A História da
Contabilidade Na antigüidade, as trocas de bens e serviços eram seguidas de simples registros ou relatórios sobre o fato. Mas as cobranças de impostos, na Babilônia, já se faziam com escritas, embora rudimentares. Tabletes de barro cozido e placas de madeira ou de pedra eram usados para os registros de pagamentos de serviços. Um escriba egípcio chegou a contabilizar os negócios efetuados pelo governo do seu país, no ano 2000 A.C. Sistemas de escritas contábeis foram bastante utilizados nas Ilhas Britânicas. Empregavam-se ramos de árvore assinalados com talhos como provas de dívida ou de quitação. O desenvolvimento do papiro (papel) e do cálamo (pena de escrever) no Egito antigo facilitou extraordinariamente o registro de informações sobre negócios. As escritas governamentais da República Romana (200 A.C.) já traziam as receitas de caixa classificadas em rendas e lucros, e as despesas compreendidas nos itens salário, perdas e diversões. Os questores, funcionários do Estado, tinham como atribuição examinar as contas dos governos provinciais. O imperador Augusto foi, talvez, o primeiro governante da história a estabelecer um orçamento público. No período medieval, diversas inovações na técnica da contabilidade foram introduzidas por governos locais e pela Igreja. O Imperador Carlos Magno determinou, por volta do ano 800 na Capitulare de Villis, a realização de um inventário anual da propriedade, em livros especiais para as receitas e despesas. Em 831, um "contador" assinou a escritura de uma propriedade transferida por S. Ambrósio a um nobre italiano. Exames de livros de contabilidade foram efetuados na Inglaterra, durante o Reinado de Henrique I (1100 - 1135). A introdução da técnica contábil nos negócios privados foi, porém, uma contribuição de comerciantes italianos do século XII. Os empréstimos a empresas comerciais e os investimentos em dinheiro determinaram o desenvolvimento de escritas especiais que refletissem os interesses dos credores e investidores e, ao mesmo tempo, fossem úteis aos comerciantes, em suas relações com os consumidores e os empregados. O aumento de volume dos negócios registrado após a Revolução Industrial fez surgir a necessidade de exames contábeis das experiências financeiras das empresas, a qual, comumente, punha seus serviços profissionais à disposição de outras organizações. Foi, contudo, a Itália, com destaque para as cidades de Veneza, Gênova e Florença, que fez com que a contabilidade florescesse como disciplina adulta e completa. Estas cidades e outras da Europa fervilhavam de atividade mercantil, econômica e cultural. Foi nesse período que Frei Luca Pacioli escreveu um livro fazendo uma exposição completa do Método das Partidas Dobradas (1494). A Itália foi também o primeiro país europeu a fazer restrições à prática da contabilidade por um indivíduo qualquer. O governo passou somente reconhecer como contadores as pessoas devidamente qualificadas para o exercício da profissão. A importância da matéria aumentou com a intensificação do comércio internacional e com as guerras ocorridas nos séculos XVIII e XIX, que causaram numerosas falências e a conseqüente necessidade de se proceder à determinação das perdas e lucros entre credores e devedores. O termo contabilidade tem origem no conceito de prestação de contas de certos fatos ou condições de natureza comercial. Abrange, de um lado, a explicação de como as coisas se passam no mundo dos negócios, e, de outro, o cômputo numérico das transações que se realizaram. A contabilidade envolve praticamente todos os aspectos de uma empresa, susceptíveis de serem expressos em termos monetários: os ativos ou itens de riquezas; os passivos ou interesses de credores que fornecem dinheiro e mercadorias, ou prestam serviços, e aguardam o pagamento ou a remuneração; e finalmente os direitos de proprietários que realizaram investimentos. A contabilidade destina-se a fazer o registro sistemático das receitas e despesas, bem como dos lucros e perdas de uma firma durante determinado período. Como tal, pode ser considerada um método quantitativo que compreende a classificação e a mensuração do valor monetário das transações inscritas nos registros das empresas. Embora tenha como objetivo a determinação de quantidades, não se confunde com a estatística. Pois enquanto esta última joga qualquer tipo de elemento quantitativo, com o número de nascimentos e óbitos, índices de população, valor da produção, etc., a contabilidade restringe-se aos fatos que podem ser expressos em termos de moeda. Além disso, interpreta os dados de ordem financeira quanto a seus efeitos sobre determinada empresa, quer se trate de uma casa comercial, associação de beneficência, quer de uma entidade governamental. Pro Labore – É o termo utilizado para denominar o que um acionista/proprietário da empresa recebe, seria o equivalente do salário que é pago ao funcionário, no entanto é em função do lucro da empresa.
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