A Loucura do Trabalho - Christophe Dejours
Christophe Dejours é um francês que entende realmente da mente humana, tudo o que ele escreve é um sucesso, sendo o mais destacado chamado "a loucura do trabalho". A base do trabalho de "Dejours" é formar grupos de trabalhadores para falarem sobre o livro, e sendo assim, colocarem para fora todo o sofrimento físico e mental que todo trabalhador, seja ele de qualquer área, esteja sentindo. Como o trabalho organizado na opinião de "Dejours", é possível evitar todo esse conflito. É na divisão do trabalho, dividindo as tarefas entre os operadores, os ritmos impostos e os métodos operatórios prescritos mas também, e sobretudo, a divisão dos homens para garantir essa divisão de tarefas, representadas pelas hierarquias as repartições de responsabilidade e os sistemas de controle. Quando a organização do trabalho entra em conflito com o funcionamento mental ou psíquico dos homens, então emerge um sofrimento patogênico. Todo esse processo está dividido em três ingredientes básicos: o fascínio do tema abordado, as relações entre o trabalho e a saúde mental, o método de investigação e a forma pela qual Dejours os trata. A pressão do dia a dia sofrida por todos os funcionários e seu sofrimento no trabalho é em que se baseia a psicopatologia do trabalho. Realmente falar sobre a saúde é difícil, mas sobre suas dores e sofrimento todo mundo o faz. Todos tem um depoimento a dar sobre a violência na fábrica, na oficina, no escritório e agora nos serviços públicos. Antes eram negligenciados pelos especialistas do homem no trabalho e agora verificou-se que todos estão sujeitos a por em perigo sua vida mental. A psicopatologia do trabalho chegou lentamente e veio para se unir à psicologia, psiquiatria e psicanálise. A interpretação que atribuiria para o subdesenvolvimento da psicopatologia do trabalho ao subdesenvolvimento das disciplinas tradicionais – é que o campo da psicanálise é centrado sobre a vida de relação a dois ou no máximo a três, e sendo assim ela é imprópria para dar conta das relações do trabalho, na medida que estas são medidas por regras que não se deixam reduzir ao jogo das relações chamadas "objetais". Oporemos a essa obsessão, a psicanálise de grupo e a psicosocidogia. Estas matérias que apareceram recentemente, tens por objetivo encontrar na dinâmica dos pequenos grupos, as características postas em evidencia pela análise dual, num caso ou no outro, a psicosociologia não procura apenas evidenciar os pontos comuns a todos os grupos. É precisamente sobre a especificidade as vivência operária que queremos chamar a atenção e não de uma vivência operária que seria um denominador comum a todas as situações de trabalho ao contrário, desejamos que cada um tenha sua experiência diferenciada uma da outra. A psicologia abstrata, que deixa a margem deliberadamente, a própria vida mental, emoção, angústia, raiva, amor, etc.; sempre conseguimos escapar a tentação metapsicológica. O subdesenvolvimento prolongado da psicopatologia do trabalho se explica antes de mais nada, por fenômenos de ordem histórica. Se ela não foi mais estudada é porque as condições para seu crescimento ainda não estavam reunidas, como acontece agora. Por história entenderemos a relação de forças entre trabalhadores, patrões e Estado. Um outro ponto importante, é a evolução das condições de vida e saúde dos trabalhadores, conseguindo graças a uma luta perpétua entre empregados e empregadores. No século XIX, a luta pela sobrevivência operária era assustadora, os salários muito baixos, promiscuidade, falta de higiene, esgotamento físico, acidentes de trabalho como se fossem "escravos", 12, 14 até 16 horas ao dia, crianças de 3 anos na lavoura, etc. Saúde, em relação a classe operaria era pior ainda, a miséria operária predomina. A higiene, nas classes privilegiadas era preservada, em compensação, nas classes pobres, tanta miséria e doenças provocadas pelas aglomerações criavam condições favoráveis para o banditismo, violência e prostituição. Nessa época, os movimentos sociais e sindicatos eram ainda limitados. Três correntes vieram para o trabalho em favor a classe menos favorecida, higienista, moralistas e alienalistas, começava assim o trabalho social muitas lutas e conquistas começavam a ganhar força, como por exemplo: jornada de 8 horas, descanso semanal, aposentadoria dos mineiros, segurança e higiene dos trabalhadores das indústrias e muitas outras conquistas. A partir daí, já no século XX, durante a 1º guerra mundial, o movimento operário adquiriu bases sólidas e atingiu a dimensão de uma força política que iria crescendo gradativamente. Salvar o corpo dos acidentes de trabalho, prevenir as doenças profissionais e as intoxicações por produtos industriais, cuidados aos trabalhadores no caso de doenças, com tratamento conveniente, antes assegurado só pela classe abastada. Durante a guerra de 14-18, focalizaremos o salto na produção industrial, a partir da guerra, etapas importantes vão ser transpostas. Trabalhadores estrangeiros vão tomando força, como a Renault, que se tornará progressivamente, a empresa-piloto das vitórias operárias. A mão de obra fica desfalcada pela necessidade de elementos humanos no front, e daí a necessidade de contratação de pessoas. As mudanças começam a crescer e as leis são votadas, em 1936 as condições de trabalho tornam-se realmente um tema importante do movimento operário, a última onda de medidas sociais relativas à saúde dos trabalhadores data da 2º guerra resulta da relação de forças recem-conquistadas na resistência. Esse programa fez nascerem novas esperanças com a implantação da medicina do trabalho em 1946, da previdência social em 1945 e dos comitês de higiene e de segurança em 1947. Todo esse movimento da medicina do trabalho fez aumentar o cuidado com a saúde do corpo e a mortalidade crescente dos operários em relação ao resto da população. Toda essa preocupação, originou a vontade de melhorar as condições de trabalho pela segurança, pela higiene e pela prevenção de doenças. Tudo isso conquistado, o trabalhador começa a Ter um espaço em seus trabalhos, e esquece do sofrimento psíquico permanece não analisando. O esgotamento físico e mental começa a crescer e o operário sente necessidade de um "escape" e essa necessidade é um grande sofrimento para ele. A psicopatologia do trabalho estuda o comportamento humano. Os operários estão com a saúde mental abalada, pois estão ocupados demais em esforços para garantir a produção em suas fábricas. No subúrbio das grandes cidades, existem os subproletariados, eles habitam as favelas, os cortiços e lá o desemprego está presente. O sofrimento ali é grande e a psicopatologia do trabalho está presente. A miséria operária é concebida como uma doença acadêmica, as crianças são as mais atingidas, doenças como a tuberculose, doenças infecciosas em geral, vermes de todos os tipos, etc. O alcoolismo está presente, seres humanos sofrem com doenças que não podem curar adequadamente por não terem condições financeiras adequadas, crianças numerosas com baixo peso e escolas deficientes, fazem muitas vezes, jovens sem educação adequada virarem marginais. Nesse meio, as pessoas sofrem tantas humilhações e desespero que viram doentes. As doenças são causadas pela mente e viram doenças verdadeiras, como tratá-las? Hospitais públicos são complicados e dinheiro não existe, ver os filhos doente, com fome e não poder fazer nada isso leva qualquer um ao desespero. A família dessa classe menos privilegiada é composta de várias crianças e esse fato chega a dar vergonha. O Estado poderia tentar impedir que tantas crianças nasçam para o sofrimento, controlando com as campanhas de natalidade. É duro ver mães morrerem cedo, com tantas doenças e inutilidade em relação a vida, o desânimo mata. Além do mais, tantos problemas parecem coerentes com as análises sócio-politicas e lógicas, ao empregar uma abordagem desse tipo, a psicopatologia do trabalho corre o risco de reatar com a interpretação sociológica que atribui somente as condições materiais e econômicas que causam sofrimento e reduz a dor dessas classes tão sofredoras. E mais ainda, apesar de tudo isso acontecer, ainda há a recusa da contracepção e resistência as proteções médicas-sanitárias. Retomemos certos aspectos da O.C.T. (organização cientifica do trabalho), concebida por Taylor. O objetivo deste sistema é o aumento da produtividade, Taylor, que durante seus estudos teve uma aprendizagem de operário, formulada contra os operários a reprimento de "vadiagem", não eram tanto os momentos de repouso que se intercalavam no trabalho, mas as fases onde os funcionários trabalhavam num ritmo Menor do que o normal, e analisada como perda de tempo, de produção e de dinheiro. O que Taylor condena é na verdade outra coisa bem diferente, é importante para o trabalhador dosar suas tarefas, desepenha-las sim, mas sem prejuízo para sua vida e adaptar intuitivamente a organização de seu trabalho às necessidades de seu organismo e as suas aptidões fisiológicas. A O.C.T. amordaça a liberdade da organização de reorganização ou de adaptação do trabalho. Adaptação que vê-se logo, exige uma atividade intelectual e cognitiva que será proibida pelo trabalho Taylorizado. Taylor imaginou então um meio de vigiar cada gesto, cada seqüência, cada movimento na sua forma e no seu ritmo, dividindo o modo operatório complexo em gestos elementares mais fáceis de controlar por unidades, do que o processo no seu conjunto, encontra aqui o pessoal da vigilância e o operário não tens um pingo de liberdade. O operário sente-se só e é ele que tens que encontrar ajuda, o truque que lhe permitirá ganhar umas dezenas de segundos no ciclo operatório. A uniformização, como se fossem rabos, aparente das exigências do trabalho parece indicar a direção que a observação psicopatológica deveria usar: privilegiar o que há de comum e de coletivo na vivência ao invés de se ater ao que se separa os indivíduos. A individualidade conduz, paradoxalmente, a uma diferenciação do sofrimento de um trabalhador e de outro – não há mais lugar para as defesas coletivas. As defesas coletivas como construção civil e obras públicas trata-se de tarefas de grande envergadura que existem vários dias ou mesmo várias semanas ou meses para sua realização. Com esse trabalho em equipe é possível a realização de defesas coletivas, se fosse no trabalho Taylorizado, nada disso aconteceria. O operário com alegria, pode parar alguns minutos no momento que ele achar conveniente e por exemplo, fumar um cigarro e depois com responsabilidade voltar a carga normal até mais rápido, compensando o tempo perdido. O operário mantido severamente sob vigilância, ficam isolados e dóceis, desprovidos de toda iniciativa. A última peça do sistema pode então ser introduzida sem obstáculos, é preciso adestrar, treinar, condicionar esta força potencial que não tem mais forma humana, assim nasceu o homem macaco de Taylor. É conhecida a famosa resposta de Taylor a corte suprema dos EUA quando ele teve que prestar contas, frente aos juizes, do seu sistema, considerado desumano na época, e para justificar suas inovações, ele compara o novo operário com um chimpanzé como argumento para conseguir a adesão do júri. Para resumir o operário é efetivamente o mais indicado para saber o que é compatível com a sua saúde e que ele sempre consegue encontrar o melhor rendimento de que é capaz, respeitando seu equilíbrio fisiológico e que desta forma, ele leva em conta não somente o presente mas também o futuro. É preciso uma união entre a atividade intelectual e a vida mental, o operário com atividades motoras que trabalha com peças, será que pensa diferente de um digitador em um serviço de informática? Numerosos casos pessoais mostram que certos trabalhadores, preocupados com problemas pessoais, familiares e materiais, se jogam brutalmente a um trabalho sem parar, com o intuito de esquecer as dificuldades de sua vida. Ao contrário, outros só sobrevivem ao trabalho repetitivo graças a autonomia mental que eles conseguem conservar, mesmo na fábrica. Até indivíduos dotados de uma sólida estrutura psíquica podem ser vítimas de uma paralisia mental induzida pela organização do trabalho. Pode ser perigoso para a saúde essa atitude, as atividades fora do trabalho como: esportes, cultura, estudos, etc. não é tão fácil como nós podemos pensar. Vários fatores podem impedir de se realizar essas funções, a mais importante de todas é a situação financeira e outro ponto importante é o tempo. Uns conseguem usá-lo harmoniosamente, outros não, a distancia entre essas atividades também é um sério problema. Certos funcionários, saindo da fábrica seguindo a teoria de Thompson, são reconhecidos por seu forte esgotamento mental, dirigindo seu carro nas estradas, essa "válvula" de escape pode vir a ser perigosa para ele e para outras pessoas. As telefonistas estão tão esgotadas, que dizem Alô ao puxar a descarga. Muitos operários, submetidos a O.C.T. mantém ativamente durante a sua folga e lazer, programas comandados pelo cronômetro, não relaxam nunca. Essa "contaminação" fora do ambiente de trabalho não é saudável, Taylor está presente neste círculo vicioso sinistro de alienação, onde o comportamento condicionado e o tempo, recortado sob as medidas da organização do trabalho formam uma verdadeira síndrome psicopatológica que o operário, para evitar algo ainda pior, se vê obrigado a reforçar também ele. A injustiça quer que no fim, o próprio operário torne-se o artesão de seu sofrimento. O operário sofre dois tipos de sofrimento, a insatisfação e a ansiedade a satisfação, embora presente em numerosos trabalhos, foi na verdade, bem pouco estudada. Em muitas ocasiões que se mais observa ao observar trabalhadores é o tema da indignidade, eles tem vergonha de serem robotizados, de não serem mais do que um apêndice da maquina as vezes serem sujos, de não terem mais imaginação ou inteligência de estarem sem personalidade, etc. eles sentem que sua tarefa não tem significação humana, sentem ansiedade de verem seus trabalhos reconhecidos e admirados. A fadiga, a carga de trabalho e a insatisfação levam ao operário tantos sofrimentos que até em sua vida intima ele sente as conseqüências. Resta, enfim, o salário, que contém numerosas significações, primeiramente concretas (sustentar a família, ganhar as férias, arrumar a casa, pagar as dívidas) mas também as mais abstratas, como os sonhos, a ilusão e principalmente o desejo de dar condições de vida melhor para seus familiares. São tantos os problemas de ordem física e mental que o trabalhador enfrenta, que o mais simples é talvez recorrer ao estudo da eficácia da ergonomia. A intervenção ergonômica começa no "campo" pelo que se chama de "análise do posto", são muitas as técnicas para este efeito, como por exemplo: observação direta do especialista, observação clinica, registro das diversas variáveis fisiológicas do operador, medidas do ambiente físico (barulho, iluminação, vibração, poeiras, temperatura, umidade, cadência, etc.), resposta as "fichas de posto" estabelecidas de antemão segundo um modelo utilizado nas Empresas Renault. Uma vez terminada a relação dos trabalhos aconselhados pela equipe ergonômica, chega-se ao balanço da intervenção. Ele é as vezes limitado pelos especialistas a uma analise comparativa relativa a todo desempenho do funcionário, esta intervenção ergonômica, pode libertar um operador de bombalgias relativas a uma torção da coluna por defeito de postura. Aliviado deste mal, ele aprende a conhecer outra dor que começou com a ceruicalgia por exemplo: em relação com a posição da cabeça e a distancia olho-tarefa. Esses males são aliviados pela correção ergonômica, que ensinam o operário ser mais organizado e dividir melhor as tarefas, para não ficar sobrecarregado e com tantos males físicos. O homem as vezes que perde um posto no trabalho com poucos afazeres, não suporta trabalhar em um lugar tranqüilo, uma investigação psicossomática chegou a conclusão que certos tipos de pessoas, tem necessidade de um trabalho variado, quanto mais mudanças menos monotonia e rotina. Outras preferem o trabalho tranqüilo, o importante em qualquer dos dois casos, é manter o equilíbrio e sentirem satisfação e alegria no que fazem. Existem casos de trabalhadores que ao se aposentarem, seu organismo tão acostumado à correria, seja vítima de alguma doença do coração, chegando até em poucos dias ao enfarte, por isso, muitos continuam a trabalhar. O que importa são as satisfações concretas ou a saúde do corpo, elas são analisadas em termos de economia psicossomática, segundo duas linhas diretrizes, subtrair o corpo a nocividade do trabalho e permitir ao corpo entregar-se à atividade capaz de oferecer as vias melhor adaptadas à descarga de energia. Existe a satisfação simbólica, que o operário precisa de motivação e desejo em seus trabalhos. O seria os dois trabalharem juntos, unindo o corpo e a mente. O medo esta sempre presente na vida do trabalhador. O medo que ele tem de perder o emprego e deixar a família na necessidade e o medo real relacionado com acidentes de trabalho, deixando o trabalhador fisicamente machucado. O operário vive sempre em tensão nervosa e não relaxam nunca, essa somatória de fatores é que gera tantos problemas, antes de retornar à insatisfação e à ansiedade para analisarmos seus efeitos sobre a saúde, citaremos um caso particular da relação homem-trabalho onde se acumula uma quantidade impressionante de prejuízos. O prejuízo que ele gera sobre sua própria vida: o próprio trabalhador adquire pelas várias formas do medo, doenças reais. Certos tipos de profissionais como os pilotos da aviação de caça, convivem diariamente com o perigo e situações muito mais tensas do que os pilotos de avião de transporte comercial. Tudo em um avião de caça é desconfortante, por exemplo, sua cabine é reduzida, o piloto usa um capacete muito justo para evitar que em caso de ejeção do assento em acidente, ele saia de cabeça, muitos tubos de oxigênio, muitas luvas nas mãos em virtude de altas temperaturas, etc. Todo esse desconforto e sofrimento causam dores de ouvido, perturbações neuro-vegetativas, náuseas, dores abdominais hiperssialorréias, dos suares das cefaléias e muitas outras perturbações. Com tudo isso, o piloto tem que conservar intactas toda a sua vigilância e suas faculdades psicossensoriais para observar o painel, as telas do radar, os sinais luminosos coloridos ou alternativos, os controles de alarme, as informações visuais ou sonoras. Vigiar o exterior e manter comunicação com os companheiros, o controle aéreo terrestre, as vezes em duas línguas. O funcionamento do homem e máquina exige a perfeição. A menor falha pode levá-lo à morte. Então porque tanta paixão por um trabalho que exige tanto da pessoa? Poderia ser o alto salário recebido, mas ao contrário disso, na maioria das vezes os pilotos de caça são recrutados entre os suboficiais cujo salário é quase igual ao de um empregado de escritório. O princípio primordial é o cuidado com que o piloto é tratado, a relação homem empresa se funde no maior respeito. As aeronaves são muito bem revisadas, cada peça é vista com atenção. Todo erro ou negligência na manutenção dos materiais é imediatamente sancionado, em resumo, não existe situação de trabalho comparável em outro ramo onde o nível de formação dos operadores seja mantido com tanta assiduidade. A relação saúde-trabalho está em nível alto, há muito tempo, na aviação de caça, não existe mais acidente causado por desordens fisiológicas. A Medicina do Trabalho é, nesse caso, de qualidade, até um simples resfriado de aparência simples, poderia acarretar catástrofes por causa das variações de pressão, é observado com atenção pelos médicos do trabalho. Claro que perfeição não existe e ainda há acidentes, mas geralmente é de ordem material, é o que se chama de falha humana. Esses acidentes são, aliás úteis para manter a agressividade e o gosto pelo risco dos pilotos de caça. Na aviação de transporte, em primeiro lugar está a segurança, jamais fazer nenhuma proeza e não correr riscos inúteis, não esquecer jamais que dezenas de pessoas estão sob a responsabilidade do piloto, ao contrário do piloto de caça, a coragem, a agressividade, obter o sucesso da missão à qualquer preço, levam o piloto a manobras super arriscadas. Na verdade, eles são os cavaleiros do céu, esses valentes formam uma elite na aviação e é entre eles que se recrutam o Estado-maior da Aeronáutica. Poucas profissões realizam uma tal unidade teórico-prática e poucas situações pedem tanta capacidade de um só sujeito simultaneamente. A valorização do corpo e do espírito pela situação de trabalho é exemplar da síntese trabalho intelectual- trabalho manual. A motivação é um fator muito importante nessa profissão, se o piloto estiver sem ânimo e com problemas pessoais o risco de catástrofe é inevitável. E claro que os pilotos são seres humanos, tem medo do perigo real que qualquer distração poderá representar, mas o que supera esse problema é a motivação que eles tem. Esses pilotos, atingem o máximo de liberdade de voar, dos limites do homem em relação à uma máquina super potente. Livram-se das amarras, libertam-se das leis físicas. Voar sozinho é um situação muito estimada, pelos pilotos de caça o que se opõe a divisão do trabalho presente nas equipes de vários homens dos aviações de transporte. Em alguns instantes, privilegiando o "voar sozinho", significa a reconciliação entre o "eu" adulto e as aspirações arcaicas do ideal "ideal do ego" , fonte de um sentimento de bem-estar de vitória de exaltação. O piloto de caça, em geral, narcisista, sente tanto prazer no que faz que o exibicionismo não se atem as qualidades profissionais, mas chega também a pessoa física e ao vestuário. Suas relações amorosas geralmente são muito tensas, pois eles convivem com o perigo freqüentemente. Outro fator importante é a transgressão permanente que o trabalho supõe, não traz nenhuma culpa. Seja um combate aéreo ou uma morte dada ao adversário, nunca se vê um único traço de remorso. Nessa profissão, a agressividade é uma exigência fundamental. Entretanto, a profissão de piloto de caça exige simultaneamente um bom controle de realidade e sérias raízes no campo do conhecimento e da disciplina científica e técnica. Essas disciplinas são relativamente longas e repetitivas, contínua durante toda a carreira ela está estritamente ligada à vida militar. A seleção do piloto de caça divide-se em duas partes, corpo físico e qualidades intelectuais se a seleção física é bem conhecida a seleção psíquica é geralmente considerada como inexistente e de toda forma, impossível, ela acontece entre dois pólos. Numa extremidade a população dita motivada, na outra , as condições objetivas do trabalho. Na motivação retém-se o prazer da super potência e a formação agressiva, isto é, o prazer pelo "risco". Em uma missão de guerra, por exemplo, o aviador tem que atingir o objetivo por uma trajetória simples, utilizando-se antes de tudo, os esforços técnicos. (o uso de instrumentos sofisticados eletrônica, complexa de interferência), isto é, ao nível da mestria muito mais que ao nível da coragem. O objetivo da missão é o controle de jogar uma bomba como se fosse um jacote. O piloto na seleção física, tem que estar clinicamente, fisiológicamente e biologicamente em excelente nível. Na seleção nervosa, são feitos testes de nível e psicomotores. Os oficiais que passam pelas grandes escolas não precisam destes testes, pois são estudados diariamente. Outro fator importante é a adaptação psicológica dos pilotos de caça, o que conta é precisamente, a qualidade das relações com os camaradas, a adesão aos valores existentes, a participação também a sua elaboração coletiva e ao seu reforço. Eles têm que trabalhar em conjunto, o egoísmo não tem lugar, a estrutura mental muito particular dos pilotos de caça contem talvez um "grão de loucura" que não é inútil para desafiar assim a morte diariamente. Outro profissional que faz de seu sofrimento proveniente de insatisfação o aumento da produtividade é a telefonista. Tudo que a telefonista faz é mecânico e estudado, por exemplo: não podem dizer "bom dia" e sim "pois não, informações"; quando falam é o sistema telefônico que fala e sem cansar de ficar sentadas o dia inteiro não é fácil. Esse profissional, não podem desligar o telefone, é o assinante que deve desligar primeiro. As telefonistas são controladas por um controle exercido por monitores se eles estiverem "de mau humor" haverá sempre qualquer coisa para comentar e chamar a atenção, esses controladores, dão notas pelo desempenho que ficam registrados num relatório e depende daí a possibilidade de conseguir uma vaga em uma cidade do interior, que é mais sossegado. É tudo tão mecânico e controlado que a confiança vai embora e o desgaste mental é grande. É um trabalho robotizado sem prazer e personalidade e talvez ainda se desculpar se o interlocutor for desagradável, a única saída para a agressividade aliás bem restrita, é trabalhar mais depressa. Eis aí um fato extraordinário, que conduz e fazer aumentar a produtividade, exasperando as telefonistas. Nesse caso, não é o "trabalho que causa o sofrimento, é o sofrimento que produz o trabalho". Nas industrias químicas, reina a ignorância sobre o processo e seus incidentes. A direção não pode fornecer um organograma das tarefas, em razão da própria natureza do trabalho, que se estrutura em função dos incidentes que se deve enfrentar na maioria dos casos, os trabalhadores ignoram o funcionamento exato do processo industrial, dos diferentes equipamentos, etc. Eles tem apenas "dicas" de um saber descontinuo, o nome do produto de entrada e saída, o nome da instalação, sua tonelagem, seus rendimentos globais, etc. Não existe nenhuma formação a esse respeito destinada aos trabalhadores. O saber circula a nível dos engenheiros, dos escritórios de projetos, da matriz na capital, etc. O que os trabalhadores aprendem é com o dia a dia e por hábito. Existem apenas alguma instruções dadas pela direção, sobre o manuseio das maquinas. Onde a companheirismo e união, existe uma ajuda mutua entre os funcionários e os conhecimentos são passados junto com os "macetes" assim acumulados e coletivamente, partilhados por todos e é isso que faz a fábrica funcionar. Os trabalhadores sabem que os técnicos de nível universitário desconhecem o funcionamento da empresa e de suas instalações. São detentores de um conhecimento teórico e formaram-se em grandes faculdades, mas chegam nas fábricas sem nenhum conhecimento prático. Eles visitam a fábrica e os funcionários dão as "dicas" e depois refugiam-se em seus escritórios e ninguém mais os vê. Quando acontece um acidente que não era previsível, na maioria das vezes, não é por falta de precaução, mas porque ninguém tinha antes nenhuma experiência a respeito isso causa muito medo nos trabalhadores. Isso tudo aumenta com a ignorância. Quanto mais a relação homem-trabalho está calçada na ignorância mais o trabalhador tem medo. Tudo isso agrava quando eles são novos no trabalho ou quando mudam de função, pois ainda existe um mistério e o risco mais indefinido. O funcionário "polivalente" na verdade, conhece um grande número de "macetes", mas acumula também zonas de ignorância, e assim está confrontado a uma extensão do risco. Cresce seu medo e é freqüente então a uma descompensação, conduzindo à licença médica, ao repouso forçado e a um tratamento medicamentoso "por depressão". Tudo isso acompanhado de angústia e irritação; nem um operário, como nenhum outro homem, está salvo de uma explosão de angústia. Às vezes ele ao sair da fábrica continua tenso e irritado e precisa de medicamentos para dormir, como tranqüilizantes pois podem acordar de madrugada inseguros se fecharam bem as válvulas de segurança, pois qualquer falha poderá levar a uma explosão. Só sentem seguros no dia seguinte ao voltarem ao posto de trabalho, e pouco a pouco, toda a vida do operário é atravessada pela ansiedade gerada pelo trabalho. Às vezes, atividade dos trabalhadores em industrias petroquímicas é interrompida por práticas insólitas; é verdade que o trabalho tem pausas para o descanso e esse tempo livre é utilizado para conversas entre eles, jogos de carta e muitas vezes jogos perigosos, como trotes e brincadeiras de mau gosto que muitas vezes, trazem conseqüências sérias. Outras vezes, no turno da noite fazem jantares regados a bebidas alcoólicas, pondo em segurança a própria vida deles, como por exemplo: assar pizza em um novo filtro de compressor, liberando vapor a 800ºC. Fica difícil avaliar os defeitos dessas defesas coletivas destas sobre a população operária como um todo. Porém, aquele que pratica isso, um dia ou outro será a própria vitima. O medo é utilizado pela direção como uma verdadeira alavanca para fazer trabalhar e a fábrica já "entrou nos costumes" na vida, nas conversas, na família, nas gerações, na própria cidade. Pois toda a população local vive dela, direta ou indiretamente. O medo partilhado cria uma verdadeira solidariedade na eficiência. O risco diz respeito a todo mundo, criando espontaneamente a iniciativa favorecendo a multiplicidade de tarefas e permite a economia de uma formação verdadeira, que a direção aliás não poderia dar. O estado de medo e de alerta que não abandona o trabalhador durante todo tempo, espicaça a imaginação e excita a curiosidade. É nesse confronto entre equipamentos monstruosos e ameaçadores e operários sem muita preparação, tendo que se adaptarem o mais depressa possível, é que estão sujeitos a todos os tipos de riscos e perigos. Em resumo, a exploração do medo aumenta a produtividade, exercendo uma pressão no sentido da ordem social e estimula o processo de produção de "macetes", "dicas", indispensáveis ao funcionamento da empresa. Toda essa tensão traz problemas psicológicos e físicos na saúde dos trabalhadores; basta diminuir a pressão organizacional para fazer desaparecer toda manifestação do sofrimento. Quando o funcionário sentir que não está mantendo seu ritmo de trabalho, ele sairá da empresa ou trocará de posto. Mesmo não estando propriamente doente, o operário esgotado e à beira da descompensação psiconeurótica não poderá abandonar a fábrica sem maiores explicações. Esse tipo de sofrimento é proibido de se manifestar numa fábrica. Só a doença real é admissível e o médico dará um atestado que ele está sob efeitos de psicoestimulantes ou analgésicos. Apesar de toda esta tensão nervosa o operário não cria doenças mentais especificas e o simples fato da psicoterapia poderá beneficiar qualquer paciente, também causou problemas, pois o operário teria que parar de trabalhar. A verdade e que esse tipo de tratamento não é muito levado a sério, pois esse tipo de doença mental não é visto como uma "fratura" e sim sentida pela pessoa e pedir licença no trabalho por ansiedade, angústia, medo, equivaleria à demissão automaticamente, sem indenização ou pensão; somente uma doença mental caracterizada pelo médico, permitiria a aquisição de um "status" de invalidez. A desorganização à qual sucumbe o doente, faz aparecerem "doenças somáticas". Elas aparecem em pessoas com grandes conflitos e esse processo mental desencadeia no corpo, desordens "endócrino-metabolicas", que viram na realidade doenças reais. Por isso é que é importante a organização do trabalho, ela faz a divisão do trabalho, aliviando mais os operários da sobrecarga que lhes são impostas. O trabalho repetitivo cria a insatisfação, cujas conseqüências não se limitam a um desgosto particular. Ela é de uma certa forma uma porta de entrada para a doença, e uma encruzilhada que se abre para as descompensações mentais ou doenças somáticas em virtude de regras que foram, em grande parte aliviadas. Tarefas perigosas executadas em grupos dão origem a um medo específico, agora, contra a angústia do trabalho, contra a insatisfação dos operários elaboram estratégias defensivas, de maneira que o sofrimento não é imediatamente identificável. O sofrimento só pode ser revelado através através de uma capa própria a cada profissão, que constitui de certa forma sua sintomatologia. Quanto a relação com a organização do trabalho é favorável, ao invés de ser conflituosa, é porque pelo menos uma das condições seguintes é realizada. O prazer de funcionar, como os artesão, profissões liberais, pilotos de caça, etc. São profissionais que escolheram livremente suas atividades e fazem prazerosamente. Claro, tudo tem o seu preço, mas o prazer pelo trabalho lhe permite uma melhor defesa. A fadiga, o esgotamento do corpo são uma peça necessária, embora insuficiente, da alienação pela organização do trabalho. Assim, a alienação é mais fácil de ser obtida com os operários cansados, mas fácil no fim do ano do que após as férias e mais durante a semana do que no fim de semana. O corpo sente tanto cansaço, que termina se acostumando. É na palavra e através dos sistemas defensivos, que é preciso ler o sofrimento operário. Isso quer dizer a necessidade de uma interpretação. Em outras palavras é preciso compreender que as resistências individuais ao prazer acompanham resistências coletivas, no centro dos quais se encontram, precisamente, as ideologias coletivas de profissão. Entretanto, o problema não é, absolutamente criar novos homens, mas encontrar soluções que permitiriam por fim a destruição de um certo número deles pelo trabalho. Para poder começar uma pesquisa em Psicopatologia do Trabalho, um grupo de trabalhadores deve fazer uma solicitação. Ela deve vir dos próprios trabalhadores, pois o interesse é deles. Logo após, dois ou três pesquisadores, como sociólogo, ergonomista ou economista, podem participar dessa pesquisa, que leva cerca de vários meses, para ser trabalhada. Logo após, saber quem participará pelos trabalhadores em geral é um serviço coletivo, não individual. Os pesquisadores deverão Ter acesso a empresa, e investigá-lá em todos os sentidos e após tudo isso, a história das lutas, greves, incidentes tudo o que se refere à vida entre trabalhares e hierarquia. Como é um trabalho em conjunto, é importante o entrosamento entre pesquisador e operário. Esse tem que confiar nele plenamente. O comentário verbal feitos pelos trabalhadores a propósito do conteúdo de sua solicitação, é o que mais interessa na Psicopatologia do Trabalho. É preciso haver discussões entre os participantes do grupo de trabalhadores. Os pesquisadores efetuam um esforço especial, durante a pesquisa para detectar as relações existentes entre as expressões de sofrimento ou de prazer, as expressões positivas ou os silêncios claramento respeitados quanto a certos temas, e as características da organização do trabalho. O profissional da área irá fazer a interpretação correta, observando tudo o que o operário disser e tirar daí todo o seu problema real, o que pode ocasionar problemas mentais futuros. Chega-se à questão da deontologia, que se desdobra então numa questão técnica e teórica. Ela exige que se interprete fatos, sem cometer violências. A exposição do sofrimento e da dimensão subjetiva da exploração podem, às vezes, ser intoleráveis, ameaçando os indivíduos ou o grupo inteiro em sua relação às exigências organizacionais podendo ser difícil o retorno ao assunto da pesquisa. A parte técnica de Deontologia une-se a um assessor "externo", pode ser uma equipe psiquiátrica ou médico cirúrgica. Esse tipo de assessoria destina-se a ajudar a equipe a enfrentar as dificuldades do trabalho que realiza, como por exemplo, loucuras de doentes mentais, morte nos serviços de tratamento intensivo e de reanimação, sofrimento intolerável dos grandes queimados, etc. tudo isso proveniente dos acidentes de trabalho. Na metodologia da Psicopatologia do Trabalho, a parte mais difícil de ser formulada, conhece a definição do que constitui o material da pesquisa. O material é o resultado no que foi discutido pelo coletivo. Esta operação trata do que foi dito, como "palavra" vinda do grupo de trabalhadores. O comentário é o material certo para se tomar certo contato com o mental dos trabalhadores. Esse comentários são marcados pela ênfase interpessoal e o único objetivo é o de convencer, informar o outro sobre a maneira pelo qual o coletivo estrutura sua relação com o trabalho. Quando se aborda sobre os perigos do trabalho, imediatamente, uma listagem de riscos estão descritos, talvez com o intuito de tentar amenizar esses tais perigos constantes. A seguir, mais ou menos rapidamente, a discussão dirige-se para anedotas relativas às condutas paradoxais e às chamadas perigosas. A observação clínica é um material essencial para a elaboração e a discussão psicopatolégicas. Não se trata apenas a descrição de "fatos observados" como são rotulados nas ciências naturais. Como os fatos observados são subjetivos, o que interessa é colocar por escrito o que foi detectado pelos pesquisadores durante o desenrolar da pesquisa, por exemplo, os movimentos existentes entre o grupo de trabalhadores e o grupo de pesquisadores. Em outras palavras, trata-se não somente de restituir os comentários dos trabalhadores sobre o sofrimento, mas de ilustrá-los e articulá-los, à medida que se apresentam, com o comentário subjetivo do pesquisador, facilitando assim o objetivo da pesquisa. A redação é feita imediatamente após o término de cada reunião, basicamente a partir do que o pesquisador se lembra. As vezes, são usadas notas e fitas gravadas. Em psicopatologia do trabalho, a experiência mostra que o texto escrito do que foi dito não permite um trabalho muito rico de interpretação, nem de discussão. Muito pelo contrário, o resumo comentado de um pesquisador é muito mais interessante para uma discussão. Às vezes, existem contradições entre os trabalhadores que variam de interpretação, porque decorrem da multiplicidade de observações ou da discussão sobre uma única observação, elas serão registradas no relatório, que será entregue para os trabalhadores que aparecerão neste sob forma de perguntas. No encontro com os trabalhadores temos por objetivo formalizar o que, para o pesquisador, parece ser espantoso, surpreendente, incompreensível, desgastante, etc; em relação a experiência que possui, baseada em sua prática clínica, individual, seja em qualquer área. Trata-se de levar em conta a tensão que surge, devido a distancia entre a posição baseada no fato de ser trabalhador numa empresa, e a posição do pesquisador, de não estar na mesma posição dos funcionários. O pesquisador, na verdade, é alguém que não sabe, que não vivência o que os trabalhadores vivem dia a dia. Eles são pagos por este trabalho, seja através de um contrato de pesquisa ou pela posição dos pesquisadores. Em todo caso, não se trata de uma obra beneficente e isso deve ser esclarecido, tornando-os, talvez por isso, mais críticos e mais interessados em desempenhar bem a pesquisa. É claro que a psicopatologia do trabalho baseia-se num modelo de homem e subjetividade emprestado a psicanálise. Temos, como idéia central, que o sofrimento e o prazer. São em suas origens, provenientes de uma relação específica com o inconsciente. Nesse jogo entre pré-consciente e inconsciente é que se negociam as relações de prazer, de sofrimento, de desejo e de saúde mental e até de saúde física, se nos referimos também a psicossomáticas. Na verdade, pelo que entendi, é preciso fazer o que se gosta, mesmo que isso cause desaprovações em outras pessoas. Trabalhar pelo simples ato, às vezes é necessário pela parte material, mas o ideal será o de procurar e batalhar por uma profissão que una o prazer com a sobrevivência.
DEJOURS, C. A loucura do trabalho: estudo de psicopatologia do trabalho. 5.ed.ampl. São Paulo: Cortez-Aboré, 1992.
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