Resenha: A empresa dos e-lancers
RESENHA: A empresa dos e-lancers. Thomas W. Malone E Robert J. Laubacher. Revista HSM Management 1999. Atualmente, as empresas de todo o mundo estão enfrentando um ambiente caracterizado pela incerteza, pela inovação tecnológica, pelos novos paradigmas de gestão e pela velocidade de mudança nos campos da educação, informação e conhecimento. Pergunta-se: Como estarão as grandes empresas no futuro? Quais serão os cenários por elas vivenciados? De acordo com o contexto atual, imagina-se que as empresas de grande porte tendem a crescer cada vez mais, mas essa teoria já dá sinais de mudanças. Ao que parece, é justamente o fenômeno oposto que está para acontecer, ou seja, a desintegração das grandes empresas. Os profissionais estão saindo das grandes corporações, trocando –as por empresas de menor porte, conduzindo um negócio próprio, ou trabalhando como free- lancers interconectados eletronicamente, denominados como e-lancers. Devido à Nova Economia, baseada principalmente na velocidade da informação, assim como a Globalização, transformações de ordem política e econômica que vem ocorrendo nas últimas décadas, integrando os mercados em uma aldeia global, percebe-se que as informações também se "uniformizam" devido ao alcance mundial, podem ser trocadas instantaneamente e com baixo custo. É possível administrar a si mesmo, de certa forma podemos voltar à época dos negócios autônomos e pequenos, ou seja, a empresa possui uma ou poucas pessoas. O ponto principal da economia atual não seria mais a corporação e sim o indivíduo, ou seja, não há mais controle através de uma cadeia estável de gerenciamento, as tarefas são desempenhadas de modo autônomo por free- lancers conectados eletronicamente chamando-se então e-lancers, que estariam juntos em redes móveis e temporárias, já que quando o trabalho acaba, tudo se desfaz e cada um deles volta a ser independente e buscar um novo trabalho ou projeto. A economia estaria centrada em um modelo de organização transitório e elástico. A coordenação do trabalho da empresa temporária é feito pelas pessoas que fazem parte dela, com pouca ou nenhuma orientação. Essa mudança pode ocasionar conseqüências positivas ou negativas. As positivas seriam o desenvolvimento individual, além do aumento da flexibilidade e eficiência dos negócios, dessa forma, as pessoas teriam mais tempo para se dedicar a outras atividades. Mas é preciso ressaltar que este modelo também pode ter conseqüências negativas. O mundo dos negócios, se não tiver as "amarras" tradicionais pode se tornar uma verdadeira desordem, e a distância já existente entre os privilegiados e os desfavorecidos aumentar quando os carentes de talentos especiais e os que não tiverem acesso às redes eletrônicas forem aos poucos excluídos do sistema. Por isso, é necessário que tomemos conhecimento sobre o que está acontecendo e o que poderá ocorrer futuramente, já que a era dos e-lancers pode causar o florescimento da prosperidade individual mas pode também provocar desordem e desarticulação.
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