produzi-la. Se um lote inteiro for gerado de peças defeituosas, o tamanho reduzido dos lotes minimizará o número de peças afetadas. O aprimoramento de qualidade faz parte da responsabilidade dos trabalhadores da produção, estando incluída na descrição de seus cargos. c) Flexibilidade: O sistema just in time aumenta a flexibilidade de resposta do sistema pela redução dos tempos envolvidos no processo. Embora o sistema não seja flexível com relação à faixa de produtos oferecidos ao mercado, a flexibilidade dos trabalhadores contribui para que o sistema produtivo seja mais flexível em relação às variações do mix de produtos. Através da manutenção de estoques baixos, um modelo de produto pode ser mudado sem que haja muitos componentes obsolescidos. Como o projeto de componentes comprados é geralmente feito pelos próprios fornecedores a partir de especificações funcionais, ao invés de especificações detalhadas e rígidas de projeto, estes podem ser desenvolvidos de maneira consistente com o processo produtivo do fornecedor. d) Velocidade: A flexibilidade, o baixo nível de estoques e a redução dos tempos permitem que o ciclo de produção seja curto e o fluxo veloz. A prática de diferenciar os produtos na montagem final, a partir de componentes padronizados, de acordo com as técnicas de projeto adequado de manufatura e projeto adequado à montagem, permite entregar os produtos em vários prazos mais curtos. e) Confiabilidade: A confiabilidade das entregas também é aumentada através da ênfase na manutenção preventiva e da flexibilidade dos trabalhadores, o que torna o processo mais robusto. As regras do KANBAN e o princípio da visibilidade permitem identificar rapidamente os problemas que poderiam comprometer a confiabilidade, permitindo sua imediata resolução (Rocha, 1993). O sistema JIT pode ser definido como um sistema de manufatura cujo objetivo é otimizar os processos e procedimentos através da redução contínua de desperdícios. Os desperdícios atacados podem ser de várias formas (Tubino, 1997): · desperdício de transporte · desperdício de superprodução · desperdício de material esperando no processo · desperdício de processamento · desperdício de movimento nas operações · desperdício de produzir produtos defeituosos · desperdício de estoques As metas colocadas pelo JIT em relação aos vários problemas de produção são: · zero defeitos; · tempo zero de preparação(SETUP); · estoque zero; · movimentação zero; · quebra zero; · LEAD TIME zero; · Lote unitário (uma peça). RESULTADO DA COLETA DE DADOS Conforme observações e dados colhidos na entrevista, onde foram entrevistadas três pessoas, dessas duas do departamento de produção e uma da expedição e armazenagem, esta última por estar inteiramente ligada ao processo produtivo. A primeira pessoa entrevistada, é estudante do curso técnico de alimentos, e ocupa o cargo de encarregado de produção, enfatizando sobre as perdas e os gargalos sofridos no processo de produção. Foi esclarecido que "todo o processo produtivo onde se transformam insumos em produtos acabados, há uma perda de produção (pp)". Devido a preocupação por o produto ser caro em dólar, observou-se que o cuidado com que ele se dedica a este fator "pp" é muito grande, estendendo a todo o seu departamento e transferindo grande parte desta responsabilidade para os membros direto da sua equipe que estão tramitando diariamente com esse produtos. Ficou bastante claro que a empresa como um todo, incluindo outros setores, estão sempre à disposição para oferecer quaisquer recursos necessários e a fim de resolver problemas ou minimizar fatos geradores. Atualmente a produção está trabalhando com setenta e cinco por cento de sua capacidade. Assim, pelos estudos feito pela empresa no mercado de trabalho tem três anos até atingir a capacidade máxima é de duzentas toneladas mês, mas já está em estudo a aquisição de um equipamento que elevará essa capacidade para mais cinqüenta por cento, totalizando trezentas toneladas mês. Sua equipe é formada por estudantes de alimentos (onze ao todo), onde eles podem lhe proporcionar uma maior seguridade e qualidade na manipulação dos produtos. O outro funcionário entrevistado é operador de produção sênior e estudante do curso técnico de alimento, este elogiou a empresa pela mesma ter lhe proporcionado a chance de fazer ente curso. A empresa paga sessenta por cento, deste curso como incentivo aos funcionários. Todo o processo segue um fluxo de produtividade com isolamento de alguns insumos, isto devido ao fator contaminação. É de sua responsabilidade a separação destes produtos para que se evite a contaminação cruzada. As balanças usadas na produção são aferidas todos os dias e duas vezes, (às 8:15 e às 14:00 horas), isto para evitar uma variação das balanças já que há uma variação na corrente elétrica. Foi solicitado estabilizadores para evitar este "empecilho", já para o mesmo o considera um gargalo, podendo assim resolvê-lo e se dedicar a outras atividades. O terceiro é estudante de alimentos também, e ocupante dos cargo de encarregado de expedição, onde abordamos que o controle dos estoques são fundamentais para uma boa qualidade na produção e uma melhora no fluxo de produção. Um de seus segredos foi a implantação de um pequeno Kanban que facilitou e muito a pesagem, proporcionando uma maior rapidez nesta parte do processo. A preocupação expressada foi quanto ao espaço físico que é considerado muito pequeno para se ter um estoque de setecentas toneladas e uma produção de quase duzentas toneladas. A estratégia usada é : convencer os dois diretores a verticalizarem seu estoque, com a aquisição de hacks e uma empilhadeira.
Na empresa em estudo, pode-se observar que o modelo de produção e as técnicas que são utilizadas são as disponíveis atualmente, mas com uma demanda crescente, é necessária uma modificação na estrutura da empresa, facilitando a fluidez do trabalho, evitando desperdícios e aumentando a produtividade. Segundo Tubino, (1997), a primeira responsabilidade de qualquer equipe de administração da produção é entender o que se está tentando atingir. Isso envolve dois conjuntos de decisões. O primeiro implica o desenvolvimento de uma visão clara do papel exercido pela produção na organização e a definição de como essa função deve contribuir para o atingimento dos objetivos organizacinais a longo prazo. O segundo inlcui a tradução dos objetivos organizacionais em termos de implicações para os objetivos de desempenho de produção. Inclui-se nos objetivos de desempenho de produção a qualidade dos bens e serviços, a velocidade em que eles são entregues aos consumidores, a confiabilidade das promessas de entrega, a flexibilidade para mudar o que é produzido e o custo de produção. Na visão de Tubino (1997), várias estratégias são utilizadas no sentido de aumentar a confiabilidade de sistemas. · Manutenções preventivas · Manutenções preditivas · Manutenção produtiva total · Transporte seguro · Melhoria da qualidade · Melhoria do projeto · Tamanhos limitados das fabricas; · Ações que tendem a evitar a deteriorização do meio ambiente (reprojeto de embalagens, menor emissão de gases contaminante, etc. · Desaparecimento dos limites funcionais entre o projeto e a engenharia do processo para encurtar o ciclo do desenvolvimento de novos produtos. · Melhoria das pessoas · Melhoria total · Qualidade total As empresas (fábricas) tendem-se a se modernizar com equipamentos cada vês mais rápidos e práticos, com isso este equipamento precisam ser altamente confiável e que exerçam a função pela qual foram projetados. Cada vez mais aumenta nossa dependência dos equipamentos e instalações, a exemplo dos telefones, computadores, automóveis, etc. A interrupção do processo produtivo gera uma série de problemas, como reclamação dos clientes, que não serão atendidos no prazo estabelecido, aumento de índice de acidente no trabalho, entre outros problemas. O controle de estoque realizado na empresa em estudo não é totalmente eficiente no desempenho das suas funções. O estoque recorre em operações produtivas porque os ritmos de fornecimento e de demanda nem sempre casam. Os estoques são usados para uniformizar as diferenças entre fornecimento e demanda. Todas as operações mantêm estoques de algum tipo. Os itens mantidos em estoque em diferentes operações vão variar consideravelmente em valor. Alguns tipos de operação, como os serviços profissionais, manterão níveis baixos de estoque, enquanto outras, como as operações de varejo ou armazéns, vão manter grandes quantidades de estoque (Tubino, 1997) O estoque pode ocorrer em diversos pontos dentro de uma operação. Em algumas operações, existe um estoque principal de bens, enquanto em outro extremo, por exemplo, num sistema de manufatura complexo, há muitos pontos nos quais pode ocorrer estoque.
Este trabalho de estudo de caso de uma empresa introduz a idéia da função produção em diferentes tipos de organizações. Identifica o conjunto comum de objetivos almejados pelos gerentes de produção para atender a seus consumidores e explica como a estratégia de produção influencia as atividades da empresa em estudo. Com esta pesquisa, pode-se observar a grande importância de associar a teoria da Administração da Produção com a prática vivenciada na empresa que é o foco do trabalho. O administrador da produção deve ser capaz de compatibilizar os recursos produtivos da empresa, visando atender os prazos previstos com o menor custo possível. A produção de uma empresa deve ser capaz de satisfazer as necessidades dos consumidores. Sendo assim, o planejamento e controle da produção, preocupa-se com operar esses recursos no nível diário de modo a fornecer bens e serviços que satisfarão as exigências dos consumidores. Portanto, o planejamento e controle da produção é indispensável ao sucesso de qualquer empresa. O planejamento e controle da produção nos permite ter uma produção organizada e definida, de modo a ser suficiente de atender às demandas dos consumidores e com qualidade. Produzir o melhor com o menor emprego de recursos possíveis. O planejamento e controle da produção recebe listas de materiais, listas de operações, previsões de vendas e as transforma em programas de produção, requisições, ordens de compra e ordens de fabricação etc.
MASI, D. O Futuro do Trabalho. Rio de Janeiro: Ed. Unb, 2000 TUBINO, D. Manual de planejamento e controle da produção. São Paulo: Atlas, 1997.
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