A importância da Administração nas Organizações
Introdução Em todas as organizações, de uma forma ou de outra, a administração se faz presente, em algumas o sucesso prevalece, porém em outras nem sempre. É a partir deste pressuposto que desenvolve-se este trabalho, baseando-se estritamente na importância da administração nas organizações. Primeiramente expõem-se conceitos de administração e organização e no decorrer do mesmo, demonstrará-se as habilidades, as tarefas e as técnicas necessárias, para se administrar uma organização. Também se apresentará as características que os administradores precisam ter, para ele e a organização obterem maior sucesso e os tipos de organizações existentes e quais suas finalidades. Um breve relato sobre a história da administração e da organização também são itens que destacam-se neste trabalho. Para uma melhor análise da importância da administração nas organizações, a pesquisa apoiou-se em livros de administração, revistas, artigos e sites na Internet. "Não existe homem sem ideal, Não existe presente sem trabalho, Não existe futuro sem planejamento não existe organização sem Administração." 1. Conceitos 1.1.Organização Organização é a combinação de esforços individuais que tem por finalidade realizar propósitos coletivos. Além das pessoas, as organizações outros recursos, como máquinas, equipamentos, dinheiro, tempo espaço e conhecimento. Por meio de uma organização, é possível perseguir e alcançar objetivos que seriam talvez um pouco mais difícil de atingir se a pessoa estivesse sozinha. Organizações são unidades sociais (ou agrupamentos humanos), intencionalmente construídos e reconstruídos a fim de atingir objetivos específicos. É necessário analisar também o termo Organização como função administrativa. Onde se pode conceituá-lo como o ato organizar, estruturar e integrar os recursos e órgãos incumbidos de sua administração, estabelecendo relações entre eles e as atribuições necessárias de cada um deles.
A palavra Administração,vem do latim, onde: Ad = direção para, tendência para Mister = subordinação, obediência, e significa: aquele que realiza uma função abaixo do comandante de outrem. No entanto, a palavra sofre uma radical transformação no seu significado original. A tarefa da Administração é a de interpretar os objetivos propostos pela organização e transformá-los em ação empresarial através de planejamento, organização, direção, controle de todos os níveis da empresa a fim de atingir os objetivos. Segundo Harold Koontz, "Administração é a arte d realizar coisas com e por meio de pessoas em grupos formalmente organizados". Sendo assim, é o processo de planejar, organizar, liderar e controlar o trabalho dos membros da organização e de usar todos os recursos disponíveis da organização para alcançar os objetivos estabelecidos. É preciso considerar a Administração também como ciência social, onde na sua conceituação ela existe para apoiar, para ajudar e que a sua missão só é válida quando respeita os princípios da ética, moral, sem comprometer o futuro das instituições, da comunidade e da nação, isto é, como atividade que mais colabora com a melhoria da qualidade de vida. Enfim administrar é o processo de fluir e conduzir o comportamento das pessoas para garantir a sobrevivência, o crescimento e a saúde das organizações. 2. Atividades e tarefas da Administração nas Organizações Administrar é o processo de planejar, organizar, liderar, comandar, coordenar e controlar os esforços realizados pelos membros da organização, além de outros recursos para alcançar os objetivos da organização. Assim, independente do tipo de organização o administrador sempre terá que: Planejar: pensar, decidir, escolher antecipadamente seus objetivos, suas ações, seus atos, baseando-se em algum método, plano ou lógica, analisando a melhor forma ou estratégia para alcançar seus objetivos organizacionais. Organizar: decidir que recursos e atividades são necessárias para atender os objetivos organizacionais, criando grupos de trabalho, atribuindo autoridade e responsabilidade para sua consecução. Coordenar: selecionar, treinar, desenvolver e orientar os empregados necessários para serem mais produtivos. Liderar: dirigir, influenciar, motivar os empregados para realizar as tarefas para consecução das metas, informando-os acerca de suas atribuições de trabalho. O processo de liderar envolve o trabalho com a pessoa, tornando-se mito concreto em relação ao planejar e organizar. Controlar: Finalmente, o administrador deve certificar-se de que os atos dos membros da organização levam-no de fato em direção aos objetivos estabelecidos. Esta tarefa envolve os seguintes elementos: · Estabelecer padrões de desempenho · Medir o desempenho Atual · Comparar esse desempenho com os padrões estabelecidos. · Caso seja detectado desvio, executar ações corretivas. · Através da função controlar, o administrador mantém a organização no caminho escolhido e estabelecido. Na realidade, várias são as combinações dessas atividades, vistas à cima costumam acontecer ao mesmo tempo, por isso o administrador deve adaptar-se e conhecer bem o ambiente no qual a organização atua. Para bem dirigir seus subordinados o administrador deve motivar, comunicar, coordenar e liderar, pois estes comportamentos são importantes no desempenho do pessoal que está sob suas ordens. Destacamos a seguir, cinco motivações do trabalho, apontadas numa pesquisa norte-americana. · Melhor remuneração · Projeção e prestígio social · Oportunidade de progredir · Trabalho interessante · Tratamento humano Um administrador não pode os ignorar, sob pena de tornar-se um dirigente ineficaz. Tudo isso é importante para o trabalho e o administrador deve ver estas coisas e procurar, dentro das possibilidades da empresa, proporcionar ao empregado a satisfação de seus desejos e interesses. Realmente, um administrador deve ser um verdadeiro líder. Ele precisa ser um condutor ou guia de seus subordinados. Embora o administrador tenha o poder de admitir, promover, demitir e exigir dos funcionários a prestação de serviços (por força de sua autoridade), ele terá sucesso nos resultados de cada um se souber conduzi-los como um líder A liderança está baseada no prestígio pessoal do administrador e na aceitação pelos dirigidos ou subordinados. Influem no poder de liderança de um administrador pelo menos três fatores: · Posição hierárquica (direito de mandar e de fazer obedecer) · Competência (cultura geral e técnica) · Personalidade (aspecto físico, temperamento, caráter, etc)
Seja qual for o mercado de uma empresa, o serviço ou o produto que ela fabrique, seu modelo de funcionamento tem sempre o mesmo tipo de objetivos: ela deve organizar a produção, criar processo internos eficazes, conquistar clientes, lidar com fornecedores, garantir investimentos para sua sobrevivência e, de preferência, conter os acionistas com um bom lucro. Com tantos objetivos em comum, é natural que a ciência da administração evolua com modelos razoavelmente homogênea, que as boas práticas de negócios se espalhem e ajudem a estabelecer, em cada época a melhor maneira de gerir uma empresa. Mas a história acaba aí. Toda a gestão tem de lidar com um elemento imponderável: gente. O modo como as pessoas reagem a cada ferramenta de administração provoca impactos na empresa e modifica os sistemas de gestão. É por isso que a administração é uma ciência humana – e, como tal, depende d cultura em que se instala. Está-se na época dos mercados globais, da revolução tecnológica, e não há desculpas que elimine as mazelas do atraso. Para ter condições igualdade na competição por mercados, as novas técnicas têm de ser aplicadas. Um modelo tipicamente nacional de trabalhar e fazer negócios Flexibilidade: capacidade de adaptação: o torna o brasileiro predisposto à flexibilidade é o ambiente instável em que são formados. A filosofia do jeitinho brasileiro , como formadora de processos mentais que facilitam a flexibilidade e a capacidade de adaptação, é muito positiva para as empresa. Mas há sempre um revés; o uso do jeitinho e a recorrência a uma hierarquia social aristocrata acabaram por engendrar a total desconfiança, nas regras universais. Quem não tem paciência para garimpar os dados, analisa-los e desenvolver serviços vai ficar para trás.Sob o ponto de vista intelectual, a gestão de dados está sendo entendida no Brasil, mas é difícil mudar a cultura. As Relações Cordiais: a ênfase nas relações das pessoais nas empresas também se traduz por uma maior disposição de colaborar. Uma característica do estilo de lidar com conflitos diretos. O confronto de idéias fica sempre contaminado pelas relações pessoais. Na sociedade relacional, há sempre uma tendência a passar a mão na cabeça de um funcionário que não faz sua parte. A concorrência está mudando isso, mas ainda num nível bem inferior ao dos Estados Unidos, onde o desempenho individual é uma questão de moral. Autoritarismo, paternalismo: o Brasil é uma sociedade formada pelo autoritarismo e pelo paternalismo. Isso se reflete fortemente nas empresas. Primeiro, os brasileiros continuam a eleger como o perfil mais adequado para a sua liderança, aquele que possa ser forte e centralizador.
Na empresa
brasileira, é comum um líder destacar-se. Ele exerce m presidencialismo
forte, em que a consulta a outras áreas de poder é baixa ou simbólica.
Essa característica se espalha por toda a organização. Criatividade: prima-irmã da flexibilidade, esta é uma característica que os brasileiros gostam de atribuir a si mesmos, quando não estão se criticando. O lado nervoso é uma tendência à outra confiança que reforça a falta de planejamento. É o "deixa comigo", o "tá na mão", não muito compreensível para as culturas americanas e européias. Há uma tendência a tomar decisões com menos dados, uma disposição de começar a tarefa e depois ir "ajeitando". Ambigüidades: o brasileiro tem característica de perceber diferenças individuais, de grupos e de atuar de acordo com essas diferenças. Essa característica facilita a criação de planos contingências e a contemplação de várias exigências ao mesmo tempo, mas dificulta a tomada de decisões. Exocentrismo: brasileiros têm seus valores voltados para fora. Isso torna o Brasil obcecado por modernidade. No caso das empresas, é fato que os executivos brasileiros estão muito mais atualizados com as ferramentas do mundo de negócios do que os europeus. Outro dado é a internacionalização dos executivos brasileiros, que são em média muito mais bem informados sobre o mundo do que os estrangeiros, e costumam falar duas ou três línguas. Entusiasmo: o processo brasileiro é entusiasmo rápido e de queda de entusiasmo também rápida. É claro que este é apenas um esquema muito geral de características brasileiras. Ninguém pretende explicar a realidade das empresas nem melhorar a forma de administrá-las com base nele. Até porque qualquer cultura comporta elementos contraditórios e combinações inesperadas. O mais importante é entender que se não existe um modelo de gestão tipicamente brasileiro, menos ainda existe um modelo de gestão que se aplique no vácuo. 3.Habilidades necessárias para uma boa Administração Em todos os níveis, os administradores planejam, organizam, lideram e controlam. Diferem, contudo, na quantidade de tempo que cada uma devota a cada uma dessas atividades. Algumas dessas diferenças dependem do tipo de organização para a qual o administrador trabalha. Robert L. Kartz, professor e executivo de empresa identificou três tipos básicos de habilidades: Habilidade Técnica: é a capacidade de usar os procedimentos técnicos e conhecimentos de um campo de especialização. Ex: cirurgiões, engenheiros, músicos e contadores. Todos têm habilidades técnicas em seus campos específicos. Habilidade Humana: é a capacidade de trabalhar com outras pessoas, entende-las e motivá-las como indivíduos ou como membros do grupo. Habilidade Conceitual: é a capacidade de coordenar e integrar todos os interesses e atividades de uma organização. Implica ver a organização como um todo, compreendendo como suas partes dependem uma das outras e prevendo como mudanças em qualquer das partes afetará o todo. Kartz, sugere que apesar destas três habilidades serem essenciais para um administrador, sua importância relativa depende principalmente do nível que o administrador ocupa na organização. A habilidade técnica é a mais importante nos níveis mais baixos. A habilidade humana, ao contrário, é importante para o administrador de todos os níveis - igual como os administradores devem trabalhar principalmente com outras pessoas, sua capacidade de utilizar as habilidades técnicas de seus subordinados é mais importante do que sua capacidade técnica. Finalmente, a importância da habilidade conceitual. Ela aumenta à medida que os indivíduos galgam os níveis do sistema administrativo, com base em princípios hierárquicos ou autoridade e responsabilidade. Hoje no mercado de trabalho os atributos e as habilidades mais procuradas nos profissionais são: · Honestidade · Liderança · Capacidade de trabalho em equipe · Visão generalista sistêmica · Planejamento · Iniciativa Esses atributos foram retirados da pesquisa feita pelo Conselho Federal de Administração em 1995.
3.1 Características dos Administradores: Algumas características são geralmente consideradas como fatores "positivos" quando as pessoas são avaliadas para posições de gerência. Estas qualidades, que serão discutidas em mais detalhes estão citadas abaixo: INTELIGÊNCIA: você não tem de ser um gênio para ser um bom administrador. Todavia, a pesquisa mostra que as pessoas em posições gerenciais quase sempre têm escores mais altos em teste de inteligência, do que a média para nossa sociedade como um todo. Além disso, os administradores em níveis inferiores. EDUCAÇÃO: os administradores também tendem a ter uma educação melhor do que os não administradores.Quando as diferenças variáveis são comparadas com as medidas de sucesso em administração, a extensão da educação tem-se mostrado como um previsor importante de sucesso. AMPLOS INTERESSES ANALÍTICOS: em geral, os administradores dos níveis elevados parecem ter interesses significativamente mais amplos do que aqueles que não têm posições executivas. Estes interesses podem ir de Hobbes até atividades ligadas à comunidade ou à igreja. Estes interesses mais amplos e mais intensos são indicados pelos executivos de cúpula que têm escores mais altos do que os outros nos teste de cálculo, língua e persuasão. Isto parece indicar que são capazes de compreender e tratar de uma gama mais ampla de problemas. Características pessoais favoráveis: · Habilidade superior em lidar com as pessoas · Autoconfiança e auto-estima · Tolerância para com ambigüidade, frustração e pressão. A função de administrador lida com incertezas, incógnitas e pressões. · Inovação e engenhosidade, de preferência à conformidade. Os administradores de sucesso tendem a ser inconformistas. · Integridade. Isto é cada vez mais necessário, já que as pessoas agora parecem mostrar menos confiança e fé em todas as instituições. · Saúde física, mental e emocional.
Sem ADMINISTRADOR,
não se chega a lugar nenhum.
Foi necessário
coragem, talento e, sobretudo, administração de cada uma das etapas que
envolviam milhares de pessoas e milhões de dólares. Administrador. Toda organização precisa de um. 4. Tipos de Organizações Existem diversos tipos de organizações, que são administradas de modo diferente. Através de um agrupamento os tipos de organizações ficam assim definidos: · Motivação principal dos organizadores, ou seja realizar lucro ou não. · O propósito principal ou orientação da organização. As principais organizações orientadas para o lucro são: Empresa: uma pessoa (ou grupo), organiza uma empresa para produzir ou vender bens ou serviços para os clientes. Isso deve ser feito a um preço que cubra custo e proporcione lucro ao proprietário. Uma organização desse tipo geralmente é chamada de empresa, firma, sociedade anônima, ou empreendimento. Sociedades Profissionais: até pouco tempo os profissionais não tinham permissão de formar uma sociedade anônima, já que isso enfraquecia suas obrigações pessoais. Hoje em dia, principalmente para propósitos tributários e de planejamento por parte do Estado, profissionais como médicos, psicólogos, consultores, advogados e arquitetos, têm permissão para formar sociedades que são orientadas para o lucro. Instituições sem fins lucrativos: Organizações de serviços sem fins lucrativos: tem como objetivo principal prestar serviço ao público ou clientes. Alguns exemplos são: orquestras municipais, museus, igrejas e hospitais dirigidos por grupos religiosos. Sociedades de proteção para os benefícios mútuos: são dirigidos para o benefício de seus membros-clientes. Os principais desafios para estes grupos são determinar e satisfazer às necessidades dos membros, como: proteger os interesses deles e agir como seu porta-voz. São exemplos: clubes, associações de empregados, associações industriais e comerciais, entre outros. Grupos de bem-estar mútuo: estes grupos são entidades governamentais, que proporcionam serviço para todos os membros do público. Seus principais desafios são: · identificar seus clientes
·
promover os
serviços necessários de um modo tão efetivo em termos de custo quanto
possível.
No aspecto do exercício prático como no campo de estudo a administração apresenta uma história respeitável, em diversos países. Suas origens datam de quase duzentos anos. Quando os primeiros economistas – Adam Smith (1723 - 1790) a Karl Marx, a administração não existia ainda. Para eles, a economia era impessoal e governadas por forças econômicas objetivas. Alfred Marshall (1842 – 1924), acrescentou a administração aos fatores produtivos – a terra, o trabalho e o capital. A administração continuaria a não ser fator primordial. J.B. Say (1767 – 1832), foi um dos primeiros adeptos de Adam Smith. Mas na sua obra os fatores produtivos não constituem elemento central. É o empreendedor que dos investimentos menos produtivos direciona os recursos para os mais produtivos, dessa maneira criando a riqueza. Say, foi seguido por François Fourier (1772 – 1837) e o conde Saint Simon (1760 –1825). Fourier e Saint Simon, previam o que aconteceria e "descobriram" a administração antes mesmo que ela existisse. Saint Simon viu o advento da organização. Ele prenunciou as tarefas do administrador. O famoso Report on Manufactures (Relatório sobre as Indústrias), de Alexander Hamilton (1757 – 1804), passa a dar maior importância ao papel construtivo, objetivo e sistêmico da administração. Mais do que nas forças econômicas, ele via na administração a mola propulsora do desenvolvimento econômico e social; e na organização o veículo do progresso econômico. Seguindo o Henry Clay (177 – 1852), apresentou o que se poderia chamar o primeiro projeto para um desenvolvimento econômico sistemático. Um pouco mais tarde, Robert Owen (1771 – 1858), industrialista escocês, tornou-se o primeiro administrador. Na tecelagem que possuía, em seu país na década de 1820, ele pela primeira vez enfrentou os problemas da produtividade e da motivação, das relações do trabalhador como o trabalho, com a empresa e com a administração. Com owem, o administrador toma a figura de uma pessoa real. O advento da Grande Organização Henry Towne (1844 – 1924), delineou o que seria ou poderia chamar o primeiro programa de administração. Formulou perguntas básicas: · a eficácia em relação à eficiência; · a organização do trabalho em relação à organização dos trabalhadores; · o valor fixado pelo mercado e pelo consumidor, em relação à realização técnica. Com Towner, inicia-se a preocupação sistemática pela relação entre as tarefas da administração e o trabalho por ela executado. Mais ou menos na mesma época Georg Siemens (1839 – 1901), seria o primeiro a estruturar uma alta nas funções que caberiam à alta direção e o primeiro a enfrentar os problemas básicos da comunicação e da informação na grande organização. Eüchi Shibusawa (1840-1931), enfrentou sistematicamente a questão da formação da administração. Foi o primeiro a formular perguntas fundamentais acerca do relacionamento entre a empresa privada e as metas do país, bem como as necessidades das empresas e a ética pessoal. Na década de 1880, Frederick W. Taylor (1856-1915), famoso engenheiro, iniciou seus estudos sobre o "trabalho". Foi o primeiro homem da história a não aceitar o trabalho como favas contadas, examinando-o e estimulando-o a fundo. Mais ou menos na mesma época, Henri Fayol (1841-1925), diretor Geral de uma mina de carvão francesa , que para o tempo era uma grande empresa, pela primeira vez pensou em estruturar a organização e elaborou o primeiro enfoque racional da organização da empresa: o princípio fundamental. Walter Rathenau (1867-1922), com experiência anterior em uma grande empresa, perguntava: "qual é o lugar da grande empresa no contexto da sociedade moderna e da nação moderna? Qual é a influência que ela exerce sobre ambas? E quais são suas principais contribuições e suas responsabilidades básicas"? As maiorias dessas perguntas são formuladas sobre as responsabilidades sociais das empresas, foi formulada pela primeira vez por Rathenau nos anos que precederam a Primeira Guerra Mundial. Eugen Schmalenbach ( 1873 -1955). As ciências da administração que daí para cá aparecem à contabilidade de administração, a pesquisa operacional, a teoria das decisões, e assim por diante. Hugo Muensterberg (1863-1916), seria o primeiro a tentar aplicar as ciências sociais e do comportamento humano, especialmente a psicologia, à moderna organização e administração. 6. Porquê a administração é necessária numa organização Numa época de complexidade, mudanças e incertezas como a que atravessamos hoje, a administração tornou-se uma das mais importantes áreas da atividade humana, afinal é um fenômeno universal do mundo moderno. Cada organização e cada empresa requerem a tomada de decisões, a coordenação de múltiplas atividades, a condução de pessoas, a avaliação do desempenho das dirigido a objetivos previamente determinados, enfim o trabalho do administrador em uma organização qualquer, seja ele um -supervisor de primeira linha ou um dirigente máximo da organização é essencialmente o mesmo. A tarefa de administrar aplica-se a qualquer tipo ou tamanho de organização, seja ele uma grande indústria, uma escola, um clube, um hospital ou uma empresa de consultoria. Toda a organização precisa ser administrada adequadamente para alcançar seus objetivos com eficiência, economia de ação e de recursos, pois sem uma administração adequada e eficaz é provável que fracasse. Pois, sem administração as pessoas estariam entregues a si próprias e trabalhariam para a obtenção de seus objetivos independentemente dos demais e o esforço seria desperdiçado. Assim, pode-se afirmar que onde há atividade humana organizada é necessário administração. 7. Caso Ilustrativo Um show de equilíbrio As lições de liderança, trabalho em equipe e motivação do Grupo Corpo, uma das companhias de dança mais bem sucedidas do Brasil. O grupo Corpo lota teatros em todo o mundo. Mas o que a rotina de um grupo de danças tem a ver com o dia-a-dia de uma empresa ou organização? Aparentemente nada. Na prática, tudo. É preciso saber trabalhar em equipe, administrar o negócio e ter um produto menos que excelente.Enquanto os bailarinos, do grupo Corpo brilham no palco, nos bastidores há um outro espetáculo de trabalho em equipe, liderança, visão de negócios. Fecham as cortinas. Eis um pouco da rotina do Grupo Corpo. Momento 1: O Grupo A equipe não é nada pequena – são mais de 40 profissionais. A agenda está sempre lotada. Administrar tudo isso - é claro, acrescentando todos os imprevistos que sempre surgem no meio do caminho – não é brincadeira. No dia-a-dia, as portas das quatro salas que formam o escritório do grupo estão sempre abertas. Todo mundo entra e sai. Não há barreiras. Se alguém tiver algum problema para resolver, basta entrar, sentar e resolver. A confiança entre as pessoas, o respeito à individualidade e a comunicação são, de acordo com os membros do grupo, a base da sua convivência. Momento 2 : A Liderança Liderar o Grupo Corpo é definir metas, fazer escolhas. O que o grupo quer? Qual é o próximo passo? Quais são os próximos desafios? Apesar da flexibilidade, os momentos de crise são inevitáveis. Até porque a convivência é intensa. Todos sabem quais são suas responsabilidades, sabem que estão ali para demonstrar um resultado. E, portanto, terão de resolver os problemas que aparecem. Momento 3: O Negócio No Brasil, os investimentos em arte são raros. Recorrer a leis de incentivo e patrocinadores foi à saída encontrada pelo grupo. O sistema de contratos também foi elaborado com muito cuidado. Cada contrato tem um prazo de três anos. E há uma avaliação periódica do grupo para verificar se as empresas pretendem continuar como patrocinadores no próximo período de três anos. É uma forma que encontraram para poder planejar no longo prazo. Momento 4: A Competição Ao contrário da maioria das companhias de ballé ou dança, no Grupo Corpo não há um organograma fixo. Não existe aquela história de primeiro bailarino, segundo bailarino, corpo de baile. Todo mundo faz tido. O importante é que todos na companhia têm potencial e oportunidade para mostrar seu talento. Momento 5: A criação A criação é o ponto mais sensível do trabalho. Fazer um espetáculo inovador é sempre um grande desafio. É e comum mexer várias vezes no que foi feito para conseguir a unidade. Momento 6: A escolha dos talentos Para conseguir uma equipe talentosa é preciso saber escolher. No grupo, os acertos têm sido maiores que os erros. Durante os 24 anos de existência do grupo, foram demitidos apenas três profissionais. No corpo, não é apenas a equipe que escolhe os talentos. Os profissionais mais talentosos também escolhem o grupo. Momento Final: Ao assistir a uma apresentação do Corpo, a sincronia e a leveza saltam aos olhos. Perfeição? Não, eles não conseguem ser perfeitos. Apesar de todas as estratégias, erros muitas vezes acontecem. Só que a maior parte deles é imperceptível aos leigos, mas não pelos ensaiadores que registram todos os erros e tentam corrigi-los durante os ensaios. E assim é a busca incansável pela perfeição. Anexo 1: Anexo retirado da Revista HSM Management, de Setembro e Outubro de 2000. Viva a organização eletrônica Por Gary L. Neilson, Bruce A. Pasternack e Albert J. Viscio ESTE ARTIGO MOSTRA QUE… A maioria das empresas usa a Internet para se comunicar com clientes potenciais; algumas recorrem a tecnologias e infra-estruturas que vinculam e automatizam processos; e apenas um grupo reduzido aproveita as capacidades únicas da rede como plataforma para criar um negócio diferenciado e vencedor. São as verdadeiras organizações eletrônicas, capazes de se adaptar e agir muito rapidamente de modo mais flexível. Essas empresas incorporam quatro características: contribuição relevante das receitas geradas pela Internet; foco em lucros e perdas; alinhamento de todos os processos com a Internet; e uma infra-estrutura eletrônica que funciona 24 horas por dia. A organização da Era Digital não é mais uma entidade corporativa única, mas sim uma rede ampliada que consiste em um núcleo central racionalizado, unidades de negócios concentradas no mercado e serviços de apoio compartilhados. A transformação no que se chama de e-org está ocorrendo de acordo com sete dimensões-chave: 1. Estrutura organizacional - Para substituir as estruturas burocráticas e hierárquicas, as empresas devem construir organizações mais flexíveis, descentralizadas e baseadas em equipes e alianças que possibilitem aos funcionários responder de imediato a oportunidades e vantagens competitivas em todo o mundo. 2. Liderança - Na e-org, todos são líderes, encarregados de criar um ambiente propício ao ganho e sucesso coletivos. 3. Pessoas e cultura - As empresas precisam desenvolver uma cultura que dê apoio à nova maneira de fazer negócios e estimular funcionários de todos os níveis a assumir o risco inteligente. 4. Coesão - As organizações têm de ser eficientes em todos os pontos da cadeia de valor. Para gerá-lo, os funcionários de todos os níveis precisam estar preparados para inovar e tomar decisões consistentes rapidamente. Coesão, ou alinhamento, é o que torna isso possível. A empresa coesa pode abandonar o tipo tradicional de estrutura organizacional rígida e montar estruturas flexíveis de pessoas, processos e sistemas. 5. Conhecimento - O conhecimento é o resultado do que fazemos com a informação, de como juntamos seus vários componentes ao know-how, aos processos e às percepções de mercado. As e-orgs compartilham conhecimento com seus parceiros comerciais por via eletrônica. 6. Alianças - No novo modelo de negócios eletrônicos, as empresas formarão alianças não apenas para eliminar as lacunas em capacidades e alcance geográfico, mas também para criar um novo valor e terceirizar os serviços que não possam ser prestados de forma competitiva. 7. Gestão - A estrutura de gestão tradicional, de cima para baixo e voltada para dentro, está sendo substituída por um modelo mais espalhado, que incorpora o escrutínio interno e externo. Nesse novo modelo, a diretoria desempenha um papel de consultora ativa, além de também atuar como órgão de controle. CONCLUSÃO Ao finalizar este trabalho, pode-se concluir que, as organizações são antigas quanto a história do homem, pois ao longo do tempo as pessoas se reuniram para alcançar metas, primeiro em família, depois em tribos e em unidades políticas mais sofisticadas. E hoje, também elas continuam difundindo-se em toda a sociedade e na vida particular de cada um de nós, pois a maioria das realizações ocorrem devido ao fato das pessoas estarem um grupo dedicando-se e envolvendo-se em projetos comuns e também pelas organizações possuírem determinados seus objetivos e metas, onde sempre procuram persegui-los com a ação conjunta de todos. Mas para tudo isso ocorrer e obter êxito, é necessário que a organização (ela orientada para o lucro ou não) seja administrada por pessoas que executam corretamente as tarefas, planejam, organizem, controlem, pois a tarefa básica da administração é fazer as coisas através das pessoas alcançando os melhores resultados, assim uma boa administração é vital para qualquer organização, porém ela é resultado do esforço diário, através da liderança, iniciativa, honestidade, trabalho em equipe e uma infinidade de habilidades que os administradores precisam ter desenvolvidas. Enfim, a administração é necessária em todas as organizações que almejam sucesso, eficiência e eficácia. BIBLIOGRAFIA FARIA, A. Nogueira de Introdução à Adminstração. São Paulo: Livros Técnicos e Científicos S.A., 1985. MOTTA, Fernando Cláudio Prestes Organização & Poder. São Paulo:Editora Atlas, 1990. MOTTA, Fernando Cláudio Prestes Teoria das Organizações. São Paulo: Editora Pioneira de Administração e Negócios, 1986. 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